terça-feira, 12 de maio de 2009

PELAS RUAS DO RECIFE


PELAS RUAS DO RECIFE

Pelas ruas do Recife
surge a novidade,
afirmam-se credos seculares,
renascem mitos modernos.


Pelas ruas do Recife
dorme-se o sono dos justos,
cessam as palavras,
falam por si sós os fatos.


Pelas ruas do Recife
caminha a humanidade,
correm as notícias,
dispara a revolução.


Pelas ruas do Recife
travam-se todas as lutas,
cruzam-se todos os olhares,
reverenciam-se todos os deuses.


Pelas ruas do Recife
transitam todos os anjos,
ocorrem todas as mortes,
condensam-se todas as imagens.


Clóvis Campêlo
Recife, 1999

CAMPOS SONOROS


CAMPOS SONOROS II
Curadoria: Leo Alves Vieira
Dias: terça-feira, 12 de maio de 2009
Local: Espaço Sérgio Porto - Rio de Janeiro
Horário: 20 horas
Preço: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia).
“Obras Sacras?!", de Valério Fiel da Costa
Sinopse da Apresentação
Concerto de obras camerísticas do compositor paraense, radicado em
São Paulo, Valério Fiel da Costa, que lida com a questão do sagrado
dentro do escopo da performance musical.
O que faz de uma obra musical algo sagrado? Sua temática? Seu
formato? Qual o papel do ritual no ato de sacralização de um evento
sonoro qualquer?
Sem pretender responder a essas perguntas, mas lidando com estas o
tempo todo, o concerto propõe uma sequência de obras que lidam com a
questão da espiritualidade em diversos níveis: às vezes por intermédio
dos títulos das obras (missa, matinais), às vezes por meio da própria
performance proposta enquanto ritual..
As obras apresentadas aqui possuem como característica marcante a
construção paciente de situações sonoras de caráter meditativo e
imersivo. A importância do desenvolvimento motívico é diminuída em
favor da busca por uma estaticidade que visa transformar o evento
temporal que é a música em algo próximo de um evento espacial.
O ouvinte é convidado a mergulhar nas texturas e buscar por conta
própria caminhos dentro delas. É nesse espaço criado pela imersão que
o concerto busca situar a dimensão religiosa da performance. Assim,
nos encontramos dentro de uma situação sonoro-visual apropriada para
fruir, cada um à sua maneira, da relação que se queira estabelecer com
os mistérios ocultos do mundo."

Programa do EspetáculoMISSA (2007)
para sons gravados e sintetizador
AURORA (2008) eletroacústica
MÚSICA PARA TERÇA-FEIRA (2002) para sons gravados, guitarra
e sintetizador
MADRIGAL (2004) para guitarra, theremin e apito de pássaro (ouça uma versão de Madrigal em www.myspace.com/contemporarybrazilianmusic )
MATINAIS (2004) para violão, guitarra, violino e flauta

Intérpretes:
Valério Fiel da Costa – sintetizador (Missa); apito de pássaro
(Madrigal); violão (Matinais).
Marcos Campello – guitarra elétrica (Madrigal, Música para Terça-feira
e Matinais).
Jean-Pierre Caron – sintetizador (Madrigal, Música para terça-feira).
Paulo Dantas – escaleta (Matinais)
Participação especial: Gabriela Nobre /

LILIAN MAIAL


CANTOS DE AMOR

Canto III


Por onde anda aquele, por quem meu coração padece?

Vem ter comigo, ó amado, o que tem ventre de caminho de bois,
umbigo de poço, profundo e magnético, atraindo meus carinhos!

Vem, amado, de coxas feito monumentos,
pilares do altar do deus de todos os deuses!

Vem, que te faço orações e sacrifícios,
e me ajoelho em frente à tua imagem!

Tu, poema entre os versos, amado e esperado, como as manhãs de primavera,
escolhido por essa pele de relva - veludo tenro de calores tantos.

Tu, amado, por quem meu coração suspira, de pés delicados como asas,
voa ao meu encontro, repousa em meu regaço, como cisne em espelho d’água.

