sábado, 7 de junho de 2008

ISSO ACONTECE NA DINAMARCA !!!


Isto é para ser divulgado. Se fosse no Brasil, seriamos povos selvagens, como é na Dinamarca, ninguém diz nada, especialmente os DINAMARQUESES. Eles jamais iriam falar mal de si próprios. Esse degradante espetáculo acontece anualmente nas ilhas Feroe, Região Autónoma da Dinamarca. É incrível que ninguém diga nada sobre este crime e atentado ecológico monumental .Trata-se de uma festa anual, onde os rapazes participam ativamente para manifestar a sua passagem à idade adulta. E são membros da União Europeia!... Esta é uma das Nações mais avançadas do Mundo...
Não há duvida que algo terá que acontecer no mundo para que o ser humano seja mesmo humano. enviado pela cantora TETÊ ESPÍNDOLA/SP

sexta-feira, 6 de junho de 2008

CECÍLIA FERREIRA


Apocalipse

Foi bem diferente naquele dia,
apesar da muita réstia de sol
infiltrada pela veneziana
não me espreguicei. As juntas doíam
e sob o cobertor o frio teimava.
Lentamente naquele dia
afastei da minha mente
cada dor que me acudia,
fosse ela egoísta,
fosse ela uma agonia.
Sob aquele cobertor,
não me levantei de um salto.
Em pensamentos e vontades
eu me despia
daquelas justas medidas
como alguém que se alivia
pelo retirar de roupas
que são feitas de suplex:
“Não vou dizer à fulana
as verdades que merece,
não vou dar mais bola aos juros
ou ao Efe-agá-cê,
não vou mais me importar
com o Lula e seu Petê,
com os painéis do senado,
com Jader ou com Kosovo,
com o vestido brocado
com as traças e seus troços.
Deixa eu troçar dos destroços
e destas unhas quebradas,
dos brancos nestes cabelos,
desta arcada desdentada..
Não quero sofrer por dores
de pais que matam seus filhos
de mães de filhos que matam,
da fome e de seus rastilhos
de pólvora que se alastram.
Não irei mais dar ouvidos
ao coração confrangido
que bate aqui neste peito
ou às bravatas intelectuais,
nem ligar pra humilhações,
segregações raciais,
para as vendas de armamentos,
dominações,
televisões,
religiões,
financiamentos,
o poder de ter poder
o poder de poder mais.
Lentamente naquele dia
afastei da minha mente
cada dor que me acudia,
fosse ela egoísta,
fosse ela uma agonia.
Então pus os pés no chão
e, entre o tapete do quarto e o piso
do banheiro, fiz o que nunca fiz:
dei meia volta,
ao armário
à procura de um presente
que um dia alguém me deu!
- e o que nunca apetecia,
de repente apeteceu –
olhei para a sapateira,
me abaixei
– ah, dificuldade –
e vesti, novinho em folha,
por muito antigo que fosse
o chinelinho encorpado
bem macio e agasalhado,
desejando assim a Paz,
não ao mundo
– não mecânica e irrefletidamente
qual qualquer entrevistado
quando quer impressionar –,
mas a mim,
a mim mesma.
A idade faz amar-se.
Lentamente naquele dia
afastei da minha mente
cada dor que me acudia,
fosse ela egoísta,
fosse ela uma agonia.

CECÍLIA FERREIRA/ARAÇATUBA/SP
TELA: salvador dali

ESCULTURA DE RON MUECK


Revolucionário na arte da escultura,
hiper-realista, Ron Mueck, nasceu em Melbourne, na Austrália, em 1958. Ron Mueck
“Boy”, 1999
Medidas da
escultura:4,90m x 4,90m
x 2,50m
“Boy”
(detalhe do detalhe)
“Boy”,
dimensão.
Ron Mueck já teve sua arte exposta nas maiores
galerias do mundo. O sucesso de sua primeira exposição já foi estrondoso, quer seja pela sua arte, quer seja pelo impacto que ela provoca. A fibra de vidro tornou-se seu mármore e seu bronze.
enviado por CECÍLIA FERREIRA:ARAÇATUBA/SP

