sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

NEUZA LADEIRA


Na manhã há luz tanta
Que por ela envolta esqueci da fumaça do cigarro
Ar um ar um ar um
Fui mandarim com o tempo excedi me perdi
Agora o que faz?
Ar um ar um ar um

Alegria e tristeza assim o encontro dos poetas
Viajando
Simulo onde estou só isto
Sei que além mar morou
Necessito de montanhas
NEUZA LADEIRA

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O DRAMA NO CINEMA DOS ESTADOS UNIDOS


O DRAMA NO CINEMA DOS ESTADOS UNIDOS
Na coleção “Ensaios de Crítica Cinematográfica”, editada desde 1999 pelo Instituto Triangulino de Cultura, sediado em Uberaba, vem de ser lançado seu décimo título, O Drama no Cinema dos Estados Unidos, de Guido Bilharinho.Em cinqüenta ensaios críticos são analisados mais de sessenta filmes dramáticos estadunidenses realizados até 1989, a partir de quando esse gênero cinematográfico será objeto de livro referente à produção contemporânea.Dispondo os filmes pela ordem cronológica de sua feitura, são focalizados alguns dos principais dramas desse cinema desde a década de 1930, entre eles, Nasce Uma Estrela, Vinhas da Ira, Como Era Verde o Meu Vale, Punhos de Campeão, Crepúsculo dos Deuses, A Montanha dos Sete Abutres, Sindicato de Ladrões, Juventude Transviada, Freud Além da Alma até, finalmente, Os Vivos e os Mortos e Bird.A abordagem fílmica, analítica e judicativa, orienta-se pelos pressupostos de autenticidade do tratamento temático e de utilização elaborada da linguagem cinematográfica.Completam a obra (de 284 páginas e duas dezenas de ilustrações em papel couchê): índices onomásticos e de filmes e publicações citadas, bem como fichas técnicas dos filmes comentados e outras indicações orientadoras, além de circunstanciado sumário. Pelo preço de R$ 30,00, o livro pode ser adquirido pelo blog institutotriangulino.blogspot.com e, dentre em breve, nas livrarias indicadas no referido blog.

