segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ODEIO RODEIO


Câmara Municipal lança consulta pública sobre RODEIOS
O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lineu Navarro (PT), em entrevista coletiva à imprensa, anunciou o lançamento da Consulta Pública no portal do legislativo são-carlense na internet (www .camarasaocarlos.sp.gov.br), que entrará no ar a partir desta terça-feira, 1º. de dezembro.
“A idéia da Consulta Pública é verificar a opinião dos munícipes sobre um tema polêmico para a cidade. Como existem pessoas que são a favor e outras que são contra, a Câmara quer saber a opinião da sociedade em relação a essa questão dos rodeios, se deve ou não ser implantado na cidade”.
A consulta em andamento, no site da Câmara até 20/12:
Realização de rodeios no município de São Carlos
PARTICIPEM É RÁPIDO E VC ESTARÁ AJUDANDO MUITOS ANIMAIS COM SUA OPINIÃO!
Link : http://i.webenviador.net/t/9957X36980X21907711/i.webenviador.net/consulta-publica.html

Repassem aos seus contatos e amigos

Odeio Rodeio - Coletivo pelo fim dos rodeios,vaquejadas e congêneres.

Leandro Ativista
Fundador e Secretário geral
E-mail: contato@odeiorodeio.com
MSN: kaelduanel@hotmail.com
Skype: leandro.ativista

WALDO LUIS VIANA


BENJAMIN,
O “MENININHO” ENVIADO


“Hoje em dia é muito difícil não ser canalha.
Todas as pressões trabalham para
o nosso aviltamento pessoal e coletivo.”

Nélson Rodrigues

Waldo Luís Viana*

Conta-se que, em 1933, após ter sido eleito chanceler alemão, Adolf Hitler, já esgrimindo enorme esperteza e inclinação para o mal, mandou um de seus colaboradores-asseclas do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (o Partido Nazi) contratar um jornalista para escrever artigos furiosos contra o próprio Führer. Era necessário, àquela época, estabelecer polêmica em relação ao recente mandatário para despertar o interesse do povo alemão para as discussões sobre o governo recém-instalado. Sabe-se que o jornalista cumpriu diligentemente a função e com tal energia que não foi esquecido pelo chanceler, que o recompensou, em princípio com dinheiro e, mais tarde, o mandou fuzilar.

No Brasil, vivemos uma situação muito similar, em que um filme sobre o nosso grande líder e guia, será lançado em janeiro de 2010, elaborado e dirigido sob medida para atrair e fazer chorar as multidões. A realização da película deixou de ser mero exercício de arte inocente, quando se soube que grandes empresas, dependentes das verbas publicitárias governamentais, participaram de seu orçamento. Despertou desconfianças, também, quando foram levantadas suspeitas de que os especialistas em marketing do Planalto deram os seus “pitacos” para que o “longa” ficasse mais emotivo e lacrimoso, no estilo das conhecidas novelas nacionais de sucesso.

O filme contaria a infância, a juventude e a ascensão a líder sindical do Sr. Luiz Inácio da Silva, terminando obviamente em sua chegada á presidência. Enfim, uma saga do “filho do Brasil”, cuja carreira fulminante realmente “nunca houve neste país”.

Ocorre, tal como os marqueteiros do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães de Hitler, que os especialistas em comunicação do Partido dos Trabalhadores de Lula resolveram estabelecer polêmica em relação ao filme e resolveram arquitetar um plano, num estilo tropical entre Maquiavel, Golbery e Goebbels, para atrair críticas contra a obra e seu formato.

Afinal, o filme sobre Lula deve ser comentado em cada esquina, nos bares, nas universidades, entre os professores e estudantes, e na mídia, entre os formadores de opinião. Deve ser discutida a temática, a origem do orçamento, a intenção, a estética e a história do personagem, transformado em herói do povo, tal como foi exaltado na Alemanha, nos anos 1930 o livro “Minha Luta”, de Adolf Hitler, que contava a estória sofrida da juventude e ascensão do líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, que, dentre outros feitos, matou 6 milhões de judeus...