HAITÍ: CARTA ABERTA AO PRESIDENTE LULA


Haiti : Carta Aberta ao Presidente Lula
Senhor Presidente,
O senhor terá notado que sua visita de hoje, 28 de maio de 2008, não recebeu as boas-vindas daquela de 2006 quando, acompanhado da "seleção", enlouquecia a meio mundo, tratando de fazer-nos crêr que a lua é um queijo. É que, na realidade, as máscaras caíram. Primeiro, pelo rotundo fracasso da MINUSTAH com respeito aos objetivos do próprio Conselho de Segurança da ONU em maio de 2004. Em seguida, porque já mais ninguém crê na "desinteresada ajuda" dessa missão. Nós entendemos de imediato os "subjacentes" desta "benevolência". A vinda do filho do vice-presidente Alencar, proprietário da indústria têxtil mais importante do Brasil, a localizar as zonas francas e verificar com seus próprios olhos nossa famosa "mão de obra mais barata", acabou de abrir-nos os olhos. Hoje, estão igualmente de visita uns capitalistas, seguramente ávidos eles também de apostar neste "ouro vivo": vão se precisando os objetivos. Mas há mais. O povo inteiro experimentou o comportamiento tanto dos altos responsáveis da missão, cobrando uma dinheirada - neste país tão desprovisto de tudo -, como o dos militares: a repressão nos bairros populares já não se demonstra, ao igual que a arrogância dos chefes em comando, ou a atitude dos soldados encaramujados em seus tanques, metralhadoras sempre apontadas à nossa frente, os quais, aproveitando-se da situação de dominação que instalam, cometem violações e outras exações que não têm nome. ou o terror semeado durante os últimos acontecimientos. O fundo e a forma já não deixam pois nenhuma dúvida: obviamente se trata de uma tutela armada, de uma ocupação, que a suposta "ajuda sul-sul" (que não é mais que uma solidaridade entre classes dominantes de país a país sob direção dos rapaces multinacionais) já não consegue enganar mais.
Como tudo isto foi tão longe? Como a revolução mais extraordinária do continente pôde dar à luz a tal profunda humilhação? Como governos resultantes das lutas dos trabalhadores e das mobilizações populares puderam chegar a jogar conscientemente o papel tão degradante de executor dos planos imperialistas? Tratamos de explicar-se-lo no texto adjunto "Todas as roupagens da mentira", que diz, expõe a lógica de tal sentença, e os reais objetivos do projeto imperialista-burgués de exploração ilimitada. E o papel que ali lhe toca ao senhor. Rechaçando sua "ajuda" tal como a concebe e repudiando totalmente a presença de suas tropas armadas, termina preconizando que outra cooperação é possível ".que unificaría todos os operários, todos os trabalhadores e todos os povos, natural e fundamentalmente irmãos; na agricultura, na medicina, na construção de suas cidades, nos risos francos, nas danças e cantos então liberados, na produção coletiva e nos intercâmbios iguais.".
Assim, senhor presidente, considerando que a presença das forças de ocupação da ONU no Haití constituem uma gigantesca bofetada no povo haitiano e em nossos ancestrais que lutaram para deixar-nos um território liberado de toda dominação extrangeira: em nome desta luta contra a dominação, em nome do direito à autodeterminação do povo haitiano, em nome do direito à vida de toda a gente caída sob as balas criminosas dos seus soldados nos bairros populares, mas também com o mesmo sentimento que o ajudou a declarar não grata a quarta frota estadunidense nos portos do seu país; e considerando a necessidade de establecer uma cooperação horizontal entre os povos do sul onde não existiria explotação, lhe requeremos, Sr. Presidente, proceder de imediato a retirada de suas tropas armadas de nosso país.
Yannick ETIENNE - Batay Ouvriye [Batalha Operária]
Camille CHALMERS - Plateforme Haïtienne pour un Droit Alternatif [Plataforma Haitiana por um Direito Alternativo]
Marc-Arthur FILS-AIMÉ - Institut Culturel Karl Lévêque [Instituto Cultural Karl Lévêque]
Guy NUMA - Mouvman Demokratik Popilè [Movimento Democrático Popular]
Ps.: Queríamos entregar-lhe esta carta em mãos próprias: a polícia nacional, que está sob o comando de seus militares, nos proibiu categoricamente toda aproximação e qualquer manifestação de livre opinião.
Postada por: raymundoaraujobr@yahoo.com.br

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O ETERNO MUTANTE EXPOSTO PARA A CÂMARA