LIVROS DE NELSON HOFFMANN


Um Crítico de Jornal
Paulo Monteiro (*)Acabo de ler dois livros de Nelson Hoffmann: “Uma Outra Face do Poeta” (EDIURI, Santo Ângelo, 2007) e “LEITURA & DIVAGAÇÃO” (EDIURI, Santo Ângelo, 2008). A leitura desses dois volumes do incansável polígrafo roque-gonzalense conduziu-me a refletir sobre o papel do jornalismo literário. Essas reflexões conduziram-me ao “new criticism” ou “nova crítica”, movimento importado mormente dos Estados Unidos da América, e que teve entre nós o São João Batista em Afrânio Coutinho, autor de um clássico sobre o assunto, “Da Crítica e da Nova Crítica” (MEC/CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA, Brasília/Rio de Janeiro, 2ª edição, 1975). A crítica literária sempre esteve ligada ao jornalismo, através do famoso rodapé. Todo o livro de Afrânio Coutinho, como salientou Wilson Martins, à época em que a primeira edição foi publicada, é uma “‘campanha’ jornalística”. Valeu-se do rodapé para combater o rodapé.Para ilustrar a opinião do autor de “Correntes Cruzadas” transcrevo (Ed. Cit., p. 57) um parágrafo de “Da Crítica e da Nova Crítica”:
“O que o jornalismo moderno comporta, em conformidade com a agitada vida social contemporânea, não são mais os vastos e sólidos rodapés de crítica especializada, porém as notícias ligeiras, o comentário informativo sobre livros aparecidos. O público deseja saber o que vai no mundo dos livros, a natureza deles, o assunto de que tratam, em notas leves, informativas, pois ele, graças à educação democrática, se supõe apto a por si mesmo julgar, depois de lido, o valor do livro. Em muitos casos, ademais, o rodapé de crítica desvirtuou-se, fugindo da finalidade que era a apreciação do livro em causa, para tornar-se um indigesto e massudo ensaio “sobre” o assunto do livro, à margem do mesmo, sem entrar no seu exame, ficando o leitor sem nada saber do livro, embora profundamente impressionado com a cultura do crítico. Mas aquilo que ele queria não lhe foi dado, de modo que passou e conseqüência natural, a descrer e a desinteressar-se do rodapé da crítica. Ao redigi-los, aliás, seus autores, na maioria, tinham em mente menos o público, do que os confrades”.
Para ele, a “alta crítica”, em sua definição, à época já estava refugiada no livro. Na verdade, mas na verdade mesmo, o que Afrânio Coutinho queria era acabar com a “crítica de jornal” para assegurar mercado de trabalho aos formados nos cursos de letras que começavam a proliferar pelo país. Daí o sentido de “‘campanha’ jornalística” assumida por sua pregação.A crítica de jornal, o rodapé, entre nós, tem uma tradição enraizada. E não se extingue uma tradição por decreto. O modelo dessa tradição também foi transplantado – e da França – há quase dois séculos. Seu caráter básico é o impressionismo – o “indigesto e manuseado ensaio sobre o ‘assunto’ do livro”, de que fala Afrânio Coutinho –. Entretanto, é exatamente isso que da vida à crítica de jornal. É pessoal, uma conversa com o leitor.
O crítico é um encantador de serpentes, um sedutor de leitores. É parte de um triângulo, onde também estão incluídos o autor e o leitor. A obra é o pêndulo usado pelo hipnotizador. É claro que nem todos os leitores caem nessa armadilha. Urge que a obra interesse a quem lê.
Exemplifiquemos.Em “LEITURA & DIVAGAÇÃO”, páginas 39 a 44, sob o título “Por que não ser feliz?”, Nelson Hoffmann comenta a obra da romancista catarinense Urda Alice Klueger, como ele, de origem alemã. Centra sua análise em “Verde Vale”, primeiro livro da autora.Começa contando sua curiosidade pela obra de Urda, a forma como descobriu seu endereço, o recebimento dos livros e a leitura. Tudo muito humano. E essa humanização se completa ao aproximar a “ficção” de Urda e a própria biografia do crítico. Humberto Sonne é um alemão forçado a deixar sua pátria forçado pelas guerras e a miséria. Uma história semelhante a do avô de Nelson, que também foi feliz vale do Ijuí, como Humberto o seria às margens do Itajaí.Toda a obra crítica de Nelson Hoffman, como a de muitos bons críticos de jornal, é uma história amena, como aquelas velhas conversas ao pé do fogo, antes que o gás de cozinha colocasse o fogão a lenha entre os fósseis da história. E é essa fraqueza, condenada pelos arautos do “new criticism”, em nome de uma pretensa superioridade da crítica acadêmica encastelada em livros e revistas que ninguém lê, o que confere valor ao texto jornalístico.A campanha promovida pelos “novos críticos” era e é uma orquestração coorporativa. Como um bumerangue, seus argumentos, todos, podem voltar-se contra eles próprios. Antes de um bem para a literatura causaram um mal imensurável. Afastaram ainda mais o livro do público. Quanto mais artigos e crônicas sobre autores e livros, mais leitores. Hoje as edições têm praticamente a mesma tiragem de há um século e tanto atrás. Salvam-se os protegidos dos grandes meios de comunicação. Nelson Hoffmann, há anos, entrincheirado no Jornal Igaçaba, lá nas Missões continua a divulgação de autores e livros que não encontram espaços em livros e revistas acadêmicas, muitas vezes com minúsculas tiragens apenas para justificar recursos obtidos em projetos financiados com recursos públicos. Faz da crítica um trabalho de grande seriedade, um verdadeiro magistério e ministério.
(*) Paulo Monteiro é presidente da Academia Passo-Fundense de Letras e pertence a diversas entidades do Brasil e do exterior. Seu endereço para correspondência é: Caixa Postal 462 – CEP: 99001-970 – Passo Fundo – RS.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

