quarta-feira, 14 de outubro de 2009

LU PEÇANHA


Um momento de paz


Já visitei vários lugares, talvez não tão belos assim e que me tocasse tanto como fotógrafa.
Esta é a Torre de Belém, em Lisboa. Linda, cheia de charme e de histórias.
Um dos lugares mais aconchegantes e fantásticos para se fotografar.
Aliàs, Lisboa possui lugares maravilhosos para aqueles que vivem a clicar belas paisagens.
Obviamente que minha máquina não parou um minuto se quer. eram horas e horas fotografando.
Este lugar da foto, estávamos dentro de um Café, onde fui com amigos,
também fotógrafos que para um descanso de nossas máquinas, decimos sentar ali, tomar um café e apreciar essa maravilha.
Não pude deixar de clicar esta paisagem.
Além de linda, ela me deixou tão relaxada pelo seu poder da calma.
Nós fotógrafos vemos muito além de uma simples paisagem.
Sinto que todo lugar que fotografo, traz-me um sentimento: Seja ele de amor, alegria ou mesmo de paz.
E é exatamente isso que esta foto me passa.
Fotografia: Lu Peçanha
Texto: Lu Peçanha

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

VIEGAS FERNANDES DA COSTA


POESIA MARGINAL, DA MARGEM DO JORNAL À MARGEM DA RODOVIA


Viegas Fernandes da Costa




Traço versos nas margens de um marginal jornal

enquanto percorro bairros e ruas, pontes e rodovias



A cada curva que faz o coletivo, a cada buraco...

uma nova palavra, uma velha idéia se traça em tão frágil suporte



Escrevo sem saber o que, apenas uma brincadeira compulsiva

a necessidade de preencher cada canto da margem, ejaculando letras que se encontram e

[constróem um mundo



Escrevo sem atinar com meu percurso

o ônibus prossegue, e me transporta, a mim e ao mundo que carrego



O jornal, marginal, completa-se com a tinta azul da esferográfica

e preenche-se, cada espaço, repleto, e procuro desesperado um novo suporte



No encosto do banco da frente, branco, prossigo

assustado com os olhares que me denunciam, vandalizo o coletivo



Já o jornal, esquecido, voa pelo corredor, entre os passageiros

e encontra uma janela, por onde se esquiva, planando sobre o asfalto...





... voa o jornal e a poesia

esta, liberta das minhas mãos e agrilhoada ao papel,

encontra o rio...

e se afoga!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

VIDA CULTURAL EM ARAÇATUBA/ PARTE 8


VIDA CULTURAL EM ARAÇATUBA NOS ANOS 80/ PARTE 8

revistas efervescentes

Em 1987, eu estava retornando para Araçatuba, e percebendo que a cidade havia mudado um pouco, no que se refere á construção de novas avenidas e bairros.Muitos se aproximavam de mim para questionar a vida universitária fora de Araçatuba, nossas aventuras e experiências. Nessa ocasião, havia uma certa efervescência de ideáis culturais e esquerdistas, envolvendo alguns bares da cidade. Havia o BAR RAÍZES, no centro, próximo ao Araçatuba Clube, gerenciado pelo Folquito, um rapaz ousado,esquerdista, que procurava aglutinar os artistas e pessoas interessantes da cidade, ao som dos músicos locais, apresentação de performances e palestras.Eu e o MARCELINO DUARTE levamos para o Folquito , vídeos da banda THE CURE/e siouxie and the banshees para a rapaziada curtir. A ditadura militar ainda ecoava sobre os debates mais efervescentes. Havia também o "Bar do Papai",ao lado da Pça. São Joaquim, notável por suportar as fitas cassete de bandas explosivas que entregávamos para o seu dono colocar pra tocar, estourando os tímpanos dos mais desavisados. Nesse período, o EDSON JOSÉ DA SILVA, apresentou-me algumas pessoas interessantes, entre as quais: Luizinho ( trabalhava no consórcio Dionísio,e tornou-se anos depois, proprietário da pioneira loja de discos e Cds raríssimos,Underground), e o Luis Antonio Freitas de Carvalho (Heavy). Nosso amigo Heavy, era cabeludo, magro, desbocado, underground, criador da apoteótica revista de quadrinhos OS TIPINHUS, um marco na história cultural araçatubense, revista que já circulou por diversos países. Heavy sempre foi um tipo marginalizado em Araçatuba, pela sua postura combativa, guerreira, ácida perante o conformismo bocó habitual em terra brasilis. Saia pelas ruas vendendo ou doando alguns números de OS TIPINHUS, batalhando oportunidades de emprego, criando aparelhos eletrônicos, consertando aparelhos de som, uivando em bandas de rock. Mas heavy sempre foi um cara legal, desenhista dos bons, sincero, simples e outsider. Alguns me diziam que ele representa a verdadeira cara do movimento underground araçatubense. Em sua revista, alguns personagens de araçatuba,amigos e gente do mundo eram retratados com extremo bom humor, certa avacalhação e questionamento.
EVERI RUDINEI CARRARA/ http://telescopio.vze.com
revista os tipinhus: "spunka arruma um trampo -o gerente"

