segunda-feira, 22 de março de 2010

PALESTRAS COM CLAUDIO WILLER


GERAÇÃO BEAT: O CURSO
PALESTRAS, DEBATES, DEPOIMENTOS E AUDIÇÃO
Claudio Willer

Datas, horários e duração: GERAÇÃO BEAT terá oito sessões, às quintas-feiras, de 8 de abril até 27 de maio, no horário das 19 às 22 h.

Local: Biblioteca Alceu Amoroso Lima, Rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros (São Paulo, SP), tel. 3082-5023.

Programa: Palestras por Claudio Willer, autor do recente Geração Beat; depoimentos, seguidos de debates, com Ademir Assunção, Joca Reiners Terron, Rodrigo Garcia Lopes e Sergio Cohn; palestra-audição sobre beat e música por Pita Araujo.



A Geração Beat foi o grupo de autores norte-americanos que estrearam na década de 1950, com grande impacto e circulação pela ousadia e caráter inovador de suas obras: Jack Kerouac, principalmente através de On the Road; Allen Ginsberg, que chamou a atenção para a beat com o poema Uivo; William Burroughs, Gregory Corso, Lawrence Ferlinghetti, Michael McClure, Gary Snyder, Dianne di Prima e outros. Inspirou seus leitores a mudanças no estilo de vida e à busca de novos modos de expressão. Está na origem de rebeliões juvenis, da contracultura, da geração “de mochilas nas costas” profetizada por Jack Kerouac em Os Vagabundos Iluminados. Além das estimulantes biografias dos autores beat, será exposta sua contribuição literária: suas poéticas e visões de mundo, os autores com os quais dialogaram ou nos quais se inspiraram, e a relação da beat com o jazz e outros gêneros e correntes musicais. Também será promovido um debate sobre vanguardas, rebelião poética e o modo como se projetam na vida e na sociedade; conseqüentemente, sobre a atualidade da Geração Beat e sua presença, inclusive no Brasil, através do módulo intitulado Beat Brasil, com depoimentos de autores contemporâneos. Será dada atenção à religiosidade transgressiva e ao misticismo heterodoxo de alguns beats, que pode ser associada ao que especialistas denominam de “anarquismo místico”.



Alguns tópicos específicos do curso:

1. Autores beat: Allen Ginsberg, a poesia profética e o depoimento de uma geração; Jack Kerouac, a escrita espontânea e a criação de um mito americano; William Burroughs, a experimentação na vida e no texto; Gregory Corso, niilismo, anarquia e paradoxo; Carl Solomon e a ironia; Lawrence Ferlinghetti e a conexão com as vanguardas francesas; Gary Snyder, o zen-budismo e a ecologia; Michael MacClure e a radicalidade visionária; Philip Lamantia e o surrealismo; Diane di Prima, ocultismo e irreverência;
2. A beat como rebelião ao mesmo tempo religiosa e política; misticismo e liberação sexual: a mística do corpo; alucinógenos, estimulantes e criação literária: uma poética da alucinação;
3. A beat e o ambiente cultural norte-americano nas décadas de 1940 e 1950; o impacto da beat, sua influência e as origens da contracultura e rebeliões juvenis, inclusive no Brasil; a contribuição de Roberto Piva e autores mais recentes;



Bibliografia: O recente Geração Beat de Claudio Willer (L&PM Pocket); também Uivo e outros poemas, de Allen Ginsberg (tradução, prefácio e notas de Claudio Willer, L&PM Pocket), e On the Road, de Jack Kerouac (L&PM Pocket); outras edições de autores beat publicadas no Brasil: de Kerouac, O Livro de Sonhos, Os Vagabundos Iluminados, Viajante Solitário, Visões de Cody, Tristessa, Os Subterrâneos, Livro de Sonhos, Diários e On the Road – O manuscrito original; de Ferlinghetti, Um Parque de Diversões da Cabeça e Vida sem Fim; de Corso, Gasolina & Lady Vestal; de William Burroughs, Almoço Nu e Junkie; de Ginsberg e Burroughs, As Cartas do Yage; de Solomon, De Repente, Acidentes; de, Gary Snyder, Re-habitar; de Michael McClure, A nova visão: de Blake aos Beats – etc. Isso, além de recomendar a leitura de obras dos autores que darão depoimento. Também serão comentadas obras que tratam de rebeliões e misticismo, a exemplo de The Pursuit of the Millenium de Norman Cohn, Os Filhos do Barro de Octavio Paz e Life against Death de Norman O. Brown.
abraxas,Claudio Willer
cjwiller@uol.com.br
enviado por affonso henrique

LANÇAMENTO


Prezados amigos (as):
Estou repassando o convite para o lançamento do livro do poeta José Inácio Vieira de Melo jivmpoeta@gmail.com .
Grato.
José Paulo

sexta-feira, 19 de março de 2010

EFIGENIA COUTINHO


AMIGOS
Efigênia Coutinho
Dedicado ao Escritor Edson Gonçalves Ferreira



Amigos são sonhos rindo
Vivem nas beiras do coração
Embalando nosso mundo
Num berço de mansidão.


