quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

CICLO DE PALESTRAS NA CASA DAS ROSAS


Ciclo de palestras e recitais na Casa das Rosas que buscam mapear o cenário atual, apresentando ao público as principais tendências poéticas, que em seu conjunto mostram a riqueza e a diversidade da poesia mais recente.
Poética da pérola irregular (o neobarroco na poesia)
Dia 22/01, quinta, às 20 horas: palestra de Claudio Daniel
Dia 23/01, sexta, às 20 horas: palestra de Horácio Costa
Dia 24/01, sábado, às 20 horas: recital com Claudio Daniel, Horácio Costa, Elson Fróes
Poéticas da concisão
Dia 30/01, sexta, às 20 horas: palestra de Marcelo Tápia
Dia 31/01, sábado, às 20 horas: palestra de Danilo Bueno
Dia 01/02, domingo, às 20 horas: recital com Marcelo Tápia, Danilo Bueno, Hélio Neri, Dila Galvão
Poética da subversão do real (o surrealismo na poesia)
Dia 06/02, sexta-feira, às 20 horas: palestra de Claudio Willer
Dia 07/02, sábado, às 20 horas: palestra de Roberto Piva
Dia 08/02, domingo, às 20 horas: recital com Claudio Willer, Roberto Piva, José Geraldo Neres.
Participação especial do poeta e tradutor chileno Leo Lobos.
Poética do choque
Dia 13/02, sexta, às 20 horas: palestra de Ademir Assunção
Dia 14/02, sábado, às 20 horas: palestra de Antonio Vicente Seraphim Pitroforte
Dia 15/02, domingo, às 20 horas: recital com Ademir Assunção, Antonio Vicente Seraphim Pietroforte e Ivan Antunes
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 - Bela Vista, São Paulo - SP.
Fone: 11 3285-6986/ 3288-9447
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Marcadores: CAMINHOS DA POESIA BRASILEIRA, Casa das Rosas-Ciclo de palestras tem início a 22 de janeiro -PLURIVERSOS /enviado por clevane pessoa/na foto:roberto piva

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

TERROR EM GAZA


"Papai, eu estou morrendo".
Estas foram as últimas palavras do garoto Ibrahim de 9 anos, ao ser alvejado por tiros disparados por soldados israelitas."Eles mataram meu filho a sangue frio", disse o pai ainda em estado de choque. O pai continua: "primeiro eles nos atacaram e depois chegaram perto de nós. Ibrahim já estava morto então um dos soldados chegou perto do seu corpo, puxou-o pela perna e dando gargalhadas jogou-o para o alto, enquanto outro soldado atirava no corpo do meu menino”.“Parecia que eles estavam comemorando”...
”As gargalhadas ficavam cada vez mais altas, enquanto eles carregavam o corpo para uma parte mais alta para começarem a festa deles".
Por uma hora, o pai gritava enquanto os soldados israelenses competiam para ver que acertava a cabeça de seu menino.
"Os israelitas mataram o meu filho, não uma ou duas vezes, mas mil vezes. O que meu filho fez para merecer isso?"
Kamal Awaga, pai de Ibrahim, 9 anos, no hospital al Shifa de Gaza. georges bourdoukan

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

NARA, ALÉM DOS LIMITES DA IMAGINAÇÃO


Nara, além dos limites da imaginação
E lá estava ela, esperando o momento certo, para ter sua entrada triunfal; era inútil tamanho desespero, todos nós confiamos em nossa musa, que de seus olhos escorriam lágrimas. Suas mãos trêmulas e a vontade de cantar.
Já haviam se passado 20 anos que tudo aconteceu, aquela senhora de 67 anos já é bem diferente do que a menina que mostrou os joelhos e cantou desafinada em 1967. Os tempos mudaram bastante e ela sabe que é reflexo de seu tempo. Já se passaram 20 anos, que ela, sequer cantou e tirou uma nota daquele violão. Ela já não tinha tanto tempo como antes.Do câncer ela se curou sim! mas ela teme que ele volte, e, para evitar; seu tratamento é a base de remédios homeopáticos e forais- sua nova paixão.
O ponteiro do relógio corria, despreocupado, a ansiedade aumentava a cada segundo. a praia de Copacabana já não era mais aquela que, 50 anos atrás acalentou os sonhos daqueles jovens malucos!O segurança vem avisar: Ela não quer se apresentar! Ela se defende dizendo que está velha demais, e que a idade atrapalha. Bem, mas o que ela realmente não quer dizer, é que está com VERGONHA !. Era saudade envenenada de medo, entregue a porta de sua timidez. Isso não faz sentido, mas tem um enorme significado. Minha musa subiu ao palco ao som de Tom Jobim...
Mas no final disso tudo, volto ao meu ponto de partida, A coragem estava dentro dela o tempo todo, só ela que não viu... E ela, bem, ela era NARA LOFEGO LEÃO
ANGELL MEYER