AUTORAMAS - BEST INTERNATIONAL SHOW


Autoramas- Best International Show - Gruta77- Madrid
http://www.gruta77.com/noticias_ampliada.php?not_id=316
MEJOR CONCIERTO ROCK INTERNACIONAL
01. AUTORAMAS…7 de nov.
02. MOTHER SUPERIOR…4 de oct.
03. CREEPSHOW…15 de nov.
04. MAGNOLIAS…20 de jun.
05. DUB TRIO…13 de oct.
06. MARY WEISS…29 de may.
07. BABY WOODROSE…13 de ene.
08. PEACOCKS…9 de may.
09. BLACK HALOS…24 de may.
10. KEPI THE BAND…31 de oct.
A las puertas se quedaron dentro del sonido country-50’s AL & THE BLACK CATS, RENO BROTHERS y SLAM & HOWIE, entre los clásicos de siempre UK SUBS, DWARVES y NEW CHRISTS, y además MUCK & THE MIRES, el swing de MARC TORTORICCI y TEXAS TERRY con la mejor formación que ha traído jamás a España. El primer puesto se lo llevó la deslumbrante apuesta de AUTORAMAS, unos brasileños poco conocidos por aquí y en su primera visita a Europa, pero grandes músicos, muy originales y con un sonido de guitarra trabajado para cada canción, resultando tremendamente divertidos y frescos.
Gabriel Thomaz - Best Guitar Player
MEJORES GUITARRISTAS
01. GABRIEL THOMAZ (Autoramas)
02. FERNANDO PARDO + DAVID KRAHE (Los Coronas)
03. NICO (La Frontera / Delta Hot)
04. JIM WILSON (Mother Superior)
05. ROLF HARTOGS (Reno Brothers)
06. MARCOS MONTOTO + MIKE MARICONDA (The Real McCoyson)
07. JUAN ABARCA (Mamá Ladilla / Engendro)
08. MANOLO CAUCHOLA + PAUL COLLINS (Paul Collins Beat)
09. D.P. HOLMES (Dub Trio)
10. ABUELO SOTO (Siniestro Total)
Autoramas record for sale - Rough Trade - London
http://www.roughtrade.com/site/shop_detail.lasso?search_type=sku&sku=309296
AUTORAMAS - catchy chorus
a excellent pop garage seven inch from rio de janiro in brazil. a killer bass heavy a side on this very limited ( 200 worldwide ) record.on gravadora records.autoramas is the most important independent band in brazil. they have four albums released, the most recent "teletransporte" was chosen "record of the year" by brazilian press. one of their videos ("voc sabe") was the most awarded video on brazil mtv awards in 2005. they toured europe, japan and south america. they are a blend of b-52's, devo, surf music and jovem guarda (brazilian movement pre-tropicalia).
Autoramas no Carnaval de Salvador!!!!!!
Autoramas e Retrofoguetes tocam no Circuito Barra/Ondina ("Trio do Rock")
É com grande alegria que informamos que neste ano teremos, pela primeira vez, a participação dos Autoramas no Circuito Dodô, no Carnaval de Salvador, numa iniciativa da Secretaria de Cultura, através da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
A banda Retrofoguetes será a anfitriã do "Trio do Rock", onde fará uma edição especial do Retrofolia - o Baile de Carnaval dos Retrofoguetes, junto com seus convidados. O Trio Elétrico capitaneado pelos Retrofoguetes sairá na segunda-feira de Carnaval, dia 23 de fevereiro, às 21h, no percurso Barra/Ondina.
Além dos Retrofoguetes e dos Autoramas, o Trio do Rock terá participações especiais, como a cantora Érika Martins (ex-Penélope).
www.myspace.com/autoramas
www.autoramasrock.com.br
www.fotolog.com/autoramas
http://garagepunk.ning.com/profile/autoramas