O eterno mutante exposto para a câmera
Documentário ‘Loki?’ mostra vida de Arnaldo Baptista
Ricardo Schott
Lóki?, documentário sobre o ex-mutante Arnaldo Baptista, que está sendo feito desde 2004 – antes mesmo da volta do grupo – e deve estrear mês que vem, deixa qualquer fã do músico em compasso de espera. O material selecionado para a edição final do filme, produzido pelo Canal Brasil e dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, já soma três horas de duração, e pode virar um seriado a ser transmitido pelo canal, ou um longa menor para ser exibido em cinemas e festivais. Enquanto a banda continua sem Arnaldo, a memorabilia do músico, com ou sem Mutantes, recebe sua melhor exposição.
– Recuperamos material que estava indo para a lixeira – revela o diretor.
Fontenelle achou, no depósito da TV Cultura, uma imagem raríssima dos Mutantes dividindo o palco com os Novos Baianos, em 1969, num programa chamado Jovem urgente.
– Eles cantaram Banho de lua (sucesso de Celly Campello). Temos também um clipe de lançamento do Loki? (primeiro disco solo, de 1974), exibido no Fantástico, com Arnaldo cantando Será que eu vou virar bolor?, tocando piano num caminhão.
A idéia surgiu quando Fontenelle e o produtor André Saddy produziram um especial com Arnaldo para o programa musical do Canal Brasil Luz, câmera e canção, em 2004, na época do lançamento de seu último solo, Let it bed. O projeto foi crescendo e culminou numa ida do diretor, do produtor e da co-produtora Isabella Monteiro para assistir ao show de retorno do grupo, no Centro Cultural Barbican, em Londres, em maio de 2007. É o ponto no qual o filme começa.
– O filme é sobre o Arnaldo, mas os Mutantes permeiam a história. Não daria para falar dele sem falar da banda – garante Saddy, que não esconde a condição de admirador. – O rock nacional é o Arnaldo, deve tudo a ele. Nossa idéia foi resgatar sua genialidade.Um lado exposto em Loki? é o do Arnaldo pintor. A equipe pediu ao ex-mutante que pintasse um quadro que simbolizasse sua vida. A elaboração da tela aparece no filme, entremeada com depoimentos de Tom Zé, Lobão, Liminha, Lucinha Barbosa (mulher de Arnaldo) e Sean Lennon (filho do ex-beatle e fã dos Mutantes). O músico adorou a experiência.
– Me pedem músicas, mas nunca tinham me pedido para pintar um quadro – brinca Arnaldo. – Foi como se alguém filmasse a gravação de um disco.
Um dos depoimentos mais tocantes é o de Sérgio Dias, guitarrista (até hoje) dos Mutantes e irmão de Arnaldo. Dois anos antes do retorno do grupo, Sérgio disse querer voltar a tocar com o irmão e até pediu desculpas a Arnaldo.
– Lucinha comentou que isso ajudou na volta dos dois ao convívio, já que a declaração foi ao ar no Luz, câmera e canção – lembra Saddy.
Rita Lee, ponto sensível na vida de Arnaldo, não quis falar, mas está bastante presente. Autorizou todos os usos de imagens e de fonogramas e surge no quadro de Arnaldo quando ele pinta uma moça loura e escreve na tela: "Sinto muito".
– Depois ele troca os olhos azuis do desenho por olhos castanhos, parecidos com o da Lucinha – conta Fontenelle, que gravou depoimentos reveladores de Arnaldo sobre a ex-mulher. – Ele faz um mea-culpa, diz que deveria tê-la entendido mais e comenta que, antes da Rita, a figura feminina para ele ainda era a mãe. Mas fala disso com leveza, sempre brincando.Enquanto Arnaldo pinta e escreve – seu primeiro livro, Rebelde entre os rebeldes, saiu há poucos meses pela Rocco – os Mutantes, com Sérgio e Ronado Leme (bateria) da formação clássica, e Bia Mendes nos vocais, iniciam turnê. Fãs antigos da banda, o diretor e o produtor acreditam que tudo está como deveria.
– O Sérgio tem o direito de recomeçar. Talvez não seja como eu gostaria que fosse, mas ele tem esse direito – conforma-se Saddy.

