quarta-feira, 8 de junho de 2011

GLAUCO MATTOSO


CONFIRMANDO O BOATO

Em primeira mão, quero adeantar aos amigos... Pelo que fiquei sabendo,
duas editoras se junctaram para comemorar meus 60 anos, em junho, com
um duplo lançamento festivo: a Annablume (com o sello Demonio Negro) e a
Alaude (com o sello Tordesilhas). A primeira lança uma caixa com os dez
volumes de poesia da serie MATTOSIANA em cappa dura, redesenhados pelo
gutenborgeano Vanderley Meister; a segunda lança o inedito volume de
ficção TRIPÉ DO TRIPUDIO E OUTROS CONTOS HEDIONDOS. A festa está
agendada para o Barco, la em Pinheiros, e o dia 29 de junho cae numa
quarta-feira. Ja sei que haverá uma mesa com Vicente Pietroforte, Mamede
Jarouche e Lourenço Mutarelli. Quem quizer pode espalhar porque o boato
é quente...

Data: 29 de junho de 2011, entre 19h e 22h
Local: centro cultural Barco
Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 422, Pinheiros
Phone 11-3081-6986

sábado, 4 de junho de 2011

ARNALDO BAPTISTA


Valvularnaldo

Por Stella Rodrigues

Arnaldo Baptista juntou-se ao engenheiro de som Luiz Fernando Cysne para criar, segundo eles, o primeiro P.A. valvulado do mundo
Foto: Fabiana Figueiredo/Divulgação
Arnaldo Baptista (foto) quer realizar o sonho de, ao lado do engenheiro de som Luiz Fernando Cysne, colocar em prática o uso do primeiro P.A. valvulado do mundo
Arnaldo Baptista (foto) quer realizar o sonho de, ao lado do engenheiro de som Luiz Fernando Cysne, colocar em prática o uso do primeiro P.A. valvulado do mundo
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"Atenção, senhores passageiros, favor afivelar os cintos", diz aquela voz anasalada que sai dos alto-falantes do avião. É mais ou menos com esse sistema de som que são amplificadas as vozes e os instrumentos de seus artistas preferidos quando você vai a uma casa de shows, afirma o engenheiro de som Luiz Fernando Cysne. Pelo menos por enquanto.

Antigamente, os alto-falantes usavam um sistema de áudio com válvulas em seu mecanismo, algo que pode ser melhor compreendido nas imagens aos lado. Porém, as válvulas eram grandes, desajeitadas e deixavam as caixas de som domésticas com um tamanho incompatível com os apartamentos, cada vez menores. Assim, popularizou-se o sistema de P.A. - sigla para "public address", um conjunto de amplificadores, mixer e caixa de som - com transistores. Este, com uma estrutura bem menor, porém de qualidade inferior. Pelos menos, esse é o consenso entre os engenheiros de som, diz Cysne.

Audiófilo e com os ouvidos apurados que a profissão exige, Cysne sempre repugnou a dominação do mercado pelos CDs, MP3, e, principalmente, os transistores. Por isso, tudo casou tão bem quando foi procurado por Arnaldo Baptista, ex-Mutantes, músico, e, sem dúvida, uma figura. Arnaldo é outro que quer mudar a forma como o grande público ouve música, especialmente em apresentações ao vivo. Por isso, a dupla desenvolveu um projeto de P.A. que leva ao público a pureza sonora que eles buscam. Arnaldo bateu o pé, no início do ano, e decidiu: "Se for para fazer show com P.A. transistorizado, não faço mais". "Mas Arnaldo", seus produtores tentaram argumentar, "não existe P.A valvulado em lugar nenhum do mundo." Não foi problema para ele, que resolveu convocar Cysne para criar o primeiro "de toda essa Terra", como define.