TEMPORADA CAFÉ ELÉTRICO


Nesta próxima quinta-feira acontece mais um show da temporada de apresentações intimistas Sandro Garcia & Enigma Central Park no confortável Café Elétrico. No repertório, faixas de meus dois discos solo "Enigma Central Park: Demos Vol.1" de 2005 e "Jogos Metropolitanos: Demos Vol.2" de 2008, além de releituras do Charts, Momento 68 e Continental Combo, entre covers de baluartes como Stranglers, Kevin Ayres, Byrds, Frank Jorge e Plato Divorak, Beat Boys e o que pintar. As apresentações vão contar com participação especial da Consuelo Gregori na voz e escaleta.O Café Elétrico fica instalado num casarão do início do Século XX no Pacaembu, e mescla a estrutura dos pubs ao charme dos cafés europeus, a casa possui uma uma grande variedade de cervejas nacionais e importadas indo das artesanais Backer (MG) e Baden Baden as long necks Devassa, Guiness e Amesterdam.Não deixe de aproveitar a promoção da Cerveja Heineken 600ml por R$ 4,50 de quinta a domingo, das 17 às 18:00h e das 18 às 19:00h por R$ 5,00.Nesta quinta serão sorteados 5 Kits com o disco "A Vida é um Mistério" do Continental Combo e a
a compilação de vídeos "Explanações Vol.1"
Temporada - Sandro Garcia & Enigma Central Park
Toda as quintas de fevereiro, por volta das 19:30hs (a casa abre as 17:00hs)
Entrada 3,00 reais
Local: R. Francisco Estácio Fortes, 153 - Pacaembu
Tel. (11) 2476-5021
http://www.cafeeletricobar.blogspot.com
Mais Informações:
http://myspace.com/sandrogarciasolo

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ARNALDO BAPTISTA


o genial ARNALDO BAPTISTA, músico sempre mutante,enum agito com parangolés valvulados pelas ruas carnavalescas de minas geraes. ARNALDO é alegria e genialidade sempre!!!

CECÍLIA FERREIRA VIDIGAL


VOCÊ DECIDE
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8.32.Tão valiosa quanto a liberdade é a palavra. Uma e outra se fundem de tal forma que o primeiro ato de um tirano é confiscar a liberdade de expressão: “quando as palavras perdem o significado as pessoas perdem sua liberdade” (Confúcio).
Toda forma de servidão vai contra a vontade do Senhor. Pouco importa se alguém diz ter fé e com fiéis caminha. Se as atitudes são de ateu, desconfie. Jesus foi o único homem (por ser mais que homem) capaz de ofertar e se doar sem nunca exigir retorno ou se ofender com ingratidões.
Aquele estranho e-mail ensinava: capturam-se porcos selvagens colocando-se comida num mesmo lugar da floresta todos os dias. Deixe que se acostumem. Construa uma cerca de um dos lados. Sirva mais comida. Com o passar do tempo faça mais um lado. Sirva sempre o alimento. Faça o terceiro lado. Mais comida e os bichos já não querem correr atrás do ganha-pão. Está lá, fácil e gratuito. Ao fabricar o quarto lado da cerca não se esqueça: coloque uma porta. Mantenha-a aberta e continue a apresentar o benevolente self-service. Ao vê-los cercados e distraídos, feche a porteira.
Convenhamos, tentarão pular a cerca, mas, diante da facilidade do sustento, a escravidão acabará por lhes será cômoda. Claro, uns poucos insistirão na fuga, porém isso apressará seu envio ao matadouro.
Teria sido fácil notar a construção dos pedaços de cerca, se os animais a serem dominados não tivessem suas percepções desviadas por súbitos subornos adornados com indulgências. Depois das liberdades surrupiadas importa o regime político?
Autores, mais recentes que o filósofo chinês citado acima, já lutaram contra o que está prestes a ser reinstaurado. Gil, mesmo sendo ministro, e Caetano que gosta de caminhar “sem lenço e sem documento”, se percebessem o porvir, se indignariam: “As pessoas da sala de jantar / são ocupadas em nascer e morrer”.
Se o portão se fechar, a cerca só cairá quando o “dono”, por alguma razão (geralmente uma má administração daquilo que ele próprio conquistou), não puder mais oferecer milho gratuito. E, depois do ato consumado, naquele dia, restaria entoarmos com Chico: “Apesar de você / amanhã há de ser / outro dia...”. E, se acontecer, será pela fome que o comodismo e a desunião cairão. Juntamente com a cerca.
E você? Prefere o lado de dentro, o de fora, ou que nem se construa o tal cercado? Enquanto você decide, eu espero não ter que obedecer à afirmação do provérbio iugoslavo: “Diga a verdade e saia correndo”.
CECÍLIA FERREIRA VIDIGAL/araçatuba/sp