quinta-feira, 2 de julho de 2009

VIDA CULTURAL EM ARAÇATUBA 2


VIDA CULTURAL EM ARAÇATUBA,NOS ANOS 80
invadir ambientes

o pessoal costumava frequentar alguns bares ,nos anos 80, com o propósito de ouvir boa música e colocar a converrsa em dia,mas não me lembro de algum bar específico, que nos deixasse á vontade para ouvir o repertório musical que apreciávamos. Era então necesssário romper barreiras culturais e "invadir alguns ambientes", quando levávamos fitas cassetes com gravações de bandas e artistas de nossa predileção,inclusive incitando debates calorosos sobre artes,e a vida,a qual era muito pacata e colonizada pelo modismos da época. Não raramente havia reuniões e festas na casa de alguns integrantes. No início dos anos 80, conheci no emso ano MARCO ANTONIO ZAMBON, MARCELINO DUARTE, EDSON, JOSE JORGE DA COSTA NETO, VALDIR CALIXTO e amigos desses. Zambon estava se iniciando em guitarra e violão, vinha constantemente á minha casa para adquirir a sprimeiras noções de violão e teoria,pois eu havia cursado algumas aulas de violão ministradas pelo professor ZÉ MARIA; mais recentemente, ZAMBON se tornou um exímio e respeitado guitarrista, residente em BAURU; MARCELINO DUARTE ouvia rock e sempre mantinha uma predileção por música eletrônica, influenciando-nos com suas idéias oportunas e valiosas, e sua imensa amizade, sempre prestativo,uma espécie de irmão de todos,era filho do saudoso MIRSON DUARTE(jornalista conceituado e diretor na época,da rádio DIFUSORA); EDSON e um poeta negro, comparecia sempre acompanhado de um violão e algumas letras de sua canções, havia lido BYRON em inglês, não possuia muita formação escolar, mas estava sempre bem informado sobre tudo, provocando uam impressão altamente positiva por onde passava, devido a sua educação e cultura ímpares; lembro-me dele como sendo o primeiro da turma a emprestar-me um livro de ARTHUR RIMBAUD traduzido por LÊDO IVO. Ao longo dos anos ,percebi que a leitura de RIMBAUD havia nos influenciado muito, por sua vida e obra literária errante, em constante mutação e arrojo O JOSE JORGE DA COSTA NETO, já havia ingressado no curso de filosofia da UNESP/CAMPUS DE MARÍLIA-SP em 1980,e costumava também nos receber em sua casa,localizada na rua Santo Antonio, sendo que em meados dos anos 80 sua família mudou-se para PARAGUAÇÚ PAULISTA, e ele fixou residência em MARÍLIA tendo falecido anos depois em SÃO PAULO.. Lembro-me de JORGE cruzando as ruas da cidade, provocando certo escândalo,por manter uma barba enorme descendo até a altura do seu umbigo,e certa porção de cabelos lisos e castanhos claros deslizarem sobre suas orelhas, enquanto sua calvície prematura se destacava sobre a testa reluzente,era uma figura, leitor assíduo de jornais,livros e revistas, usando óculos ao estilo john lennon,do qual era fã,e quando soube da morte do ídolo em dezembro de 1980, exilou-se num quarto de sua casa, deixando que sua mãe ,dona TEREZINHA, explica-se aos amigos, o silêncio abissal do filho...mas JORGE saia muito pouco de sua casa, era funcionário do extinto jornal A COMARCA,e nas raras vezes em que saiamos,ele nos levou para ver a banda TRILHOS URBANOS,no teatro INTEC. JORGE era um pensador combativo,um verdadeiro intelectual, leitor contumaz de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, influenciou-nos a cultivar as leituras filosóficas. Estudava violão, era comedido em seus comentários sobre arte e política. Na cidade respirava-se o som das discotecas e algo de new wave. Estávamos na contra-mão, ouvindo BEATLES, HENDRIX, DEEP PURPLE, STONES, PUNK ROCK, MÚSICA ELETRÔNICA, TOM ZÉ etc...
foto: rimbaud

segunda-feira, 29 de junho de 2009

CONVITE


LANÇAMENTO DO LIVRO NARA LEÃO A MUSA DOS TRÓPICOS DE CÁSSIO CAVALCANTE NO RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO: 04/07

Parati - RJ:

Na OFF FLIP, 20:30hs, no Villas de Paraty Pousada,

Av. Otávio Gama, 420. Fone: (24) 33712248.


08/07

Rio de Janeiro - RJ:

Na Livraria Bossa Nova & Companhia, 19:00hs,

Rua Duvivier, 37 A, Copacabana, BECO DAS GARRAFAS. Fone: (21) 22958096.


11/07

Niterói - RJ:

No Bistrô Mac, Museu de Arte Contemporânea, 20:00hs, sábado, Mirante da Boa Viagem, s/n sub-solo.

Fone: (21) 26291416.


14/07

São Paulo - SP

Na Livraria da Vila, 19:00hs,

Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena.

