sexta-feira, 29 de julho de 2011

WALDO LUIS VIANA


EU NÃO AGUENTO MAIS!



"Só existem dois grupos em verdadeira luta no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar."
Ex-deputado Tenório Cavalcanti

Waldo Luís Viana*


Durante quase dez anos, na tribuna livre da Internet, contrariando até um pouco a minha modesta natureza, procurei escrever sobre temas políticos, aproveitando-me, inclusive, de 2002 para cá, do rico manancial como paradigma crítico do que foi, tem sido e será o governo do PT.

Quem me acompanha até – e com paciência, o que muito agradeço – sabe que procurei trazer aos leitores aspectos um pouco desconcertantes da realidade que vivíamos, dado o meu temperamento telúrico de poeta, que vibra antes de tudo com o coração, dentro do espírito do homem cordial, descrito por Sérgio Buarque de Hollanda em seu já clássico “Raízes do Brasil”.

Eis que, embora tenha dado adeus às armas, tenho visto um panorama tão adverso e promíscuo, que ouso agora responder à pergunta que tanto me fazem e que adiava, como ardil, em responder: ó poeta, o que vai ser de nós?

Não há esmero em ver de nós a imagem no espelho – diria eu, entre atônito e aflito. Não há setor da Nação (danada, mesmo!) que não se aperceba do lado oculto, do sistema perverso engendrado pelo PT para governar. Fez-se do Brasil a imagem e semelhança do partidinho – e como dói!

Esqueceu-se, em primeiríssimo lugar, do que é certo ou errado. Os barbichas de língua presa instituíram, a muque, o dualismo entre o “adequado e inadequado”. O trato da coisa pública, que deveria ser “res sacra”, não passa mais pelo crivo da exação, da coragem e do comportamento probo, considerados excrecências diante dos objetivos a atingir. É o mesmo e surrado “os fins justificam os meios”, transformado em política pública como em qualquer regime dito socialista de Estado.

Onde não há Deus, forma-se uma nomenclatura, preocupada com a história tão somente, como deus imanentista e de latrina, entronizando-se um chefe de Estado que deve ser venerado pelo povo como ícone religioso. O perigo desse herói, de pés de barro, é morrer de cirrose ou de câncer...

O segundo ponto é esquecer os indivíduos, enquanto tais, para entronizar a velha visão marxista de homem social, que em nossa bagunça tropical não é “social”, mas eleitoral. Transfere-se para um grupo ou classe agregados um conjunto de migalhas e atenções, antes desavindas, para apenas retirar delas a continuidade do poder. Não há diferença daquela prática política e fisiológica do passado, em que o coronel fascista fornecia dentaduras, bicas d’água, óculos e um par de sapatos em troca de votos, porque hoje a indecência é tecnológica e feita por cartão magnético.

Desprezados os indivíduos, sobrevem o terceiro ponto, que rebrilha aos olhos como bofetada: para que a sociedade seja equiparada ao soba analfabeto, cachaceiro e ignorante, é preciso que se ponha de lado a cultura do passado. Nada de Machado de Assis, Rui Barbosa, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato, mas a mais rastaquera substituição cultural de tudo o que nos é mais caro e custou a construir: um fácies de nacionalidade, uma singularidade que foi atraiçoada como “nunca neste país”.

O que Lula provocou em oito anos de governo não conseguiremos reconstituir em vinte, ou seja, retomar a nossa estima como Nação maior, mesmo sem prêmio Nobel (vejam só!), mas com uma proposta digna de educação, segurança e saúde de massas!

A substituição cultural de laboratório que se procedeu para que esse senhor se tornasse gênio da raça, nós todos estamos vendo, cumprindo notar – na hora do espanto – que a sua sucessora tem todos os seus defeitos, mas nenhuma de suas apoucadas qualidades...

O quarto momento, mais insidioso e visceral, é outra tentativa de laboratório de contrariar o epigrafado deste artigo: reunir a esquerda, abjeta, mentirosa e faminta que chegou ao poder, à direita oligárquica que só quer manter privilégios, os postos de erva daninha obtidos à custa da mais sofisticada exploração do Estado, que precisa estar enfeixado em suas mãos, como sublime constelação público-privada.

