quarta-feira, 15 de setembro de 2010

OTTO SE APRESENTA EM SALVADOR


Otto se apresenta em Salvador
O cantor e compositor Otto desembarca neste final de semana em Salvador, onde apresentará um show baseado em seu mais recente álbum, "Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos", lançado no final de 2009. O músico pernambucano tocará neste domingo (dia 12) canções do disco supra-citado e sucessos antigos na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. A apresentação terá participação do guitarrista Catatau, da banda Cidadão Instigado. E a noite terá show de abertura do grupo Ministereo Público e Do Amor.fonte andre malfatti

POLÍTIKA


Fala sério, vai!

Oh! é inconcebível o que pode alcançar uma mentira secundada por juramento leve, ou uma pilhéria dita com semblante sisudo a um rapaz que nunca sofreu de dor nas espáduas. Oh! vê-lo-eis rir até que o rosto se lhe torne como capa molhada e vestida com descaso.

FALSTAFF,em Rei Henrique IV; Shakespeare. .
Após o ilusionismo com o esmoler Bolsa Família, principal “obra” (eleitoreira) do rei Alul - versão invertido-pervertida de Lula dos anos de 1980 -, para concluir a política do pão e circo tropical, não seria inimaginável o próximo presidente da mesa diretora da Câmara Federal, interventor “de consenso” pelo Palácio do Planalto, proferir em irônicos decibéis: - “Respeitável público pagante, assentem-se logo, as arquibancadas do Grande Circo da Farsa estão democraticamente liberadas. Peço-lhes então que se mantenham ordeiros e em silêncio. E, sem mais delonga, com a palavra, pela ordem, a autoridade de esgares, hoje pândego-líder do governo nesta egrégia casa do povo, nobre deputado Tiririca.” Mais novato folgazão para a fortuna dissimulada? Nesse excêntrico espetáculo de magia e avacalhação, a Ética vira bolinha de jogo de vileza, como naqueles ágeis truques de forminhas sobre caixa de papelão nas praças das grandes cidades diante de bocas-abertas doidivanas. Cadê a Ética que esteve no debate da redemocratização? O gato do PMDB a negociou com tucanos e petistas. E desperdiçam cartolas de dinheiro do basbaque contribuinte em investigações e prisões ilusórias de chusma de mãos-leves pela Polícia Federal, cujo rumo é sempre o camarote da impunidade. Com direito a reportagens espalhafatosas da mídia e digitus infamis (dedo obsceno em riste) para promotores públicos. Uh! grita de arena: teria o ex- ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos se sentido um malabarista oficial em face dos escândalos acobertados pelo rei Alul? No Globo da Morte pelo SUS, quantos enfermos impacientes não sobreviveram? Quantos sem-terra enfrentaram o cuspidor de fogo do latifúndio? Que domador, valente e audaz, adestraria as insaciáveis feras de toga pegas em concussão, sem que lhes dê o “prêmio” da aposentadoria compulsória?
Neste país da momice e da mesmice verde-amarela, são todos, críticos omissos e expectadores conscientes, os (ir)responsáveis pela banalização em que se transformou o estado. Estado selvagem e antipopular. Acima de tudo, aqueles que se afirmam militantes da esquerda e que, por incoerência verbal e/ou por indecisão de ação conjunta, delegam ao incauto eleitor decidir a sorte desta “terra adorada” no jogo da democracia burguesa/burlesca, em escolher por compressora maioria os representantes das elites. [Infelizmente, há milhões de amorais manés-voto expressados na forma caricata do bobo da corte.] Libertemo-los todos que se liberta a pátria. Já que os pontos-chave da pauta nacional resumem-se ao tripé: reforma agrária includente, distribuição justa da riqueza e ética na condução do bem público. Ademais, democracia em nação alguma se sustenta sem um Judiciário íntegro e eficiente.Abaixo a comédia institucionalizada de bravateadores à custa da tragédia do povo! Neguem-se às artimanhas de bufões dos Três Poderes. Até quando mais isto? Outros 510 anos? Ou este país não é mesmo para ser levado a sério... Pelas cãs da oração! Concede-se o aparte àqueles/as que não se acovardam à causa social.
Julio Cesar de Castro.

RUBENS SHIRASSU JR.


