sexta-feira, 23 de julho de 2010

ADRIANA MANARELLI


Gritos e Sussurros
(Adriana Manarelli)


Pisa,
Pixe,
Olho d'água,
Tentáculos,
Crisálida,
Cutelo.

Eclusa,
Ecúleo,
Ectoplasma,
Fulvo,
Funâmbulo,
Santo ofício,
Adubo,
Cérbero.

Poda,
Efígie,
Símpulo.
Símile,
Ocaso.
Sobre-resto,
Sub-resto—
Subalar
Esfera,
Sirte.
tela:van gogh

quinta-feira, 22 de julho de 2010

VAN GOGH


Retrato do Doutor Gachet- Van Gogh
Auvers-sur-Oise: Junho,1890,
(ColeçãoRyoei Saito- (Leilão de Christie, Nova Iorque, 15/05/1990)

O Retrato de Doutor Gachet é uma das mais famosas pinturas de Van Gogh. É notável por vários razões. Foi pintado nos últimos meses da vida de Vincent e o assunto foi motivo de muito controvérsia. Como era o competente DoutorGachet? O que quis dizer Vincent quando ele escreveu ao seu irmãoTheo ".. ele é mais doente do que eu"?
Este retrato é também é um Van Gogh muito conhecido e detem a distinçãode ser a pintura mais cara vendida em um leilão. Em 15 demaio de 1990 O Retrato de Doutor Gachet foi arrematado em apenas três minutos por $82.5 milhões de dólares, por Ryoei Saito, o segundo maior fabricante de papel do Japão.
Observe a tampa da mesa de Gachet. A planta que aparece é a "dedaleira" da qual extrai-se a droga digital. Alguns consideram que isto pode ser um símbolo para a profissão de Gachet, para outros é uma indicação que o próprio Van Gogh estava fazendo em relação ao médico que o tratava. SARINHA/orkut amada arte

quarta-feira, 21 de julho de 2010

GUIDO BILHARINHO


Questões de Nosso Tempo

O PENSAMENTO UNILATERAL
O Meio-Ambiente e os Imóveis de Valor Arquitetônico

“Pimenta nos Olhos dos Outros é Refresco”

Guido Bilharinho

Uma das aventuras intelectuais de nosso tempo consiste em perceber, aqui, ali e em todo lugar, manifestações do pensamento unilateral, que vislumbra as questões e os problemas humanos, sociais e administrativos por apenas um prisma e que se origina de pessoas alheias aos contextos reais em que essas questões e esses problemas surgem ou ocorrem; de pessoas sem comprometimento e, principalmente, sem responsabilidade direta com as causas, as manifestações e as resultantes que compõem as situações criticadas. Pessoas, enfim, dedicadas a outros misteres, destituídas do contato, da vivência e da experiência com as circunstâncias, e, por isso, indiferentes às consequências advindas àqueles diretamente nelas e por elas envolvidas.
Ao contrário do conceito de Ortega y Gasset, de que o ser humano é ele e sua circunstância, esses críticos são eles e sua idealização preconceituosa do real.
É o que acontece, por exemplo, com os que têm a pretensão de defender o meio-ambiente sentados em seus gabinetes profissionais, bibliotecas, cátedras e redações, desvinculados da realidade, emitindo opiniões e propostas idealizadas.
No caso das matas, das encostas e das margens dos cursos d’água, bem como dos imóveis de valor histórico e arquitetônico, defendem simplesmente sua preservação a todo custo, seja em prol da sobrevivência da humanidade, seja para conservação da memória e do valor artístico.
Contudo, como não possuem propriedade rural nem imóvel de valor histórico-arquitetônico, julgam que só os proprietários desses bens é que deverão ser obrigados a preservá-los e mantê-los intactos para gáudio e usufruto de toda a sociedade, sob pena de criminalização e penalização. “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”, diz o ditado.
Não lhes ocorre, a esses unilaterais, que se é para o bem de todos, entre todos deverão ser distribuídos os ônus da manutenção desses bens.
São, pois, injustos, quando não francamente inconstitucionais, inúmeros dispositivos da legislação ambiental e de preservação dos monumentos arquitetônicos ao transferir e impor aos proprietários desses bens o encargo de sua conservação, prescrevendo-lhes até multas e penalidades.
Diante dos exageros e absurdos a que esse unilateralismo está chegando, é hora de se questioná-lo para alterar essa legislação iníqua, e também unilateral, distribuindo (e atribuindo) a todo o corpo social os custos daquilo que o beneficia e que a esses proprietários prejudica.
É necessário que se obrigue a União, os Estados e os Municípios a adquirir e indenizar pelo justo valor, como lúcidas lideranças políticas já vêm defendendo e alguns não menos lúcidos administradores já estão fazendo, as áreas e os imóveis a serem preservados, incumbindo-se inteiramente das despesas de sua proteção e manutenção, ou seja, assumindo sua responsabilidade pelo bem comum. Aliás, para isso é que existem os órgãos públicos, por sinal muito bem remunerados por alta carga de impostos. Além disso, é claro, criminalizando e penalizando pesadamente, isso sim, aqueles que invadirem, depredarem ou por qualquer modo causarem dano a esse patrimônio público comum.
Não é justo (e nem deve ser legal) que o proprietário rural, além de não poder cultivar boa parte de sua área (em alguns casos até mais de 40%), ainda seja responsabilizado (e penalizado) por sua conservação, sendo até considerado criminoso ambiental se não o fizer. Do mesmo modo, não é justo (nem racional) que o proprietário de imóvel de valor histórico-arquitetônico ou localizado em entornos culturais, além de ter depreciado seu valor e perder a possibilidade de sua normal comercialização, ainda seja constrangido a dele cuidar e manter.
Guido Bilharinho é advogado em Uberaba, ex-candidato ao Senado Federal e autor de livros de literatura, cinema e história regional.
(Publicação autorizada pelo autor)
foto:bresson