No Brasil, não existe mais o conflito entre os que estão roubando e os que querem roubar: finalmente, após um pouco mais de cem anos de República, os grupos afoitos se reuniram e estão se entendendo. Todas as nossas instituições, contaminadas e aparelhadas, estão enfeitiçadas pelo mesmo micróbio, pérfido e matreiro.

A corrupção hoje é política de Estado e mãe pressurosa dos Três Poderes. Nada escapa, amigo leitor, ao seu olhar atento. Ela é a devassidão onipotente e onipresente do deus materialista que se entronizou em nossa máquina pública.

Se temos a corrupção como política de Estado, então nada pode escapar a seus encantos, inclusive porque ela expulsou, lá por cima, o certo e o errado – recordam-se? Um bandido de paletó e gravata apanhado gera pane universal, porque foi um “cochilo do sistema”. É ele, o sistema que se sente ultrajado, não a Pátria, jamais a “res sacra”...

Sabemos que o país caminha para uma crise cambial e para a insolvência a passos largos. Sabemos que, depois de todo o período Vargas, de industrialização, temos agora o histórico período petista, de “desindustrialização”. O país financia-se por juros altos e obscenos, oferecidos aos rentistas externos em bandeja de prata e estiola o seu comércio exterior e obriga a indústria a padrões de prevenção, isto é, aumento pavoroso de preços, perdas homéricas de competitividade com o exterior e uma inflação embutida e preventiva, que logo ficará exposta em toda sua nudez.

Finalmente, contudo, a arvora de decisões petista teria de expandir, em si mesma, todo o seu resplendor: a mentalidade maior, do dolo federal teria de ocorrer nas demais instâncias, estadual e municipal. Além da cornucópia de impostos para sustentar toda a farra, porque o brasileiro não se importa em sangrar, as classes dominantes (as “zelites”) permitem que o quadro dantesco se repita ao nível municipal: temos as máfias de transportes, de lixo e do saneamento, compondo o regime de superfaturamento necessário às próximas eleições, construído diligentemente, no contexto maior, pelas empreiteiras e bancos.

Agora, desesperados, dirão vocês: qual é a solução? Responderia, eu, da mesma forma humilde com que brindei meus leitores na Internet por quase dez anos, nada! Tudo continuará como está, dependendo do sistema que aí se instaurou.

O comissariado fascista-marxista-comunista que nos domina comprou todo mundo e tudo permanecerá como está! É bom para os donos do poder e seus vassalos e vassalinhos.

No entanto, creiam, tais mecanismos, com a velocidade da História criam pelo caminho uma entropia e os tecidos vão paulatinamente se necrosando. Por isso, estou tranquilo. Trancado em casa, espero a morte desse “regime” que tem dentro dele – está claríssimo – todos os germens históricos da própria destruição!
*Waldo Luís Viana é escritor, economista e gosta de fazer versos.
Waldo Luís Viana é conferencista e palestrante.

TELA:MUNCH

quinta-feira, 28 de julho de 2011

AMY


PARA AMY

Alberto Felix

OH VIRGEM MÃE PURÍSSIMA,
RECEBE EM TEU SEIO O ATORMENTADO ESPÍRITO
DESTA MOÇA.
UMA JÓIA RARA, VIRGEM MÃE.
DÁ-LHE COLO,
DÁ-LHE PAZ.

ADRIANA MANARELLI


"Esplendor"
(Adriana Manarelli)

Cor de melado
Essa prata
E esse gesto
Que traz o toque
Onde tudo principia,
Absinto indolente.

Canário fascina
Na imensidão,
Notas e cifras
Entoa
E as Virtudes
Ressonam ao lado.
Perpétuas perpetuam
Cântares e acalantos
E falam
De mágicas melodias.

Do âmago atemporal
Rilha arbitrário esse azul --
Halo difuso
Sobre a relegada carcaça.
Elaborando fragmentos
Descamados,
Válvulas do onisciente,
Como raiz bulbosa no campo celeste
E o verbo macio
Sobre o nanquim.

