sábado, 28 de novembro de 2009

ENTREVISTA COM GUINGA


sábado, 21 de novembro de 2009
Entrevista com o compositor e violonista Guinga
"caridade, justiça e humildade. Ninguém cresce se não preservar esses valores".
Daniela Aragão: Agenda apertadíssima não?

Guinga: Esse ano eu fiquei fora do Brasil praticamente o ano todo, foram oito viagens ao exterior. As vezes ficava 50 dias fora. Tenho vindo pouco aqui, estou desatualizado das coisas novas, mas vou tomar pé das coisas. Ainda tem duas viagens para fazer esse ano, mas depois eu vou dar uma meia trava, porque eu acho que isto que está acontecendo comigo é meio um excesso de viagem. Passando muitas horas dentro do avião, direto. Mas há a necessidade de ganhar a vida, expandir a música. Tudo tem um preço, enfim.

Daniela: Eu conheci o seu trabalho na sua parceria com o Aldir Blanc, o cd Catavento e Girassol, gravado pela Leila Pinheiro, somente com canções de vocês. E ainda continuam essa parceria?

Guinga: Sim, sempre, nós somos amigos. Isso vai ter a vida toda, enquanto a gente existir essa parceria é preservada, ecológicamente preservada (risos).

Daniela: Algum trabalho novo?

Guinga: Eu tenho uma série de músicas inéditas, inclusive duas em parceria com José Miguel Wisnik, que é um gênio. Estamos estreando uma parceria que vai aparecer num novo disco que pretendo fazer pela Biscoito Fino, que é a minha gravadora. Tenho disco para fazer também na Itália, pois pertenço a uma gravadora italiana. Quero fazer um disco com uma cantora italiana famosa lá e que tem um público imenso. Ela vai verter minhas músicas para o italiano, com arranjo, orquestra e eu participando do disco. Ela vai gravar um disco com músicas minhas, todas em italiano. Ela se chama Tosca, é uma grande cantora que mora em Roma, famosíssima na Itália. Isso para mim, um cara que nasceu em Madureira de uma família pobre, lutando pelo mundo aí, para mim é uma vitória. Como tocar aqui é difícil viu, é mais difícil do que tocar no auditório de Roma. Eu já toquei na sala Disney Hall Concert com a filarmônica de Los Angeles, a sala cheia com cinco mil pessoas e não fiquei mais nervoso do que hoje. Isso é experiência para um artista, aqui Deus me ajudou a crescer. Cantar com jogo ganho é fácil.

Daniela: O seu trabalho com Wisnik é um disco inteiro?

Guinga: Não, é uma parceria que estamos fazendo. Já temos duas músicas prontas, e com a graça de Deus essa parceria vai vingar. Nós somos muito amigos, eu sou admirador dele muito grande, e depois de ter feito com Chico Buarque, pensei, agora quero fazer com Wisnik que é meu ídolo também. Estou feliz por estar compondo com ele. Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, Chico Buarque, José Miguel Wisnik e os jovens todos que eu tenho lançado, tenho feito parcerias com eles. Você vê como a vida não depende de nome e nem de fama, a música mais aplaudida hoje aqui é de um parceiro meu que ninguém conhece, que nunca gravou um disco, um menino de 25 anos.

Daniela: Uma questão que sempre me despertou uma certa curiosidade, ou seja, com cada parceiro vai implicar numa construção musical absolutamente diferente?

Guinga: Isso, é como um homem que se separa ou uma mulher que se separa e casa de novo. É lógico que um casamento nunca vai ser igual ao outro, se não a gente não repetia. Até porque a gente aprende e tenta não repetir os erros. Na vida, minha filha, eu acredito em três coisas, três valores no qual eu tento fundamentar a minha vida, e é difícil: a caridade, a justiça e a humildade. Ninguém cresce se não preservar esses valores.

Daniela: São quantos anos na estrada?

Guinga: 43 anos

Daniela: Continua dentista?