terça-feira, 3 de junho de 2008

LIVRO DE KENARD KRUEL


flash n.1 sobre o livro de KENARD KRUEL
O escritor piauiense KENARD KRUEL escreveu o livro "TORQUATO NETO OU A CARNE SECA É SERVIDA". Um tijolaço de mais de 600 pgs., abrangendo a vida e obra de Torquato Neto,poeta emblemático da Tropicália. O livro é imprescíndivel para os novatos e as gerações mais antigas,que pretendem ler e saber um pouco mais sobre Torquato, o poeta suicidado por essa sociedade ocidental,capitalista e hostil. É um trabalho de fôlego,pois imagino KENARD se debruçando sobre fontes de pesquisas,pessoas, filmes e problemas. O legado de Torquato Neto pode ser também conferido pelas interpretações em discos de CAETANO VELOSO, ELIS REGINA,EDU LOBO, GAL COSTA ,LENA RIOS,GIL,TITÃS,e especialmente em NARA LEÃO (minha cantora preferida, que gravou "vento de maio"/"mamãe ,coragem"/"deus vos salve essa casa santa").KENARD fez um verdadeiro levantamento sobre a cultura brasileira durante os anos de chumbo,pois Torquato era uma espécie de outsider, um poeta-cidadão em permamente risco contra a idelogia esquerdizante e os milicos. Lembra-me de certa forma pertencer a melhor linhagem espiritual de RIMBAUD,ARTAUD,NELSON RODRIGUES,OS BEATNICKS E ROBERTO PIVA. Ou seja, viveu intensamente os extremos,a vidência, não se enquadrava em modismos, em blá-blá-blá acadêmico para auferir altos salários em universidades e boquinhas governamentais.vivia na corda bamba. Era um poeta além, subvertia de fato, o côro dos contentes.Assim como Nara, ele não fazia concessões ao bom gosto,não se curvava perante o bom mocismo. Caetano relata que "torquato era doce",o que me fez pensar mais na proximidade artística do poeta Torquato com Nara.Ambos meigos,corajosos, sutís, dinâmicos,revolucionários na forma e no conteúdo.Ambos suicidados pelo pensamento hegemônico do consumismo boçal.
EVERI RUDINEI CARRARA:editor do site telescopio,músico profissional,escritor,agente cultural,membro da Abrace/uruguai-brasil,membro efetivo da academia Sala dos Escritores,prof.de tai chi chuan.
jornaltelescopio@gmail.com

segunda-feira, 2 de junho de 2008

EDITORA GLOBO


COLEÇÃO

FILOSOFIA FRENTE & VERSO




JOSÉ LUIZ FURTADO, JOSÉ DE ANCHIETA CORRÊA,
JUVENAL SAVIAN FILHO

Nova coleção reforça a tendência contemporânea de reaproximar a filosofia do grande público, abordando filosoficamente temas como morte, amor e Deus




A COLEÇÃO:

Heidegger, o filósofo alemão, afirmou que só era possível filosofar... em alemão – frase que Caetano Veloso popularizou em português. Mas, na verdade, parece que é impossível não filosofar – ao menos nas línguas ocidentais. Pois embora se fale, por exemplo, de “filosofias orientais”, como o budismo, estas jamais se separaram de fato da religião. A filosofia que merece o nome é, portanto, uma criação tão ocidental quanto o soneto – que, aliás, tem um pé na filosofia. Pois se trata de uma poesia pensada (em mais de um sentido), assim como a filosofia é um pensamento construído. Filosofar é pensar pensando também no modo de pensar. Filosofar é um pensar que sabe de si. Daí que tudo o que a filosofia pensa, pensa diferente do senso comu m. Senso comum que, aliás, pensa que a filosofia só sabe pensar sobre temas obscuros. Na verdade, a filosofia pode – e por isso deve – pensar sobre tudo, de um modo que só ela sabe fazer. Incluindo temas como morte, amor, Deus...
A nova coleção da Editora Globo, Filosofia Frente & Verso, cumpre precisamente o papel de trazer a filosofia para o grande público através de temas de grande interesse. Cada livro, de cerca de 150 pp., escrito por um especialista de maneira ao mesmo tempo acessível e sedutora, aborda então um único tema de modo simultaneamente amplo e sintético – incluindo, ao final, as seções “Ensaiando leituras”, com a reprodução de passagens de grandes autores sobre o tema, e “Bibliografia”. Se disto resulta, por um lado, uma síntese do que a filosofia pensou sobre o tema, de outro, apresenta uma pequena história temática da filosofia. Pois sintetizar o que a filosofia já pensou, por exemplo, sobre a morte, o amor, Deus, é também mapear a própria histór ia da filosofia.
Os primeiros lançamentos da coleção são, justamente, Morte, por José de Anchieta Corrêa (128 pp.), Amor, por José Luiz Furtado (134 pp.), e Deus, por Juvenal Savian Filho (108 pp.). Três dos maiores temas tanto da vida quanto, por isso mesmo, da filosofia.

