quarta-feira, 28 de abril de 2010

ADRIANA MANARELLI


Sombras

Ressoa o bronze

sob a pele de papel

Essa face, essa face

máscara

argila escarlate

desnudando a memória

Estátua de sal

Himalaia

A chave da palavra

é cada chaga

e no silêncio serpenteia

o tempo

visceral

Eis o que faz

o reino descoberto

e se consagra

o ouriço e a férula

com a fúria do oceano

As espirais das algas

correntes, algemas

sombras submersas

e os corais transparentes

e o lodo e o lodo

Adriana Manarelli
tela:basquiat

sábado, 24 de abril de 2010

ARNALDO BAPTISTA EXPÕE SEUS DESENHOS


Arnaldo Baptista expõe seus desenhos na SP-Arte 2010

Arnaldo Baptista chega finalmente ao circuito oficial das artes plásticas pela Galeria Emma Thomas, iniciando pela SP-Arte 2010, que acontece de 29 de abril a 2 de maio no Pavilhão da Bienal de São Paulo. Confira no cartaz anexo.
Arnaldo Dias Baptista é ex-líder da internacionalmente aclamada banda dos anos 60/70, Os Mutantes. Desde então, suas músicas e letras vêm inspirando artistas de diferentes áreas e várias gerações, tanto no Brasil como no mundo. Todo dia chegam à sua caixa de mensagens pelo menos 30 emails de fãs, em sua maioria jovens.
Arnaldo começou a pintar e desenhar no meio da década de 1980, enquanto se recuperava de um grave acidente em 1982. Sua arte reflete sua filosofia, poesia e a criatividade vanguardista conhecidas em sua carreira musical. Assim como os artistas do movimento CoBra, Arnaldo trabalha de forma espontânea, experimental e com ênfase no imaginário fantástico. A expressividade através do uso de cores e texturas permeiam tanto o universo da psicodelia quanto da arte contemporânea.
As obras apresentam uma forte narrativa, desconstruindo e recriando outros significados com os elementos compositivos da imagem; a figuração, a colagem, o brilho, a saturação e o erotismo. As possibilidades da linguagem são exploradas com liberdade, ousadia e desprendimento formal pelo artista.
Desde o início de sua carreira, Arnaldo mostrou uma capacidade surpreendente de auto-reciclagem. Ele permite facilmente que novos elementos entrem em sua música e arte. Parece que sua missão é apontar um futuro que ainda não existe, mas pode ser sentido.
*****
Destaques na carreira recente de Arnaldo Baptista
2004 – Lançamento do CD Let it Bed, aclamado pela crítica e premiado pelo público. Arnaldo toca todos os instrumentos e interpreta todas as canções. Com produção de John Ulhoa, do Pato Fu, e pré-produção de Rubs Troll.
2006-2007 – Arnaldo sai em turnê internacional (EUA e Europa) com a reunião de Os Mutantes, a partir de show no Barbican, de Londres.
2008 – Lançamento, pela Editora Rocco, do livro Rebelde entre os Rebeldes, que Arnaldo escreveu nos anos 80, pela Rocco. “o livro é essa ficção retrofuturista que acredita no caráter transgressivo e transcendente da música, que parece prima-irmã de ‘Barbarella’ e que se assusta com a violência da era atômica pós-Hiroshima e Nagasaki. Arnaldo é um combatente anti-racionalista desde a mais tenra idade. No seu apego ‘a tudo que foge ao universo visível’ está uma estratégia de revalorização humanística, que é muito bem-vinda,” Jotabê Medeiros, O Estado de São Paulo. 2008-2009 – O Canal Brasil lança o filme-documentário Loki-Arnaldo Baptista, com direção de Paulo Henrique Fontenelle,. O filme circulou pelos principais festivais de cinema, ganhando prêmios em São Paulo, Rio, Cuiabá, Miami, Toronto e Nova York, entre eles o Prêmio ACIE de cinema da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeiro. Foi lançado em DVD em 2009. Recentemente, Loki-Arnaldo Baptista apareceu como finalista em quatro categorias para o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2010 da Academia Brasileira de Cinema: melhor longa-metragem documentário, melhor montagem documentário, melhor som e melhor trilha sonora original.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

