terça-feira, 30 de setembro de 2008

EFIGENIA COUTINHO


INDELÉVEL


Ao momento que nossos olhos se fitavam,
senti teus lábios marejando os meus,
pelo corpo desceu, beijando meus seios,
e fui me largando em você como quem
sobrevoa dentro de nuvens, num bailado
cadenciado ao que sentimos, ou se dá...

O agora, é esse infindo instante longo
infinito, é o minuto conjugado,
emocionado que nos é bem vindo!
O agora, já é o segundo, que fica
chega sem demora, marca e não passa.
E nasce à noite com sentimento!...

Sinto forte atração...teu odor...
Como uma corredeira de prazer
Onde os olhos se deixam navegar
deslizando na correnteza, acariciando
minhas margens com teu cantochão
por notas suaves duma sinfonia!...

Tenho os lábios ardentes dos teus
beijos e as entranhas abrasadas.
E teus braços me abraçam , num
longo silêncio, e sinto as batidas
do teu coração, e nos olhamos em
silêncio, dizendo: muito obrigado!

"O Amor... são sempre cheios de
reconhecimentos e de esperança."

Balneário Camboriú
Setembro,29, 2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

REGINA CUNHA


Regina Cunha é Licenciada em Artes Plásticas pela UFRJ, especializada em Arte Educação pela Escolinha de Arte do Brasil. Já trabalhou com desenho, pintura, cerâmica, xilogravura, fotografia, dentre outras expressões artísticas. Foi premiada em diversos salões e realizou exposições, tanto individuais como coletivas, no Brasil e no exterior.Desde 1996 mora em Mariana e vem trabalhando a arte religiosa através de diversas linguagens estéticas.Seu trabalho em fotografia é algo inovador e bem diferente. Usando motivos comuns, Regina transforma as imagens tradicionais em formas completamente especiais, criando uma nova imagem fazendo montagens no próprio visor na hora do click e num mesmo negativo. O que pretende mostrar através da sua foto é que tudo que vemos depende do nosso olhar. Seu compromisso é com a poesia de todas as imagens que vê.Na pintura de imagens, trabalha sobre diversos suportes como madeira, resina, gesso, etc., desenvolvendo diferentes tipos de pintura, marmorização, policromia, esgrafiado, aplicação de folha de ouro e prata.Em cerâmica, seu trabalho privilegia as formas de oratórios, utilizando vários tipos de queima como raku, baixa e alta temperatura e queima em bizen.
CONTATOS: (031) 3557-5145 - cel. (031) 8624-8643
reginacunha2006@yahoo.com.br

PAUL NEWMAN


Mais um ídolo que se vai. Para sempre!? Creio que não, pois as marcas que deixou em todos os da minha geração são as marcas de um mestre extraordinário na arte de ser ator. Paul Newman, conforme noticiado o que poucos sabiam, foi também um modelo de ser humano: o eterno amigo num mundo cruel cheio de problemas que a sua rebeldia indomável soube contornar com golpes de mestre. Oitenta e três anos, pouco tempo para ele parece-me, mas, que foram primorosamente vividos pois deixa, para nós, a lembrança não passageira de sua eterna juventude.
PEDRO LUÍS DE CAMPOS VERGUEIRO – pedrover@matrix.com.br
R.Lisboa,212 – S.Paulo – Tel: 3088.7799 – RG: 2.666.922

PRIMAVERA ETERNA


PRIMAVERA ETERNA
Daniel Cristal

Esta hora vale o tempo de um milénio
tem a intensidade da criação
petrifica a memória da história
momento tão querido de união


Até o tempo pára - tal é o acto!
Pára o tempo e o espaço no abraço
entre nós... a existência podia ter
parado para sempre neste laço.


Que nada neste mundo alteraria
a paixão do convívio que nos une
e nos conduz à festa da alegria.


