sexta-feira, 13 de maio de 2011

PHILIP LAMANTIA


Cuatro poemas de Philip Lamantia (Traducción de Alberto Blanco)

En el dominio de Emu

Para Franklin Rosemont

Como la tumba abierta que irradia un risueño colinabo
y la zanahoria haciendo trizas la arena
algo así como un árbol estampando sus pies en un leopardo
de ojos cuadrados
las lunas y el pan compiten por el gusto entre los corazones
de diamante

Al otro lado del lago del ser el viento fuma flamas tubulares
Las cadenas están trenzando cormoranes
Las placentas refractadas en la torre desierta de la tormenta
reemplazan a la Calle de las Maravillas sumergida de nuevo en
su oculta salida
mientras la ciudad despierta como una flor de caballeros
amantes


Para empezar entonces,
no ahora
.
El tragaluz se anega
cuando tú entras en mi voz
llevando una caja de fuego
completamente silenciosa
te abres a la horquilla encantada
de los misterios del sueño


Vibración
.
Hay un viento que tortura a los murciélagos
y están las plantas chamuscadas de los soles muertos
la ciudad hilada con el mar
donde los abismos de pterodáctilo me llaman
hay una espiral de terror animando mi mente
y el zumbido del esqueleto de la soledad
donde florecen cadáveres furiosos en una botella
y armas rojas se desvanecen en espejos

Miro hacia atrás por la hoja de mi doble
allí vuela -a través de su vista- El Ahorcado
donde una pirámide de agua se asoma entre las oscuras
vituallas de la vida interior


El elemento que amas
.
Puedo verte desde los cascos navegando en la playa bordeada de cemento, indicándome el arco caído de un cometa que colma el río de un halcón, un encuentro inaudito sumergiendo los faroles.

Un vencedor emboscado en su pirámide voladora, ocre es la ventana del espejo salutífero... y un estruendo de puertas elude a un león, por aquí y por allá, señalando displicentemente damas fugaces a punto de desvanecerse en el escudo de armas de la lluvia, donde los deseos civilizados emplumados con inanidades anti-cefálicas ruegan a sus invitados que se prendan.

Nada menos que una chava pulida ametralla la sucia luz de los predicadores que se hunden en los muelles liberados por una mujer y por el agua, peinando un vestido vítreo de donde caen zorras-en-mano y una guacamaya cuyo pico se suaviza hasta volverse su propio sello de poesía líquida.

Versiones de Alberto Blanco
Tomado de http://www.jornada.unam.mx/2005/07/03/sem-poema.html

VALTER FIGUEIRA


A importância da leitura

Quando falamos da importância da leitura há questionamentos de como o hábito de ler poderá ajudar nisso ou naquilo. Nós professores, enfrentamos certas rejeições, não só de alunos como também de alguns profissionais que não gostam de ler e se recusam a ler. Talvez ler literatura não seja o ideal, mas a literatura por si provoca sensações e constrói habilidades de interpretações e entendimentos de outros textos. É válido darmos importância no que diz o renomado escritor Elias José sobre o ato de leitura e o ato de ler para as crianças. Elias José afirma categoricamente que: “Pais e professores fiquem atentos se quiserem formar gerações de pessoas felizes e aptas a vencerem na vida. O livro infantil, que é oferecido para a criança ler, ou é lido para ela, caso não esteja alfabetizada ainda, é um brinquedo capaz de despertar o interesse pelas coisas sensíveis, criativas e inteligentes e belas, através das histórias fictícias e da poesia, fazemos uma viagem de sonho e de puro encantamento. Aprendemos sem traumas, a lidar com problemas diários. Conhecemos melhor a realidade que nos cerca. Crianças e jovens que não tiveram o seu imaginário desenvolvido, aquecido pela leitura literária, pela dramatização, pelo poder de encantamento da música e das artes plásticas, serão pessimistas, endurecidas, incapazes de sorrir e de ser feliz.” Ele nos dá uma boa dica e um argumento para pensarmos na leitura e trabalharmos nas escolas.

A leitura, principalmente a leitura literária, fica sempre em segundo plano, por ser penosa e sempre colocada em forma de castigo e também pela recusa dos profissionais em ler e valorizar o ato de ler. Algumas escolas desprezam de forma humilhante que fica explícito o que o mesmo escritor acima citado afirma: “Algumas escolas, valorizam pouco a leitura, não têm uma biblioteca infantil rica e variada, como deveriam ter. preocupam-se muito com a merenda escolar, com o alimento para o corpo. Esquecem do alimento para o espírito, da emoção, da inteligência. Esquecem do objeto que poderá, no futuro, criar o adulto mais feliz, mais humano, melhor preparado para ler o mundo e expressar-se falando ou escrevendo, preparado para vencer na vida.” Precisamos, também, alimentarmos o nosso espírito, desenvolver as nossas sensações, aprendermos com as histórias fantásticas a viver melhor.