Cysne e Arnaldo, que têm os verbetes "transistor" e "válvula" recorrentes em seu dialeto, concordam que o passado da válvula a denigre. Antigamente, sua estrutura física sensível, frágil e grande, feita à base de vidro, fez com que ela deixasse de ser de uso padrão. Porém, com a tecnologia atual, elas podem e são fabricadas de forma mais resistente e, ainda, oferecem a vantagem de serem infinitamente melhores, conforme explica Cysne, de maneira bastante fervorosa: "Desde que o transistorizado surgiu, achei horroroso. O som dele, de cara, já me deu vontade de vomitar". Provavelmente, o som de uma casa de shows nunca deu a um frequentador esse mesmo ímpeto físico de mal-estar. Mas ele garante que qualquer ouvido leigo sentiria a diferença de ir a um show em que tudo que sai das caixas de som passou por válvulas, e não pelo transistor. Sendo assim, compartilha do sonho de Arnaldo.

Voltando à voz anasalada que nos instrui sobre a segurança da aeronave: "Ouvi falar de uma história que uma fábrica, no passado, sugeriu que passasse a ser usado transistorizado/digital nos aviões, por ele ser menos frágil. Isso foi aceito. E aí, como era mais prático, todo mundo aderiu e o público foi deixado ao relento, com um som de vidro quebrado", explica Arnaldo, a respeito da popularização do sistema de áudio mais comum atualmente. O paralelo traçado para se compreender é com a relação entre os frágeis, grandes, e difíceis de manipular vinis e os inicialmente modernos e impecáveis CDs. "Quando veio o primeiro CD, aquilo era tido como o puro estado da tecnologia e da arte, uma tecnologia para sempre. Só que muita gente que trocou toda sua coleção de vinis para CDs se arrependeu", argumenta Cysne.

A dupla corre, então, atrás do prejuízo, da mesma forma como os amantes de música hoje se esforçam para encontrar vinis, gastando fortunas pela internet para importá-los de diversos lugares. Gravando, atualmente, o álbum Esphera, Arnaldo já prepara o espetáculo que levará seu disco ao público. E o transistor não tem lugar nele.

"A gente fala em amplificador valvulado, mas no show, os músicos, só eles, usam amplificadores valvulados de 100 watts. Porém, eles concorrem com o retorno com 10.000 watts, tudo altíssimo, então, o valvulado desaparece. Fica aquela cacofonia de som não-valvulado", comenta Arnaldo, ressaltando que a má qualidade do áudio é compensada pelo volume, para que o som se propague pela casa toda, gerando não só um resultado ruim, mas também alto demais e perigoso para a saúde. "Faz parte do sonho não só valvular o som do artista, em cima do palco, mas sim a casa de shows inteira. Afinal, é um P.A. Em inglês isso quer dizer 'public address', algo como 'endereçado ao público'. É como se eu pedisse um presente para o Papai Noel, o presente que mais me deixa satisfeito. E estou sendo atendido! Eu penso até em chamar de 'Valvularnaldo' ou 'Valvulaldo', alguma coisa assim", brinca.

Esphera
O álbum, cujo projeto foi aprovado em leis de incentivo e atualmente está em busca de captação, está em estágio avançado. "São várias inéditas, além de 'Senhor Empresário' e 'Singin' Again', que são músicas antigas, compostas em uma época de ostracismo, ou sei lá como é que eu estava. E elas ficaram na memória", conta Arnaldo a respeito de seu novo disco. "E tem outras coisas diferentes que faço nesse próximo... tem música infantil para gatinho, música de eletricidade solar, vegetarianismo, amplificadores valvulados ['Explicação, Tradução e Traição' é o título provisório) e assim por diante. Tudo me inspira", afirma o músico.

A ideia é que um espetáculo multimídia leve Esphera ao público, mostrando vídeos e as obras de artes plásticas do cantor, que está cada vez mais envolvido na área. "Os planos de construção incluem fazer os alto falantes virem de cima, debaixo, de frente, de trás e dos dois lados. Aí seria uma esfera. Esse é o sonho. Mas só o fato de ser valvulado já rompe barreiras muito importantes", conta, acrescentando que pensa até na possibilidade, em um determinado momento no show, ligar os dois tipos de som para demonstrar a diferença para o público.