NEIDA ROCHA


REENCONTRO DE ALMASNeida Rocha
Nossos caminhos se cruzaram
e surgiu a amizade sincera.
A estrada solitária
refletia as emoções sentidas.
O destino nos afastou
e seguimos adiante.
Mesmo fatigados
e cobertos de chagas,
reflexo do sofrimento,
nos visitávamos em sonhos.
Nossa distância era rompida
pelos caminhos solitários
da tristeza adormecida.
Outro desatino abraçou-nos
e entre lágrimas nos consolávamos.
A distância desapareceu
e a virtualidade aproximou-nos.
Resgatamos a saudade
e o sentimento adormecido
despertou pulsante
enquanto aceitávamos
ressurgir das cores vibrantes,
reflexo da certeza infantil
na alegria madura
TELA salvador dali

O CASO CESARE BATTISTI


O CESARE ERA MILITANTE DE UM GRUPÚSCULO CHAMADO "PROLETÁRIOS ARMADOS PARA O COMUNISMO", NÃO TINHA NADA A VER COM AS FAMOSAS BRIGADAS VERMELHAS, QUE EXECUTARAM O ALDO MORO.SEU JULGAMENTO SE DEU EM MEIO AO CLIMA DE HISTERIA REVANCHISTA QUE HAVIA ENTÃO NA ITÁLIA, SEM ELEMENTO NENHUM PARA CONDENÁ-LO ALÉM DA "DELAÇÃO PREMIADA" DE UM RÉU QUE PARECE TER PREFERIDO ATIRAR AS CULPAS SOBRE QUEM ESTAVA LONGE, AO INVÉS DE INCRIMINAR OS QUE ESTAVAM PRESOS.OS EPISÓDIOS SÃO DE 1978/79. A LEI EM QUE O ENQUADRARAM, PARA CONDENÁ-LO À PRISÃO PERPÉTUA, É DE 1981. LEI COM EFEITO RETROATIVO É UMA ABERRAÇÃO JURÍDICA. INACEITÁVEL E INCONCEBÍVEL.DUAS DESSAS QUATRO MORTES OCORRERAM NO MESMO DIA, EM CIDADES LOCALIZADAS A CENTENAS DE QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA. ERA FISICAMENTE IMPOSSÍVEL O CESARE TER ESTADO EM AMBAS.ELE FOI JULGADO À REVELIA E A JUSTIÇA ITALIANA ACEITOU UMA FARSA PARA PREJUDICÁ-LO: O CESARE HAVIA DEIXADO UMA PROCURAÇÃO EM BRANCO, ASSINADA, COM UM ADVOGADO EM QUEM CONFIAVA, ANTES DE FUGIR DA ITÁLIA. ESSE ADVOGADO, BEM DEPOIS, COMPLETOU A CARTA COM UMA MENSAGEM FALSA DE CESARE INSTRUINDO A DEFESA. OU SEJA, CRIOU A APARÊNCIA DE QUE ELE ESTAVA CIENTE DO JULGAMENTO, PARA QUE NÃO PUDESSE DEPOIS APELAR DA DECISÃO POR TER SIDO JULGADO À REVELIA. UMA PERÍCIA CIENTÍFICA COMPROVOU QUE A ASSINATURA ANTECEDEU EM ANOS A REDAÇÃO DA MENSAGEM E QUE AMBAS PROVÊM DE PESSOAS DIFERENTES. APESAR DA EXISTÊNCIA DESTA PROVA ÍMPORTANTÍSSIMA, O PROCESSO ESTÁ ENCERRADO E NÃO PODE SER REABERTO. CESARE DEVERIA PASSAR POR UM NOVO JULGAMENTO, MAS A JUSTIÇA ITALIANA NÃO ESTÁ GARANTINDO SEU DIREITO.O GRANDE JURISTA DALMO DALLARI CONCLUIU QUE ELE FOI VÍTIMA DE UM "JULGAMENTO VICIADO", QUE DEVERIA SER ANULADO.
HAJA VISTO TUDO ISTO, É PERFEITAMENTE CONSISTENTE E PERTINENTE A DECISÃO DO TARSO GENRO.
CELSO LUNGARETTI