O que nos traz de bom a literatura? Segundo Yunes a literatura é a porta de um mundo autônomo que ultrapassa a última página do livro e permanece após a leitura e é incorporado como vivência. Esse mundo se torna possível graças ao trabalho que o autor faz com a linguagem. Literatura, pois, não transmite nada; cria tão-somente, no espaço da linguagem.

Ler provoca viagens imaginárias e criações de um mundo íntimo, provocando no leitor o desenvolvimento, além de outras inteligências, a inteligência intrapessoal. Quando recebemos o impacto de uma produção literária, oral ou escrita, ela é devido a fusão inextrincável da mensagem com sua organização. Quando digo que um texto me impressiona, quero dizer que ele me impressiona porque a sua possibilidade de impressionar foi determinada pela ordenação recebida de quem o produziu. Aqui ressalta a importância do escrever, criar e organizar ideias para que outros leiam e isso só é possível com a prática da leitura.

Valter Figueira

Professor e Escritor

WWW.valterfigueira.blogspot.com

tela: de chirico

EFIGÊNIA COUTINHO


LUA PERFUMADA
Efigênia Coutinho


Ó lua, aonde vais tão alva e linda,
Com teus olhos noturnos se abrindo?
Pensativa, pura, celeste e bem vinda,
Vens triunfal majestosa, sorrindo...

Ó lua, tão serena na madrugada!
Sobe no céu, teu manto derramando
As hora de devaneio e saudade prateada,
Dos sonhos que vão pelo espaço bailando...

Ó Lua, de íntimos e imaginários sentir!
Desejos se fundem em onipotente cheiro
Alheados em êxtases num palco a esculpir,
Meu corpo no teu corpo... Por inteiro.


Ó Lua, imperiosa num só tom a se unir,
De todo o meu ser, ás sonoras vibrações...
Arrebatando-me numa dança fantástica de festim,
Com luzes, perfumes, me seduzes com emoções!


Balneário Camboriú
Maio 2011/tela: de chirico

CHACAL




Poesia e vida em close
Dentro do mundo pós-industrial,
líquido e descartável
Chacal fez um documento sociológico sobre a geração marginal
Rubens Shirassu Júnior

No próximo dia 21 (sábado) às 22 horas, no Centro Cultural Matarazzo, na Vila Marcondes, o poeta carioca Chacal estará batendo um papo descontraído com os poetas, estudantes e público em geral.
Ricardo de Carvalho Duarte, o Chacal, completou 61 anos: é que, permanecendo fiel ao espírito jovem, irreverente e contestador que marcou a sua primeira produção, na década de 70, época da Nuvem Cigana e da geração mimeógrafo, ele continua escrevendo e vivendo como quem começa, e não como quem conclui um livro ou uma aventura. Antecipando-se ao número redondo e talvez assustador, Chacal lançou, no ano passado, o livro de memórias Uma história à margem, um balanço informal de sua trajetória como poeta e agitador cultural.

O livro de memórias é o complemento perfeito e em prosa a Belvedere (Cosac & Naify, 384 pág.), volume que reúne sua poesia completa – 13 títulos ao todo, lançados entre 1971 e 2007. Recapitulando com franqueza as circunstâncias nem sempre fáceis de cada criação, com destaque especial para suas inúmeras viagens (interiores e exteriores), Chacal faz de suas memórias um documento quase sociológico sobre uma geração que, nas brechas e no contrapé da repressão política, conseguiu produzir uma obra relevante e arrojada, levando a poesia para a vida e a vida para a poesia (gente como Cacaso, Ana Cristina César, Waly Salomão e outros).



“O espantalho é um falso inimigo. Está do lado de fora e não questiona nossos vacilos e fraqueza. Derrotá-lo é uma questão de força, inteligência e persistência. Já o agrotóxico, a droga do mundo pós-industrial, dessa cultura líquida, como quer Bauman, é muito mais difícil de vencer. Ele é invisível, inodoro e letal. Quando assimilado, transforma-se em cinismo, em autoindulgência. Quando você vê, já está usando a voz do dono. Mas creio que com saúde, discernimento e entusiasmo, você consiga achar de novo sua voz. Os jovens de todas as idades saberão sempre onde o calo dói e inventarão seu jeito de dar um jeito.”

( Longa Jornada Poesia Adentro )
Lúdico
O poeta Paulo Leminski afirmou sobre a obra de Chacal, que é de tendência contemporânea: "A palavra lúdico é a chave para a poesia de Chacal". Leminski também via em seus poemas a presença "da Poesia Concreta, das letras de música popular, do mundo industrial e urbano que se abateu, irremediavelmente, sobre nós."



