sexta-feira, 26 de março de 2010

ANIVERSÁRIO DE SALVADOR


Ainda como parte da programação dos 461 anos...
O Instituto do Meio Ambiente (IMA) vai inaugurar na próxima segunda-feira (29) o Memorial do Meio Ambiente Professor Milton Santos, no Largo do Carmo, às 17h. O objetivo é mostrar ao público as transformações que o meio ambiente baiano sofreu durante os séculos.

O Memorial oferece recursos digitais para apresentar o conteúdo sobre o ambiente natural da Bahia, através de telas de projeção, telas LCD nas “ilhas”, sistema de áudio com fones de ouvido, monitores para acesso ao banco de dados e uma sala de projeção para filmes, documentários etc. A exposição midiática também contém informações sobre a ocupação do território baiano desde o século XVI, filmes, mapas, textos literários e poéticos em espaços compartilhados com fotos.

O professor doutor baiano Milton Santos nasceu na cidade de Brotas de Macaúbas, na região da Chapada Diamantina, em 1926, era geógrafo, membro da Comissão Justiça e Paz, de São Paulo, formado em Direito pela Ufba, autor de livros clássicos, a exemplo de "O Povoamento da Bahia" (1948), "O Futuro da Geografia" (1953), "Zona do Cacau" (1955), dentre outros. Em 1958, o professor concluiu o doutorado em geografia na Universidade de Estrasburgo, na França. Milton faleceu em 2001.

Fonte: jornal A Tarde

ANIVERSÁRIO DE SALVADOR


ANIVERSÁRIO DE SALVADOR TERÁ AGENDA CULTURAL
Rica de história, assim será a comemoração do aniversário de 461 anos de Salvador.
Neste ano, a Prefeitura optou por organizar exposições, palestras, exibição de documentários e apresentações artísticas.No dia 29 de março, um grupo de historiadores levará estudantes de escolas públicas e de projetos sociais para uma visita ao Centro Histórico da Cidade. Os jovens receberão informações importantes sobre locais fundamentais para a história da cidade como a Praça Castro Alves, Palácio Rio Branco, entre outros.Será realizada também a exposição Reviver Salvador: 461 anos, que reúne fotografias e imagens dos séculos XVIII, XIX e XX, e apresenta o desenvolvimento urbano da cidade. Os visitantes poderão conhecer as primeiras versões do Palácio Rio Branco, as obras de urbanização dos bairros da Barra e Bonfim e avenidas como Sete de Setembro, sem a intensa movimentação dos dias atuais. As imagens são do acervo da Biblioteca Pública do Estado (Barris) e foram organizadas pelo historiador Francisco Mota. A exposição fica em cartaz até o dia 31 de março, com visitação gratuita, na Praça Pedro Arcanjo. No mês de abril, as fotos serão exibidas na Biblioteca Pública do Estado (Barris). As Bibliotecas Pública do Estado da Bahia (Barris), Juracy Magalhães Jr. (Rio Vermelho), Thales de Azevedo (Costa Azul), Anísio Teixeira (São Bento) e a Biblioteca de Extensão também participarão das comemorações.A exposição Soteropolitanas, da fotógrafa profissional Rejane Carneiro, é uma das atividades, além da exibição do documentário (Per)cursos Patrimoniais, do arquiteto Francisco Senna, e a palestra musical com o cantor e arte educador Carlos Antonio Barros de Oliveira, comemorando o aniversário da Cidade. Todas as atividades são gratuitas.
*Informações da Prefeitura Municipal de Salvador. enviado por leandro/orkut cidadania e política