São anjos do céu enviados
Para semear a bondade.
Com seus cristais dourados,
Desvendam a felicidade.


Os amigos rejubilam em fervores
Nas alegrias de nosso coração,
Também são os consoladores,
Nos momentos de aflição.


Amigos hoje eu digo obrigada!
Por seu ombro oferecido,
Pela felicidade compartilhada
E o bem-querer retribuído!

Balneário Camboriú
Março 2010

EFIGENIA COUTINHO


Talismã
Efigênia Coutinho


Passatempos do Amor...
quantos alimentei desde menina,
eram unicamente as leviandades
da minha seiva, incerta peregrina.


Que vivia num giro turbulento,
entontecida pela doce quentura,
pelos tons ocres e festivos das
emoções da adolescência gárrula!



Passatempos de Amor...
sem devotamento e promessas
sem profundeza, sem delírios,
sem beijos, se iam bem depressa.


Até que um dia, arremessada
por uma brisa mágica, descobri
a semente benfadada de um
sentimento vindo de outras paragens.


Foragido, veio dentro de mim
pedir guarida na ardência dos
meus afagos e cuidados, e criou
prolongamentos arraigados.


Seduziu-me com alvos sentimentos,
que agora se entretece e enrodilha
na alma que lhe fez, numa azáfama
de artista, o Amor em júbilo triunfal!


É s meu Talismã régio, e pelo
privilégio de possuí-lo, eu cuido
que daria, sem demora, todo
meu afeto, todo meu quente fluido!


Balneário Camboriú
2003
Efigenia Coutinho
Presidente Fundadora
Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores

quarta-feira, 17 de março de 2010

CULTURA DA ESTÉTICA


CULTURA DA ESTÉTICA

Rubens Shirassu Jr.

Não se deve julgar nada da mulher ou do homem pelas suas imperfeições físicas e quem, na última década do milênio, com um pouco de discernimento ficou perplexo com o desfile de frivolidades pedindo 15 minutos de fama, como dizia Andy Warhol não entendeu bem o espírito da coisa. Coisa no caso sendo a latente cultura do corpo jovem e belo, que predomina no Brasil.A estética do consumo que pulveriza o imaginário do cidadão comum, representada aqui pela propaganda, mostra um mundo fora da realidade brasileira e artificial, a automatização da vida e a felicidade artificial na americanização do mundo. É só olhar os anúncios com garotas e garotos jovens belos, atléticos e sadios.Conseqüentemente, o jovem da periferia perdeu sua gíria e criatividade, usando onomatopéias das histórias em quadrinhos. Parecem códigos quase indecifráveis. Alguns jovens não aperfeiçoam os estudos, preferindo investir numa moto ou carro para desfilar com a loira mais gostosa do bairro. Uma verdadeira batalha, mas sem compensação financeira. Pois é, pura ilusão, pra quê? Digo que as décadas de 80 e 90 foram o retorno das coisas mais caretas que conheci: o bambolê e o patinete, mal compreendidos na sua época.Lembra-se do Big Brother, de Orwell, pode não controlar totalmente as nossas vidas, porque não quer. Tem que eliminar algum hormônio que desenvolve os seus dotes físicos. Pra quê essa pressa em crescer tão rápido, esquecendo de viver uma fase importante e inesquecível de sua vida? As meninas de nossa região têm medo de envelhecer e de ficar “por fora” da moda, dizendo que importa é o aqui e agora, sem amanhã. Hoje, o público acima de 30 anos, detém maior estabilidade financeira, mas ainda é pouco trabalhado pela mídia brasileira. Puro preconceito com o segmento, ou falta pesquisa?

JOÃO WERNER


gravura digital/JOÃO WERNER, fauno e ninfa

terça-feira, 16 de março de 2010

FERNANDA LEITE BIÃO


Desassossego
Fernanda Leite Bião


Tem algo que me incomoda! Eu mexo pra lá e pra cá, me agasalho, estico o corpo, fecho os olhos.
E, depois da realização de todos estes rituais, descubro que precisava fazer a conexão entre os meus olhos e o meu coração.
Lágrimas descem e percorrem meu rosto. Sinto o movimento quente e frio.
Meus olhos não têm a mesma claridade.
E meu coração descompassa e a cada suspiro procura voltar ao seu equilíbrio normal.
Uma alma nunca é uma alma só, mas precisa seguir seu trajeto solitário.
Os caminhos são diversos, as estações do ano mudam, as estações da vida se transformam.
Tenho medo de acordar e descobrir que ainda não tenho identidade.
E que a ânsia de descobrir o que sou me desviou do caminho que me levaria à minha própria descoberta.
Palavras são sinais de vida, palavras são sinais.
Deixo aqui minhas palavras, deixo aqui os meus sinais.
As lágrimas ainda teimam em cair, o coração mais aliviado agradece a oportunidade de ser escutado.