segunda-feira, 19 de julho de 2010

IDALINA DE CARVALHO


SUSSURROS
Querer-me coesa, conexa, é
desconsiderar o mistério do meu feminino,
a poesia que habita em mim.

Sou caos, da lua a oculta face
derramando olhar caricioso
sobre ti.

Corpo, coração, o que carrega
essa fluidez, essa magia,
essa luz que atravessa o silêncio
que eu sou?

Incógnita presença
contraditória, transcendente
e inexplicável presença
a arrancar-te sussurros
Idalina de Carvalho -
TELA/klimt

sábado, 17 de julho de 2010

FERNANDA LEITE BIÃO


A dança do tempo
Fernanda Leite Bião

Vai longe entre as nuvens,
Perto das estrelas.
Vários pontos luminosos
Enfeitam os jardins do cosmo
E brilham sobre a dança do tempo.
A cada momento,
Em cada época,
Pequena ou grandiosa história.
Não importa,
Somente o crescimento.
Bailam conforme o próprio movimento.
Aprendizes das próprias experiências,
Centelhas do criador,
Criatura cocriadora,
A caminho da evolução.

tela:salvador dalí

JOSÉ LAÉRCIO VERZA


O MENINO VELHO


Cansado dos tormentos desta vida,
O homem velho quis voltar à Infância:
Viajou no Tempo e se entregou à ânsia
De reviver a meninice perdida.


Mas ele não percebe, em sua Ignorância,
Que sua batalha já começou vencida,
Pois quem está cansado de sua própria lida,
Não poderá vencer o Tempo e a Distância.


E não tem sossego nem um só momento
Esse homem em guerra contra o vão Tormento
Que o tem assombrado pelos vendavais...


Não está escrito em nenhum Evangelho,
Mas eu sei que sou Eu esse menino velho
E sei que a infância já não volta jamais...
jose laércio verza/ são jose do rio preto/sp
fotografia:bresson

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ROBERTO PIVA


Homenagem a Solano Trindade e Roberto Piva em Tarde Poética
Estarei no Autor na Praça para prestigiar e homenagear Solano Trindade e Roberto Piva.
Sarau da Gratidão, dia 18/07, às 10 horas, no saguão do piano da estação da Luz. teremos homengens a Drummond e a Saramago, além de recital de Chopin e Schumann, yoga, grafite e comida vegetariana.
daniel ferreira