ELIZABETH MISCIASCI


Diz que Sou©
Elizabeth Misciasci

Diz que sou

estrada de mão única

caminho sem volta,

devaneios e delírios.


Diz que sou

sonho de amor,

palavras em ênfase,

que pronuncia na inquietude do seu ser.


Diz que sou

o alimento da inspiração

que te leva a me querer,

nos dias completos...

Nas noites vazias...


Diz que sou

seu pensamento

constante e presente

onisciente lhe sugo a razão.


Diz que sou

jura eterna

a apossar-se de ti

contemplando as promessas que fiz.


Diz que sou

loucura!

Na insanidade te acompanho,

fazendo a terra se abrir

e tragar teus anseios.

Diz que sou

desejo...

Aportando no emaranhado

das elegias que desnuda

seus tristes poemas.


Diz que sou

melodia,

que compondo me cria...

Partitura que em leitura devora.


Diz que sou

verdade escondida

que te leva adormecer meu existir,

nas suas mentiras.


Diz que sou

sua Vida...

Seus medos e receios,

sonhos e desejos,

que de mim não abre mão.

Que por me Amar,

não me esquece.


Diz que sou

estrada de mão única...

Caminho sem Volta.

averbação - 2003

Elizabeth Misciasci
TELA: salvador dali

CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA


A Casa de Cultura Mario Quintana
apresenta o quarto espetáculo do projeto
VOZES POÉTICAS
DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
E IBERO-AMERICANOS:
Sessão de Leitura de Poesia Portuguesa
(peninsular, açoriana e madeirense)
A edição especial do livro de bolso Seis Poetas Portugueses,
será sorteada para o público
Convidada especial: Floreny Ribeiro (poetisa)
Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009, às 19 horas
Entrada Franca
Quintana’s Bar/Acervo Mario Quintana - mezanino
Casa de Cultura Mario Quintana
Rua dos Andradas, 736 – Porto Alegre – RS – Brasil

Idealização e coordenação: Paulo Bacedônio

Apoio: Instituto Cultural Português, Revista Literária Paralelo 30
e Casa do Poeta Latino-Americano