UM FRUTO NA TERRA DA INSENSATEZ
Rubens Shirassu Jr.
Nenhuma outra forma de arte conseguiu sobreviver às repressões brutais ao longo da história como o teatro. Ele é o último reduto da oralidade. É claro que nosso teatro pode não ser lá muito sofisticado, do ponto de vista técnico. Em tempo de laboratório e de expressão corporal, o pessoal da área se contenta em transmitir mensagens de conteúdo político, filosófico e social. Pois, o teatro em Presidente Prudente provou que um trabalho artístico-crítico pode e deve ser feito. Existe um pessoal que anda na contramão, às próprias custas no subterrâneo (bem a imagem do típico “mambembe” dos anos 70, a interação com o público lançada pelo humor irreverente do Asdrúbal Trouxe o Trombone.) sem dinheiro e estratagema político para alugar as duas salas existentes na cidade, por possuírem as mínimas condições de estrutura, entre as quais, a acústica. Quando conseguem uma verba com muito súor, um certo burocrata alega que a agenda está lotada até o final de novembro. Por outro lado, isso tem sido muito bom, porque numa sociedade de tradição na pecuária e, portanto, extremamente conservadora, preconceituosa e repressiva, eu acho que a forma que mais se presta ao combate desse autoritarismo, desse sufoco bravo, é o teatro.Mesmo com as faculdades, forma-se em Presidente Prudente, um pequeno público consumidor de cultura, capaz de ir aos sebos, aos concertos, ao teatro. Esse bom fruto nos convida, também, a pousar nosso olhar sobre a cidade e região, e a descobrir na reflexão alguns de seus inumeráveis segredos. Sinto as incongruências cotidianas de uma cidade repleta de idiossincrasias, como o índice demográfico de 220 mil habitantes contrastando terrivelmente com a imagem que todos temos da capital da alta sorocabana, viril, quente e seca da cidade. Diante do depósito de presos em promoção pela grande imprensa, fica a imagem de colônia esquecida e mistificada pela cultura regional. A propaganda compõe um quadro folclórico promissor e otimista. Como fica claro o paradoxo ao lado da falta de perspectiva e saída, entre cômico e absurdo, ao mesmo tempo, visionário do brasileiro impulsivo, sonhador, orgulhoso e conservador, na sua mais autêntica expressão, não se pode compreender totalmente esse universo complexo e ambíguo, a menos que se esteja incrustado em seu solo e contexto, como os conscientes e corajosos artistas da cidade e região.Feito “Macunaíma”, de Mário de Andrade, trata-se de uma alegoria do aparente modernismo e dinamismo, que abandonara as possibilidades de construir uma grande metrópole e enveredou num labirinto ilusório e sem saída, tutelada por certos segmentos da sociedade. A falta de pragmatismo junto aos comportamentos passivo e conformista, contribuiu (de maneira inconsciente) para formar um pré-conceito do interiorano brasileiro nas visões dos grandes centros urbanos e do estrangeiro, apelidado de “produtor virtual”.
( Publicado no blog www.BocaLivre.myblog.com.br do portal www.click21.com.br )

terça-feira, 14 de setembro de 2010

CÉU VOLTA AO CIRCO VOADOR


Céu volta ao Circo Voador
No próximo sábado (dia 11), a cantora e compositora Céu voltará a se apresentar no Circo Voador, no Rio de Janeiro. A artista paulista segue com o show de seu novo CD, "Vagarosa" (Urban Jungle/Universal). A noite terá show de abertura da banda Tono. Céu assina a direção musical do espetáculo e é acompanhada pelos músicos Guilherme Ribeiro (guitarra, teclados e acordeon), Lucas Martins (baixo), Bruno Buarque (bateria) e o DJ Marco (MPC e pick up).fonte: andré malfatti

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

EXPOSIÇÃO BEM MAIS PERTO


EXPOSIÇÃO BEM MAIS PERTO
Carlos Ribeiro . Cristina Suzuki . Sueli de Moraes

A Casa do Olhar Luis Sacilotto (http://www2.santoandre.sp.gov.br/page/111/34), o principal espaço dedicado a arte contemporânea em Santo André traz uma exposição inédita destes três artistas visuais que tem a cidade como sede de sua produção.
Formados em artes visuais (Carlos pela Belas Artes de SP, Cristina e Sueli pela Fainc de S. André), já possuem uma trajetória individual que inclui participações em diversos salões pelo Brasil e prêmios. Há cerca de três anos se reúnem com diversos artistas para articular projetos e mostras em lugares alternativos.
A exposição individual mais recente de Carlos Ribeiro foi para Programa Anual de Exposições do CCSP (2008), Cristina Suzuki participou do Salão de Arte Contemporânea de Santo André (2010) e Sueli de Moraes da Mostra “Quero Estar Aqui” no Museu Barão de Mauá – SP (2010).
Para esta exposição com sua produção mais recente, contemplam a idéia de dialogar com o ambiente e pontuar a relação entre seus trabalhos. Em comum a constância da observação de seus cotidianos tão singulares, a força ao transformá-las em questões universais e a multiplicidade de suportes que veiculam suas poéticas.Carlos Ribeiro fala da violência em suas múltiplas faces e fontes de origem, mostrando sua proximidade e todo o conjunto de fatos que acompanham esse problema social; Cristina Suzuki apresenta a série “Rendas Digitais” com construções infinitas geradas a partir de um único desenho, fazendo-nos percorrer os tantos movimentos da pintura na história; Sueli de Moraes em sua narrativa contemporânea usa diversas linguagens, que passa pela escultura, xilogravura, pintura, performance e vídeo.
Dois encontros estão marcados com os artistas durante a permanência da exposição: 30/09 às 19:30h um bate papo e 21/10 às 16h visita monitorada.
O blog www.expobemmaisperto.blogspot.com traz informações sobre os artistas e até o término da mostra será atualizado com notícias, imagens e informações.
Serviço:
Abertura 16/09/2010 às 19h
Casa do Olhar Luis Sacilotto
R. Campos Sales, 414 – Centro – Santo André – SP – 4992-7730
Visitação 17.09 a 23.10.2010
Ter à Sex 10 às 21h - Sáb 10 às 17h

