sexta-feira, 2 de outubro de 2009

DVD LUZ NEGRA /FERNANDA TAKAI


FERNANDA TAKAI É INCANSÁVEL!
DVD LUZ NEGRA/fernanda takai

FERNANDA TAKAI acaba de lançar o DVD LUZ NEGRA, um desdobramento do cd ONDE BRILHEM OS OLHOS SEUS,dedicados á NARA LEÃO,nossa eterna musa, nossa cantora preferida. A doce cantora do PATO FU parece incansável, depois de escrever um livro, fazer turnês pelo país a fora, gravar no Japão,e conceder inúmeras entrevistas. Recentemente, conquistou merecidamente prêmios no VMB da MTV como destaque da Música Popular Brasileira. Fernanda Takai pode ser pop, pode ser MPB, ou o que de melhor ela quiser fazer,é uma mistura de talento, graça e ousadia. Acredito que FERNANDA esteja muito feliz,parece ser uma pessoa iluminada, cheia de vida e musicalidade para compartilhar com sua gente e seus fãs, porque a responsabilidade que lhe adveio deve ter sido imensa,e quase intransponível. Em determinada parte do DVD ela confessa que ás vezes ,quando pouco ou nada se espera da realização de algo na vida,eis que nos superamos com irretocável êxito. FERNANDA TAKAI se superou de novo, conseguiu produzir mais uma jóia musical.Consegue fazer reeleituras da Jovem Guarda, de chorinhos e até de coisas pop do Michael Jackson. Acho que FERNANDA TAKAI é incansável!
LUZ NEGRA é um trabalho imperdível, fascinante, memorável, tanto pela capacidade dos músicos,como pelo arremate da iluminação,a equipe de produção,e a escolha do repertório. A reeleitura dos clássicos da bossa nova como insensatez, o barquinho (kobune), ordinary world (da banda oitentista Duran Duran), são plenamente convincentes;gostaria de ouvir e ver FERNANDA interpretando algumas canções de Paul McCartney ,quem sabe, distractions, another day, heart of the country,blackbird...
No DVD encontramos as ótimas releituras de Com açúcar com afeto, Diz que fui por aí, músicas insuperáveis na voz de NARA, que neste trabalho encontramos a guitarra discreta, irrepreensível, sem exageros,clean, de JOHN ULHOA.Os arranjos foram feitos pelo maestro LULU CAMARGO, espero que FERNANDA sempre o tenha por perto, pois os teclados e arranjos do maestro parecem-me fundamentais para a plasticidade do show, da estética predominantemente suave, neo-bossa novista e pop, que faz de FERNANDA TAKAI e do PATO FU uma referência essencial para quem ainda acredita em boa música nesse caldeirão sonoro mundial.
everi rudinei carrara/http://telescopio.vze.com

CAETANO PROCÓPIO


01/10/2009
HITCHCOCK: SUSPENSE E AMOR
Alfred Hitchcock faleceu no dia 29 de abril de 1980, aos 80 anos de idade.

Em seis décadas de atuação dirigiu mais de 50 filmes.

Apesar da industria cinematográfica tê-lo transformado no “mestre do suspense” e a consagração propiciado grande notoriedade, o epíteto não foi fiel ao conteúdo da obra hitchcockiana, deixando em segundo plano aspectos muito mais relevantes.

Hitchcock, muito mais que um mero mentor do susto, criou personagens psicologicamente complexos, dilacerados pelo turbilhão dos sentidos.

A atmosfera sombria de seus filmes é o retrato do desespero humano frente a uma realidade imutável.

O amor é um sentimento distante, inacessível, principalmente quando visto sob o prisma das personagens femininas, ausentes e gélidas.

O grande drama dos tipos criados pelo diretor está na condição de jamais conseguirem se vir livres de seus medos e perversões.

A felicidade é uma ilusão perdida nos temores e obsessões produzidos pelo inconsciente.

O amor torna-se um objetivo impossível de ser concretizado: em "Psicose" ele só consegue produzir mortes; em "Um Corpo que Cai", é a “inútil procura de um ideal vazio”; em "Os Pássaros", não resiste à incompreensão "puritana", simbolizada nos constantes ataques das aves.