FILME COM A ATRIZ MARIA CLAUDIA


EROS, O DEUS DO AMOR- 1981

Diretor: Walter Hugo Khouri
Elenco: Roberto Maya, Norma Bengell, Maria Claudia, Denise Dumont, Christiane Torloni, Lilian Lemmertz, Monique Lafond, Ren�e de Vielmond, Dina Sfat, Selma Egrei, Nicole Puzzi, Patr�cia Scalvi, Alvamar Taddei, Kate Lyra, Suely Aoki, Lal� Deheinzelin, Doroth�e-Marie Bouvier, Serafim Gonzalez, Kate Hansen, Jos� Lucas, F�bio Villalonga, Marcelo Ribeiro, Jos� Toledo, Sila Matos, Traditional Jazz Band, Kaneko Kinichi, Roberto Lessa, F�bio Ip�lito, Oswaldo Zanetti, Akemi Aoki, Ed�lcio Rodrigues, Nelito Gon�alves, Jorge Ach�a, Jos� Toledo, Luiz Ant�nio Sissini, Pedro Mauro, Sylas Mattos, Alfio Rischialini.
Personagem de Maria Claudia: Astr�noma
Sinopse: S�o Paulo, grande metr�pole. Marcelo, 48 anos, casado com Eleonora, pai de Berenice, declara seu amor e �dio pela cidade. Por interm�dio de Ana, sua atual amante, que trabalha numa galeria de arte, Marcelo lembra sua fascina��o e seus amores pelas mulheres que passaram por sua vida: a m�e desejada; a professora de ingl�s com quem, em 1945, se envolvera sexualmente; o fasc�nio de crian�a por uma l�der comunista em 1935; a empregada que cuidava dos cavalos da fazenda de sua m�e; a colegial virgem em 1969; a amante masoquista, Ada, que procurou mudar sua vida; duas prostitutas: a astr�noma, que lhe falou da infinitude do universo; a escultora, que n�o conseguiu modelar seu rosto em argila; a japonesa de um bordel da Liberdade; a professora de Filosofia, que lhe ensinou o amor pelas id�ias plat�nicas. A esposa e a filha questionam seu cinismo. Eleonora, sem jamais executar a a��o, sempre o amea�a com a divis�o de bens. Ana, queixando-se da artificialidade e do ego�smo de Marcelo, rompe com ele. Marcelo, � procura da mulher que seja a soma de todas as outras, se envolve com uma atriz de cinema que o leva ao local da filmagem onde est� sendo rodado o epis�dio da l�der comunista. As filmagens o levam a recordar-se novamente: de seu espa�o predileto na inf�ncia; de sua m�e e da vis�o de um urso aprisionado, visto no zool�gico.
Curiosidades:
-"A hist�ria de um homem insaci�vel � procura do prazer total." - extra�do do cartaz original do filme.
fonte:site da atriz MARIA CLAUDIA

NA FOTO,A ATRIZ MARIA CLAUDIA ao centro,com um copo na mão,ao lado do diretor.

ESPAÇO ABERTO LITERATURA


Queridos amigos,
esta semana o Espaço Aberto Literatura, da Globo News, exibe entrevista que fiz com dois amigos/poetas de longa data, Tanussi Cardoso e Salgado Maranhão. Tal como eu, eles fazem parte da geração que superou os limites da poesia marginal ao mesclar elementos da rica tradição poética brasileira.
Vale a pena ver, sobretudo para entender a transição literária ocorrida naquele início dos anos 80, época do final da ditadura militar, desembocando na poesia multifacetária que é característica de nossos dias.
Participação especial de Paulo Betti, interpretando poemas de A cor da palavra, de Salgado Maranhão, e 50 poemas escolhidos pelo autor, de Tanussi Cardoso - livros que estão sendo lançados.
Lembrando ainda que, a partir de domingo, o programa pode ser visto no site da Globo News.
Horários:
Sexta-feira, 21h30
Sábado, 01h30; 08h30; e 16h30.
Divulguem!
Abraços,
Claufe Rodrigues
www.clauferodrigues.com