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

LAU SIQUEIRA


Os elos perdidos da infância
Lau Siqueira
Há mais de duzentos anos Rousseau afirmou que uma criança não é um adulto em miniatura. Ainda hoje alguns setores imprescindíveis para uma intervenção mais efetiva no drama vivido por crianças e adolescentes de um mundo abandonado possuem dúvidas profundas acerca desta afirmação. Sem eliminar outras interpretações, compreendo que Rousseau quis dizer que as especificidades de uma vida em formação, sem as proteções necessárias, fragilizam a construção dos dias e noites do futuro cidadão ou cidadã. A usurpação dos direitos (e o cínico desprezo pelos deveres) das crianças e dos adolescentes é, seguramente, um assunto que precisa ser encarado como uma calamidade pública nas pequenas e grandes cidades brasileiras. Pensar coletivamente e agir coletivamente é, sem nenhuma dúvida, o único caminho e a estratégia mais eficaz para buscarmos a contenção do tsunami social e existencial que este fato, ainda sem a devida atenção das mais diversas aldeias globais, precisa despertar. Talvez não tenhamos tanto tempo assim para reagir diante de uma realidade que se torna cada vez mais assustadora. Mas, se formos razoáveis o suficiente para refletirmos acerca do tipo de circunstância que estamos gerando e para a necessidade de responsabilidades compartilhadas, ao invés de terceirizadas, teremos alguma chance de reação no enfrentamento do problema.Apesar da postura pouco atenta de boa parte da sociedade, não nos resta a menor dúvida: estamos diante de um abismo de proporções devastadoras e cujos efeitos já estão sendo revelados, cotidianamente, de forma crescente. São reais, infelizmente, as notícias de violência sexual contra crianças de até dois anos de idade, ou menos. É real, também, a apatia, a indiferença e (o que é pior), a banalização do que está posto. Esta violação de direitos é fruto de ações, muitas vezes de pais, tios, vizinhos, padrastos. O certo é que existem lacunas enormes na proteção aos pequenos localizadas exatamente onde a lei estabelece a centralidade dos seus benefícios, ou seja: a família. Se é verdade que a família é o mais adequado espaço para uma criança também é verdade que a família anda de tal forma transgredida que abriga também a maior quantidade de denúncias de violação de direitos. Alguma coisa, portanto, jamais dependerá das políticas públicas porque se refere à supressão de uma cultura de banalização da vida. Algo que passa pelas políticas de educação, saúde, assistência, turismo e, principalmente, das políticas públicas de cultura que são, evidentemente, onde se processam as mudanças de hábito.Os fatos que batem à nossa porta são inúmeros. Por esses dias a cidade de João Pessoa amanheceu escandalizada com a apresentação de imagens de uma criança de apenas dois anos fumando um baseado na presença da jovem mãe (19 anos) e outros jovens. Infelizmente, este não é um fato isolado. Não podemos fechar os olhos para a imensa degradação da condição humana que está posta no cotidiano. Já testemunhei na Lagoa do Parque Sólon de Lucena, uma adolescente amamentando e cheirando cola. Infelizmente não pude mais encontrá-la depois que consegui estacionar e ligar para o Conselho Tutelar. O espantoso é que a menina-mãe circulava em meio a pessoas absolutamente indiferentes ao nervo exposto da violação de direitos.O uso de drogas por crianças (em idade sempre mais tenra) e o uso dessas crianças em atividades ilícitas com a irrestrita violação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) deverá aprofundar um quadro social de barbárie, caso não sejamos capazes de refletir mais profundamente acerca das responsabilidades de cada ente público, de cada organização social e de cada cidadão e cidadã. Não temos tempo para esperar o bom senso dos novos governantes. É bom que se pense nisso nesse momento pré-eleitoral. O que se faz urgente é a construção de um tipo de memória social que reflita a indignação ao invés da diferença. A mortalidade de crianças e adolescentes cresce porque a violência à qual são submetidas é cada vez mais precoce e eles próprios passam a ser agentes da violência que os destrói. Pesquisadores já constatam que se mata mais, proporcionalmente, em Mandacaru que no Afeganistão. Quando se busca os assassinos, segundo meu amigo Jorge Camilo, se encontra crianças de 12 a 15 anos. Os mais velhos já alcançaram divisas mais graduadas no pesadelo dos becos. Uma liderança comunitária da comunidade Santa Clara me disse outro dia que o bandido mais perigoso da comunidade, tinha apenas 13 anos e já contabilizava uma dezena de mortes.Portanto, reagir ao caos que está posto significa estabelecermos claramente as responsabilidades e não apenas transferirmos as culpas, como ocorre usualmente. Os limites do Poder Público, nas três esferas, já está vencido. Tristes daqueles que não percebem que a cratera é mais em baixo. Só para exemplificar: quando começarão as cobranças da responsabilidade social dos diversos canais de mídia abrigados em concessões públicas? Até quando os Estados se sentirão desobrigados de comparecer com contrapartidas nos programas sociais? Até quando as grandes fortunas do país entenderão que os investimentos não deverão acontecer apenas na blindagem das suas carruagens “mudernosas”? Há algo que ainda não foi feito porque os interesses, mesmo dos movimentos sociais que deveriam estar denunciando estas perversidades, ainda são muito localizados e partidarizados. Por outro lado, a mídia recolhida aos interesses da burguesia reconhece e repercute indefinidamente o escândalo a quebra do sigilo fiscal da filha do eterno presidenciável, José Serra. Entretanto, esquece que o escândalo social é infinitamente maior. Um escândalo que deveria nos preocupar por permitir que a esmagadora maioria do povo brasileiro permaneça à margem da Receita e das despesas do País. Os resultados dessa desigualdade, começam a repercutir na infância que se espalha como uma epidemia pelas ruas das cidades brasileiras. Inclusive e, principalmente, da nossa cidade. Tomara que o exercício de um pensar e agir de forma repartida, nos ajude a encontrar o elo perdido da infância, elemento imprescindível para impormos ao planeta uma cultura de paz e igualdade de direitos e deveres.
POESIA SIM - www.poesia-sim-poesia.blogspot.com
PELE SEM PELE - www.lau-siqueira.blogspot.com