Público, este, que não deverá pagar a conta de toda essa nova estrutura, já que Arnaldo e Cysne também estão captando recursos para pagar pelo sistema de áudio, para que isso não fique embutido nos ingressos. Outra questão a ser resolvida é a do transporte desse equipamento, já que é de praxe a casa oferecer, pelo menos, as caixas de som. A meta inicial é começar com shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mas o sonho de Arnaldo e Cysne é que, num futuro não tão distante, cada ambiente de espetáculo tenha seus próprios "Valvularnaldos".

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FONTE:ROLLING STONE/ENVIADO POR LUCINHA E ARNALDO

quarta-feira, 1 de junho de 2011

GRANADA FILMES


A Granada Filmes continua a guerra e estamos lançando nosso segundo clipe. Trata-se do vídeo da música "Decência".

Pra quem é de Sampa, ou está por aqui, ou quiser vir... a festa de lançamento é quinta-feira 02/05 no Studio Sp!

Eis o link do clipe:

http://vimeo.com/23937095

Esperamos que gostem!

Abs.

Granada Filmes.

CLAUDIO WILLER


oxouzine apresenta

SERÃO LITERÁRIO com CLAUDIO WILLER

"o texto na voz do autor"

2a. feira - 13/06/2011 - 20 horas - Anf. A (FCL)

coordenação: Zé Pedro Antunes e Ude Baldan

Promoção: PROEX / Letras Modernas & Literatura

Apoio técnico: SAEPE

terça-feira, 31 de maio de 2011

FERNANDA TAKAI


fui convidada pela Disney para gravar dois temas do novo filme que estreia em julho, Winnie The Pooh.

“O Bosque dos Cem Acres” e “Uma Coisa Muito Importante Pra Fazer” são as canções que ganharam versão em português. As originais em inglês são maravilhosamente interpretadas por Zooey Deschanel.

Estão todos convidados! O filme é muito bonito, em animação clássica, tive o privilégio de ver antes…

E ter a voz num desenho tão fofinho e histórico me deixou bem feliz!
: )blog onde brilhem os olhos meus

segunda-feira, 30 de maio de 2011

EDSON BUENO DE CAMARGO


Edson Bueno de Camargo

Rua José Cezário Mendes, 104 Vila Noêmia – Mauá – SP – Brasil.

CEP – 09370-600

correio eletrônico: camargoeb@ig.com.br



http://umalagartadefogo.blogspot.com/

http://inventariodn.blogspot.com/

jardim dos deuses

somos formigas no jardim de deus

que nos pisa distraído enquanto caminha



a terra ruge

e nos assustamos

e então nos inventamos deus

para aplacar o medo

e o fogo para matar o escuro



somos crianças no jardim do éden

em busca do esterco do crescimento

somos o pálio da explosão de uma super-nova

animal inquieto da criação



somos o galho da roseira que seca no inverno

e revive a primavera

crianças de pedra no jardim de correntes

sonhos de aço e balas de canhão



somos insetos verdes escalando a parede

ninfas de ontem

louva-a-deus em busca de copular hoje

lagartas de fogo em fúria

semente de nuncas

e facas afiadas de obsidiana preta



e contudo nem esbarramos nas saias de nossa mãe

que vaga nua no espaço de seus azuis

e seus irmãos errantes



e no entanto

térmites construímos casas e cidades

para serem derrubadas pelo vento

monumentos fantásticos para o tempo e o efêmero



somos formigas no jardim dos deuses
que nos pisam distraídos enquanto caminham

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ADRIANA MANARELLI


Relíquia
(Adriana Manarelli)
Laço de sangue
É também saber
Que a palavra detém o fluxo
E, ipso facto,
Assim se está mais perto
Da cordélia fulgurante.

A máscara
Que tinge
O final da aurora
Não fere a música
Por trás das sílabas
Pungentes vísceras cortantes,
Afinidade a fim —
Elemento infatigável.


A bruma
Destrói o viço
Mas não a pétala tuberosa.
A angélica flor da romãzeira
Campânula
Rosa castanha chá
Entrevendo
Centúrias rúbias
Prateando a nascitura ancestral
Negra lente tão clara.


Para Everi Rudinei Carrara 23/ 05/ 2011
tela: bosch