Vem, ó doce amado, e ocupa teu trono no reino de meu corpo,
dá as ordens, com essa tua voz de violinos, aos meus ouvidos servos,
que sorvem teus sons, como sorvo teus odores!
LILIAN MAIAL

GERAÇÃO BEAT


Lançamento e sessão de autógrafos dia 3 de junho, a partir das 18h30
na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509 - São Paulo – SP, fone (11) 2167-9937)

enviado por CLAUDIO WILLER

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O DIA DELA


O DIA DELA
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor e editor – http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

Minha mãe teve dez filhos. Eu sou o primeiro deles e ajudei a cuidar dos outros, porque ela trabalhava. E ela teve que dar conta de “criar” os mais novos quando a caçula chegou, porque ficou sozinha. Então digo que ela é a nossa heroína, pois sempre trabalhou e ainda teve que cuidar dos filhos, pois mais da metade dos dez ainda eram menores.
O que não a impediu de dar uma boa educação a todos eles, não deixando lhes faltar nem alimentação, nem teto, nem o que vestir e calçar, nem a educação básica. Não éramos uma família rica, éramos até bem humildes, mas me orgulho de ser honesto e esta é a maior herança que minha mãe me deixará.
E tenho orgulho da mãe que Deus me deu, pois ela formou pessoas dignas, amou a todos os filhos como se fosse um único, deu a eles tudo o que foi possível e daria a própria vida, se fosse necessário.
Lembro de quando eu era menino, que antes de sair para o trabalho, de manhã, ela deixava o almoço encaminhado, deixava o café para a filharada pronto e as tarefas para os maiores. Quando chegava de volta, ao meio dia, terminava o almoço, servia todo mundo, almoçávamos e ela ainda adiantava a lida da casa antes de retornar ao trabalho. À tarde, quando voltava, lavava roupa, fazia pão, limpava a casa, fazia comida, cuidava dos filhos, ufa! Nos finais de semana ela tentava descansar um pouquinho, mas era muito pouquinho mesmo. Como não trabalhava no sábado à tarde, fazia doces – bolo, cuca, biscoitos de araruta com coco. Fazia compras, fazia limpeza geral, por dentro e por fora da casa, que naquele tempo morávamos em casa, com jardim, quintal, horta, pomar. Capinávamos, cortávamos grama, varríamos o chão. Plantávamos, colhíamos. E era ela quem nos ensinava. E olhe que naquele tempo as coisas não eram muito fáceis. A água era encanada, para a cozinha, para o banheiro, para a área de serviço, mas não era de rede. Era de poço, e como o solo mais profundo de nosso terreno era de pedra, tínhamos um poço de apenas uns três metros. E no verão faltava água. Então minha mãe tinha que se virar com o pouco de água que a gente ia buscar no rio para lavar e na vizinhança para beber e cozinhar. Mas sobrevivemos.
Fico pensando, então, cada vez que o Dia das Mães se aproxima: o que dar para uma mãe assim? Um presente caro, uma jóia fina? Posso até dar qualquer coisa assim, mas o que vale mesmo é dar a ela o mesmo carinho que sempre tive, o amor que me empurrou pra frente na vida, o abraço, o beijo. E, mais que tudo, dar a nossa presença, o nosso respeito e admiração, sempre.
Se não pudermos, por qualquer razão, comprar-lhe um presente, uma flor pejada de carinho e de ternura e o abraço apertado, não serão aceitos de bom grado? Eu tenho certeza que sim. Dou, também, meu coração de presente, que é o que tenho de mais caro. E sei que ela merece.

VIGÍLIA AMAZÔNICA


No dia 13 de maio, quarta feira próxima, estaremos fazendo uma Vigília Amazônica no plenário do Senado Federal.A Vigília, que será interativa, ocorrerá das 18 às 24 horas e estamos fazendo uma convocação para que as pessoas acompanhem pela TV SENADO e participem enviando suas sugestões, comentários e protestos através do telefone ALÔ SENADO – 0800 61 22 11 ou através do email scomcmmc@senado.gov.br
Estamos a beira de um grande retrocesso na votação de emendas que flexibilizarão o Código Florestal e mesmo a Constituição.
A Vigília é um alerta geral! Divulguem e participem!
“Amazônia para Sempre”
ALÔ SENADO – 0800 61 22 11
scomcmmc@senado.gov.br
AJUDEM A DIVULGAR !!! PASSE ISSO PARA TODOS OS AMIGOS DA SUA LISTA !!! ISSO É MUITO IMPORTANTE !!!
Deise Alencar 11-92061468
11-80906540

LÁGRIMA DE MÃE


LÁGRIMA DE MÃE
Neida Rocha

Lágrima de mãe
tem sabor diferente,
pois rola solitária,
seja de
dor ou amor.
Lágrima de mãe
demora a secar
e por isso
mantém o rosto
hidratado.
Lágrima de mãe
deve ser enxugada
pelo beijo
do filho amado.