Para Valdemar Nadai (In Memoriam)

22/ 01/ 2009 - 21/ 07/ 2011/tela: RENOIR: le-moulin-de-la-gallette

VIOLETA DE OUTONO


VIOLETA DE OUTONO - THEATRO MUNICIPAL, SÃO PAULO, 03.05.2009

Para maiores informaçoes e comprar este DVD acesse:
http://www.violetadeoutono.com/shop_details.php?CatNumber=VPB132DVD
Em 2009, o Violeta de Outono foi convidado a se apresentar no Theatro Municipal de São Paulo, tocando na íntegra o seu primeiro e clássico LP, de 1987. Este show histórico aconteceu na alvorada do dia 3 de Maio, em uma apresentação única na carreira da banda.
Os arranjos do álbum original, no formato de trio, foram complementados ao vivo com sons de órgão Hammond e piano.Violeta de Outono é formado por Fabio Golfetti guitarra & vocal, Gabriel Costa baixo, Fernando Cardoso órgão & piano e José Luiz Dinola bateria.
www.violetadeoutono.com.br

sábado, 23 de julho de 2011

CINEMA


Sinopse

O documentário Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano conta a história do grupo musical Novos Baianos. O filme se concentra em um dos períodos mais férteis e efervescentes da produção musical brasileira – final da década de 1960 – época em que o grupo eclodiu.
Foi neste período que João Gilberto, recém chegado dos Estados Unidos, começou a conviver com os Novos Baianos, tornando-se uma espécie de guru.. Com extrema sensibilidade, e absoluta despretenção, transformou a mentalidade daqueles jovens irreverentes e mudou o rumo da MPB.

Ficha Técnica

Roteiro e Direção: Henrique Dantas
Produtor Executivo: Henrique Dantas

Diretor de Fotografia: Hans Harold
Montagem: Bau Carvalho e Henrique Dantas
Produção: Adler Paz, Bau Carvalho e Solange Lima
Som: Nicolas Hallet e Paulinho Seabra
Produtor de Finalização: Marcos Carvalho e Lula Oliveira
Finalizador: Bau Carvalho
Desenhista de Créditos: Izqui (Joselito Cochran); Ricardo Bertol
Concepção Gráfica: Fabrício Branco
Assistente de Produção: Daniel Fróes
Consultoria Jurídica: Caio Mariano Senna
Duração: 76 minutos
Formato: Digital e 35mm
Som: Dolby 5.1
Janela: 1.85
Ano de Produção: 2009
Classificação Etária: Livre
Patrocínio: Petrobras e Neoenergia

Viabilizado pela Lei de Incentivo do Audiovisual (Art. 1ºA)
Este filme foi selecionado pelo Programa Petrobras Cultural
FONTE portalbragança.com
OS FILHOS DE JOAO

quinta-feira, 21 de julho de 2011

TETE ESPÍNDOLA


quinta feira, dia 21 de julho, estarei no programa Zoombido do meu querido Moska, no Canal Brasil – 66 da Net –às 21h30.

Os horários alternativos são sexta às 16h e sábado às 13h.

terça-feira, 19 de julho de 2011

PAULA FAOUR


Olá, meu nome é Ana Luiza e trabalho com a pianista Paula Faour. Gostariamos de pedir ajuda para divulgação de seu próximo show no Festival de Inverno do Sesc Rio que acontecerá na próxima quinta feira, dia 21 de julho.O Show será feito a partir do mais novo trabalho da pianista, o CD "Paula Faour e a música de Marcos Valle e Burt Bacharach",o qual foi lançado pela Biscoito Fino, recebendo elogiosas críticas de mídia e público. Este CD contou com as participações do próprio Marcos Valle, Roberto Menescal, Gilson Peranzzetta, Sergio Barrozo, Carlos Malta e outros.
Para o concerto no Festival do Sesc Rio a pianista apresentará as músicas deste CD na formação de quarteto (piano/teclado) - Paula Faour, contrabaixo - Sérgio Barrozo , bateria - Paulo Diniz e Saxofone - Edgar Duvivier.
Este projeto teve a intenção de juntar a obra dos dois compositores (Valle e Bacharach) mostrando a riqueza e a genialidade dos mesmos. O ineditismo deste trabalho está nos arranjos onde a pianista faz a interseção de pérolas musicais, como "Preciso aprender a ser só/ A House is not a home", "Samba de verão/ Do you know the way to San José", "Promises, promises/ Campina Grande", "I say a litle prayer/ Samba de verão II" e outros.
O concerto tem aproximadamente uma hora e quinze minutos de duração, no
dia 21/07, em Nova Friburgo, 19 horas, no Teatro do Nova Friburgo Country Clube.


Obrigada,
Ana Luiza Toledo.