sexta-feira, 14 de novembro de 2008

JUSSÁRA C. GODINHO


Tempo perdido

Se eu pudesse voltar no tempo
Se me desse alguns anos a menos
juro que correria
atrás de um sonho de amor
amor inventado que todos temos
e no caminho ficou perdido
e ainda trago guardado
no fundo do coração,
transformado na mais doce ilusão!

Jussára C Godinho - Ju Virginiana

NEUZA LADEIRA


Sei que desperta mas dormi este sono
Em leste úmido afetando o oeste squecido pois o sul delirante cheira rapé asfixiante sonhando em canto rei lá nas cascatas circulares movediças flutuantes...
Um mundo dos comedores de homens...
O primoroso podendo se colocar mas mutantes letrados aqueles versos do homem nu se ajeitando frente à nudez social
Querido há muito descobri, que no novo capital o animal cada dia mais feroz mais perdido faça chuva ou sol
Em jaulas nos corredores e avenidas entupidas conseqüência lógica ou mundo onde o dinheiro balança
Querido procura em seus versos os meus ?
Somos iguais que até estremeço.
A sombra deste olmo abro os braços
Acolho-te nos meus dando os laços.
NEUZA LADEIRA
TELA: SALVADOR DALI

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

EDITORA GLOBO LANÇAMENTOS

TOM ZÉ


LOCAIS DOS SHOWS
Povo que perguntou, os shows do Nordeste serão nestes dias e horários, em novembro:
25 e 26, ARACAJU, Teatro Tobias Barreto, às 9 da noite, às 21h, como a produção me pede pra escrever; vá lá;
27, MACEIÓ, Teatro Gustavo Leite, às 21h;
28, RECIFE, Teatro da UPFE, 21h;
29 e 30, FORTALEZA, Anfiteatro Dragão do Mar, no dia 29 às 21h e no dia 30 às 20h
blog do tom ze/

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

MÁRCIA SANCHEZ LUZ


Amor Rarefeito
Se pensas que meu coração não cansa
das inverdades ditas como em fitas
de velhos filmes, quando a dor em lança,
sufoca o peito por tantas desditas.

Se pensas que me calas com voz mansa
e que me alentas com raras visitas,
esquece tudo e pesa na balança
as minhas mãos, vazias, sós, aflitas.

Espero assim que entendas que é finito
o amor que, rarefeito, não me basta;
é como o ar, preciso dele todo!

Caso contrário, serei ser extinto
por ter da vida tudo o que me afasta
e que não quero. Nego-me ao engodo!
© Márcia Sanchez Luz

NEUZA LADEIRA


Visitando os amigosComo posso
Como posso arrumar a cama
Encostar a cabeça no travesseiro e me cobrir com o lençol
Como posso me assentar frente à TV e ver vidas tão feias ruins e curvas
A sinceridade é um primor e o nosso problema é este não a conhecemos.
Meu saco anda cheio de doenças destas infelizes que matam
Mas vivo no mundo doente
Nada sei e nem quem sou foi tirada a alma da garota na hora h
Meus esplendores são torpedos homens sem sensibilidades brutos
Neuza Ladeira

terça-feira, 4 de novembro de 2008

POEMETO PARA EVERI CARRARA


Poemeto para Everi Carrara:
Clevane Pessoa

Cavaleiro andante
das muitas frentes de batalha:
continue a lutar
contra os moinhos de vento.
Na campana, estende-se o trigal
de suas ações incontáveis,
após a semeadura.
E é dele que o pão virá,
de farta messe.

Abrs;CLEVANE PESSOA/ belo horizonte-MG