sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

MARCELO BADARI


desafio/ilustração de marcelo badari

JACKSON POLLOCK


REFLECTION OF THE BIG DIPPER

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

LEO CAVALCANTI


Leo Cavalcanti cria pop transcendental a partir de máscaras Publicidade
MARCUS PRETO/FOLHA DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO

Com o lançamento, hoje à noite, de "Religar", primeiro álbum de Leo Cavalcanti, podemos considerar encerrado o ano que coroou a guinada paulistana para o centro criativo da música brasileira. Leo vem se unir a Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Karina Buhr, Luisa Maita, Thiago Pethit e outros estreantes que, nem sempre nascidos na cidade, trabalharam nutridos pela cena que nela se instalou. E acabaram por construir, em 2010, discos importantes para o que será o Brasil da próxima década.
Esteticamente, "Religar" (DeleDela; R$ 20, em média) não se parece com nenhum dos supracitados --o que o torna um filho legítimo da geração que não organiza movimentos homogêneos, mas se une para colaborar uns com as diferenças dos outros.
Produzido em nove meses de estúdio por Leo e mais Décio 7 e Cris Scabello, o disco se caracteriza pela grandiosidade dos arranjos, compostos por sobreposições de guitarras, alaúdes, beat box, violinos, castanholas, trompetes, bandolins, cellos e programações eletrônicas. "Gravamos todas as músicas ao vivo, depois picotamos esse material [no computador] e fomos colando as camadas de instrumentos, os coros", diz. "Grande parte dos arranjos já nasceram na hora da composição, a partir da batida do meu violão."
A tal batida de violão vem da linhagem percussiva de Gilberto Gil, Djavan e Lenine. Leo atribui o estilo ao passado de percussionista, quando, aos 14 anos, era músico nos shows do pai, Péricles Cavalcanti, e do grupo infantil Palavra Cantada.
Caroline Bittencourt/Divulgação
O cantor e compositor Leo Cavalcanti, 26, em foto de divulgação de seu primeiro álbum, que se chama "Religar"
IOGA
O conteúdo das letras também distingue Leo dos colegas da cena. No texto que escreveu sobre o CD, seu parceiro Tatá Aeroplano o classifica como "pop transcendental" --o que dá uma boa dica a respeito da temática geral.
Leo cita como principal agente motivador de suas músicas a "necessidade de trabalhar com as questões do ego, entender a estrutura da mente, identificar as nossas máscaras e os escuros que evitamos tanto olhar".
Ele conta que foi tomando intimidade com tais assuntos a partir da ioga, que pratica há seis anos, e do interesse por ciências holísticas.
Todo esse repertório já vem sendo testado desde 2007, quando estreou uma temporada de shows no Grazie a Dio, na Vila Madalena. Ali, chamou a atenção principalmente pela impactante performance, que incluía figurinos andróginos e marcação cênica. No show de hoje, não pretende recorrer a nada disso. "Naquele começo, queria estabelecer um roteiro marcado. Com as mudanças que vieram com o disco, tenho vontade de trabalhar a espontaneidade e a liberdade."

TANIA TAVARES


Salvando "o cara"
Não posso concordar com alguns comentários feitos pela mídia dizendo que esta greve dos aeronautas seria um absurdo se feita neste momento de festas, pois colocaria a população contra eles. Ora srs., o governo Lula teve pelo menos 6 anos para colocar em ordem a INFRAERO, a ANAC, através do Ministro da Defesa, e outros setores responsáveis pelo bom andamento dos Aeroportos, neles inclusos as companhias de aviação.
O que vimos foram maquiagens mal feitas, pois já sabiam que isto vinha ocorrendo nos natais passados, e muito pouco fizeram. Como agora o "cara" terminaria o mandato com esta greve nas costas e querendo ou não as pessoas não estariam felizes, "força" um recuo, que gostaria muito de saber do presidente do sindicato dos Aeronautas como foi feito "o acordo" de Não greve para que 2010 termine às mil maravilhas. Quem faz greve tem que escolher a melhor hora para fazê-lo, e o ex-sindicalista Lula muito usou deste expediente!
Oras, depois do dia 07 /01/11 os trabalhadores estarão enfraquecidos, as companhias lucrado e o "cara" nos picos da aprovação terminado o governo. Brasil um país de TOLOS!
Tania Tavares
São Paulo- SP

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

CECÍLIA FIDELLI


Chove lá fora.
(Poema para Everi R. Carrara).

Chove lá fora.
Ele flerta, envolve-se.
E sem camisa nem nada,
dobra os joelhos
e põe as mãos na cintura dela,
insistindo que devem ficar,
porque chove lá fora.
Vulnerável ao encanto feminino,
rostinho de menino,
sente-se
completamente livre para amar.
Então o subordinado
dos mistérios da sedução,
agradece à sua fada madrinha,
porque chove lá fora.


Cecília Fidelli.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

EL JUSTICIERO


Café Tacuba, Fito Páez y otros - El Justiciero cha cha cha: Un tributo a Os MutantesRollingStone
Comunidad RS
Nada mas "justiciero" (apropiándose del título de una de sus canciones) que esta suerte de tributo iberoamericano a Os Mutantes, luego de que su redescubrimiento fuera apadrinado por artistas del rock anglosajón, como David Byrne, Beck y Kurt Cobain. Este ambicioso proyecto independiente con dieciocho temas, reúne artistas (algunos famosos, otros emergentes) de Argentina, Uruguay, Colombia, México, Brasil y España, y fue producido por los brasileños Arthur de Faria y Sandro Bello y los argentinos Manuel Onís -quien también participa como intérprete- y Humphrey Inzillo (de la redacción de RS). A diferencia de otros tributos, éste tiene a su favor cierta coherencia dentro de la diversidad, y puede escucharse como un disco integral, entre otras cosas por la preponderancia de percusiones e instrumentos acústicos en la mayoría de los temas. Una vez superada la sorpresa (para quien conoce las versiones originales) de escuchar muchas -aunque no todas- canciones en castellano, empiezan a aparecer las joyas.El nivel general es muy bueno, pero Os Mutantes -al igual que el Pink Floyd de Syd Barrett- tenía una magia elusiva, un elemento lindante con la locura que es muy difícil de atrapar, especialmente si se lo encara con una mirada reverencial. En la segunda mitad del disco, aparece una seguidilla de temas que capturan ese espíritu, a cargo de Fernando Cabrera, Pablo Dacal, Manuel Onís y La Chicana. También para destacar: dos artistas españoles poco conocidos por estas playas, Refree y Silvia Pérez, que aportan versiones delicadas y hermosas; Aterciopelados, que se dan el lujo de contar con el guitarrista original de Os Mutantes, Sergio Dias, y los colombianos Asdrúbal, que aportan una cuota de locura que suena como el encuentro de Zappa y Os Mutantes.

Por Claudio Kleiman

ENVIADO POR LUCINHA E ARNALDO BAPTISTA