À doença e à morte ela é imune
a paixão vale o tempo de uma era
e equivale à eterna primavera.
enviado por efigenia coutinho

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A PRIMAVERA SEMPRE VOLTA


A PRIMAVERA SEMPRE VOLTA
Por Luiz Carlos Amorim (escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
E não foi só pelos dias lindos de sol e pelas flores tantas a enfeitar os caminhos que me dei conta que a primavera chegou. Minha amiga Irene, do Rio Total, envia mensagem, no final de setembro, me perguntando o que houve com minha página em Escritores e Poetas daquele portal, pois já está com mais de duas mil visitas só nesta primavera. Na do ano passado foram mais de cinco mil visitas. Fiquei tão feliz com o sucesso de meus poemas sobre a primavera (pequenos poemas, embora autênticos), que resolvi falar da nova estação, coisa que nem pretendia fazer, pois neste ano esta época tão bonita veio um pouquinho mais tarde do que de costume. Mas a passarada, com suas cantorias maviosas nas minhas manhãs não me deixariam esquecer, mesmo que eu não olhasse para fora.Então não me furto a cantar aos quatro ventos a beleza dos ipês, majestosos, travestidos de sol, espalhando luz e cor e enchendo meus olhos extasiados. Não posso deixar de mencionar as orquídeas, exalando perfume e exibindo suas cores. Não posso esquecer as onze horas, os girassóis, as petúnias, as primaveras e tantas outras flores enfeitando jardins por todas as cidades. O jacatirão de jardim, ou manacá-da-serra, já floresceu maravilhosamente, embora algumas árvores ainda exibam alguma cor remanescente. Mas no norte e nordeste de Santa Catarina começa a florescer o jacatirão nativo, aquele que ninguém plantou, que nasceu livre na floresta, nas encostas, nos caminhos. O verde das suas folhas começará a desaparecer em meio a tanta flor de cor branca, vermelha e vinho, pontilhando toda a mata com ilhas de tons avermelhados.E no auge do verão a beleza se instala, numa explosão de nuances que vão desde o branco até o lilás, como se fora enfeite para a chegada do Natal e do novo ano que chegará.Então, agora que parece que finalmente o inverno foi embora, levando com ele o frio, a solidão, a saudade, eu agradeço à Mãe Natureza por deixar vir a nós a primavera para vestir a terra de flores, de verde e de cores.
Seja bem-vinda, primavera. Contigo renasce a vida, brota de novo a poesia, renova-se a esperança. Lança sobre nós o sol, raio de luz, força e cor, essência de vida de nós, pequenos filhos da terra.
Vem, primavera e traz contigo a paz, a melodia do cantar dos passarinhos, e a flor do jacatirão...

PEDRO DU BOIS


TÂNIA
Acredito em desvios por onde barcos
singram terras não navegáveis. Sonhos
reafirmados no acordar. O acorde surdo
do instrumento. Peço perdão amada
pela contingência crepuscular da vida
desviada: hora repartida e a solidão
ao contemplar o grito ensurdecedor
da opinião desfiada. Teia e teares.
Teço amada o necessário
à tragédia. Da calçada complementar
com que a rua se divide acorro ao sóbrio
estar consigo. Amada, procuro creditar
ao sorriso a necessidade de alucinar estrelas
sobre os ombros. Brincos e colares. Você.
(Pedro Du Bois, inédito)

EFIGENIA COUTINHO


SONHOS
Efigênia Coutinho
Quando tiver um sonho, construa um altar:
um espetacular altar de rua
que lhe couber em sorte no ato de amar
ainda que imperfeito à luz da Lua!


Quando você sonhar, construa um caminho
de saibro ou granito, pouco importa!,
onde a Lua possível seja o linho
dum telhado com janelas e uma porta!


Não há sonho que dure eternamente,
perdemos um-a-um, sem grande esforço,
sorrimos à deriva pela mente
que nos atrai o pólo ou o seu dorso.


Somos fiéis ao amor pra nosso mérito
porque nele encontramos o que é feérico...