quinta-feira, 25 de março de 2010

POEMÚSICA


Nelci Frangipani
Refazenda Producoes
T. 21 33231600
skype: nelcifrangipani

www.refazenda.com
www.expresso2222.com.br
www.erratica.com.br

terça-feira, 23 de março de 2010

FERNANDA TAKAI


ESPECIAL MUSICAL SESC TV COM FERNANDA TAKAI
enviado por irene do carmo

VIEGAS FERNANDES DA COSTA


Notas sobre a literatura catarinense 05

Os cruzeiros de Urda Alice Klueger

Viegas Fernandes da Costa

Ao observarmos a história da literatura produzida a partir de Santa Catarina, percebemos a força do seu caráter fálico. Em outras palavras, percebemos o quanto nomes masculinos hegemonizam, no transcorrer do tempo, o fazer literário catarinense. Poucas são as escritoras que figuram no cânone literário deste Estado, no qual se destacam Delminda Silveira de Souza (1854?-1932), Maura de Senna Pereira (1904-1991), Lausimar Laus (1916-1979) e Eglê Malheiros (1928). A estas autoras podemos incluir, mais recentemente, o nome de Urda Alice Klueger, nascida no município de Blumenau em 1952 e atualmente em plena atividade literária e acadêmica.
Urda estreou na literatura em 1979, com o romance “Verde Vale”, seu livro mais conhecido e que já conta com mais de dez edições. Depois de “Verde Vale”, publicou “As Brumas Dançam Sobre o Espelho do Rio” (1981), “No Tempo das Tangerinas” (1983), “Te Levanta e Voa” (1988), “Cruzeiros do Sul” (1992) e “Sambaqui” (2008) – todos romances. A autora escreveu também livros de crônicas (destaque para “No Tempo da Bolacha Maria”, de 2002), relatos de viagens (destaque para “Entre Condores e Lhamas”, de 1999), além de literatura infantil e historiografia. Sua obra vasta e de gêneros diversificados tem sido objeto de estudos acadêmicos e da crítica literária, cuja apreciação não é unânime: há quem reconheça na prosa de Urda Alice Klueger inovação e qualidade literária; e há outros, como Antonio Hohlfeldt, em que a crítica aponta para problemas estruturais e pouca inovação. Divergências a parte, inegável é a importância do conjunto da obra de Urda Alice Klueger na conjuntura cultural catarinense e grande é a quantidade de leitores que acompanham suas publicações.A ficção de Urda sempre esteve muito associada à temática da imigração germânica no Vale do Itajaí, principalmente quando tratamos dos seus primeiros títulos. Entretanto, há um diferencial entre o texto desta escritora e o de outros autores que abordam o tema de forma mais ortodoxa, como é o caso, por exemplo, de Gertrud Gross-Hering (1879-1968). Já desde “Verde Vale”, Urda procura trabalhar o elemento germânico miscigenando-se aos demais grupos étnicos presentes na região, e a miscigenção é sempre um ato de ousadia, um enfrentamento social que tende ao aprimoramento material da sociedade e ao seu desenvolvimento civilizatório. É o descendente de alemães que se relaciona com o negro, com o índio, com o italiano ou com o brasileiro; seus personagens exercitando, assim, a democracia racial defendida por Gilberto Freyre (1900-1987). Não há, portanto, no universo ficcional de Urda Alice Klueger, o retrato de uma colonização de raiz identitária única, mas a construção de uma sociedade rica porque resultante do encontro multiétnico. A este respeito, manifestou-se a autora em entrevista ao “Sarau Eletrônico” em 2008:
