quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

VIOLETA DE OUTONO


Violeta de Outono se apresenta no SESC Santo André com a participação especial do baterista Fred Barley

Dia: 28/01
Horário: 20h00
Local: Espaço de Eventos
http://www.violetadeoutono.com/agenda_details.php?id=117

Em seu primeito show em 2010, o Violeta de Outono se apresenta no SESC Santo André com a participação do baterista Fred Barley que substituirá Claudio Souza. Fred, já conhecido e renomado baterista, tem participado de diversos projetos como o Yessongs entre outros, e inclusive com músicos do Violeta de Outono como o Compacta Trio. Recentemente gravou o DVD Gong Global Family que conta também com a participação de Fabio Golfetti e Gabriel Costa (juntos formam o trio Band of Pixies que acompanha Daevid Allen do Gong).

Neste show no SESC Santo André serão apresentadas as músicas classicas do Violeta além de novidades com a interpretação desta formação especial da banda.

Maiores detalhes:
Quintas dos Infernos

SESC Santo André
Rua Tamarutaca, 302
Vila Guiomar
Santo André - SP
cep 09071-130
telefone: 11 4469-1200
fax: 11 4469-1202
e-mail: email@santoandre.sescsp.org.br

BRUNO GROSSI


Glosa

Para Isabella Grossi

Em quantas palavras

Escrevo as páginas da vida

Mentes flutuantes

Ao pesar do amor

De viver a reentrância

Num altero saber

O primeo

O atemporal amor

De vidas sinceras

De vidas vazias

De tristezas e angústias

De versos reprimidos

O anódino futuro

Corações vivórios

Repartidos em alegria

No culto viver do presente

Em meio ao mistério madrugoso

De dia após dia

Num pomposo caminhar



X X X



Bruno Grossi

www.begeportifolio.blogspot.com

PEDRO DU BOIS


AMOR


Ao amor, como ao pássaro, ao caminhar

junto às águas, ao prender os cabelos

da mulher com gestos de amizade,

cabe sensações de arrebatamento



estar em algum lugar e encontrar

o sentido de estar presente: não a necessidade

que se utiliza de artimanhas

para nos manter vivos, não a lealdade

que nos conduz à unicidade dos caminhos



não a felicidade que é predisposta

ao encurvamento: o arrebatamento

de não haver sentido quando a vida

se resume em estarmos juntos.



(Pedro Du Bois, inédito)
IMAGEM enviada por roberto romanelli maia

ROBERTO ROMANELLI MAIA


TOTAL ENTREGA

ROBERTO ROMANELLI MAIA
ESCRITOR, JORNALISTA E POETA




Nos entregamos, um ao outro,
sem meias medidas e sem pensar...

Numa noite que começou
e que não queríamos que tivesse um fim...

Sim, mulher desejada e já tão amada,
entre nós, nada há a não ser paixão,
orgasmos, sentimentos e muito prazer...

Sem medos nem dÚvIdas...

Apenas um mergulho
de um dentro do outro...

Com palavras de paixão e de amor
ditas ao pé do ouvido...

Sentindo o vento nos arrastar
para o paraíso da união
de nossos corpos e de nossas almas...

Cada vez mais juntos, num só...

E o toque sensível e sensual
da pele com pele, boca com boca,
lábios com lábios...

Num desejo de um devorar o outro...

Sem amanhã nem depois...

Só o hoje!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ARNALDO BAPTISTA/LÓKI



LÓKI/ ARNALDO BAPTISTA

"SÓ MESMO UM AMOR MUITO INTENSO PODERIA FAZER ISSO"



ARNALDO BAPTISTA é a alma dos MUTANTES e continua sendo a alma do rock no Brasil, reverenciado por gente como Gilberto Gil, Sean Lennon, Tom Zé, Kurt Cobain ,Lobão, entre outros. O documentário LÓKI,produzido por PAULO HENRIQUE FONTENELLE ,expressa o gênio, a liderança inata de ARNALDO BAPTISTA ao longo dos anos, além de ser um ótimo músico. Vendo esse documentário tive a sensação do quanto o nosso país é ingrato com seus filhos mais ilustres; lembrei-me do quanto o saudoso GLAUBER ROCHA também fora vítima dessa escória cultural e social que marginaliza artistas e pessoas fundamentais para as artes e para a vida.O mesmo ocorreu com o TOM ZÉ, no ostrascismo durante anos,retornou demonstrando que seu talento é muito maior que qualquer empecilho,e faz shows e produz o que há de mehor em música para o mundo ouvir e ver! ARNALDO é um homem que se propôs essa travessia arriscada de expôr-se, de viver intensamente o seu sonho,desafiando o marasmo em que vivemos. È um artista genuíno ,um homem vitorioso que teve a sorte de estar ao lado de uma grande mulher como LUCIA BARBOSA (Lucinha),que o ajudou nos momentos mais tempestuosos da vida de ARNALDO ,até os dias atuais. Sò mesmo um amor muito intenso poderia fazer isso. O filme exibe entrevistas, cenas de apresentações dos MUTANTES (a melhor banda de rock que tivemos,e uma das mais significativas do planeta). O filme segue uma linha aberta, espontânea como um livro aberto, revelando surpreendentemente a vocação de ARNALDO para a pintura - suas telas registram também sua visão de si e do mundo, é confessional, sem academicismos burocráticos. Há também o ARNALDO que se fez parte de um projeto teatral revivendo o também genial ANTONIN ARTAUD. Penso que ARNALDO é um herói da classe artística, sobrevivendo á todos e á tudo, como uma espécie de Dom Quixote, nessa época tão cruel, e corrosiva,ele resiste com suas côres e sons explodindo a hipocrisia e o nosso eterno carnaval de falsas alegrias. Mas ARNALDO BAPTISTA,apesar dos infortúnios pelo qual passou,é sempre um rosto de menino, de artista vencedor amando por mais luz, poesia e talento.

everi rudinei carrara:cônsul dos poetas del mundo, músico profissional,membro da Abrace/brasil-uruguay,agente cultural,edito do site telescopio.vze.com:jornaltelescopio@gmail.com
NA FOTO: ARNALDO BAPTISTA E LUCINHA

NARA LEÃO


in Memorian -Nara Loffego Leão-orkut

☆19/01/1942
★07/06/1989

Nara Leão começou somente como Nara. Opinou. Protestou com opinião, e cantou livre. Cantou a Bossa com mais quatro. Exigiu Liberdade, liberdade. Pediu passagem. Raiou com a manhã de Liberdade. Soprou o vento de maio. Voltou a ser Nara, depois Nara Leão. Mostrou as coisas do mundo. Reavivou a bossa dez anos depois. Relembrou os seus primeiros amores. Cantou com seus amigos que eram um barato. Mandou tudo por inferno. Homenageou um amigo com açúcar e com afeto. Teve um romance popular com os novos ritmos do nordeste. Bailou. Sambou encabulada. Novamente cantou em um cantinho e um violão. Distribuiu abraços, carinhos e beijinhos sem ter fim para seus fãs. Disse onde foi garota, e nos contou seus sonhos dourados. E por fim descansou seu coração.

" No meu tempo Nara Leão era a grande senhora da Música Popular Brasileira e se a minha voz pode ser projetada pelo Brasil e pelo mundo eu só tenho que agradecer o previlégio de te-la como madrinha"
Maria Bethania

"Meu amigo, ela era muito linda. Na época todo mundo queria namorar ela, e o único que se deu bem foi o Cacá Diegues. Ela era o "Docinho de Coco" da galera."
João Donato

NÃO É BEM ASSIM


NÃO É BEM ASSIM
Guido Bilharinho

Consoante matéria jornalística publicada no último dia 29 de dezembro em um dos jornais do município de São Paulo, o crítico e estudioso de cinema, Jean–Claude Bernadet, em um de seus livros, agora reeditado, além de diversos outros assuntos abordados, enfatiza o papel do produtor cinematográfico.
Contudo, faz isso em detrimento do papel do diretor de filmes e da concepção e percepção artística e cultural do cinema, seguindo o viés, cada vez mais dominante imposto pela indústria do entretenimento, impropriamente denominada por Adorno de indústria “cultural”, termo que possui sentido estrito que não pode ser ampliado ou confundido sociologicamente com tudo que é produzido socialmente, que é outra coisa.
No depoimento que concedeu ao jornal, afirma que o menosprezo ao papel do produtor “implica em posições moralistas, que não levam em consideração o mercado, o público, as estruturas de produção”.
Nesse passo defende justamente o que constitui o diversionista, o espetaculoso, o meramente indústrio–comercial em contraposição à orientação e prática artístico-cultural.
No caso, ou se propugna e se valoriza a realização de valor estético, que nas obras de ficção implica em autenticidade, seriedade e profundidade do tratamento temático e utilização elaborada e crítica da linguagem cinematográfica ou, ao contrário, se advoga o produto cinematográfico comercial, que, para falar o mínimo, é seu oposto e impinge à sociedade filmes (e, outras áreas, livros e músicas) destituídos de valor e meramente aproveitadores da falta de gosto e da carência de formação artístico-cultural do povo.
A atitude, pois, dos que se alinham na primeira posição, não é “moralista”, como também impropriamente acusa o referido crítico. É única e exclusivamente artística e cultural, como se está cansado de saber e até se admira que se confunda com o “moralismo” geralmente falso e, quando não, retrógrado e reacionário que domina e predomina principalmente nas camadas médias da sociedade e é uma das causas mais daninhas e obstaculizadoras do desenvolvimento e da democratização social.
Não constitui, também, como afirma, “ponto de vista de esquerda” julgar “catástrofe” o filme biográfico de Lula.
É ponto de vista estético-cultural, já que toda obra de produtor, como é o caso, não passa (nem ultrapassa) o ínfimo patamar do espetáculo, do apelo emocional e do entretenimento desclassificado e de baixo ou de nenhum nível intelectual, que, lamentavelmente, atinge mais de 90% (noventa por cento) dos filmes e, também, na música, a maioria absoluta das gravações que enxameiam as rádios e emissoras de televisão.
O cinema é arte e, como arte, não se compadece com sua instrumentalização indústrio-comercial de mero produto de consumo fácil, leve, descompromissado e descartável, visando sucesso de bilheteria e lucratividade.
A arte, qualquer delas, por sua substancialidade e significado, não se pode tornar objeto de manipulação para atendimento da lucratividade comercial. Tão negativo quanto esse desvio é a defesa que dele se faz.
Quanto ao público, carente de formação intelectual, artística e cultural, mantido assim propositadamente, basta se lembrar a constatação de determinada rede de televisão de que quando subia o nível da programação caía o índice de audiência, ou seja, para o público, nessa perspectiva, “quanto pior melhor”.
Quem defende a arte, a ciência, o conhecimento, o saber enfim, não despreza o público quando afirma que ele não os possui. Muito ao contrário. Constata a realidade, não se quedando só nisso, porém. Além disso, e de lamentá-la, pretende modificá-la para que cada vez maiores parcelas do povo elevem seu grau de conhecimento e conscientização para que possam ter condições de usufruir das obras criadas pela capacidade, inteligência e sensibilidade humana, o que não vem acontecendo. Essa posição, sim, valoriza o ser humano, é democrática e não mero e vão democratismo.
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Guido Bilharinho é autor de vários livros de história e crítica de cinema, entre eles, Clássicos do Cinema Mudo, e, publicado mais recentemente, O Cinema Brasileiro nos Anos 50 e 60, todos editados pelo Instituto Triangulino de Cultura (www.institutotriangulino.blogspot.com).

(Publicação autorizada pelo Autor)