sábado, 28 de março de 2009

DESPERDÍCIO !!!


INCRÍVEL!
GOVERNO FEDERAL
DEVOLVE US$ 57 MILHÕES PARA SANEAMENTO

Estudos comprovam que a cada R$1,00 gasto com saneamento básico economizam-se R$4,00 em saúde pública. A decisão de aplicar dinheiro em saneamento básico não deve, portanto, oferecer dúvidas.No Brasil há 47,5 milhões de pessoas sem acesso a coleta de esgoto. 19 milhões não bebem água tratada.Apesar disso, o governo federal cancelou um contrato assinado com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento que disponibilizava recursos para saneamento básico. Devolveu US$ 57 milhões.O contrato foi assinado em 2004 e só foi usado em uma cidade: Limoeiro do Norte, CE. A alegação do governo é de que os recursos não são necessários. O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) será suficiente para atender às necessidades.Desculpa esfarrapada. A certeza que fica é que a desorganização na administração federal é tão grande que vale mais a pena recusar os recursos que perder prazos e ter que pagar custos pelo não uso do dinheiro.Veja o leitor o absurdo da devolução. Pelo retorno do investimento citado acima, os US$ 57 milhões não usados em saneamento básico e devolvidos poderiam ser transformados em US$ 228 milhões em benefícios para a saúde pública. Um grande negócio. Perdido.fonte www.jornalacordabrasil.com.br

sexta-feira, 27 de março de 2009

NOVO LIVRO DE ULISSES TAVARES


Às vezes um porre causa mais do que ressaca...
Hic!stórias – os maiores porres da história da humanidadeA invenção da primeira bebida alcoólica ainda é um mistério. Algum gaiato pré-histórico deve ter deixado algumas frutas em um recipiente, natural ou fabricado, e depois de alguns dias, após a sobra ter fermentado, ele, morto de fome, resolveu beber ou comer o pastiche. Percebeu então que, além de matar a fome, foi tomado por uma sensação maravilhosa de leveza e irresponsabilidade. A largada estava dada!
Um trago aqui, outro ali, e os rumos da história começaram a ser alterados.
No lançamento da Panda Books, o escritor Ulisses Tavares conta muitas histórias envolvendo o consumo excessivo de álcool, resultado de muita leitura e pesquisa, mas sempre com um olhar sarcástico e uma linguagem bem-humorada.
Conta que Oxalá estava bêbado quando criou os homens; que macacos gostavam também de tomar um porre, que passarinhos chegaram a beber a água que acreditávamos que eles nunca beberiam; que Alexandre, o Grande perdeu a guerra contra a garrafa; que não foi o exército turco quem venceu a Áustria em 1788 e sim a cachaça; que F. Scott Fitzgerald foi um grande escritor, grande frasista, grande bom-vivant, grande atormentado e grande bebedor; que o fundador do AA, Bill Wilson, parou de beber, mas continuou com os cigarros, as amantes e o LSD; que os guarda-costas de JFK confessaram ter passado a noite anterior ao dia 20 de novembro de 1963, na gandaia, até as 5 horas da manhã e descuidado da segurança do presidente, que mesmo ameaçado de morte pediu que retirassem a capota do carro que desfilaria pelas ruas de Dallas para que os “babacas do Texas” vissem a beleza de Jackie, sua mulher; que o escritor Jack London não gostava de beber, mas seu alter ego John Barleycorn bebia pelos dois; que o FDP Al Neuhart, além de seduzir amigos, enganar inimigos e criar o mais vendido e polêmico jornal dos Estados Unidos, o USA Today, foi um excêntrico bebedor de martínis; que a McLaren contratou um babá especial para controlar as bebedeiras do corredor finlandês Kimi Raikkonen; e que Edgar Allan Poe quando bebia citava livros e autores que nunca existiram, inventava citações em idiomas incompreensíveis e, mais grave, acreditava em suas próprias mentiras. E ainda vai conhecer curiosos campeonatos e tradições, como na cidade de São Cristovão, no interior de Sergipe, onde havia um torneio para ver quem bebia mais. Foi provado que oito garrafas de cachaça era o máximo que o competidor conseguiria beber. Infelizmente, nos últimos quinze anos os vencedores não receberam o prêmio porque a maioria entrou em coma alcoólica e morreu.
Leia sem moderação
Sobre o autor:
Ulisses Tavares tem 106 livros publicados para crianças, jovens e adultos, em diversos gêneros e assuntos. Apenas em poesia, já vendeu mais de oito milhões de exemplares. É também jornalista, dramaturgo, compositor, roteirista de televisão, publicitário, professor de pós-graduação e historiador heterodoxo. De bêbado público a alcoólico anônimo, pesquisa aquilo que duas doses acima do normal podem fazer na história da humanidade.
O autor está disponível para entrevistas