Os protagonistas de Hitchcock jamais conhecem um momento de equilíbrio.

E não haveria como ser diferente, afinal, são reproduções da própria figura perturbada do criador.
CAETANO PROCÓPIO/ARAÇATUBA-SP

MAURÍCIO NEGRI


MUNDO LIVRE S/A

Será que o mundo é uma prisão ?
Só vejo liberdade nos pássaros
No céu azul
Nas árvores
nos pés de manga
quando uma manga cai
Se despedaça no chão
é como se ela mergulhasse no ar
Como um salto para a liberdade
No capim denso
Todo verde

Esta liberdade é como um tobogã
Sem tapete
Como escorregar nele ?


Não consigo
Só consigo meditar
E extravasar meu ódio
Que sou prisioneiro

Será que alguém se interessaria por mim
Tão feio
Mas, oque é feio ?

Feio é não poder respirar a liberdade
É não sentir o cheiro da uva
é não sentir o vento nos cabelos

É estar dentro de um quadrado
E achar que a liberdade não existe

Nem para os que a vêem


é como olhar um pássaro na gaiola
E ver piscar seus olhos

Mesmo se deixando o cativeiro aberto

é saber que eles não conseguiriam voar e
viver lá fora.
MAURICIO NEGRI/ARAÇATUBA-SPfoto/salvador dali

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ELIZABETH MISCIASCI




Elizabeth Misciasci

Não vou rasurar meus versos
nem tão pouco,
mascarar meus desejos.
Intenso se faz os anseios
que de volátil palavra,
se distancia.
Mundos distintos...
Não te cabe aqui!
E sem apiedar-me de ti,
trilho outro caminho.
Passado que já apartei!
Somos cada qual
uma estrada repartida
onde me lanço,
travo guerrilhas.
Seguindo adiante percorro
admitindo novo dia,
readquiro a alegria
na certeza do Mutável!
Rasgo as folhas amarelas
e editando um novo conto,
não me permito mutilar
tela: KLIMT

EFIGENIA COUTINHO


O Reverso do Ser
Efigênia Coutinho
Neste Universo chamado mundo,
Tem aqueles que se encorajam de idéias
E usam de seu eu fecundo,
Para progredir e atuar com emoção.
Entregam , alma e coração na ação.




Mas existem alguns sem ação.
Vivem como se fossem reis,
Na sombra de formosas Rainhas
Cheios de encanto por si mesmos,
Que se esquecem da cooperação as leis.




Talvez não sejam tão inúteis.
Porém vivem como enfeites,
Na vitrine de suas próprias vidas.
Ocupam lugares, sem a menor iniciativa,
Achando que tudo podem, e perxistem.




Só registram seus feitos em suas guaridas.
Tornam-se seres mesquinhos e volúveis,
Que vivem nas sombras dos outros
A se perderem na rotina do próprio descaso.
Nunca se lembram da Solidariedade.



Enquanto o mundo planeja e executa,
O “Narcíso” apenas se aproveita.

Outubro 2009

Efigenia Coutinho
Presidente Fundadora
AVSPE

POEMAS DE JEANINE WILL



Voyeur
eu vou entrar na festa
nem que seja
pela fresta

¯Dilúvio I
chove tanto
que todos os cântaros
já transbordaram




Dilúvio II

é tanta água
que não acábua
nunca...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