“Tive contato com a obra do Gilberto Freyre depois que escrevi ‘Verde Vale’ e ‘No Tempo das Tangerinas’. Parece que ganhei um rótulo: a escritora que escreve sobre Blumenau e sobre o alemão. As pessoas esquecem dos meus livros que são totalmente diferentes. Acho que o que pegou foi a miscigenação que havia dentro da minha casa. Nós éramos híbridos em tudo: culturalmente, etnicamente e religiosamente. E as rejeições que minha mãe sofreu refletiam muito na gente. (...) Tenho lembrança de aniversários, casamentos, dessas festas que reúnem toda a família. Nós éramos três meninas muito bonitinhas, e pessoas da família me pegavam no colo e diziam: “estás vendo essa aqui, como é bonitinha? É do Rolando!” – que era meu pai. E aquilo tinha toda uma carga de preconceito. Ela era do Rolando, mas era também filha da brasileira. Isso reflete profundamente em mim, tanto é que nunca me senti alemã, mas sempre uma brasileira de muitas origens. E a partir de um certo momento, além de brasileira, passo a me sentir americana. Hoje, se me perguntarem, não diria cidadã do mundo, mas cidadã da América.”Além de Gilberto Freyre, é possível encontrarmos outras referências autorais em sua obra, notadamente de Érico Veríssimo (1905-1975), com sua saga “O Tempo e o Vento”; e do norueguês Knut Hamsun (1859-1952), com seu romance “Os Frutos da Terra”. De Veríssimo a predileção pela saga histórica, e de Hamsun a força do trabalho humano domesticando a natureza e construindo a civilização. Todos esses elementos que elencamos aqui aparecem com muita força no romance “Cruzeiros do Sul” que, acreditamos, constitui-se no livro mais rico e bem construído de Urda Alice Klueger até o momento. O título tem importância especial se considerarmos o fato de “Cruzeiros do Sul” marcar uma ruptura ideológica na produção da autora. Diferentemente dos textos anteriores, a construção idílica da narrativa sofre a irrupção de um realismo cruel e desestruturador dos acordos sociais, como que se “Germinal” de Émile Zola (1840-1902) passasse a ditar as palavras até então paridas por Hamsun.Quando Urda escreve “Cruzeiros do Sul”, o Brasil recém sofrera o choque econômico do Plano Cruzado, promovido pelo governo José Sarney em 1986. Enquanto bancária (profissão que exerceu até sua aposentadoria), a autora presenciou o desespero daqueles que venderam suas propriedades rurais, aplicaram o dinheiro na poupança a fim de viverem da correção monetária e, depois do novo plano econômico, viram sua segurança financeira desaparecer. É procurando contar a história dessas famílias, cuja origem estava no campo, que a autora retrocede no tempo e, flertando com a historiografia, passa a narrar a história daqueles que descenderam do encontro, ainda no século XVI, da índia xokleng Madjá-Aiú e do degredado europeu “Cabelo Amarelo”, e que participaram da construção de Santa Catarina. Assim, o “cruzeiros” do título torna-se duplamente referente: a constelação sob a qual se desenrola a narrativa e a moeda, cujo desaparecimento abrupto, interrompe uma trajetória familiar que até então parecia destinada à felicidade.Se por um lado “Cruzeiros do Sul” reproduz alguns clichês do romantismo literário e omite alguns eventos importantes da historiografia catarinense (como a Guerra do Contestado), por outro, constitui-se enquanto marco na obra da autora e na literatura produzida a partir de Santa Catarina justamente por este seu caráter de ruptura e de denúncia social.
* Viegas Fernandes da Costa é historiador e escritor. Autor de "Sob a luz do farol" (2005), "De espantalhos e pedras também se faz um poema" (2008) e "Pequeno álbum" (2009). Edita o site de literatura Sarau Eletrônico, da Biblioteca da FURB. A coluna "Notas sobre a literatura catarinense" é mensalmente publicada no jornal Expressão Universitária, no site Sarau Eletrônico e no blog Alpharrábio. Permitida a reprodução desde que citado o autor e o texto mantido na íntegra.