GENTE BRANCA


Gente Branca
Quem provocou a crise foram “pessoas brancas de olhos azuis”, disse o presidente Lula, que insiste em dividir o país entre pobres, negros e índios de um lado e ricos do outro. O mesmo discurso usado por Hugo Chávez, que usa o termo burguês ao invés de rico. São as pessoas de olhos azuis que Lula escolhe quando faz suas festas. Os pobres, índios e negros estão no discurso apelativo de Lula quando é para convencer pessoas e se passar por bonzinho, ou seja, quando está atrás de votos. Os banqueiros e os empresários de olhos azuis igualmente aplaudem o discurso demagógico, pois entendem que o recado os beneficia. Acorda Brasil!
Izabel Avallone

FOLHA ONLINE
"Mais uma do 'são Lula', o milagreiro: 'todos terão a sua casa, só não me perguntem quando'. Lula acaba de criar a promissória sem data: 'vou pagar tudo o que devo, só não digo quando'. Se a moda pega..."
GILBERTO DIB (São Paulo, SP) cortesia: LIGIA BITTENCOURT/SÃO BERNARDO DOCAMPO-SP

ROBERTO ROMANELLI MAIA


NOSSOS CORPOS
E AS NOSSAS ALMAS
SE ENCONTRARAM
ROBERTO ROMANELLI MAIA

Sim, os nossos corpos e as nossas almas
se encontraram...
Se uniram e se reuniram...
Se integraram...
Se amaram...
Como nunca haviam feito...
Nem sentido...
Num encontro de rara magia,
carinho e sensibilidade...
Atração e desejo...
Mútuo e infinito prazer...
E mas que isso paixão e amor...
Num sentimento indescritível...
Impossível de descrever e de revelar...
Sim, somos amantes mas somos, também,
cúmplices e amigos...
E somos o que devemos ser um para o outro...
Sem fronteiras nem limites para o que vivemos
e sentimos...
E quando juntos ou separados nada muda...
Porque está sempre presente o amor...
E a felicidade vive dentro de cada um de nós !

quarta-feira, 25 de março de 2009

POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL


Posse de MÁRCIA SANCHEZ LUZ na Academia de Letras do Brasil
É a primeira vez que sou empossada em uma Academia de Letras, motivo de felicidade e de júbilo para mim, por considerar muito importante o reconhecimento do esforço, dedicação e amor que uma escritora possui pelo seu ofício. Estou certa de que todos os meus amigos vibrarão comigo e por isso quero compartilhar este instante de extrema alegria com eles e com todos os que sabem avaliar o valor de um momento como este na vida de alguém que ama e se dedica à Literatura Brasileira.
Defesa:
Apresentamos e defendemos, junto aos escritores Membros da Academia de Letras do Brasil, a Imortal Escritora Márcia Sanchez Luz. Por força e mérito de sua expressão literária, após profundas investigações, curvamo-nos ao seu talento e irrefutável arte literária. Sua escrita é digna de representar com excelência a literatura brasileira. (Mário Carabajal).

terça-feira, 24 de março de 2009

GRAZIELA MELO


AS DORES (Poema)
Graziela Melo

As dores

Mais tristes

Do mundo




Não há

Coração

Que não sinta


Um triste

Momento

Na vida



O olhar

De uma

Criança

Faminta!