CARTA-PROTESTO CONTRA A FARRA DO BOI


Maria Cecilia Gouvea Waechter

Carta-Protesto contra a farra do boi
Manifesto meu repúdio à prática cruel, covarde e criminosa que é a farra do boi, que suja de sangue o belo estado de Santa Catarina.É inaceitável que um ato tão vergonhoso continue a ser realizado, promovido, e até estimulado, apesar da legislação federal que estabelece sua total proibição, sob qualquer pretextoExijo, portanto, que esta barbárie disfarçada de tradição, seja finalmente banida, e para isso, é vital o envolvimento direto do Governador de Santa de Catarina, autoridades de segurança e demais autoridades públicas estatais e municipais, que têm o dever moral e legal de cumprir a legislação federal, estadual e municipal vigente para que não sejam punidos por prevaricação, conivência ou falta de cumprimento das leis.Da mesma forma, exijo que sejam realizadas, imediata e constantemente, ações efetivas para prevenir, educar, conscientizar e evitar definitivamente a realização das farras do boi. Além de ações rigorosas e contundentes para reprimir e desmantelar essa prática odiosa, com o envolvimento da Polícia Militar e Polícia Federal, a quem compete investigar e indiciar os organizadores por formação de quadrilha; aplicar multas e punição compatível; apreender veículos que transportarem os animais; lacrar e desapropriar os terrenos que forem usados para essa prática; indiciar por apologia ao crime todos aqueles que usarem os meios de comunicação para divulgar, defender ou incentivar a farra do boi; e ainda, indiciar, em todas as esferas penais e cíveis, aqueles que intimidarem, com ameaças, represálias ou danos ao patrimônio, os cidadãos que denunciarem as farras do boi, como ocorre sistematicamente em todo o estado.
Ante o exposto, solicito que as autoridades façam cumprir a lei
MARIA CECÍLIA GOUVÊA WAECHTER
RIO DE JANEIRO, RJ

quinta-feira, 22 de abril de 2010

EVENTO PIVA


Caros,

Dia 27, terça-feira, apresento-me no programa Sempre um Papo a convite de Afonso Borges e do SESC - Vila Mariana, falando sobre Roberto Piva, precedido por depoimentos de Antonio Fernando de Franceschi, Celso de Alencar, Roberto Bicelli, Toninho Mendes, Ugo Giorgetti e Valesca Dios.

A seguir, dados e release da manifestação.

Compareçam. Agradeço divulgação, retransmissão e demais manifestações de interesse.

Sempre um Papo em homenagem a Roberto Piva

Data e horário: 27 de abril de 2010, terça-feira, às 20h

Local: SESC Vila Mariana (Rua Pelotas 141 - Vila Mariana)

Tel.: (11) 5080-3000 / www.sescsp.org.br

Auditório (131 lugares) Entrada gratuita

Informações para a imprensa: (31) 3261-1501 – imprensa@sempreumpapo.com.br Coordenadora de comunicação - Jozane Faleiro: (31) 9204.6367

O poeta Roberto Piva tem sido noticiado, ultimamente, por dois motivos. Um deles, a repercussão da terceira edição de Paranóia, seu livro de estréia, pelo Instituto Moreira Salles. Outro, os problemas que enfrenta: depois de ser internado com um quadro clínico grave, passa por dificuldades. Por isso, leitores e amigos de Piva têm promovido coletas de recursos em seu favor. O Sempre Um Papo associa-se a essa mobilização com uma sessão dedicada ao exame de sua obra. Para tanto, recebe o poeta Claudio Willer (autor do posfácio do primeiro volume da Obra Reunida), que doará seu cachê. O evento contará com depoimentos de Antonio Fernando de Franceschi (poeta, responsável pela reedição de Paranóia em 2000); Celso de Alencar (poeta e amigo de Piva); Roberto Bicelli (poeta e amigo de Piva); Toninho Mendes (artista gráfico e poeta, publicou Piva na revista Chiclete com Banana); Ugo Giorgetti (cineasta, autor do média-metragem Uma outra cidade de 2000, com Piva e outros poetas da mesma geração); Valesca Dios (cineasta, diretora de Assombração Urbana, média-metragem com Roberto Piva, de 2005).

No encontro, Claudio Willer falará sobre “Roberto Piva e a Poesia”. Argumentará que a poesia de Piva é sobre a própria poesia; é um poeta culto, um leitor que, por vezes de modo sutil, comenta suas leituras e sua paixão pela vida e pela poesia (que, em sua poética, se confundem)



Roberto Piva (São Paulo, 1937) publicou Paranóia (Massao Ohno, 1963, reeditado em 2000 e em 2009 pelo Instituto Moreira Salles), Piazzas (1964, reeditado em 1979), Abra os olhos e diga AH! (1976), Coxas (1979), 20 poemas com brócoli (1981), Quizumba (1983), Ciclones (1997) e Estranhos sinais de Saturno (2008), além de uma antologia poética em 2005 e manifestos. Todos esses títulos compõem sua Obra Reunida (editora Globo), organizada por Alcir Pécora, em três volumes: Um estrangeiro na legião (2005), posfácio de Claudio Willer, Mala na mão & asas pretas (2006), posfácio de Eliane Robert Moraes, e Estranhos Sinais de Saturno (2008), posfácio de Davi Arrigucci Jr. Em 2010, foi lançada uma coletânea de suas entrevistas, Encontros: Roberto Piva, pela editora Azougue. Teve, a partir de 2000, um crescimento de sua presença em antologias importantes, traduções e bibliografia crítica, incluindo teses e dissertações. Além de apresentar-se em leituras de poesia, coordenou oficinas e palestras intituladas “Encontros Órficos”. Tem filmografia, composta por um documentário de Tadeu Jungle, de 1988, Uma outra cidade de Ugo Giogetti (2000) e Assombração urbana de Valesca Dios (2005), exibidos pela TV Cultura, além de participação em outros vídeos e filmes.