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

DIPLOMACIA ENVIESADA


Diplomacia enviesada Quando Ricardo Berzoini, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) comparou a ação de Israel na Faixa de Gaza ao nazismo, estava exercendo seu inalienável direito de dizer idiotices. Já Marco Aurélio Garcia, o destemperado assessor especial da Presidência da República, quando declarou, referindo-se ao conflito na Faixa de Gaza, que “Israel faz terrorismo de Estado”, ainda que estivesse exprimindo uma opinião pessoal, falou em nome do governo brasileiro. Simplesmente porque um auxiliar presidencial da sua importância não deve, nem pode, dissociar suas palavras ditas em público da imagem do Estado. Foi essa verdade que o chanceler brasileiro Celso Amorim omitiu à sua colega Tzipi Livni, em Israel, quando ela o questionou a respeito da infeliz declaração do chefe da agremiação petista: “esta não é a opinião oficial do governo brasileiro”. Mas, pensando bem, foi uma sorte a chanceler israelense não ter feito a pergunta certa porque, do contrário, Amorim não teria podido dar aquela desculpa. Ideologicamente enviesada, a diplomacia do governo Lula é uma sucessão de erros e fracassos cuja descrição não caberia no espaço deste artigo. Quando o Brasil, frente ao calote de US$ 230 milhões no Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES) anunciado pelo presidente Rafael Correa - que, afinal, não se consumaria-, finalmente, deu uma resposta dura ao Equador, parecia que os responsáveis por nossa política externa haviam, como se diz, caído na real.Fatos posteriores, todavia, viriam a dar razão aos céticos. Bastou a crise econômica arrefecer o consumo de gás natural no Brasil para a Bolívia, de quem o País importava 30 milhões de metros cúbicos diários, voltar à carga contra os interesses brasileiros. O Ministério das Minas e Energia havia anunciado a redução das compras brasileiras de gás boliviano para 19 milhões de m³, com uma diminuição de gastos de US$ 600 milhões até abril deste ano. Ato contínuo, uma missão boliviana veio pedir, e levou, um corte mais modesto, de apenas 6 milhões de m³, o que reduziria de US$ 600 milhões para US$ 330 milhões a economia do Brasil. A questão, todavia, é mais complexa: O Brasil tem um contrato com a Bolívia, denominado tecnicamente "Take or Pay", que define uma compra mínima de 24 milhões de m³ diários por ano, na média. Se a média ficar abaixo disso, paga-se o equivalente ao volume contratado; se ficar acima, o Brasil arca com a diferença a maior, isto é, além dos 24 milhões de m³ por dia. Ora, se o País importa mais do que necessita em época de vacas magras, a manobra aumenta desnecessariamente a média. Um acréscimo no consumo futuro, não necessariamente ligado à melhora da crise, mas aos níveis dos reservatórios das represas, fará o Brasil pagar mais do que deveria. Porque o acerto seria feito no final do ano, quando se obtém a média do consumo. No mínimo, adiantamos dinheiro à Bolívia, sem custo financeiro. Os artífices desta ação, que poderá custar milhões à sociedade, foram o secretário Marco Aurélio Garcia e o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. O próximo capítulo da empreitada contra os interesses brasileiros já está designado e deverá envolver a usina de Itaipu, pertencente ao Brasil e ao Paraguai, que almeja uma revisão do Tratado de Itaipu, a fim de “rever” o montante da sua dívida e, de quebra, aumentar os preços da energia elétrica estabelecidos em contrato. O Movimento dos Sem-Terra (MST), cooptado pelo governo paraguaio, irá defender bravamente a soberania alheia contra os “latifundiários” brasileiros que lá se estabeleceram. Com diplomatas como Guimarães, Amorim e o embaixador informal Garcia, e um movimento carbonário e antipatriótico como o MST, o Brasil prescinde de adversários externos.
Luiz Leitãoluizmleitao@gmail.com