Fone: (11) 38145811.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

TOM ZÉ


TARSO ARAUJO
DA REPORTAGEM LOCAL /folha de são paulo
Na natureza, as mutações são um fenômeno essencial para a sobrevivência das espécies. Para Os Mutantes -que, em 8 de setembro, lançam "Haih", seu primeiro disco de inéditas depois de "Tudo Feito Pelo Sol" (1974)-, não é diferente.
Após as saídas de Arnaldo Baptista e Zélia Duncan, em setembro de 2007, Sérgio Dias e o baterista Dinho Leme, remanescentes da formação tradicional, promoveram a banda da última turnê à condição de mutantes de fato.
A recente mutação, no entanto, não tem previsão para lançar o disco ou fazer um show em sua terra natal. A Sony, que lançou em 2006 o CD e DVD "Os Mutantes ao Vivo", tinha preferência para lançar o próximo disco da banda, mas decidiu não investir no projeto.
"Quando disse que faríamos um disco novo, a Sony não acreditou e decidi não perder tempo com eles", explica Dias.
Com o álbum gravado e mixado, a banda assinou contrato com a Anti- -gravadora americana de artistas como Booker T. e Tom Waits.
Além de promover o disco nos EUA, a Anti- está sublicenciando sua exploração por gravadoras na Europa e na Ásia, o que faz Dias considerar 8 de setembro a data de lançamento mundial, apesar de não haver nada previsto para o Brasil.
"Até agora, nenhuma grande gravadora nacional se interessou pelo álbum. Então estamos à espera de uma boa proposta, porque ele tem potencial", diz Júlio Quattrucci, produtor da banda.
E Os Mutantes não temem que os fãs brasileiros tenham de recorrer ao download ilegal para ouvir as novas músicas?
"É muito chato, porque as pessoas perdem a oportunidade de viver sua relação com a banda que amam. O.K., eles vão baixar pela internet, mas não é a mesma coisa", lamenta Dias.
Em busca do novo
Nas faixas do álbum que os brasileiros não verão nas lojas, em setembro, os fãs podem esperar um som fiel ao espírito experimental e inovador que marcou a banda a partir do final dos anos 60.
"Cada vez que a gente tocava alguma coisa com a sensação de que "isso aqui eu já ouvi", [ia para o] lixo", comenta Dias.
O álbum terá 11 músicas e participações de dois velhos companheiros de tropicalismo.
Jorge Ben Jor cedeu "O Careca", a pedido de Dinho Leme, que tocava com ele antes de ir para Os Mutantes, em 1969.
Tom Zé canta em "Anagrama" e é o parceiro mais constante nas composições.
"Desde que nos encontramos para o show do aniversário de São Paulo, a gente se ligou e foi um estalo", afirma Dias.
O estalo rendeu parceria em seis músicas do disco. Tom Zé agora é um semiMutante? "Sempre foi. Ou nós é que sempre fomos um semiTom Zé".
Entre as parcerias com o tropicalista está "Querida, Querida", que a Folha ouviu a banda ensaiar, enquanto esperava a entrevista (leia letra ao lado).
A canção é um rock pouco convencional, de refrão forte, que repete o título da canção no fim de cada verso. Apesar do "querida", o tom é de apelo, sôfrego, nada de carinho.
Em outra música do novo álbum ouvida no ensaio, "Gopala Krishna Om", o vocal distorcido tem um clima fantasmagórico e um instrumento indiano completa o "clima" inusitado.
"Quem ouvir vai encontrar Os Mutantes, mas os do século 21", conclui Dias. Que venha, então, o futuro.
NOVA LETRA
O povo (querida, querida) Há de sobreviver (querida, querida) Aos seus bem feitores (querida, querida) As canções de protesto (querida, querida) E à nossa bondade (querida, querida)
O povo (querida, querida) Há de sobreviver (querida, querida) Aos paraísos (querida, querida) Aos nossos sorrisos (querida, querida) E à nossa caridade E a nossa carida...de... Um lápis e uma régua Um resfriado me pega Um flash quese me cega Um memorando que nega
Um vento forte, um chuvisco No olho me entra um cisco Um som de casa de disco Uma cobrança do fisco
Um desejo por vitrina Uma moça por esquina Hoje eu te pego menina Ao me sentar na latrina
Um cartaz de mulher nua O cego atravessa rua Garçom a carne está crua A mãe de quem é a sua? Um ódio que me destrói O sangue corre corrói Eu quero ser um herói Vida de porra "My Boy"
PORRA, PORRA!!
"Querida, Querida", de Sérgio Dias e Tom Zé
Tania Lopes
Produção - Tom Zé
tel. (11) 3673-5489
cel. (11) 9532-9442

quarta-feira, 17 de junho de 2009

AUTORAMAS "BRASIL NA CEE "


AUTORAMAS "BRASIL NA CEE"
Oi, galera acaba de sair o EP do Autoramas "Brasil na CEE", especial para Portugal, pela Optimus Discos.
Nesse EP gravamos nossos 5 temas Portugueses preferidos.
Produzido pelo Fausto Prochet e gravado no estúdio Atemporal, no Rio. Capa por Bady Cartier.
Escute em www.optimusdiscos.com , lá também tem todas as informações.