Guinga: Não, pois é. Sou dentista porque sou formado e exerci a profissão por quase 30 anos. Faz oito anos que não exerço mais, pois viajo e fico longe durante muito tempo. Esse ano fui sete vezes a Europa e uma vez aos Estados Unidos, em São Francisco. A última vez eu fiquei sessenta dias fora do Brasil, a última foi agora que cheguei na segunda feira com essa paralisia. Eu acho que foi excesso de ar condicionado, imunidade baixa, daí o vírus aproveitou e me pegou. Mas hoje eu já comi aqui duzentos quilos de torresmo, feijão pracaramba, couve, esse vírus vai ficar assustado comigo e vai embora (risadas).

Daniela: Essa pergunta não tem cara de pergunta de encerramento, mas vamos lá, pois eu perguntei para todos os músicos. Quais são as suas maiores influências?

Guinga: Eu adoro Tom Jobim, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Garoto, Badem Powell, Francis Hime, Edu Lobo, Milton Nascimento, Chico Buarque, Radamés Gnatalli, Ravel, Debussy, Stravinsky, Leonardo Berstein, Villa Lobos, Richard Strauss, Shoemberg, Bah, Vivaldi, Mozart, Bethoven, Wagner, Puccini, Noel Rosa. Tudo o que é bom eu gosto, eu procuro ouvir os bons pra tentar melhorar um pouco.
Postado por daniela aragão blogcantodadaniela.blogspot.com

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DVD VIOLETA DE OUTONO


Finalmente recebemos cópias do DVD "Seventh Brings Return - A Tribute to Syd Barrett - music played by Violeta de Outono".
O DVD foi lançado somente na Inglaterra e não será lançado no Brasil. Este show inclui o disco "The Piper At The Gates of Dawn" quase na íntegra mais músicas dos compactos Arnold Layne e See Emily Play. Um registro muito especial tanto para os fãs do Violeta de Outono como para os de Pink Floyd / Syd Barrett
Abaixo o link para comprar:
http://www.violetadeoutono.com/shop_details.php?CatNumber=VPBDVD2
www.violetadeoutono.com.br