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ROGÉRIO CENI,O MELHOR GOLEIRO DO MUNDO!


Em 2003, o time garantiu o direito de voltar a disputar a Libertadores, o que não acontecia desde 1994. Em 2004, apesar da queda na semifinal diante do Once Caldas, a certeza de que o time estava no cominho certo. E isso acabou se comprovando em 2005, com os títulos paulista, da Taça Libertadores e do Campeonato Mundial de Clubes.

Entre 2006 e 2008, o São Paulo foi soberano no Brasil, conquistou o tricampeonato nacional e tornou-se o único time a ter seis títulos brasileiros. Em 2009, Ceni conheceu a pior lesão da sua carreira ao quebrar o tornozelo esquerdo num treinamento. Foram quatro meses de uma longa ausência. Hoje ele celebra o fato de voltar a atuar em alto nível. Em 2010, apesar da seca de títulos da equipe, ele contabilizou mais um recorde para sua carreira: o de maior artilheiro da história do clube na Taça Libertadores da América, com 11 gols.Todo esse sucesso faz um senhor de 72 anos ir às lágrimas quando fala do filho. Em Sinop, onde mora o seu Eurydes, disse que seu coração está saindo pela boca de tanta alegria pelo sucesso de Rogério Ceni no São Paulo.

- Eu sou suspeito para falar do meu filho. Além de um filho maravilhoso, é um pai maravilhoso, tem um carinho muito grande com as filhas. Como jogador, não há o que dizer, os fatos e recordes dizem por si só. O Kiko (apelido do filho) é um privilegiado. No ano passado, quando ele se machucou e muitos duvidaram da sua recuperação, conversamos e senti muita vontade. Não tinha dúvida de que ele voltaria ainda melhor. E foi o que aconteceu. Vou fazer questão de ligar para ele e falar tudo que tenho vontade. O problema é que sou emotivo, vou chorar. Mas não tem importância. Ele merece tudo que a vida está lhe dando - concluiu o pai, feliz da vida.fonte: o termometro tricolor