Assim, por coincidência, surgiu um certo editor, muito inteligente e atilado, companheiro de lutas do nosso futuro guia focalizado no filme, guerrilheiro na juventude, preso, torturado e companheiro de cela do presidente, a comentar o filme, revelando fatos escabrosos sobre a vida do presidente e revelando bombasticamente – vejam só – o seu gigantesco apetite sexual, a ponto de ter querido sodomizar um companheiro de cela, durante o período em que esteve preso, como líder sindical e agitador, durante o regime militar.

A revelação extemporânea, feita por quem não foi chamado, não se chama Manuel, nem mora em Niterói parece sermão muito bem encomendado. Antes de ser uma calúnia, até enaltece uma reação selvagem de quem foi exposto em certo momento da vida a uma situação-limite. Afinal, como disse Jesus, quem nunca cometeu pecado que atire a primeira pedra!

César Benjamin, que já foi guerrilheiro, prisioneiro político, fundador do Partido dos Trabalhadores, saiu do PT, entrou no Partido do Socialismo e Liberdade, foi candidato a vice-presidente pelo PSOL e já saiu do PSOL – parece ser o homem indicado para fazer o trabalho daquele jornalista que ajudou na oposição a Hitler. Ele chegou ao desplante de fazer suíte do próprio artigo, tentando acender uma polêmica, esperando que a direita ingênua fosse atrás, como a Igreja, quando condena os filmes que contestam a divindade de Jesus ou entra com medidas cautelares contra as escolas de samba, no Carnaval, quando são profanadas imagens sacras em carros alegóricos. Mas o tiro saiu pela culatra e seu casinho jornalístico foi encerrado. Coitado!

O “menininho” (parece que esse era um de seus codinomes) César é mesmo peralta, um peralvilho! Cumpriu sua função, mas a polêmica ficou murcha e acabou beneficiando o agredido, o caluniado, que nem se deu por achado, continuando solenemente a correr o mundo como líder e com 80% de popularidade.

Pelo visto, o filme foi feito para não passar em brancas nuvens, como aquela novela do Sassá Mutema, em 1989 (lembram-se?), que foi um dos ingredientes psicológicos que ajudou a eleger o presidente Fernando Collor. Naquela época, a novela despertava no subconsciente do povo a seguinte pergunta: como vamos eleger um analfabeto nordestino para a presidência, quando temos um outro nordestino, jovem, bonito, destemido e eficiente para eleger?

Agora a pergunta que o filme deseja levantar para o inconsciente coletivo brasileiro é outra: um homem, capaz de sair da miséria violenta, como retirante nordestino, num pau-de-arara e ter chegado, com méritos, à presidência da República, não tem, com certeza, o direito de guiar o povo e indicar seu sucessor? É esse e só esse o objetivo do filme.

Hitler pensava que sabia das coisas e tentou construir um Reich de mil anos, matando milhões de pessoas e tentando conquistar a Europa, como um bárbaro. Felizmente foi contido, na majestade de seu mal, pelas forças do bem coligadas, que destruíram o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.

Lula também sabe das coisas e quer ser líder, mesmo fora do poder, nomeando uma marionete ou um ventríloquo, esticando o poder de seu querido Partido dos Trabalhadores. Para quem já percebeu, o governo do ilustre operário não passa de um nazismo pós-moderno, com Goebbels e tudo. Em seu governo só existe a moral e as razões do líder e mais nada!

E, nesse contexto, César Benjamin prestou-se ao mesmo papel do jornalista cooptado por Hitler. Só espero que, mais tarde, quando a polícia secreta aqui estiver funcionando (se já não estiver), ele não seja fuzilado...

______
* Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e costuma escrever, vez em quando, para não surtar...
Teresópolis, 5 de dezembro de 2009.

GAROTA VENEZUELANA


Arte_Brasil Apresenta : Paulo Ricardo Camposhttp://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=18034717580042093255&aid=1259245954
Veja o magnífico trabalho de Paulo Ricardo Campos... e, também outros Artistas na
Galeria!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA




"Sustentabilidade Corporativa"
"Sustentabilidade é um tema muito debatido nos dias atuais, trata-se da busca por melhorias contínuas. Realizar projetos que tragam benefícios sociais hoje, porém, que mantenham o foco no amanhã para que ele seja promissor. Preocupar-se com sustentabilidade é ser ambiental e socialmente responsável. Crescer sem esgotar os recursos naturais.
O progresso, o qual traz tantos benefícios à sociedade, em contrapartida, tem destruído o meio ambiente. Muitos danos são provenientes do progresso, como por exemplo, a poluição que é prejudicial à saúde. Outro exemplo, o consumo nada consciente de água. Infelizmente, apesar de muitos debates e reportagens a respeito desse tema, as pessoas ainda desperdiçam esse bem precioso, a água, que poderá estar escassa no futuro. Chega-se, portanto, à conclusão de que somente um bom planejamento poderá levar a resultados positivos. Pois, muitos são os cuidados a serem tomados para que haja desenvolvimento social. Traçar metas, realizar ações contínuas de modo a manter a realização dos projetos em busca da geração de riquezas é importante, entretanto, fazer um levantamento do que é necessário ter para que seja possível respeitar os princípios que resultarão no bem-estar social é indispensável.
O novo cenário mundial, a modernidade, a globalização trazem novas tendências ao mercado, o qual está mais dinâmico. As empresas sabem disso e, atualmente, incluem em suas metas não apenas o retorno financeiro, mas também a preservação dos bens e recursos. Pois precisam acompanhar o dinamismo do mercado. Além disso, visar à capacitação e especialização dos seus profissionais, bem como gerar empregos também faz parte dessa nova visão.
Compreende-se que empresas, tempos atrás, preocupavam-se única e exclusivamente com seus lucros e suas vantagens. Não se importavam com as comunidades em que estavam inseridas, muito lixo e poluentes foram jogados em rios, por exemplo. O fato é que elas foram obrigadas a mudar essa conduta, a princípio, por obrigação, o que não significa que todas empresas atendiam. Posteriormente, as mudanças ocorreram pela visão de futuro, pela necessidade e até pela consciência, as empresas focaram nas oportunidades de negócios e na imagem organizacional. Ainda há muito que ser feito, porém, já há alguns avanços. Deve-se analisar se será possível realizar determinado projeto, se a escassez dos recursos permitirá. Estratégia e planejamento são o caminho.
Sabe-se que é vantajoso para as empresas pensar em desenvolvimento sustentável, é possível lucrar e ser responsável. Para se obter sustentabilidade corporativa é necessário estar preparado pra ela e continuar buscando melhorias sempre, rever os planos de ação e as ferramentas que se tem. Saber onde se quer chegar e como.
Trabalhar com ética se torna um grande diferencial para qualquer organização. E preocupar-se com o futuro das próximas gerações tornou-se mais do que uma causa nobre e bonita, virou necessidade. A natureza já não pede por socorro como afirmam muitas pessoas, ela implora. E está nas mãos não apenas das empresas. Mas de cada um de nós cidadãos atender seus apelos e salvá-la".Sandra Franzoso franzososand@hotmail.com)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ÉRIKA MACHADO


SHOW DE LANÇAMENTO DO SEGUNDO CD DE ERIKA MACHADO
PARTICPÇÃO DE FERNANDA TAKAI E JOHN ULHOA

DARCY RIBEIRO


A ALEGRIA DA MENINADA É A RUA
Darcy Ribeiro

Não existe menor abandonado em nenhum país civilizado. Isso é uma impossibilidade tão gritante que eu, muitas vezes, tive que explicar por que temos tantos. São coisa nossa.
Assim é porque naqueles países a cada criança corresponde uma escola onde ela passa o dia inteiro. Se foge ou escapa, é devolvida pela polícia ou pelo juiz, que até pode prender os pais. Lá não há, pelas mesmas razões, meninos de rua, que são também coisa nossa. Uns e outros são gerados por nossa escola de turnos.
Quando as cidades brasileiras incharam, com os milhões de gente expulsas do campo pelo medo da aplicação, ali, da legislação trabalhista, em lugar de mutiplicarmos as escolas ruinzinhas que tínhamos, as desdobramos em turnos: dois, três e até mais.
Nossa escola primária, de pouquíssimas horas, se especializou, desde então, no atendimento a crianças das classes médias, que já chegam a ela bem preparadas para a alfabetização. Têm casa onde se lê e onde há uma pessoa já escolarizada que as ajuda nos estudos.
A criança popular, que não tem tal casa nem a tal ajuda, porque provém de uma família sem escolaridade prévia, vê-se condenada à reprovação. Repete, necessariamente, a 1ª série, tempo de domesticar a mão para manipular o lápis e de entender a estranha fala da professora. Nada disso sendo valorizado pela escola, ela é obrigada a repetir seguidas vezes a mesma 1ª série. daí em diante progride, de fracasso em fracasso.
Ao fim de longos anos, uns poucos conseguem concluir a 4ª série, que é quando efetivamente se alfabetizam. O que chamamos de aalfabetizado é, na miaoria dos casos, quem apenas desenha o nome, incapaz de escrever uma carta, ler um anúncio de jornal ou fazer uma conta. É um marginal da civilização letrada, sem qualquer capacidade de continuar aprendendo na escola ou por seu esforço.
O pior dessa história é que floresce no Brasil uma pedagogia tarada e vadia, segundo a qual o fracasso da criança pobre na escola é culpa dela própria. A escola não tem nada a ver com isso, nem tem que se comover com a massa de reprovações. os que chegam a ela devidamente preparados passam de ano.
Na verdade das coisas, a criança brasileira das favelas e das periferias das metrópoles é tão maltratada pelo sistema educacional que o governo lhe dá, que seu destino melhor é a rua.
Ruim é ficar em casa, curtindo fome, roubar na feira com risco de morte ou ir para o lixo procurar alguma porcaria comível. Muitíssimo melhor é a aventura da vida urbana em seu esplendor de luzes, vitrines, carros, passantes e sons, além da possibilidade de roubar alguém para comer e cheirar cola.
Melhor ainda é abraçar a carreira de "aviador"o tráfico, que ganha bom dinheiro para a família e vive, entre a criançada, o papel de herói até que seja cravejado de balas - pela polícia ou pelos traficantes.

18 de setembro de 1995


Esse textos e outros de DARCY RIBEIRO estão disponíveis no blog GELÉIA GENERAL (http://geleiageneral.blogspot.com).

sábado, 28 de novembro de 2009

ENTREVISTA COM GUINGA


sábado, 21 de novembro de 2009
Entrevista com o compositor e violonista Guinga
"caridade, justiça e humildade. Ninguém cresce se não preservar esses valores".
Daniela Aragão: Agenda apertadíssima não?

Guinga: Esse ano eu fiquei fora do Brasil praticamente o ano todo, foram oito viagens ao exterior. As vezes ficava 50 dias fora. Tenho vindo pouco aqui, estou desatualizado das coisas novas, mas vou tomar pé das coisas. Ainda tem duas viagens para fazer esse ano, mas depois eu vou dar uma meia trava, porque eu acho que isto que está acontecendo comigo é meio um excesso de viagem. Passando muitas horas dentro do avião, direto. Mas há a necessidade de ganhar a vida, expandir a música. Tudo tem um preço, enfim.

Daniela: Eu conheci o seu trabalho na sua parceria com o Aldir Blanc, o cd Catavento e Girassol, gravado pela Leila Pinheiro, somente com canções de vocês. E ainda continuam essa parceria?

Guinga: Sim, sempre, nós somos amigos. Isso vai ter a vida toda, enquanto a gente existir essa parceria é preservada, ecológicamente preservada (risos).

Daniela: Algum trabalho novo?