OS LANÇAMENTOS:
Morte, de José de Anchieta Corrêa, é talvez o livro, digamos, mais natural da coleção. Pois a morte foi, desde sempre, um dos principais temas da filosofia, a partir da constatação de ser a única certeza da vida. Logo, um objeto irresistível para homens de pensamento – considerando que, então, todo resto é dúvida. Porém a morte é uma certeza paradoxal, pois uma certeza opaca: sabe-se que ela é certa, mas dela não se sabe nada ao certo. Ou talvez se saiba tudo, que é ser o fim da vida. O que se sabe, enfim, com certeza, é não o que seja a morte, mas o que não seja: isto é, a não-vida. Não-vida que se revela, assim, parte certa, incontornável, da vida. Pensar sobre a morte revelou-se, afinal, pensar sobre a vida. Foi por esse caminho que trilharam os primeiros filósofos gregos, concluindo, de um lado, que a vida é uma longa preparação para a morte, e de outro, que a morte não existe, porque, ao morrer, um homem deixa de existir, logo, não pode viver a própria morte. E se ela não será jamais vivida, por mais certa que seja, não faz afinal parte de vida, não fazendo, então, nenhum sentido se ocupar dela ou se preocupar com ela. Uma certeza clara que resta dessa certeza complexa é, enfim, ser ela um dos temas mais naturais (em mais de um sentido) da filosofia.
Amor, de José Luiz Furtado, deflagra imediatamente uma questão: como o amor é um dos temas mais corriqueiros da cultura contemporânea – não tendo sido necessariamente um tema dominante em todas as épocas históricas, mesmo no Ocidente –, é difícil à primeira vista imaginar o que a filosofia pode acrescentar a um assunto já abordado por todos – da música popular à poesia, passando pelo cinema e pelas conversas de bar e de chats da internet. Mas justamente por isso, a filosofia pode dar ao tema um vigor renovado, distante, portanto, das grandes redundâncias. Se o amor é um tema vital, abordá-lo de forma inteligente é, além de inteligente, vital. Este livro, portanto, o aborda não apenas de modo inteligente, como abrangente, mapeando a hist&o acute;ria do amor desde a filosofia grega (e o mito de Eros) até o surgimento moderno do amor romântico e sua permanência na cultura contemporânea.
Deus, de Juvenal Savian Filho, é uma verdadeira minibiografia de Deus. Não do ser de Deus, naturalmente, que, se de fato existe, não tem biografia. Mas da idéia ou idéias de Deus; assim, alguns de seus capítulos são: “O Deus dos filósofos antigos”, “O Deus dos filósofos contemporâneos”, “Questões sobre Deus e o ser humano” “Deus não é uma hipótese desnecessária?”, “Deus e as ciências”. E como Deus se tornou, a despeito de todas as expectativas do início da modernidade, um personagem central da cultura (e da política) contemporânea(s), este livro sintético, mas extensivo, funciona como aqueles pequenos dicionários de viagem: torna a “viagem” pela nossa própria cultura, se n&a tilde;o mais fácil (o papel da filosofia não é facilitar as coisas, mas dar a devida dimensão de sua dificuldade), um pouco mais compreensível.
Ficha técnica:
Título: Morte
Autor: José de Anchieta Corrêa
Número de páginas: 128
Formato: 12,3 cm x 20,5 cm
Preço: R$19,50
ISBN: 978-85-250-4474-7
Título: Amor
Autor: José Luiz Furtado
Número de páginas: 134
Formato: 12,3 cm x 20,5
Preço: R$21,00
ISBN: 978-85-250-4473-X
Título: Deus
Autor: Juvenal Savian Filho
Número de páginas: 106
Formato: 12,3 cm x 20,5 cm
Preço: R$18,00
ISBN: 978-85-250-4472-3
Informações:
Verônica Papoula e Julie Krauniski
E-mail: imprensaglobolivros@edglobo.com.br
Telefones: (11) 3767-7819 / (11) 3767-7863