CARTAS


EL PAÍS"
Não entendi a declaração do jornal espanhol "El País", que disse que a divergência entre os Estados Unidos e o Brasil sobre a questão de Honduras pode ser a primeira vez que Lula se veja contra as cordas em um conflito internacional, ele que tem sido considerado um grande conciliador. Conciliador de quê? No Brasil, Lula tem sido um verdadeiro ditador e um grande promotor de conchavos, pouco ligando para a opinião de adversários e de brasileiros descontentes.
Só se o jornal espanhol considera que ele foi conciliador quando tornou amigos do peito seus outrora inimigos do tempo do Lula candidato, Sarney, Collor, Renan e Jader, dentre outros.
Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com
Rio de Janeiro
SOLUÇÃO JUSTA PARA A PARTILHA DO PRÉ-SAL
Quando se fala em partilha, a primeira conotação que se faz é referente à herança (partilha de quadrilha à parte). A partilha de uma herança é, obviamente, feita entre todos os herdeiros. Se considerarmos o valor total dos royalties como herança da natureza destinada ao Brasil, deveremos dividi-lo igualmente entre todos os brasileiros. Partindo dessa premissa, chegamos a uma solução para a justa divisão dos royalties oriundos da extração do petróleo do pré-sal. O rei Salomão, para resolver a questão e acabar com a infrutífera disputa entre os Estados, provavelmente aprovaria a seguinte solução: seja dividido o valor pelo número de Estados da União, a cada um cabendo quinhão proporcional ao número de habitantes. Aproveito a ocasião para sugerir aos excelentíssimos senhores congressistas que elaborem legislação complementar que especifique a destinação desses recursos, estabelecendo uma percentagem para cada uma das áreas a serem contempladas, tais como educação, saúde, segurança, saneamento básico e transporte, vedados destinos aleatórios.
Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
violinista e engenheiro
São Paulo
DEBOCHESabendo-se que, no Brasil, a cada 100 mil pessoas, ocorrem, em média, 25 assassinatos, uma das maiores - senão a maior - taxa de homicídios intencionais do planeta e que traficantes dominam vastas áreas de nossos centros urbanos, soa como deboche a pretensão do Brasil de ocupar o posto de diretor executivo do Escritório da ONU para o "Combate ao Crime e Drogas". Ao reverso do complexo de "vira-lata" - expressão cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, que percebia certo sentimento de inferioridade do brasileiro - parece que o (des)governo Lulla sofre de complexo de ‘cachorro grande’ que o faz, não obstante seus rompantes terceiro-mundistas, cobiçar um assento permanente no Conselho de Segurança do mesmo Órgão. Esse (des)governo petista precisa se enxergar e alguém avisar a Lulla & Cia. que, antes de o Brasil pretender ditar às demais nações do planeta normas contra o crime, precisa, antes, dar o exemplo e fazer sua lição de casa: combater, com rigor, dentro de nossas fronteiras, a delinquência em todas as suas vertentes (a começar por processar os ‘queridinhos’ do MST); criar condições institucionais para que se possa punir exemplarmente os criminosos, reformando-se nossos anacrônicos códigos penal e processual penal, agilizando-se a Justiça, e, por fim, construindo estabelecimentos prisionais seguros, onde se respeite a dignidade do apenado mas, ao mesmo tempo, o impeça de transformar esse espaço de suposta "recuperação" ou "reeducação" num infame escritório de atividades antissociais.
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br
São Paulo
IPI ELEITOREIRO
O ministro Guido Mantega anunciou que o governo vai conceder mais uma isenção do IPI. Dessa vez é para os móveis , com um custo para os cofres públicos na ordem de 217 milhões que somados as isenções para os materiais de construção e os veículos com motor flex, ultrapassam a casa do bilhão .Essa isenção é eleitoreira mesmo. Uma coisa interessante ; " Esse ministro usou a imprensa para descartar reduzir a carga tributaria do material escolar e para reafirmar aos deputados que os Projetos de lei do senador Paulo Paim, que devolvem aos aposentados os seus direitos, quebra a Previdência Social. O que mais preocupa o estudante e o aposentado não é o ministro Mantega e sim os ministros da Educação Fernando Haddad e o da Precedência Paulo Pimentel que, como Mantega, só aparecem para defender o governo. Acorda eleitor brasileiro. 2010 vem ai.
Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br
Volta Redonda - RJ
EMPREGOSO presidente Lula, em mais uma de suas sacadas ilusionistas, afirmou que em 2009 terão sido gerados mais de um milhão e trezentos mil empregos. Quem anda pelas ruas de nossas principais cidades, sabe que isso não é verdade. Em Recife por exemplo, onde as ruas, largos e praças, estão cada vez mais repletas de vendedores ambulantes, flanelinhas e moradores de rua, se inscreveram mais de 100.000 pessoas para o concurso de soldado da Policia Militar, disputando 2.000 vagas. Também dentro da estimativa ou palpite presidencial (a área econômica é pródiga em palpites sem embasamento técnico), deve-se considerar que está em curso uma avassaladora fiscalização do Ministério do Trabalho sobre as micro e pequenas empresas, onde normalmente está instalada a informalidade, como recurso de sobrevivência. Os encargos sociais que pesam sobre a folha de pagamento deste segmento, além de um salário mínimo descompassado da realidade nacional, contribuem para o desaparecimento precoce desses pequenos e valorosos empreendedores, com o fechamento de milhares de postos de trabalho. A severa perseguição ao segmento não cria novos empregos, mas apenas os formaliza por um breve período de tempo. Se desonerassem, sem embustes, este setor, responsável por 75% dos empregos desse País, os reflexos seriam dez vezes melhores que o eleitoreiro Bolsa-Família.
Sergio Villaça svillaca@terra.com.br
Recife

VICTOR MANUEL GUZMÁN



SONS DO AMOR
Eu quero partir ao meu silêncio
como veículo de mistério
e em meus passos perdidos quero abrigar teu coração
numa música de meditação a tua alma
onde a vida floresce
onde as suas paixões são sabedoria
que registro minhas promessas de filosofía
que são os tesouros do reino de nosso amor

ARGENTINA

EFIGENIA COUTINHO


Amor
Efigênia Coutinho

O Amor, fica no peito!
Sendo com muito ardor,
Senti-lo é meu pleito
Guarda-lo com clamor!


