terça-feira, 8 de abril de 2008

GAROTA DE IPANEMA


Garota de Ipanema . Nova loja e website !
"OLHA QUE COISA MAIS LINDA...
MAIS CHEIA DE GRAÇA..."
QUEM NÃO CONHECE A ETERNA "GAROTA DE IPANEPOIS . AGORA VOCÊ PODERÁ VER DE PERTO E
BATER UM PAPO MUITO LEGAL COM HELÔ PINHEIRO, A MUSA DO POETA, ENQUANTO TOMAM, JUNTOS, UM CAFEZINHO EM SUA NOVA E CONFORTÁVEL LOJA.VÁ LÁ E CONFIRA! EU FUI E AMEI!!!
Avenida Imperatriz Leopoldina, 1905 - Loja 4 Galeria Ponteio, Alto de Pinheiros.
www.garotadeipanema.com.br loja@garotadeipanema.com.br /enviado por heitor de araujo
blog helo pinheiro

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A VIDA É UM MISTÉRIO


Segundo album do Continental Combo. A ser lançado no começo de 2008.
Faixas:
1.Chegada (vinheta)
2.Retiro
3.A Vida É Um Mistério
4.Frio Polar Na Cidade
5.Aretha, Aretha
6.Esboços De Abril
7.Caravan
8.A Fúria Do Tempo
9.Aquecimento Global
10.No Céu, No Chão
11.Sons De Festival
12.Partida (vinheta)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

FERNANDA TAKAI


Essa é aquela hora um pouco antes de entrar no palco, quando dá um friozinho na barriga e o coração bate mais rápido.A série de shows em Brasília e a calorosa noite em Belo Horizonte me deixaram muito feliz - com a certeza de que o “sim” que disse ao Nelson Motta lá no fim de 2006 foi uma dos maiores acertos na minha carreira.Ontem fizemos a gravação do Palco MPB, no teatro Rival que vai ao ar hoje às 16:00h, na MPB Fm. Mesmo horário da entrevista ao vivo que farei no Sem Censura, com Leda Nagle daqui a pouco na TVE.
Foto: Patrícia Tavares

BOB DYLAN


Jokerman (tradução)
Bob Dylan
Curinga

Sobre as águas, jogando seu pão,
Enquanto os olhos do ídolo, com a cabeça de ferro,
estão brilhando.
Barcos distantes rumo à bruma seguem seus cursos,
Você nasceu com uma cobra em seus pulsos,
Enquanto um furacão estava soprando
Liberdade logo ao virar a esquina para você
Mas, com a confiança tão longe, de que servirá?

Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Ó, ó, ó Curinga.

O sol põe-se tão velozmente no céu,
Você se levanta e diz adeus para ninguém.
Tolos correm para lugares onde anjos temem pôr seus
pés,
O futuro dos dois, tão cheios de temor, você não tem
nenhum.
Mudando mais uma camada de pele,
Mantendo-se a um passo a frente do perseguidor dentro
de você.

Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Ó, ó, ó Curinga.

Você é um homem das montanhas, você pode andar nas
nuvens,
Manipulador de multidões, você distorce sonhos
Você irá para Sodoma e Gomorra,
Mas o que te importa?
Lá ninguém vai querer casar com a sua irmã.
Amigo do mártir, um amigo da mulher que causa
vergonha,
Você olha dentro da fornalha escaldante, vê um homem
rico sem nome.

Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Ó, ó, ó Curinga.

Bem, o Livro do Livítico e Deuteronômio,
A lei da selva e do mar são seus únicos professores.
Na fumaça do crepúsculo sobre um corcel lácteo.
Michelangelo realmente poderia ter esculpido sua
feição.
Repousando nos prados, longe do espaço turbulento,
Meio adormecido perto das estrelas,
Com um pequeno cachorro lambendo seu rosto.

Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Ó, ó, ó Curinga.

Bem, o fuzileiro aproxima-se silenciosamente dos
doentes e aleijados,
O pregador busca o mesmo,
Quem chegará lá primeiro é incerto.
Cassetetes e canhões de água, gás lacrimejante,
cadeados,
Coquetéis molotov e pedras atrás de cada cortina,
Juízes pérfidos morrendo nas teias que eles mesmos
tecem,
É só uma questão de tempo até que a noite se instale.

Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Ó, ó, ó Curinga.

