sexta-feira, 24 de julho de 2009

LIVRO DE MÁRCIA SANCHEZ LUZ


Ficha Técnica
Coleção: Poesias
Autor: Marcia Sanchez Luz
Titulo: Porões Duendes
ISBN: 9788578280574
Assunto: Poesia
Espec. Gráfica: Brochura medindo 21cm x 14cm. Interior impresso em papel offset 90g. Capa a cores, impressa em cartão especial 180g. Com selo de responsabilidade ambiental por não utilizar componentes plásticos.
Nº Páginas:: 58
Preço: R$ 16,40
Obs. do Autor:
Obs. da Editora: Devemos ler “Porões Duendes” porque a autora, Márcia Sanchez Luz, é visceralmente poeta. E como todo poeta, tem o amor como parte integrante de sua alma. Sua inteligência poética está muito acima da média. Sua presença literária ultrapassa fronteiras. Basta ler nas orelhas deste livro suas credenciais extremamente importantes. Ninguém conquista os inúmeros títulos que Márcia amealhou sem um trabalho sério, competente, técnico, paradoxalmente permeado, em sua essência, ao profundo amor que ela generosamente transborda em tudo que faz.
Depois do sucesso do livro “No Verde dos Teus Olhos”, Ed.Protexto, 2007, resolveu alçar vôos mais ousados. Inspirada nos grandes poetas parnasianos, enveredou pela difícil arte da construção de sonetos e o resultado está nas páginas deste “Porões Duendes”, fruto de estudo, dedicação, esforço e principalmente do imenso talento literário, orgulho de todos que têm o privilégio de conhecer sua obra.
Airo Zamoner - Editor
MARCIA SANCHEZ LUZ:marcial2001@yahoo.com.br

quinta-feira, 23 de julho de 2009

RICARDO CORONA


UM SUPERMERCADO DA CALIFÓRNIA
Estive pensando em você essa noite, Walt Whitman, enquanto caminhava pelo beco debaixo das árvores com uma tímida dor de cabeça e olhando a lua cheia.
Em meu esfomeado cansaço, fazendo compras na imaginação, entrei no supermercado de fruta de néon, sonhando com suas listagens!
Que pêssegos e que penumbras! Famílias inteiras comprando à noite! Corredores cheios de maridos! Esposas nos abacates, bebês nos tomates! — e você, Garcia Lorca, o que estava fazendo ali perto das melancias?

Vi você, Walt Whitman, sem filhos, velho vagabundo solitário, mexendo nas carnes do refrigerador e flertando com os meninos vendedores.
Ouvi você perguntar a cada um deles: Quem matou as costeletas de porco? Qual o preço das bananas? Você é meu anjo?
Vaguei entre pilhas brilhantes de latas seguindo você e sendo seguido na minha imaginação pelo segurança da loja.
Percorremos os largos corredores, juntos em nossas solitárias fantasias, provando alcachofras de gosto exótico, cada delícia congelada sem nunca passar pelo caixa.
Para onde vamos, Walt Witman? As portas se fecham em uma hora. Qual o caminho que sua barba hoje indica?
(Toco em seu livro e sonho com nossa odisséia no supermercado e me sinto absurdo.)
Passearemos a noite toda nessas ruas solitárias? As árvores somam sombras às sombras, luzes apagadas nas casas, ambos estaremos sós.
Andaremos à toa e sonharemos com a hoje perdida América do amor, depois passaremos por automóveis azuis no estacionamento a caminho de nossa cabana silenciosa?
Ah, querido pai de barbas grisalhas, velho e solitário mestre da coragem, qual América era a sua quando Caronte deixou de empurrar o seu barco e você desceu na margem esfumaçada e ficou assistindo o barco desaparecer nas negras águas do Letes?

Allen Ginsberg
Berkeley, 1955
Tradução Ricardo Corona

MARCO LLOBUS


DESCLASSIFICADOSarte de marco llobus

sexta-feira, 10 de julho de 2009

ALMA DO NORDESTE


Olá amigos,
Tenho o prazer de anunciar 2 concertos no Brasil em julho, dando continuidade ao lançamento do meu CD Alma do Nordeste. Os shows mostram as músicas deste disco que tem feito muito sucesso no mundo todo. Veja aqui...
·Terça-feira dia 21.7 às 19h no Instrumental SESC Brasil do SESC Paulista (Av. Paulista 119, São Paulo-SP). Entrada grátis. Clique aqui para informações.
·Sexta-feira dia 24.7 às 10h no Teatro Gebes Medeiros, Av. Eduardo Ribeiro, esquina com Rua Monsenhor Coutinho, Manaus, AM – workshop – inscrições pelo site http://www.festivalamazonasjazz.com.br
·Sexta-Feira dia 24.7 às 19:30 no Teatro Amazonas (Lgo. De S. Sebastião s/n, Manaus, AM). Festival Amazonas Jazz
A banda será composta por Marcelo Martins (flauta e saxes), Dudu Lima (baixo) Edu Ribeiro (bateria), Toninho Ferragutti (sanfona) e Durval Pereira na percussão. Com tantos “cobras”, o soro anti-ofídico é recomendado...Além disso, estou aproveitando a viagem ao Brasil para gravar um novo CD de duetos com alguns dos meus músicos favoritos. Aguardem novidades em breve...
JOVINO SANTOS NETO