Amor, trás amor puro
Semeia cedo floresce,
No imo abriga futuro,
Com fremir, não fenece!


Amor, desta alma eleita,
Ao céu sublime candor
Banhando luar e flor!


Amor, felicidade,
Contigo eternidade,
Oferto à maior idade!

Balneário Camboriú/TELA:RENOIR
Novembro 2009
Efigênia Coutinho
Presidente Fundadora
Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores
www.avspe.eti.br/

ROBERTO ROMANELLI MAIA


EM UM DIA QUALQUER
ROBERTO ROMANELLI MAIA
ESCRITOR, JORNALISTA E POETA


QUANDO A JANELA DE MINHA CASA SE ABRE PARA O MUNDO
PERCEBO O BELO QUE CHEGA ATÉ MIM, TODOS OS DIAS.

SÃO PÁSSAROS QUE CANTAM MÚSICAS ÚNICAS E MAVIOSAS.

SÃO PLANTAS QUE AVISTO REVELANDO AS SUAS FLORES NASCENDO,
UMA APÓS OUTRA, EM TODOS OS MOMENTOS.

É O VENTO QUE INVADE O MEU SER E ME ARRASTA PARA ALÉM DA IMAGINAÇÃO.

PARA LUGARES ONDE NEM PERCEBO QUE FUI OU AINDA ESTOU.

QUE PERMANECEM DENTRO DE MIM COMO SE REALIDADE FOSSE.

SIM, A CADA MOMENTO A MINHA JANELA ME TRANSPORTA PARA UM OÁSIS
ONDE VOU AO ENCONTRO DE FADAS E DE SERES ELEMENTAIS.

E ME VEJO DENTRO DE UM FILME ONDE SOU ATOR.

SENDO SINBAD O MARUJO, ROBIN HOOD, PETER PAN, ALADIN, E TODOS AQUELES
QUE VIVERAM NUM MUNDO QUE A MAIORIA NUNCA TEVE ACESSO.

PARA QUANDO RETORNAR CUSTAR A CRER QUE A REALIDADE É BEM OUTRA.

QUE NELA NÃO EXISTEM MAIS FADAS, DRAGÕES NEM PERSONAGENS
QUE TANTO ME FIZERAM REALIZADO E FELIZ.

E CHORO, CHORO MUITO.

TALVEZ PORQUE ESTE NÃO SEJA, NEM NUNCA TENHA SIDO, O MEU MUNDO.

JÁ QUE DELE, DEPOIS DE CENTENAS DE ANOS, ME AFASTO CADA VEZ MAIS.

FRUTO DE UMA PATOLOGIA INVENTADA PELO SER HUMANO

QUE ROTULA E NÃO ACEITA AQUELES QUE, COMO EU, SE RECUSAM A ENTENDER
E A CONCORDAR COM O QUE FIZEMOS E FAZEMOS EM NOSSA TERRA.

SIM, ZEUS SAIBA VER, DENTRO DE MIM, A MAGIA QUE ME ESTÁ SENDO TIRADA.

QUE, POUCO A POUCO, PERCO NUM ESVAIR-SE CONSTANTE.

E A TRAGA E RECOLOQUE NOVAMENTE EM MEU SER.

PARA QUE EM MEUS ÚLTIMOS DIAS A BELEZA DO UNIVERSO POSSA SER, POR MIM,
CAPTADA E SENTIDA COMO NOS PRIMÓRDIOS O FOI.

SIM, ZEUS ENTENDA ESTE MORTAL, TÃO INFERIOR ENTRE OS INFERIORES,
E TÃO INDIGNO, COMO UM HOMEM QUE É CAPAZ, DE UM DIA,
CHEGAR ATÉ O MONTE OLIMPO.

E ME FAÇA DIGNO DE ALI CHEGAR.

PARA VIVER E AMAR, ENTRE OS DEUSES, PARA TODO O SEMPRE.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009