É um mundo sombrio, céus são escorregadiamente
cinzentos,
Uma mulher acabou de dar à luz a um príncipe hoje
E o vestiu de escarlate.
Ele irá pôr o padre no bolso, pôr a lâmina para
aquecer,
Tirem as crianças sem mães da rua
E coloquem-nas aos pés de uma meretriz.
Ó, Curinga, você sabe o que ele quer,
Ó, Curinga, você não demonstra nenhuma reação.

Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Ó, ó, ó Curinga. /JESSICA LUANA

POEMA DE TIKO LEE


Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Oh! Flor da terra! Oh! Flor carcomida!
Teu perfume monóxido te oxida!
O Machado te corta à sepultura!!!

Teu olor embriagou o verme e a carne fria!
Assis escreveu a morte quando em vida!
E dedicou memórias! Sim, sem dúvida!
Flor do céu! e flor da terra em parceria!

Dedicatória fúnebre escreveu!
Oh! Flor do céu a enfeitar a tua mortalha!
Batalha que levou Machado ao céu!

A morte quando vem,Assis, não falha!
Quando o verme enfrentou a carne!!! e venceu!
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!!!
tiko lee/poeta Cristão contemporâneo

quarta-feira, 2 de abril de 2008

ROBERTO PIVA


ESTRANHOS SINAIS DE SATURNO

ROBERTO PIVA
Último volume das obras reunidas de um dos mais importantes poetas brasileiros contemporâneos é acompanhado de CD com gravação de poemas do autor lidos pelo próprio Piva
Estranhos sinais de Saturno, do poeta paulistano Roberto Piva, é o terceiro volume de suas obras completas, organizadas e apresentadas por um dos principais nomes da atual crítica brasileira, o professor da Unicamp Alcir Pécora. Dividido em quatro seções, contém a poesia de Piva produzida do início dos anos 1980 até hoje: traz, assim, o relançamento integral de Ciclones, de 1997; o lançamento do livro inédito que dá título ao volume; um terceiro grupo de “manifestos” e, por fim, um CD contendo poemas lidos pelo seu autor. Integram ainda o volume uma “Nota editorial”, um “Posfácio” de autoria de outro grande nome da crítica contemporânea, Davi Arrigguci Jr., e uma “Bibliografia” detalhada. Através desta iniciativa edi torial, um poeta brasileiro contemporâneo tão conhecido quanto relativamente pouco lido tem sua obra reeditada à altura, tornando-a devidamente acessível para o público, a crítica e a academia.Roberto Piva é um caso particular na poesia brasileira contemporânea. Essa particularidade é a soma de vários aspectos. Não em ordem de importância, há o fato de ele poetizar a cidade de São Paulo, quando a cidade é a grande ausente da poesia paulistana desde o modernismo. Além disso, sua obra surge à mesma época do construtivismo concretista, do qual, de certa forma, Piva é o grande antípoda – ainda mais que a poesia “marginal” carioca, cuja maior representante é Ana Cristina César. A poesia do século XX descende diretamente do simbolismo. É de sua liberdade individualista, desafeita às formas clássicas, que advém tanto as vertentes construtivistas (como o futurismo) quanto as subjetivistas (como o surrealismo). Nos anos 1950, a primeira vertente originaria o concretismo, enquanto a segunda tanto a poesia “marginal” no Brasil quanto a poesia beat nos EUA. Piva, em suma, é um poeta moderno cuja ascendência inclui o simbolismo, a poesia de Whitman, o movimento beat, o jazz, a contracultura dos anos 1970 e os movimentos pelos direitos civis, além da citada temática urbana. Deve-se acrescentar ainda sua relação com a chamada etnopoesia – ligando Piva ao multiculturalismo – através da figura-síntese do xamã, recorrente em sua fase recente. De tudo isso, o aspecto mais conhecido &ndas h; numa poesia de resto bem menos conhecida do que deveria – é o homossexualismo, e mais genericamente o sexualismo, em que, apenas para ficar na língua portuguesa – deixando então de lado figuras seminais como Kaváfis –, Piva é herdeiro direto do grande e hoje grandemente desconhecido contemporâneo de Fernando Pessoa que foi António Botto.Tudo isso é mais que suficiente para falar da importância e da particularidade (uma alimentando a outra) da poesia de Piva, restando, porém, referir o prazer estético de uma poesia que traz a marca – hoje rara – da oralidade. Como diz Alcir Pécora do CD que integra o volume – num texto ensaístico que renova a recepção crítica da obra de Piva: “Quando ele a lê, sua poesia se evidencia como verdadeira presença, [...] uma presença física, tensa, temível e arrebatadora, [...] como [se aí] encontrasse sua melhor condição, o ponto forte em que foi nascida, a mais justa freqüência de sua vibração”.
O QUE SE DISSE:
“A reduzida bibliografia crítica sobre Roberto Piva, apesar dos seus 8 livros publicados desde Paranóia, de 1963, até Ciclones, de 1997, o caracteriza, em um paradoxo, como poeta ao mesmo tempo muito conhecido, porém pouco divulgado e insuficientemente estudado.” (Cláudio Willer)
“O último livro de Roberto Piva – Ciclones – tem todo o vigor da adolescência. [...] O autor parece identificar poesia, beleza, marginalidade e homossexualismo numa mesma construção, de desenho gracioso, de ímpeto dionisíaco, de realização brusca, liberta, ousada”. (Marcelo Coelho)
“Ninguém foi mais rápido no gatilho do que Roberto Piva: no início dos anos 60, ele escreveu Paranóia, um dos retratos poéticos definitivos da metrópole paulistana que emergia e de sua paisagem de morfina, seus arranha-céus de carniça, seus arcanjos de enxofre.” (Jotabê Medeiros)
TRECHO:
o mundo subterrâneo
está mobiliado
por coxas de garotos
selvagens
o mundo solar
está mobiliado
por olhos
de garotos com
almas de pétalas
eu sou o orixá
com pênis
do tamanho do
pênis do elefante
pássaros se dedicam
de imediato à obra
em negro
estrelas em prontidão
relâmpagos
temperam
a cerveja dionisíaca
de Paracelso
cuja espada
faz dançar pirâmides
feito um raio
arrebenta
o plano ruidoso
do nosso
século
(“Xangô e Paracelso”)
O AUTOR:
Roberto Piva nasceu na cidade de São Paulo em 1937, onde sempre viveu. Desde os anos 1960, é figura marcante na paisagem poética paulistana, através da publicação de poemas em vários meios e da participação pessoal em inúmeros eventos. Integrou a Antologia dos novíssimos (São Paulo: Massao Ohno, 1961) e 26 poetas hoje (org. Heloísa Buarque de Holanda, Rio: Labor, 1976, 1.a edição / Rio: Aeroplano, 1998, 2.a edição). Publicou os livros de poemas Paranóia (São Paulo: Massao Ohno, 1963 / São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2000, 2a. edição), Piazzas (São Paulo: Massao Ohno, 1964, 1a. edição / São Paulo: Kairós, 1980, 2a. edição), Abra os olhos e diga ah! (São Paulo: Mass ao Ohno, 1975), Coxas (São Paulo: Feira de Poesia, 1979), 20 poemas com brócoli (São Paulo: Massao Ohno/ Roswitha Kempf, 1981), Quizumba (São Paulo: Global, 1983), Antologia poética (Porto Alegre: L&PM, 1985) e Ciclones (São Paulo: Nankin, 1997). Todos esses livros foram reunidos em três volumes publicados pela Editora Globo: Um estrangeiro na legião, Mala na mão & asas pretas e o recém-lançado Estranhos sinais de Saturno.
Ficha técnica:
Título: Estranhos sinais de Saturno
Autor: Roberto Piva
Organização e nota introdutória: Alcir Pécora
Posfácio: David Arrigucci Jr.
Editora: Globo
Gênero: Poesia
Capa e projeto gráfico: Raul Loureiro e Claudia Warrak
Preço: R$39,00
Número de páginas: 224
Formato: 14 x 21 cm
Informações:
Verônica Papola e Julie Krauniski
E-mail: imprensaglobolivros@edglobo.com.br
Telefones: (11) 3767-7819 / (11) 3767-7863
Editora Globo Av. Jaguaré, 1485 05346-902 São Paulo Brasil www.globolivros.com.br