segunda-feira, 22 de março de 2010

S.E.R CAXIAS


SER Caxias abre dois pontos liderança

A S.E.R. Caxias venceu o São José, por 2 a 1, e estendeu o seu bom momento no Gauchão. Com o resultado, o time grená assumiu a liderança isolada do Grupo 2, com 10 pontos, reduziu para apenas um ponto a vantagem do Zequinha na classificação geral (26 a 25)

PALESTRAS COM CLAUDIO WILLER


GERAÇÃO BEAT: O CURSO
PALESTRAS, DEBATES, DEPOIMENTOS E AUDIÇÃO
Claudio Willer

Datas, horários e duração: GERAÇÃO BEAT terá oito sessões, às quintas-feiras, de 8 de abril até 27 de maio, no horário das 19 às 22 h.

Local: Biblioteca Alceu Amoroso Lima, Rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros (São Paulo, SP), tel. 3082-5023.

Programa: Palestras por Claudio Willer, autor do recente Geração Beat; depoimentos, seguidos de debates, com Ademir Assunção, Joca Reiners Terron, Rodrigo Garcia Lopes e Sergio Cohn; palestra-audição sobre beat e música por Pita Araujo.



A Geração Beat foi o grupo de autores norte-americanos que estrearam na década de 1950, com grande impacto e circulação pela ousadia e caráter inovador de suas obras: Jack Kerouac, principalmente através de On the Road; Allen Ginsberg, que chamou a atenção para a beat com o poema Uivo; William Burroughs, Gregory Corso, Lawrence Ferlinghetti, Michael McClure, Gary Snyder, Dianne di Prima e outros. Inspirou seus leitores a mudanças no estilo de vida e à busca de novos modos de expressão. Está na origem de rebeliões juvenis, da contracultura, da geração “de mochilas nas costas” profetizada por Jack Kerouac em Os Vagabundos Iluminados. Além das estimulantes biografias dos autores beat, será exposta sua contribuição literária: suas poéticas e visões de mundo, os autores com os quais dialogaram ou nos quais se inspiraram, e a relação da beat com o jazz e outros gêneros e correntes musicais. Também será promovido um debate sobre vanguardas, rebelião poética e o modo como se projetam na vida e na sociedade; conseqüentemente, sobre a atualidade da Geração Beat e sua presença, inclusive no Brasil, através do módulo intitulado Beat Brasil, com depoimentos de autores contemporâneos. Será dada atenção à religiosidade transgressiva e ao misticismo heterodoxo de alguns beats, que pode ser associada ao que especialistas denominam de “anarquismo místico”.



Alguns tópicos específicos do curso:

1. Autores beat: Allen Ginsberg, a poesia profética e o depoimento de uma geração; Jack Kerouac, a escrita espontânea e a criação de um mito americano; William Burroughs, a experimentação na vida e no texto; Gregory Corso, niilismo, anarquia e paradoxo; Carl Solomon e a ironia; Lawrence Ferlinghetti e a conexão com as vanguardas francesas; Gary Snyder, o zen-budismo e a ecologia; Michael MacClure e a radicalidade visionária; Philip Lamantia e o surrealismo; Diane di Prima, ocultismo e irreverência;
2. A beat como rebelião ao mesmo tempo religiosa e política; misticismo e liberação sexual: a mística do corpo; alucinógenos, estimulantes e criação literária: uma poética da alucinação;
3. A beat e o ambiente cultural norte-americano nas décadas de 1940 e 1950; o impacto da beat, sua influência e as origens da contracultura e rebeliões juvenis, inclusive no Brasil; a contribuição de Roberto Piva e autores mais recentes;



Bibliografia: O recente Geração Beat de Claudio Willer (L&PM Pocket); também Uivo e outros poemas, de Allen Ginsberg (tradução, prefácio e notas de Claudio Willer, L&PM Pocket), e On the Road, de Jack Kerouac (L&PM Pocket); outras edições de autores beat publicadas no Brasil: de Kerouac, O Livro de Sonhos, Os Vagabundos Iluminados, Viajante Solitário, Visões de Cody, Tristessa, Os Subterrâneos, Livro de Sonhos, Diários e On the Road – O manuscrito original; de Ferlinghetti, Um Parque de Diversões da Cabeça e Vida sem Fim; de Corso, Gasolina & Lady Vestal; de William Burroughs, Almoço Nu e Junkie; de Ginsberg e Burroughs, As Cartas do Yage; de Solomon, De Repente, Acidentes; de, Gary Snyder, Re-habitar; de Michael McClure, A nova visão: de Blake aos Beats – etc. Isso, além de recomendar a leitura de obras dos autores que darão depoimento. Também serão comentadas obras que tratam de rebeliões e misticismo, a exemplo de The Pursuit of the Millenium de Norman Cohn, Os Filhos do Barro de Octavio Paz e Life against Death de Norman O. Brown.
abraxas,Claudio Willer
cjwiller@uol.com.br
enviado por affonso henrique