segunda-feira, 23 de março de 2009

A CORRUPÇÃO,AFINAL,AMPLA E E GERAL


A corrupção, afinal, ampla e geralJosé NêumanneAs denúncias do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), primeiro em entrevista à Veja e depois em discurso na tribuna do Senado, não trouxeram novidades de monta: qualquer brasileiro medianamente informado sabe (e sempre soube) que a corrupção campeia na gestão pública brasileira. E que o partido do parlamentar está longe de ficar acima de qualquer suspeita nesse particular. No entanto, elas representam um divisor de águas na política brasileira, não pelo impacto que produziram, mas pela demonstração, na prática, de que a banalização do furto qualificado dos agentes públicos não desperta mais a ira de ninguém, nem sequer a falsa indignação dos acusados. Antes de Jarbas Vasconcelos (AJV), o gestor público acusado fazia um escarcéu, ameaçava processar o denunciante na Justiça e contava com a ineficiência e a lerdeza desta para deixar o escândalo esfriar até fenecer. Agora a acusação já nasce morta, na base de "isso não é comigo", "e daí, e daí?" ou, então, "sou, mas quem não é?"Já vão muito longe os tempos do moralismo udenista. Consta do anedotário político o aparte do getulista conhecido pela liberalidade com que lidava com os recursos públicos em proveito próprio a um discurso do colega deputado Carlos Lacerda na Câmara: "Vossa Excelência é um ladrão da honra alheia", disse. E o tribuno rebateu na hora: "Então, fique tranquilo, pois nada tenho a roubar de Vossa Excelência." Hoje a honra não vale nem sequer como falso argumento de palanque. Pois o eleitor reelegeu com ampla margem um governo que institucionalizou a compra do apoio parlamentar no Congresso por um esquema descrito em detalhes pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) no livro Nervos de Aço. Este caiu no esquecimento, assim como o escândalo do "mensalão", nele descrito, sob o falso argumento de que o autor não era também uma flor que se cheirasse. Se isso fosse verdade, a delação premiada não faria tanto sucesso lá fora e aqui mesmo, onde acaba de levar para a cadeia uma tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo. Até por escrever com conhecimento de causa, Roberto Jefferson deveria ter sido lido e levado em consideração.
Pior é que se foi também o tempo em que o falso moralismo da esquerda interessada no que restava de decoro no inconsciente coletivo do eleitorado nacional pelo menos forçava os governantes a tomarem um mínimo de cuidado na manipulação do orçamento. Caiu no buraco negro da insensibilidade moral generalizada a lição dada pelo juiz da 17.ª Vara Federal de Brasília, Moacir Ramos, na sentença em que inocentou a cúpula do setor de telecomunicações do governo tucano anterior da "corrupção grossa" na privatização das telefônicas de que foi acusada há 11 anos por líderes do PT e da CUT. O magistrado inocentou o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, o ex-presidente do BNDES André Lara Rezende, o ex-diretor do mesmo banco José Pio Borges e o ex-presidente da Anatel Renato Guerreiro - afastados do governo pelo chefe de então, Fernando Henrique Cardoso. O juiz também perguntou, referindo-se aos acusadores Aloizio Mercadante, Vicente Paulo da Silva, Ricardo Berzoini e João Vaccari Neto, do PT e da CUT: "Se havia preocupação com a apuração dos fatos, por que esses nobres políticos não interferiram junto ao governo atual para que fosse feita a investigação das sérias denúncias que apontaram na representação que fizeram ao Ministério Público?" Não consta que algum deles tenha respondido.
Talvez seja exagerado sentir saudades daquele tempo em que um presidente da República demitia auxiliares de confiança, não por havê-la perdido, mas apenas para ser fiel ao velho preceito da Roma antiga segundo o qual o gestor do patrimônio coletivo deve ser tratado com o mesmo rigor que César dispensou à própria mulher: "Não basta ser honesto, é preciso parecer honesto." Mas é útil e lícito lamentar que o falso moralista de ontem se tenha transformado, como parte do PT se transformou, em usuário comodista da lerdeza do Judiciário, a pretexto de recorrer, de forma desavergonhada, ao conceito também romano do benefício da dúvida para o acusado por algum delito.Exemplar nesse sentido é o apoio que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem insinuado ao deputado Antonio Palocci (PT-SP) na campanha de 2010 para o governo do maior Estado da Federação. Premido a demiti-lo do Ministério da Fazenda por este ter sido acusado de alguns crimes, entre os quais a quebra do sigilo bancário de um caseiro que o havia visto frequentando uma luxuosa casa suspeita, o chefe do governo conta com a magnanimidade do Supremo Tribunal Federal para lançá-lo ao segundo posto de maior poder na República. Foi isso, pelo menos, que ficou claro na declaração a respeito dada por outra pretendente ao posto, a ex-prefeita da capital Marta Suplicy. Com o mesmo pragmatismo com que se livrou de seu czar econômico, pondo no lugar dele um companheiro muito menos capaz, Lula agora vê nele o nome ideal para governar o Estado de São Paulo.De volta a nosso divisor de águas, Jarbas Vasconcelos, a explicação para tudo isso aí pode estar na conclusão com a qual ele resumiu sua recente contribuição à constatação da amoralidade generalizada vivida no Brasil. "A impunidade estimula a corrupção", disse o senador, para quem a falta de punição gera mais e novas irregularidades. "Se o governador, o senador e o deputado são corruptos e nada acontece, as pessoas logo pensam que também podem fazer corrupção." E quem não gosta de uma corrupçãozinha? Parece que chegamos à realização da profecia de Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta: "Ou nos locupletemos todos ou restaure-se a moralidade."
Como não há restauração de moralidade à vista, nem prevista, tudo indica que chegamos, afinal, à democratização da corrupção que agora agora virou ampla e geral, embora ainda restrita.
José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090318/not_imp340661,0.php