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

OLIMPÍADA 2016


A escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016 é uma boa notícia para o Brasil?
NÃO
Uma grande hipocrisia
ALBERTO MURRAY NETO
A DECISÃO do Comitê Olímpico Internacional foi indigna. Mais do que isso, foi hipócrita. Tentaram fazer história à custa do desespero dos pobres. Não acredito que haja no COI alguém que ignore os gravíssimos problemas sociais do Brasil.
Se essa pessoa existe, não merece estar lá. Ou melhor, merece, sim.
Quem achou que fez história ao "dar os Jogos à América do Sul, em razão de seu caráter universal", não pensou no movimento olímpico. Pensou em si mesmo e nos próprios interesses. Daí a hipocrisia.
O Brasil e o Rio são carentes de tudo. Não há escolas, hospitais, moradia, transporte público, alimentação para os pobres, luz elétrica, saneamento básico, esporte etc. As pessoas continuam morrendo de sede, de frio, de bala perdida etc. O Rio é a porta de entrada para o Brasil, o que nos dá visibilidade no exterior. A cidade tem tido a má sorte de, há anos, ser maltratada por políticos incompetentes e mal-intencionados.
Se alguém acha que daqui a sete anos o Rio estará livre dos traficantes de droga e dos tiroteios, que o trânsito será fantástico, que haverá hospitais de qualidade, escolas públicas de excelente nível para todas as crianças, praças esportivas populares espalhadas pela cidade, pessoas morando condignamente, só para citar alguns exemplos, escolha uma bela praia e espere deitado. Para não se cansar.
Nada, rigorosamente nada vai mudar. A baia da Guanabara, por exemplo, vai permanecer um dos locais mais poluídos do mundo. Bela, mas de cheiro insuportável. Uma coisa, na cabeça dessa gente, é certa: o povo, pobre povo do Rio de Janeiro, que se lixe!
Tudo isso é assunto que deverá ser acompanhado de perto. Sei que gente boa do Rio criou algumas ONGs para fiscalizar o uso do dinheiro público.
Que elas trabalhem muito e façam o papel que os organizadores não terão coragem de fazer.
Que essas ONGs escancarem os números, as licitações públicas e quem estará por trás de cada empresa vencedora -isso quando houver a tal licitação. Que o TCU e o Ministério Público não se apequenem e cumpram o seu papel constitucional.
População carioca, assim que a festança acabar, cobre, fique de olho. Não se deixe enganar. Quero ver a patota olímpica fazer em sete anos o que já deveria ter sido feito há mais de 20.
Ainda assim, acho que os atuais administradores do esporte olímpico devem sair. A renovação, salutar em quaisquer circunstâncias, deve ser feita com muito mais razão, até para dar maior transparência ao que ocorrerá à partir de agora. Se permanecerem os mesmos, o final da história já se sabe. Basta ver o Pan e multiplicar por mil o tamanho do escândalo.
Que venha a lei que limita as reeleições indefinidas, já valendo para os atuais mandatários. Já que o COI cometeu essa ignomínia, que se ponha gente do bem para administrá-la.
Nada do que foi escrito e falado sobre a candidatura por quem a ela se opôs é inútil. Tudo, agora com muito mais razão, deverá ser aplicado e observado. A doutrina olímpica da honestidade vai sempre prevalecer.
Venceram, pela coragem do que disseram, tantos e tantos nomes da imprensa, do esporte e da sociedade civil criticando essa manobra olímpica. Que todos continuem seu belo trabalho de fiscalização, agora redobrado.
As obras olímpicas serão muito mais caras, haverá denúncias, escândalos, atrasos nas construções e, acima de tudo, não vão entregar o que prometeram.
Aqueles que gravitam no entorno do movimento olímpico brasileiro vão ficar ouriçados. Viva a agência de turismo! Bravo para a corretora de seguros! Estupendo para a empresa que comercializa os ingressos! E a empresa de marketing esportivo, que vibre muito! As construtoras vão dividir a fatia do bolo? Vai ter construtora falida reerguendo-se à custa desse projeto megalômano? Haverá licitações públicas? Os fornecedores de serviços terão que contratar "consultorias" de terceiros estranhos ao negócio?
Disseram aos brasileiros e aos cariocas que os Jogos Olímpicos seriam a solução dos seus problemas. "Olimpiator Tabajara", seus problemas acabaram. O Nuzman agora vai virar o "Seu Creysson".
ALBERTO MURRAY NETO , 43, advogado, é árbitro da Tribunal Arbitral do Esporte, em Lausanne (Suíça), e diretor da ONG Sylvio de Magalhães Padilha.
www.espn.com.br/albertomurrayneto
charge: CLOVIS LIMA

ESTÚDIO QUADROPHENIA


Quadrophenia iniciou suas atividades em agosto de 1998 sempre atendendo na R.Clélia, no bairro da V. Romana, na zona Oeste de São Paulo. Desde então o perfil dos clientes se desenhou em torno da cena musical alternativa e independente feita no país.
O estúdio funciona todos os dias até as 22:30 hs e oferece serviços de ensaio e gravação (que podem ser feitas ao "vivo" ou em canais separados), além de aulas individuais de bateria (teórica e prática) com professor especializado.
Veja as Promoções com prazo ilimitado:
Hora de ensaio durante os dias da semana até as 18:00hs: R$ 10,00.
Durante a semana após as 18:00hs, finais de semana e feriados: R$ 18,00
Para pacotes mensais: descontos de 15%
Exemplo:
ensaio de (2) duas horas - valor normal = R$ 36,00 x (4) por mês = R$ 144,00
ensaio de (2) duas horas - c/ desconto = R$ 30,00 x (4) por mês = R$ 122,00
ligue nos telefones: 9127-2075 ou 3862-4768 A/C: Sandro Garcia ou através do e-mail: estudioquadrophenia@uol.com.br
http://www.myspace.com/estudioquadrophenia