FELIZ 2008



narrar um assassinato é quase tão

difícil como dizer que te amo

como falar do sangue que se esvai ou

vc cantarolando numa aléia do horto de vestido florido

como descrever o terror dos olhos e o grito sequelado ou

vc vendo tv de calcinha de algodão

ou como dizer da arma ainda quente ou

seu corpo mole na cama

essas coisas do amor e do ódio

são impossíveis de narrar.



(Chacal)





“Poetas, escritores de diversos estilos e gerações, têm que ir às escolas, conversar com os alunos, falar de seus trabalhos e ouvir os trabalhos dos alunos, estimulados pela escola a ler e criar. Essa troca é fundamental. Ela criou o CEP 20.000, um sarau multimídia, que é um excelente modelo de disseminação poética. Educação e cultura são uma coisa só. Aumentando o interesse pela poesia, a mídia e as editoras vão se interessar em programá-la e publicá-la. Como aconteceu com o rap. Os poetas poderiam ajudar se tivessem um pouco mais intenção de se comunicar do que apenas expressar suas caraminholas.”

( Longa Jornada Poesia Adentro )



Biografia



Chacal (Rio de Janeiro RJ, nasceu em 1951) publicou seu primeiro livro de poesia, Muito Prazer, Ricardo, em 1971. No ano seguinte, colaborou na revista Navilouca e publicou seu livro/envelope Preço da Passagem. Passou a integrar, em 1975, a coleção literária Vida de Artista, com Cacaso, Eudoro Augusto, Francisco Alvim, entre outros; ainda em 1975, foi lançado seu livro América. De 1976 a 1977 integrou o grupo Nuvem Cigana, com Bernardo Vilhena e Ronaldo Bastos, entre outros poetas. Formou-se bacharel em Comunicação pela UFRJ em 1977. Entre 1978 e 1983, foi co-autor das peças teatrais Aquela Coisa Toda, com o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone e Recordações do Futuro, com a companhia Manhas & Manias. Na década de 80, trabalhou como cronista do Correio Brasiliense e da Folha de S. Paulo, além de roteirista da TV Globo.

Nos anos 90, teve a função de produtor do Centro de Experimentação Poética - CEP 20000, da Rioarte, coordenador de oficinas de poesia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), no Parque Lage e, editor da revista O Carioca. Sua obra poética inclui Nariz Aniz (1979), Boca Roxa (1979), Comício de Tudo (1986) e Letra Elétrika (1994) e Belvedere (obra completa, 2010).



(http://www.rubensshirassujr.blogspot.com/ )

quarta-feira, 11 de maio de 2011

AUTORAMAS


Autoramas em tour pelo Estado de São Paulo!

No repertório muitas músicas novas para o novo disco que começa a ser gravado dia 1 de Junho. Além daquelas todas que não podem faltar, é claro...
Todos os shows estarão sendo gravados para o Especial Rock Estrada do Autoramas para o canal Multishow.

12/5, Quinta, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, 22 Hs
Local : Hocus Pocus, R. Paraibuna, 838 Tel. 12 3923-7525
Aniversário de 17 anos do Hocus Pocus. Abertura: Alarde e Lanova

13/5, Sexta, SÃO PAULO, 22 Hs
Local: INFERNO Club, Rua Augusta,501, Maiores informações: lista@infernoclub.com.br
Autoramas finalmente de volta a São paulo. Sexta-feira 13 no Inferno. Vai perder?

14/5, sábado, BOTUCATU, 19:30 Hs
Virada Cultural Paulista, Praça Pedro Torres
Autoramas+Cachorro Grande, entre outros. Autoramas arranca pontualmente às 7 e meia da noite.

14/5, sábado, CAMPINAS, 23:30 Hs
Local: Espaço MOG, Rua Dr. Armando Sales de Oliveira, 377, Taquaral, tel. 19-3308-5587
No mesmo dia o Autoramas emenda show em Campinas! Abertura: Violentures e DJs Rock'n'Beats

15/5, Domingo, SANTO ANDRÉ, 15:30 Hs
Virada Cultural Paulista, Parque Central, Concha Acústica
Autoramas + Maria Alcina, entre outros. Autoramas arranca pontualmente às 3 e meia da tarde

www.autoramasrock.com.br
www.myspace.com/autoramas

COMING SOON!
Autoramas y Perrosky Fora do Eixo Panamericana Rock Tour!
Autoramas EUROPE SUMMER TOUR 2011
Stay tuned...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