Guinga: Eu tenho uma série de músicas inéditas, inclusive duas em parceria com José Miguel Wisnik, que é um gênio. Estamos estreando uma parceria que vai aparecer num novo disco que pretendo fazer pela Biscoito Fino, que é a minha gravadora. Tenho disco para fazer também na Itália, pois pertenço a uma gravadora italiana. Quero fazer um disco com uma cantora italiana famosa lá e que tem um público imenso. Ela vai verter minhas músicas para o italiano, com arranjo, orquestra e eu participando do disco. Ela vai gravar um disco com músicas minhas, todas em italiano. Ela se chama Tosca, é uma grande cantora que mora em Roma, famosíssima na Itália. Isso para mim, um cara que nasceu em Madureira de uma família pobre, lutando pelo mundo aí, para mim é uma vitória. Como tocar aqui é difícil viu, é mais difícil do que tocar no auditório de Roma. Eu já toquei na sala Disney Hall Concert com a filarmônica de Los Angeles, a sala cheia com cinco mil pessoas e não fiquei mais nervoso do que hoje. Isso é experiência para um artista, aqui Deus me ajudou a crescer. Cantar com jogo ganho é fácil.

Daniela: O seu trabalho com Wisnik é um disco inteiro?

Guinga: Não, é uma parceria que estamos fazendo. Já temos duas músicas prontas, e com a graça de Deus essa parceria vai vingar. Nós somos muito amigos, eu sou admirador dele muito grande, e depois de ter feito com Chico Buarque, pensei, agora quero fazer com Wisnik que é meu ídolo também. Estou feliz por estar compondo com ele. Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, Chico Buarque, José Miguel Wisnik e os jovens todos que eu tenho lançado, tenho feito parcerias com eles. Você vê como a vida não depende de nome e nem de fama, a música mais aplaudida hoje aqui é de um parceiro meu que ninguém conhece, que nunca gravou um disco, um menino de 25 anos.

Daniela: Uma questão que sempre me despertou uma certa curiosidade, ou seja, com cada parceiro vai implicar numa construção musical absolutamente diferente?

Guinga: Isso, é como um homem que se separa ou uma mulher que se separa e casa de novo. É lógico que um casamento nunca vai ser igual ao outro, se não a gente não repetia. Até porque a gente aprende e tenta não repetir os erros. Na vida, minha filha, eu acredito em três coisas, três valores no qual eu tento fundamentar a minha vida, e é difícil: a caridade, a justiça e a humildade. Ninguém cresce se não preservar esses valores.

Daniela: São quantos anos na estrada?

Guinga: 43 anos

Daniela: Continua dentista?

Guinga: Não, pois é. Sou dentista porque sou formado e exerci a profissão por quase 30 anos. Faz oito anos que não exerço mais, pois viajo e fico longe durante muito tempo. Esse ano fui sete vezes a Europa e uma vez aos Estados Unidos, em São Francisco. A última vez eu fiquei sessenta dias fora do Brasil, a última foi agora que cheguei na segunda feira com essa paralisia. Eu acho que foi excesso de ar condicionado, imunidade baixa, daí o vírus aproveitou e me pegou. Mas hoje eu já comi aqui duzentos quilos de torresmo, feijão pracaramba, couve, esse vírus vai ficar assustado comigo e vai embora (risadas).

Daniela: Essa pergunta não tem cara de pergunta de encerramento, mas vamos lá, pois eu perguntei para todos os músicos. Quais são as suas maiores influências?

Guinga: Eu adoro Tom Jobim, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Garoto, Badem Powell, Francis Hime, Edu Lobo, Milton Nascimento, Chico Buarque, Radamés Gnatalli, Ravel, Debussy, Stravinsky, Leonardo Berstein, Villa Lobos, Richard Strauss, Shoemberg, Bah, Vivaldi, Mozart, Bethoven, Wagner, Puccini, Noel Rosa. Tudo o que é bom eu gosto, eu procuro ouvir os bons pra tentar melhorar um pouco.
Postado por daniela aragão blogcantodadaniela.blogspot.com