quinta-feira, 29 de maio de 2008

DANIELA ESCOBAR


O CHARME,O TALENTO E A BELEZA DA atriz e deusa DANIELA ESCOBAR

IZABEL AVALLONE


A CPMF não baixou os preços conforme disse Lula, porém não resolveu o problema da Saúde, uma vez que ela foi criada para esse fim. Chega de discursos oportunistas e fantasiosos senhor presidente, o governo e seus aliados não querem abrir mão dos recursos da CPMF porque sabem muito bem onde esse dinheiro foi parar. A sociedade tem uma certeza, na saúde não foi. A CPMF foi derrubada por pressão da sociedade cansada de pagar por serviços e não ver resultados. Por que não fazer uma placa com os seguintes dizeres: Onde foram parar os 280 bilhões que o governo arrecadou e não aplicou na Saúde? Essa pergunta deveria ser inserida nas tvs a cada 5 minutos, até o eleitor acordar. Ou será que falar a verdade é fazer propaganda? Somos bombardeados com mentiras todo tempo na tv, por que não usar o horário político que nós pagamos para exigir transparência no uso do nosso dinheiro? Se quiserem eu seguro a placa e fico de costas para não alegarem que quero aparecer!
Por um Brasil melhor!
Izabel Avallone

COLUNISTA BABY GARROUX


Na Televisão passou pela Organização Vitor Costa, TVs Tupi canal 4 (Jornalismo), Record e Bandeirantes. Trabalhou e dividiu programa com Flávio Cavalcanti na Rede Record e Rede Bandeirantes e com Abelardo Barbosa ("Chacrinha") também na Record e na Bandeirantes. Apresentou seus próprios programas, "Boa Noite Brasil", "Brasil Urgente", "Ela" (direção Fernando D'Ávila), "Dia a Dia", "Desafio à Produção", "Cidade contra Cidade", "Canal Livre", "As Mais Mais", "Batalha do Amor" (com Ronnie Von), todos na TV Bandeirantes, canal 13. Participou como atriz nas novelas "Cara a Cara", de Vicente Sesso, (prêmio revelação) "A Filha do Silêncio", "Meu Pé de Laranja Lima" de José Mauro de Vasconcellos (prêmio revelação), "Pé de Vento" e "Os Imigrantes" (ambas de Benedito Rui Barbosa), todas elas na TV Bandeirantes.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

EDITORA GLOBO


SEIS PROBLEMAS PARA DOM ISIDRO PARODI
&
DUAS FANTASIAS MEMORÁVEIS
JORGE LUÍS BORGES & ADOLFO BIOY CASARES
(H. BUSTOS DOMECQ)
Clássico moderno da literatura argentina relança várias questões contemporâneas
Seis problemas para Dom Isidro Parodi & Duas fantasias memoráveis, de Jorge Luis Borges & Adolfo Bioy Casares, foi escrito sob o pseudônimo H. Bustos Domecq. Por trás do jogo de máscaras da autoria, em que os dois grandes escritores argentinos dão lugar, na verdade, a um heterônimo, ao menos dois aspectos se destacam: a raridade da literatura a quatro mãos e a modernidade do autor como outra criação do autor. Pois se o autor cria a obra, cria também, ao criá-la, a si mesmo como autor. Obra e autor criam-se, então, mutuamente. E como todos os aspectos da criação tornaram-se conscientes na modernidade, isto gera a possibilidade – mais ainda, a necessidade – de tornar tal consciência criativa parte da própria criação. É o que, grosso modo, faz Borges todo o tempo, a despeito de um classicismo estilístico que a princípio confundiu parte da crítica (no Brasil, houve o caso notório de Paulo Francis, que primeiro rejeitou a obra de Borges como pré-moderna para depois retratar-se). E é isso o que faz Borges, junto com Casares, ao criar tanto o autor, H. Bustos Domecq, quanto sua obra. Em suma, Seis problemas para Dom Isidro Parodi & Duas fantasias memoráveis são e não são de autoria de Borges e Bioy Casares, assim como são e não são de autoria de Bustos Domecq – que de fato existe como o autor de uma obra que não é, enfim, simplesmente nem Borges nem de Bioy Casares... Ser ou não ser, disse Hamlet ao inaugurar a modernidade. Cujo outro nome é complexidade. Em todo caso, não resta dúvida quanto à tradução desta ediç&ati lde;o ser de Maria Paula Gurgel Ribeiro, assim como de nela haver o belo e esclarecedor prefácio de Michel Lafon, da Universidade Stendhal (Grenoble, França).
Tudo é jogo nesse livro que, ao mesmo tempo, é pura literatura, no sentido de ser ficção e nada além de ficção. A ficção, portanto, é um jogo, cujas peças são as palavras, cujos jogadores são os autores e os leitores e cujo tabuleiro, parodiando Borges, talvez seja a realidade. A começar do nome do autor, Honorio Bustos Domecq, que é então honrado (honório) e honra ancestrais maternos de Borges (Bustos) e de Bioy Casares (Domecq). Segue o jogo com o nome do personagem, Parodi, que evoca paródia. E com sua situação: estar encarcerado por um crime que não cometeu. Além disso, sua profissão, barbeiro, que evoca navalhas no pescoço, o faz um inocente injustiçado que é quase ameaçador, além de ser um homem sem formaçã o intelectual que, no entanto, não faz outra coisa além de investigação intelectual (ou “pesquisa estática”), pois desvenda crimes de dentro da cela – levando ao limite a figura do investigador cerebral moderno à Sherlock Holmes –, a partir da excitação, confusão e demandas dos que vêm visitá-lo com toda sua ansiedade social.
O jogo puramente literário se aprofunda em Duas fantasias memoráveis, a partir de referências bíblicas que os relatos “ilustram ou pervertem, confirmam ou contradizem”.
O QUE JÁ SE DISSE:
“Por baixo delas [as obras de Bustos Domecq] se percebe o talento de Bioy e Borges. Tão vivo como sempre.” (Moacyr Scliar)