Claudio Willer (São Paulo, 1940) é poeta, ensaísta e tradutor. Publicou Geração Beat (L&PM Pocket, coleção Encyclopaedia, 2009), Estranhas Experiências, poesia (Lamparina, 2004); Volta, narrativa (Iluminuras, terceira edição em 2004); Lautréamont - Os Cantos de Maldoror, Poesias e Cartas (Iluminuras, nova edição em 2008) e Uivo e outros poemas de Allen Ginsberg (L&PM, edição pocket em 2005, nova edição em 2010). Prepara-se para lançar Um obscuro encanto: gnosticismo e poesia, ensaio (Civilização Brasileira). Teve publicados, também, Poemas para leer en voz alta (Andrómeda, Costa Rica, 2007) e ensaios na coletânea Surrealismo (Perspectiva, 2008). É autor de outros livros de poesia – Anotações para um Apocalipse, Dias Circulares e Jardins da Provocação – e da coletânea Escritos de Antonin Artaud, esgotados. Doutor em Letras na USP, faz pós-doutorado sobre Religiões Estranhas, Hermetismo e Poesia. Coordena oficinas literárias; ministra cursos e palestras sobre poesia e criação literária. Prepara um livro sobre surrealismo e ensaios sobre misticismo e poesia.
abraços,
Claudio Willer
cjwiller@uol.com.br

terça-feira, 20 de abril de 2010

GUSTAVO DOURADO


Gustavo Dourado lança Brasília 5.0 – Antologia de Cordel
O escritor, cordelista e professor Gustavo Dourado lança, no
próximo dia 23 de abril, às 19h, na Biblioteca Nacional de Brasília, o
livro Brasília 5.0 - Antologia de Cordel. A obra homenageia os 50 anos
de Brasília com cordéis sobre a cidade e sobre nomes de destaque da
cultura local, entre eles Vladimir Carvalho, Neusa França, Reynaldo
Jardim, Stella Rodopoulos, Antônio Miranda, Dad Squarisi, José
Santiago Naud, Toninho de Souza, Meireluce Fernandes, Elias Daher,
Serra Azul, Vânia Diniz, Rômulo Marinho, Dinorá Couto, Leon Szklarowsky,
Nestor Kirjner, João Ferreira, Palmerinda Donato, Ronaldo Mousinho,
Ildefonso Sambaíba, Roberley Antônio, Paccelli Zahler e Luiz Martins*.
E em memória de Cassiano Nunes, Ernesto Silva, Oliveira Bastos e Paulo Tovar.
A antologia foi organizada pela vice-presidente do Sindicato dos
Escritores do DF,
Meireluce Fernandes. Trata-se de uma produção independente, realizada
com o apoio dos escritores participantes, de professores, de jornalistas e
de artistas da cidade. A capa foi desenhada pelo artista plástico
Toninho de Souza.
O livro é prefaciado pelo escritor João Ferreira, doutor em
filosofia pela Universidade Antoniana de Roma (Itália), pós-doutor em
literatura portuguesa pela Universidade do Porto (Portugal) e
professor titular aposentado da Universidade de Brasília (UnB). “Com a
insistência de quem conhece a arte pela raiz, Gustavo Dourado
tornou-se figura número um do cordel em Brasília”, destaca João
Ferreira em seu prefácio. Segundo ele, já é constante na escrita do
autor a tendência de abrir espaços criativos para as palavras,
buscando o vanguardismo e a força maior da expressão. “Ele se coloca
na esteira dos melhores brasileiros, desde o modernismo de 1922 para
cá, com seus exemplares máximos na criatividade lexical como Mário de
Andrade, em Macunaíma, Monteiro Lobato, em Urupês, e Guimarães Rosa em
Grande Sertão : Veredas”, observa João Ferreira.
Durante o lançamento haverá recital poético, acompanhado por
Nestor Kirjner e pelo Coral Alegria. Os presentes irão comemorar ainda
os 31 anos do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal.