sábado, 14 de novembro de 2009

FESTIVAL HOLÍSTICO


enviado por ALBERTO MARSICANO

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

GENESIS/ TRESPASS


Genesis - Trespass
Pessoal, mais uma análise da maior banda de rock progressivo de todos os tempos, pelo menos para o meu coração! hehehe. O disco é o magistral Trespass.
Bom, sou suspeito para falar desse disco, pois não o considero um dos melhores do Genesis, o considero um dos melhores do rock progressivo; para mim ele é único, diferente de tudo que eu já ouvi. Acho-o extremamente tocante e espiritual ( no mais amplo sentido que essa palavra possui ). De alguma maneira, sempre que eu ouço esse álbum, me sinto elevado e mais próximo da divindade. Será que alguém sente isso também? Além disso, ele é especial para mim, pois conheci o Genesis com Peter Gabriel a partir de uma audição do Trespass. Vamos às músicas!


LOOKING FOR SOMEONE
“Looking for someone, I guess I'm doing that, Trying to find a memory in a dark room”
Com esse início, o choque já é inevitável, me lembra muito o início de Dancing With The Moonlit Knight. A diferença do trabalho anterior para esse já é notada de cara, o clima é outro, o vocal mais firme com falsetes misteriosos e em tom de angústia, além do trabalho instrumental bem mais elaborado. Todos os instrumentos em perfeita harmonia, destacando o teclado, a flauta e as guitarras colocados a fim de criar uma atmosfera de solidão. Interessante apreciar a bateria, que mesmo sem nada de incomum está bem colocada e a serviço da melodia. Já se nota uma mudança total na proposta do conjunto que agora adere totalmente ao rock progressivo. Tema da solidão, letra bela e melancólica, extremamente bem interpretada. Uma bomba já cai na cabeça!

WHITE MOUNTAIN
Agora o assunto é a Idade Média. Começa aqui um dos grandes marcos da história do Genesis nesse período. O Peter Gabriel reveste-se de trovador e conta uma história medieval onde os instrumentos servem como base para sua interpretação. White Mountain possui um clima misterioso, sua introdução com violões e teclados é tocante. Desenvolve-se em progressão com momentos mágicos proporcionados pelas incursões do órgão, da flauta e da percussão. Aqui a emoção começa tomar conta do corpo físico.

VISIONS OF ANGELS
Essa começa com o piano que já anuncia uma música mais leve. O trabalho vocal mostra-se calmo e melodioso, bem apropriado ao assunto da letra . A concepção instrumental é bela, totalmente lírica. Destacando-se o piano e o trabalho dedilhado de guitarras. Termina de forma épica com um coro vozes e um bonito solo de bateria. Vou falar por mim, nessa altura do disco eu já estou arrepiado e imóvel.


STAGNATION
Essa música chama muito a atenção, pois é ao mesmo tempo calma, agressiva, lírica e prosaica. Começa com um vocal bem calmo e os instrumentos evoluindo em um clima de mistério e melancolia. A letra, eu acho, está falando sobre os sobreviventes de um holocausto ou coisa parecida, muito sombria. Aqui o teclado, soberbo, comanda as ações. Acho a bateria linda também. O Gabriel conta essa história com fala, lirismo, falsetes e agressividade. É uma música muito difícil de ser decifrada, pelo menos para mim. Um clássico!

DUSKA única faixa onde há um resquício do trabalho anterior do Genesis, talvez por ela já estar pronta quando da realização deste trabalho. É uma canção de melodia bela, cativante, com letra melancólica, mas de certa maneira positiva. Trabalho dedilhado de violões, ótima contribuição da flauta com vocais cuidadosos e harmônicos. Adoro a combinação de vozes. Mais uma que eleva o meu espírito!

THE KNIFE
Se o disco começou bem termina simplesmente de forma estupenda, com um clássico absoluto. Tudo nessa música é espetacular. A letra remete a um campo de batalha onde um general incentiva seus soldados para a guerra. Bateria, vocal, flauta, teclado e guitarras ( Anthony Phillips demonstrando que sabe chamar o instrumento quando necessário) estão de acordo com o tema da música, totalmente agressivos. Aqui, quero fazer um comentário especial sobre o baixo do Rutherford, totalmente marcado e alto, fantástico, destacando-se com autoridade. Lá pelas tantas ouve-se o som de uma batalha com berros. Nesse momento minha adrenalina vai a mil e minha cabeça quase explode de excitação! O final é triunfante, todos os instrumentos se unem e o Peter Gabriel grita:

Some of you are going to die,
martyrs of course to the freedom that I shall provide.
Aí é brincadeira!!!!

Um abraço a todos! JORGE ALENCAR

terça-feira, 20 de outubro de 2009

AUTORAMAS


La Banda Brasilera AUTORAMAS
¡En Gira Sudamericana!
ARGENTINA, CHILE y PERU

23/10, Viernes, BUENOS AIRES, Argentina
Festival Porão do Rock edición argentina
En NICETO CLUB (Niceto Vega 5510) 20:00
Autoramas + El Mató Un Policia Motorizado + mundo livre s/a + Tormentos + Primitivos

27/10, Martes, QUILPUÉ, Chile
En Café del Libro 20:00

28/10, Miércoles, SANTIAGO, Chile
En Constitución 23:30

29/10, Jueves, SANTIAGO, Chile
En Loreto 23:45

30/10, Viernes, LIMA, Peru
En Sargento Pimienta (Bolognesi 755, Barranco) 22:00
Autoramas + Turbopótamos + Los Protones


www.autoramasrock.com.br
www.myspace.com/autoramas

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

TRIBUTO A CARTOLA


Tributo a Cartola com Sergio Espíndola
A obra do compositor carioca apresentada por Sergio Espíndola (voz e violão), Marcel Zalc (violão e guitarra semi acústica) e Paulo Guerrero (percussão), em clássicos como “O mundo é um moinho”, “Amor proibido”, “Cordas de aço” e outros.
Sábado, 24 de outrubro, às 22h30 - R$26,00

Casa de Francisca
Rua José Maria Lisboa 190, travessa da Brigadeiro Luís Antônio - 11 3052 0547 - terça a domingo das 20h às 1h
Conheça nosso cardápio de alimentos e bebidas artesanais.
Não servimos durante as apresentações!

reservas@casadefrancisca.art.br
www.casadefrancisca.art.br

AUGUSTO FIORIN


Balada Pra Sex Symbol.a noite nos envolve, nela eu me movo, você não encontra paz. paraíso resplandece certamente, mas distante demais. solidão, eu sei, é essa dor que parece que não vai passar. vou amputar uma mão, embrulhar na minha blusa e mandar pra você. é que eu te sinto a ouvir os passos vindos da calçada. não é nada, pense em corredores vazios. se te dou é a mão que afaga, não a que castiga. e nem tente, é inútil fugir daqui. até no tibet já automóveis demais. veneza é sempre o mesmo inferno d’água cada esquina. tv é um monstro com mil olhos. teu demônio não sou eu. devagar o mundo te come pelos pés. você precisa de alguém. você já não sabe mais onde bate o seu coração.
(augusto fiorin)
(ilustração - bonecas de marina bychkova)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

IN THE COURT OF THE CRIMSON KING


IN THE COURT OF THE CRIMSON KING - KING CRIMSON
Álbum inaugural do conjunto concebido em 1969. A formação do momento contava com Robert Fripp (guitarra) ; Greg Lake ( baixo, vocal ); Ian McDonald ( sopros, mellotron, vocais); Michael Giles (bateria, percussão, vocais) e Peter Sinfield (letras). Trabalho excepcional e marcante, que funde elementos de rock psicodélico, progressivo e heavy metal. Para muitos, o marco inicial do rock progressivo como o conhecemos. Letras pessimistas e sonoridade que permeia desde a agressividade até o puro lirismo. Não há como não fazer mensão à capa do álbum, que mostra a pintura de um rosto em desespero. Capa clássica das clássicas!Vamos às músicas.

21 CENTURY SCHIZOID MAN including Mirrors
O disco já começa com um som estranho de um mellotron. Em seguida entra rasgando uma guitarra distorcida acompanhada do sax. O susto começa grande e se amplia com o vocal totalmente rasgado e incisivo. Letra pessimista sobre o futuro da humanidade no século XXI. A bateria e o baixo destacam-se com um riff empolgante da guitarra e do sax combinados. Os instrumentos continuam em progressão e de repente a música se acelera e combina elementos jazzísticos no mesmo compasso, enquanto um solo de guitarra dita o ritmo e o baixo e a bateria arrasam no acompanhamento. O instrumentos aceleram e diminuem o ritmo como numa brincadeira até tudo voltar ao riff inicial. É retomada a letra e a música acaba com todos os instrumentos em o que parece ser uma corrida de 100m rasos. Não há como negar o impacto inicial.
I TALK TO WIND
Após recuperar-se do susto, uma linda melodia é introduzida por uma flauta e uma bela voz que, ainda em tom pessimista, revela solidão e desilusão. Som bem sessentista, onde os instrumentos não buscam nenhuma reviravolta a não ser acompanhar o vocal delicado e melodioso. A flauta se destaca conduzindo o seu encerramento e deixando o ouvinte mais relaxado. Linda música!

EPITAPH including March for no Reason and Tommorow and TommorowO rufar dos tambores acompanhado de uma belíssima melodia construída pelos teclados, guitarra e baixo combinados levam o ouvinte a um outro nível de percepção. Com a entrada do vocal ( sensacional ) não há como não sentir o clima melancólico e soturno de uma letra que acompanha o conceito do álbum até então, qual seja , o pessimismo. Essa canção fala, de maneira profética, sobre os erros cometidos pelo homem e suas conseqüências. Na minha visão, pode-se interpretar essa letra como um simbolismo do inferno.
Bateria e baixo marcados acompanhando a divagação do vocal. Dedilhados de violão embalam o ritmo. O mellotron acompanha os demais instrumentos deixando a música simplesmente maravilhosa e emocionante. A voz em tom, hora de desespero, hora profética, encanta pelo tom dramático. Aqui se acentua a veia progressiva da banda no que tem de melhor, criar um clima mágico com alternações de ritmo épicas. Finalmente o eu-lírico irrompe e anuncia o clímax melancólico e triste. O final é espetacular! Os teclados destacam-se com o rufar de tambores e os solos de bateria. Música ao mesmo tempo marcante, melancólica, bela e inquietante. Clássico!
MOONCHILD including The Dream and The Illusion
Essa música inicia com solos de guitarra viajantes acompanhados do piano e do vocal calmo e melódico. A letra aparentemente trata sobre uma criatura mitologia em um bosque. O narrador nos conta essa história revestido de trovador. Até então, violões dedilhados, teclado e bateria discretos acompanham as peripécias deste ser. De repente, tudo pára e ouvimos apenas um sintetizador criando uma atmosfera tranqüila. Por vezes, sons de guitarra ou pratos espaçados. Já percebemos uma característica marcante do King Crimson: o experimentalismo. Neste momento, as melodias dão lugar a sons aparentemente sem sentido ou desconexos.
IN THE COURT OF THE CRIMSON KING including The Return of the Fire Witch and The Dance Of The Puppets
Então toda a “viajeira” acaba com um lindo teclado e uma bateria solando ao som de um narrador contando uma espécie de julgamento em um tribunal sinistro ( que me lembra muito Alice no país das maravilhas ) introduzindo a música que dá nome ao disco. Bela flauta transversa e dedilhado de violões. Deve-se destacar também o lindo coro de vozes. Clima sombrio e amedrontador. O mellotron e bateria comandam as ações. É uma música linda, mas inquietante, Deixa-me alternadamente encantado e um pouco incomodado. O solo de flauta é simples, mas bonito, intermeado por um contrabaixo destacado. Toda vez que o vocal intervém me deixa com medo! Tudo, aparentemente, se encerra, porém o experimentalismo continua com as baquetas brincando nos pratos e o mellotron tocando baixinho a mesma melodia, até que a bateria dá as caras novamente e retoma o desenvolvimento da canção.
Rock progressivo e psicodélico na veia!!!
Gente, essa é a minha análise sobre esse disco excepcional que marcou época e, a meu ver, plantou a semente, de fato, desse gênero chamado de rock progressivo. Gostaria de ler a opinião dos amigos sobre essa obra difícil, mas essencial aos amantes de rock.Um abraço a todos! trespass foxtrot

ENCONTRO COM CLARICE


No dia 23 de outubro, às 21h, fazendo parte da programação do IV Artes em Laranjeiras e Cosme Velho, o Casarão de Austregésilo de Athayde apresenta a estréia do monólogo "Encontro com Clarice", que terá curta temporada nos dias 23 e 30 de outubro ás 21h e 6 e 13 de novembro com dupla apresentação ás 16h e ás 21h.

O espetáculo de 50 minutos, concebido e dirigido por Ítalo Rossi, e que traz para o palco a atriz de teatro, TV e apresentadora do PEGN da Tv Globo, Ester Jablonski, é uma tradução cênica de quatro contos de Clarice Lispector – O Grande Passeio, Uma Tarde Plena, A Fuga e Uma Galinha – publicados na antologia O PRIMEIRO BEIJO e OUTRAS HISTÓRIAS.

A idéia da montagem, segundo o diretor Ítalo Rossi, ator com mais de 50 anos de prestigiada carreira, detentor de quatro Prêmios Molière, é: simplesmente e teatralmente trazer as palavras de Clarice para a cena. Por isso o espetáculo, que também marcava os 20 anos de profissão de Ester Jablonski, tem a delicadeza da feminilidade da autora, associada a agudeza, sensibilidade e intimidade com que penetra e passeia pela alma humana, suas contradições e vicissitudes.

Utilizando-se apenas de uma cadeira como cenário, Ester traz quatro diferentes estados de alma de uma mesma mulher-escritora, sentidora, como dizia Clarice.

*Ingressos: R$30,00 (com meia entrada de R$15,00 para estudantes e maiores de 65 anos)