Abraços e Beijos.

RRRRRRRRRRRRRRRRRock!!!
enviado por BACALHAU

terça-feira, 16 de junho de 2009

NARA LEÃO


Nara em Parati:
2 DE JULHO - QUINTA-FEIRA – 19h30 às 23h30
CONVERSA DE BOTEQUIM
19h30 - Cássio Cavalcante (PE), autor de Nara Leão: a musa dos trópicos.
19h50 - Reginaldo Pujol e Rodrigo Rosp (Não Editora - RS).
20h15 – Sarau com Eunice Corrêa, Guta Rezende Soares, Jorge Adolfo, Lena Casas Novas, Lilian Gattaz, Mariza Baur, May Parreira e Regina Vilarinhos.
21h - Paloma Vidal e Paula Siganevich (editoras da revista Grumo). Silvina Guala também participa lendo poesias.
21h30 - O poeta paratiense Flávio de Araújo fala de sua participação no Festival Internacional de Poesia de Havana. O escritor Otávio Júnior fala sobre o projeto LER é 10, FAVELA!, que desenvolve junto a crianças do Complexo do Alemão e da comunidade da Maré (RJ).
22h30 – Poesia Maloqueirista: Caco Pontes, Berimba de Jesus e Pedro Tostes lançam livros do selo criado pelo grupo (Trinca Maloqueirista - editora Annablume) e novas edições da Revista Não Funciona.
23h - Recital com participação de Ratos di Versos, Aline Reis, Ana Flor de Car
enviado por CASSIO CAVALCANTE

segunda-feira, 15 de junho de 2009

ARNALDO BAPTISTA


Em Miami, filme sobre Arnaldo Baptista emplaca terceiro festival Publicidade
DEISE DE OLIVEIRA
Enviada especial da Folha Online a Miami Beach
Depois de ganhar o prêmio do júri no Festival do Rio e na Mostra de Cinema de São Paulo, no final do ano passado, o filme "Lóki Arnaldo Baptista" venceu na categoria longa-metragem documentário do Festival de Cinema Brasileiro de Miami, cuja premiação ocorreu na noite deste sábado. O filme começa a ser exibido nas salas de cinema no Brasil no próximo dia 18.
Mariana Vianna/Divulgação
Filme conta a vida de Arnaldo Baptista, desde a infância até sua rotina atual dedicada à pintura
O filme faz um resgate dos altos e baixos do músico dos Mutantes e nasceu de um programa que o diretor Paulo Fontenelle fez para o Canal Brasil.
Na sessão no Colony Theatre, na última terça-feira, "Lóki" emocionou o público. "Fiquei muito feliz de ver que aquela história tocou o coração das pessoas. Tinha gente chorando", disse Fontenelle após a exibição. Hoje, na entrega do troféu Lente de Cristal, o diretor agradeceu a equipe que ficou no Brasil e "àqueles que se dedicam a fazer cinema no país". Como contou Fontenelle à Folha Online, o documentário tem o objetivo de fazer justiça ao mentor da banda e não se limita a contar aventuras do artista e sua trajetória nos Mutantes. O longa revisita Arnaldo Baptista, desde a criação dos Mutantes até seu empenho atual às artes plásticas, na casa em que vive em Juiz de Fora (MG). O filme tem 55 músicas, que ajudam a conduzir a narrativa e contar a vida do músico, que trouxe a expressão Lóki para o linguajar popular no final da década de 70 e dá o nome ao seu primeiro trabalho solo, após o fim dos Mutantes.
cortesia de LUCINHA E ARNALDO

sábado, 13 de junho de 2009

ELIZABETH MISCIASCI


Absinto
Por Elizabeth Misciasci

Fui além dos sonhos...
Caminhei em terra firme,
mas fiz do alto parada.
Plainei nas nuvens,
levitei em melodias...

Bradando aos quatro cantos
do Universo,
Pedi Paz...
Falei de amor...
... aos surdos de emoção!

Fui além dos segredos...
E selando laços,
silenciei!

Perpétuos serão os dias
que entre confidencias
estive perto!
Presente que de tão distante
fez parceria.

Cúmplice do fascínio
arrastei madrugadas...
Editei meu tablóide
recontei outros contos.
Entreguei o corpo e a fala aquém.

Dividi uma taça de vinho
e o cálice de absinto.

Amante,
provei lábios amargos...
Mas sem recusas,
deixei pousar os doces beijos
de outras bocas.

Fui além das palavras...
Resguardando a razão,
tornei abrasivo o poder de solver
as dores da alma.
Dei razão e guarida
ao desejo do querer...

Ardil permissiva
trocando sangue por mel,
deixei sugar até a última gota...

Fui além do olhar...
Que tantos poetas declamaram,
incintando o verter de lágrimas
não contidas e apaixonadas que derramei.

Fui além...
Muito Além!