LANÇAMENTO EDITORA GLOBO


MUNDO ANIMAL E OUTROS CONTOS
ANTONIO DI BENEDETTO
Sai o último volume das obras reunidas de Antonio Di Bedetto, um dos grandes nomes da literatura argentina, lançado no Brasil pela Editora Globo
A Argentina, ao longo do século XX, produziu grandes escritores e, particularmente, grandes contistas. Basta citar três nomes: Jorge Luis Borges, Julio Cortazar e Adolfo Bioy Casares. Um desses grandes contistas, apesar de menos conhecido que seus pares fora de seu país de origem, é Antonio Di Benedetto – de quem a Globo acaba de lançar a coletânea Mundo animal e outros contos, com prefácio de Martín Kohan.
Os contos de Di Benedetto são curtos, alguns com apenas duas páginas (como “Voamos”), a maioria com cerca de dez páginas. O que, por um lado, de Kafka a Cortazar, segue certa tradição moderna de extrema exigüidade, e por outro lado, denota a maestria de Di Benedetto na história curta – e a síntese significativa é uma arte, se não mais trabalhosa, mais difícil e sutil do que a prosa larga (em que pese Di Benedetto também ter escrito romances). Como resume Martín Kohan no prefácio: “É uma escrita que se controla e se contém, mas deixando ver que há mais, que sempre há mais coisas. Se Di Benedetto se contém, é para conseguir esse milagre de precisão e clareza, esse milagre de justeza que são os seus textos. De resto, o seu fraseado tende para o despojamento, mas brilha igualmente nos períodos longos, rítmicos, sugestivos; as palavras em Di Benedetto parecem se ajustar sempre ao que querem dizer, e, no entanto, acatam o destino de dizer sempre mais do que estão dizendo.”Os contos, de um realismo fluido que beira mas não se deixa levar pelo realismo fantástico, retratam personagens comuns em situações pouco comuns, como o do velho que se revela um contista acabado para o amigo jornalista, mas logo desiste de escrever, com medo da própria imaginação (“Falta de vocação”,), ou o homem que possui um gato que parece um cachorro e afinal revela poder voar, sendo portanto talvez uma ave, o que o leva a constatar a normalidade de nada ser o que parece (“Voamos”).
TRECHO:
“Agora é noite. Jantam em uma salinha à medida dos dois. Ao lado está a cozinha. A mulher se levanta para trazer a segunda parte da refeição. Dom Pascual fica sozinho e descobre o vôo de observação de uma mosca que escolhe um prato para pousar. Dom Pascual agita as mãos a fim de afastá-la da comida, apaga a luz da sala e acende a do pátio contíguo. Sabe que a mosca se deixará seduzir pela luz. Fecha parcialmente a porta. Move os braços. Através da semiclaridade que entra pelo vão, sai como um projétil o pequeno corpo negro. Segue-o com o olhar. Constata o translado. Vê se deslocar como um pontinho que, em determinado momento da sua trajetória... voa com asas descomunais para o seu tamanho e se precipita contra a luminária do pátio! É um morcego, que sobe, baixa, g ira em torno e permanece como cativo sem sossego da luz que irradia a lâmpada. Dom Pascual sente como se uma mão, como se a sua própria mão mais forte, tivesse lhe capturado o coração e o estivesse apertando. Sem desviar o olhar do vôo que ele vê, chama a mulher, que vem chegando com a travessa e percebe a sua voz de angústia.”
O AUTOR:
Antonio Di Benedetto nasceu em Mendoza, Argentina, em 1922. Na juventude, depois de abandonar a escola de direito, iniciou carreira jornalística no jornal mais importante de sua cidade natal, Los Andes, que chegaria a dirigir entre 1967 e 1976. Paralelamente, Di Benedetto dedicou-se à literatura desde 1950, deixando cinco romances e várias coletâneas de contos. Em março de 1976, poucas horas depois do golpe militar, foi preso e encarcerado em um centro clandestino, ficando preso por catorze meses sem que os motivos fossem esclarecidos. Devido à pressão de intelectuais argentinos e estrangeiros, foi libertado e saiu do país para um exílio que duraria de 1977 a 1984. O escritor residiu em Madri e nos Estados Unidos, onde esteve em 1981, como bolsista da Fundação McDowell. Entre os inúmeros prêmios nacionais e internacionais que receb eu, destaca-se o Prêmio Itália-América Latina de Literatura, outorgado em 1978 em Roma, pelo romance Zama. Sua obra foi traduzida para diversas línguas, entre as quais o alemão, o francês, o italiano e o polonês. Antonio Di Benedetto faleceu em Buenos Aires, em 10 de outubro de 1986. Dele a Editora Globo publicou Zama, Os suicidas e O silencieiro.
Ficha técnica:
Título: Mundo animal e outros contos
Autor: Antonio Di Benedetto
Tradução: André de Oliveira Lima
Prefácio: Martín Kohan
Editora: Globo
Gênero: Contos
Capa: Ettore Bottini
Preço:R$ 25,00
Número de páginas: 260
Informações:
Verônica Papola e Julie Krauniski
E-mail: imprensaglobolivros@edglobo.com.br
Telefones: (11) 3767-7819 / (11) 3767-7863
Editora Globo Av. Jaguaré, 1485 05346-902 São Paulo Brasil www.globolivros.com.br