ENSAIO SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL


Ensaio sobre o Aquecimento Global
Dib Curi
Não se mede a civilização pela tecnologia e pelos bens disponíveis no mercado, mas sim, pelo respeito à Vida.Na antiguidade, as pessoas explicavam os fenômenos naturais através de mitos. Os mitos eram estórias de grande simbolismo sobre a origem do mundo. Na Grécia, o aparecimento do ser humano era explicado pelo mito de Prometeu, considerado o pai da humanidade.Conta-se que Prometeu, apaixonado por sua criação, roubou o fogo dos deuses para dá-lo aos homens. O fogo simboliza, entre outras coisas, a inteligência e o poder dos engenhos. "O fogo forneceu à humanidade um meio de construir armas e subjugar os animais. O fogo propiciou a fabricação de ferramentas com que cultivamos a terra. Com o fogo aquecemos nossa morada e nos tornarmos independentes do clima. Criamos a arte da cunhagem das moedas, o que facilitou o comércio." Com o fogo, o ser humano transformou a natureza. Veio, muito mais tarde, a Revolução Industrial, as máquinas e as cidades, discípulas das máquinas, movidas pelo fogo. As chaminés das indústrias, o asfalto e os carros nos engarrafamentos são os maiores ícones do fogo. O Aquecimento Global é a sua principal consequência.Passando pela madeira, carvão, pólvora e petróleo, o fogo modificou o mundo e a nós também. O fogo brando que nos aqueceu e nos fez progredir se transformou em labaredas descontroladas de novas ambições, de desejos insaciáveis e de medos sem medida. Nos tornamos hiperativos para atingir o que desejávamos e evitar o que temíamos. Consumistas irracionais, logo imitaríamos o fogo a arder e a consumir tudo ao nosso redor.Na antiga Grécia, havia uma certa repulsa aos homens que dedicavam todo o tempo de suas vidas ao trabalho para acumular metais e moedas. Foram chamados de negociantes (neg-ócio - negação do ócio). Segundo os gregos, estes homens não trilhavam seu próprio destino, mas se moviam apenas por conveniências ou em busca de vantagens pessoais.Atualmente, bilhões de pessoas são obrigadas à hiperatividade e ao oportunismo, reféns do sistema econômico criado pela visão gananciosa dos homens de "negócio". Para estes homens, o sentido da Vida está na competição que assegura um domínio baseado numa miragem de poder. No prolongamento deste delírio da vaidade, o objetivo social seria apenas o de gerar empregos para os outros. Para tal, seria preciso educá-los para serem operadores dos empregos necessários. No fim, a Vida, obra máxima da poesia universal, foi escravizada por uma centena de cães famintos por ossos enterrados, que seguem a esburacar a Terra toda para construir seu grande "esqueleto" final, educando todos para o mesmo tacanho objetivo.Por outro lado, na antiguidade, o ócio criativo era muito valorizado. Sem um excesso de ambições, desejos, medos e ansiedades, o ser humano poderia olhar mais para sí mesmo. Através da busca da harmonia interior, ajustava-se melhor à trilha de seu próprio destino, descobrindo a justa medida do seu Ser. Tal era o único caminho para uma cidadania ética, vocacionada e criativa.E por falar em justa medida, depois do seu furto, Prometeu foi chamado à presença do grande Zeus que lhe acusou de causar grande dano à humanidade, pois deu o fogo, mas não a justa medida do seu uso. Antes de ter descoberto a verdade sobre sí, o ser humano tinha sido dotado de um poder que poderia levá-lo à extinção.Lembro-me de uma frase do senador Sarney: "O poder corrompe". Na verdade, seja por que motivo for, a desmedida atiçou a ganância muito antes de expandir a sabedoria. Não precisaríamos de tanta correria por desenvolvimento econômico se a riqueza, o poder e a cultura que temos fossem melhor distribuídos.A causa do Aquecimento Global está dentro de nós. A responsabilidade é desta rotina civilizatória que insistimos em seguir sem questionar, porque cada um é obrigado a negociar as vantagens pessoais que levará no processo. Enquanto cada qual tenta se salvar, todos juntos vão naufragando e se intoxicando na fumaça do efeito estufa.As chamas desta luxúria desenvolvimentista parecem ter saído do controle. O mundo se aquece e nos sufoca de várias maneiras. É preciso, urgentemente, repelir as idéias de maior produtividade, que estão reduzindo as pessoas a meros parafusos de engrenagens frívolas e indiferentes. Estas engrenagens estão esmagando os nossos melhores valores, nos desviando de nós mesmos e aquecendo a biosfera, emporcalhando a natureza e desrespeitando a Vida. É preciso lembrar sempre que a "Civilização" se mede pelo respeito à Vida e não pela tecnologia e pelos bens disponíveis no mercado...
Dib Curi é editor do Jornal Fórum Século XXI
http://www.forumseculo21.com.br