terça-feira, 7 de julho de 2009

VIDA CULTURAL EM ARAÇATUBA


VIDA CULTURAL EM ARAÇATUBA nos anos 80
por everi rudinei carrara
OUVINDO DEBUSSY EM ARAÇATUBA
parte 1
Eu me mudei para Araçatuba/SP, em fevereiro de 1970, quando meus pais resolveram mudar de Bauru/SP, em razão das exigências de trabalho. boa parte de minha infância,adolescência ,juventude e maturidade foram vividas em Araçatuba,embora eu ainda conserve um carinho especial ás cidades de Bauru, Marília,e outras.Não pretendo realizar um histórico sobre a vida cultural de Araçatuba, orientando-me por alguma ordem cronológica ou refém de bibliografias e coisas semelhantes. Oriento-me pela minha intuição e vivência,colhendo evidentemente, o testemunho de amigos e alguns moradores.Devo enfatizar, que optarei pelo registro de artistas e pessoas que me parecem essenciais para a vida cultural da cidade,e que de alguma forma influenciaram-me por algum motivo,ao longo das 3 últimas décadas.Portanto, farei um relato sobre as décadas de 80 até os dias atuais. O que sempre me chamou a atenção foram os artistas e pessoas marginalizadas, que produzem arte e resistência aos modismos e á cultura elitista.Mesmo porque, as classes priveligiadas optaram por contar sua história, sua versão dos fatos, desconsiderando os feitos realizados pelos demais. Ocorre que, a arte nunca foi um dom atribuido especificamente á classes sociais . Entretanto, percebi ao longo dos anos, que houveram exclusões, não obstante serem os excluidos,artistas de reconhecido valor entre a comunidade e o povo. Com o advento da internet ficou mais fácil contar a história dessa cidade, para um número maior de pessoas.
Araçatuba é uma cidade bela, de clima quente, distante de São Paulo, o que ainda nos anos 80 dificultava o acesso á produção cultural que imperava na capital e nos grandes centros do país. Então, para se adquirir discos de vinil, fitas de vídeo cassete,livros de autores consagrados,era necessário encomendá-los em lojas ou contar com os amigos e pessoas que viajassem ,colaborando com os pedidos. A estrada de ferro ainda existia traçando o mapa de MATO GROSSO á SÃO PAULO,o que nos facilitava o percurso, na temporada de férias escolares.
Em 1980,eu estava começando a cursar Direito, e já estava estudando piano erudito, e noções básicas de violão e sax-tenor. Tive a honra de ser aluno do professor PAULO GIOVANINI, e do ZÉ PRETINHJO (que vinha de TUPÃ/SP para ministrar aulas de sax-tenor
e teoria musical). Minha maior influência em música erudita foi CLAUDE DEBUSSY, por isso procurei estudar com afinco alguns de seus prelúdios e tocá-los para os amigos,apesar de estar ciente sobre minhas deficiências técnicas,mas sabendo que todos também procuravam conhecer um pouco mais sobre esse compositor. O prof. PAULO GIOVANINI contribuiu muito para que meus conhecimentos sobre DEBUSSY fossem ampliados em teoria e prática.PAULO GIVONANI tocava alguns prelúdios de DEBUSSY ao piano. Para mim, era um prêmio. Considero DEBUSSY como uma espécie de liberador de sons e imagens para o amante das artes. Nesse período meus amigos ouviam rock,pop, mpb, música erudita, jazz. Meus amigos frequentavam uma sala ao fundo de minha casa, onde se discutia sobre música, poesia, cinema,televisão, e as coisas da vida.Nesse grupo de jovens, destacaria as presenças de EDSON JOSÉ DA SILVA (poeta "África" ,compositor e violonista), VALDIR CALIXTO (compositor, cantor,e violonista), MARCOS ZAMBON (guitarrista), JOSE CARLOS MENDONÇA (cantor/lojista), JOSE JORGE DA COSTA NETO ( filósofo,poeta e violonista), ZÉ LAÉRCIO (poeta).

sexta-feira, 3 de julho de 2009

RUA DA AURORA


RUA DA AURORA
Clóvis CampêloSituada nos bairros da Boa Vista e de Santo Amaro, no Recife, a Rua da Aurora nasceu no começo do século XIX, com o aterro de uma área de pântano localizada na margem esquerda do rio Capibaribe, pertencente ao comerciante Casimiro Antônio Medeiros.
Considerada uma das ruas mais características da cidade, por estar voltada para o rio e ainda conservar casarões autênticos do século XIX, tem esse nome por receber o sol em cheio nas primeiras horas da manhã.
Dez anos após a assinatura da Lei do Ventre Livre, promulgada pelo visconde de Rio Branco em 28 de setembro de 1871, dando liberdade aos filhos dos escravos nascidos a partir daquela data, deram-lhe o nome de Rua Visconde de Rio Branco, mas a mudança não vingou.
Graciosa por natureza, a Rua da Aurora foi endereço do conde da Boa Vista, governador de Pernambuco, e outras famílias nobres.
O conjunto urbano foi projetado pelo engenheiro José Mamede Alves Ferreira, em 1855, mas os primeiros sobrados foram construídos em 1841, situados entre as ruas do Riachuelo e Princesa Isabel.
A primeira construção foi a casa de nº 405, que serviu de moradia para o Conde da Boa Vista. Levantamento histórico feito pela Fundarpe indica que o palacete foi construído pelo corpo do comércio e oferecido ao Conde.
O prédio tem estilo diferente dos demais, com colunas dóricas encaixadas, suntuosa sacada no primeiro andar e o brasão colorido de Pernambuco no frontal clássico.
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