HISTÓRIA DA VIDA CULTURAL DE ARAÇATUBA CAP. 10


HISTÓRIA DA VIDA CULTURAL DE ARAÇATUBA CAP. 10
UM 14 BÍS PIORADO

Eugênio Thereza é músico, nasceu em Pereira Barretos/SP,mas vive em Araçatuba há décadas, fez parte da saudosa banda de MPB "TRILHOS URBANOS", no final dos anos 70 até meados dos 80. Eu me lembro de ter visto esse grupo tocando no antigo teatro INTEC,aí por volta de 1980 -naquela ocasião, o INTEC fazia divisa com a linha férrea. Eugênio, ficou conhecido como "Zé Eugênio", um músico autodidata, um moço branco,esguio, dedicado, batalhador, violeiro e violonista. Reside na rua NILO PEÇANHA, numa casa amarela ,com sua adorável esposa ANGELA.Fico sabendo que Eugênio tocou em sampa, e no ABC paulista, sabe me dizer quem é realmente gente confiável em Araçatuba/SP. O clima cultural em nosso tempo é uma espécie de 14 bís bem piorado. Eugênio sobreviveu ao cenário bovino que infesta o país. Alguns amigos nossos já residem no céu, todos sem o devido reconhecimento, porém, inesquecíveis entre artístas pelo país a fora. Eugênio se apresenta para os amigos ultimamente, no extinto Araçatuba Clube. Em seu rosto, reconheço o espírito do inconformismo, do artista vencedor, combativo, corajoso, avesso á musiquinha besta, avesso á nossa época decadente. Ser artista é ser resistente, eterno opositor, é preciso ir em lugares e tempos ainda não descobertos pela massa disforme. Suco de pêssegos para dois.
As década se passsam, mas não perdemos o verniz revolucionário, o gosto pela música de estampa fina. Chega de artistazinhos medíocres, chega de repressão via TV! Estamos caminhando sobre o campo minado, numa época improdutiva, pérfida, padronizada pela estupidez massacrante. Pasolini tinha horror á televisão italiana vexatóriamente colonizada; hoje, tudo é politicamente correto - ou seja, tudo é um horror, uma hipocrisia interminável - mas para o artista de gênio, o que sobrevive é ousadia, a transgressão contínua! O resto é conversa pra boi dormir!. Retiro-me da casa do artista EUGÊNIO THEREZA, certo de que ainda há esperança, ainda há pessoas decentes, artistas sensíveis, singelos, e honestos. Ele é fiel aos eu estilo de música, tornou-se uma jóia rara no contexto, dedilha chorinhos, marchas e coisas que não se ouvem mais neste país sem memória.
everi rudinei carrara - editor do site telescopio.vze.com,músico profissional, advogado. membro da academia poetas del mundo.

CONTINENTAL COMBO


CONVENIÊNCIAS NA CIDADE
(O NOVO CD DA BANDA CONTINENTAL COMBO)

Este é o novo cd da band paulistana CONTINENTAL COMBO, composta por Sandro Garcia, Rogério Meni, Carlos Rodrigues, e agora também, pelo guitarrista Carlos Nishimiya (ex-Maria Evangélica e atual Surfadélica). Fotos de Roberto Iwai e Patrícia Mitkus; design de Consuelo Gregori, realçando o tema essencialmente paulistano, que permeia a carreira do CONTINENTAL COMBO. A sonoridade se mantém fiel ás influências registradas nos trabalhos anteriores, mas há um progresso musical sutil, e a participação de Carlos Nishimiya, pareceu-me fundamental, contribuindo intensamente neste álbum, exibindo técnica e experimentalismo pop. Talvez falte ainda ,ao perfil do CONTINENTAL, uma levada mais hard, mais puch,sem afetar é claro, suas características básicas. Isso é apenas um detalhe, pois a banda continua coesa, competente, fornecendo assim, um registro -cinematográfico da cena paulistana. Há também mudanças de compasso em músicas como "Um dia Melhor", e eventuais flertes ao cinema nas letras do disco,e um certo clima surrealista, que poderia ser mais aprofundado, visto que o espírito surreal é sempre relevante em qualquer época e lugar. O Continental Combo é uma das bandas mais importantes no contexto da música pop brasileira, ao lado do inesquecível VIOLETA DE OUTONO, porque nestas bandas identifica-se uma postura coerente, fiel, independente, ousada, e uma plasticidade pop comovemte. Neste cd destaco as seguintes preciosidades musicais: EM CADA CORAÇÃO UM PUNHAL/UM DIA MELHOR/OI GOODBYE/O PÁSSARO COMEU O SOL/JOGOS METROPOLITANOS/TANTO TROVÕES/EU E MEUS PENSAMENTOS
Posso dizer que EU E MEUS PENSAMENTOS talvez seja a composição mais longa de toda a obra do CONTINENTAL COMBO,e minha música preferida neste disco. EU E MEUS PENSAMENTOS poderia ser até mesmo o título deste cd, por possuir uma plasticidade elegante, sugerindo futuras possibilidades sonoras para a banda. O Continental Combo traduz a cidade de SÃO PAULO, imersa em sonhos e desencantos.
everi carrara:músico, escritor e editor do site telescopio.vze.com