“[Parodi] é o caso-limite e paródico dessa figura [o detetive que não se mistura à sordidez da realidade], pois resolve os enigmas sem mover-se de sua cela na penitenciária”. (Ricardo Piglia) “Nesse texto que [Bioy Casares] escreve com Borges, há o primeiro personagem construído a partir da fala dos portenhos.” (Umberto Eco)
Ficha técnica:
Título: Seis problemas para Dom Isidro Parodi & Duas fantasias memoráveis
Autores: Jorge Luis Borges & Adolfo Bioy Casares
Editora: Globo
Tradução: Maria Paula Gurgel Ribeiro
Gênero: Ficção
Capa: Sandra Antunes Ramos e Nuno Ramos
Preço: R$ 30,00
Número de páginas: 192
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-250-4386-3
Informações:
Verônica Papoula e Julie Krauniski
E-mail: imprensaglobolivros@edglobo.com.br
Telefones: (11) 3767-7819 / (11) 3767-7863

domingo, 25 de maio de 2008

HAI CAI A EFIGENIA COUTINHO


HAI-CAI a Efigênia Coutinho

O azul dos seus olhos
reflete a luz do céu
e as águas do mar.

Andreia Donadon Leal

sexta-feira, 23 de maio de 2008

VANIA MOREIRA DINIZ


Eu venho
Vânia Moreira Diniz

Venho pelo caminho dos meus sonhos,

Escutando da minha alma a melodia,

Sentindo em doces palavras cantantes,

A vida e os sentimentos em harmonia.

Venho de outras paragens sem tréguas,

Em que sons se transformam em canções,

E os ecos vibram com intensidade,

A me falar das íntimas e verdadeiras razões.

Venho com esperança e entendimento,

Contemplando em silêncio as paisagens,

Fazendo delas as minhas inspirações,

Acreditando nas mais ilusórias miragens.

Venho com a fé das poderosas horas,

Que executam em mim um treinamento,

De fantasia e certeza do imaginário,

Conduzindo-me ao meu especial momento.

Venho sem limites de tempo ou espaço,

Na estrada breve e desconhecida,

Apressando-me e querendo chegar,

E antegozando os instantes de acolhida.

Venho aceitando todas as possíveis regras,

Ansiando naquela dor e na alegria,

Recolhendo as prováveis recordações,

E vivendo com estímulo o dia-a dia.

Venho caminhando e já apresso o passo,

No prazer de lhe apertar num abraço,

Todo o ser que eu amo nessa saudade,

E sei que para isso não existe cansaço.

Venho, venho sempre chegando mais perto,

Sempre mais próximo e feliz,

Não sei se estou realizando o mais certo,

Mas seguramente o que meu coração diz.
Vânia Moreira Diniz/tela:dali

ARTUR DA TÁVOLA


A PERDA DO PAI


Artur da Távola


A perda do pai: quem sabe vivenciá-la? Como aceitar mortal e falível aquela pessoa grande, capaz de conseguir o universo, logo ele, o provedor, abridor de caminhos pelos quais começamos a passar medrosos?

A perda do pai é a retirada da rede protetora no momento do salto. E há que saltar. É o roubo feito no exato momento em que estávamos a descobrir o melhor do mundo.

A perda do pai é a entrada no lugar-comum, é começar a ser igual a todos os que a sofrem, a ter os mesmos medos, as mesmas frases. É voltar a se emocionar com o que se desprezava: datas, pequenas lembranças, objetos, palavras e até com as manias dele que nos irritavam.

A perda do pai é o começo do balanço da própria vida, porque, enquanto vivia, era mais fácil nele descarregar alguns fracassos e culpas.

A perda do pai é o início da significação. As palavras começam a fazer um estranho e novo sentido.

A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo: o que não fizemos, a visita deixada para depois, o gosto adiado, a advertência desdenhada, o convite abandonado sem resposta, o interesse desinteressado...tudo isso volta, massacrante, cobrando-nos o egoísmo. Nosso primeiro exame de consciência verdadeiro começa quando o pai morre. Nosso encontro com a morte inaugura-se com a dele. Nossa primeira noite sem proteção consciente, dá-se quando ele já não está. E nunca somos mais sós que na primeira noite em que já não o temos. O pai é o mistério enquanto vida e a revelação depois de morto. Num segundo, entendemos tudo o que, durante a vida, nele nos parecia uma gruta de mistérios. Seus objetos ganham vida, suas comidas preferidas passam a ter mais gosto, suas frases adquirem o sentido que só o tempo e a repetição outorgam às coisas.

A perda do pai dói muito! Isso é tudo. Para que querer saber por que? O pai é o eu no outro. É dois em um, santíssima dualidade a proclamar o mistério e a glória de existir, dívida que com ele temos, sem nunca conseguir pagar, o que o faz por isso mesmo, sempre, muito melhor do que nós...