terça-feira, 4 de outubro de 2011

CARLOS LÚCIO GONTIJO


Sob a cultura do “destrabalho”

Carlos Lúcio Gontijo

Estamos estupefatos com a desfaçatez com que as elites brasileiras vêm tratando os graves problemas nacionais. Mais parece que a classe dirigente age como se tivesse os olhos voltados para o aeroporto, com passagem comprada e possibilidade garantida de deixar o país a qualquer momento, pois não cremos que ela se ache disposta a habitar o inferno da violência urbana (fermentado na insistente ganância em torno da distribuição anticristã de rendas e riquezas!), ambiente originário de uma guerra civil não admitida oficialmente, mas que mata muito mais que qualquer conflito armado mundo afora.

Infelizmente, o povo não sabe nem imagina quanto nossas elites dilapidam os cofres públicos nacionais por meio de manobras aparentemente lícitas. Inúmeras são, por exemplo, as associações, agremiações e entidades socioculturais e filantrópicas que recebem o título de utilidade pública e que servem de mecanismo para auferir vantagens imorais e descabidas.

Dói-nos a propagação irresponsável do noticiário dos meios de comunicação, que colocam os morros e favelas como redutos de marginais, que ali são minoria. A realidade, pelo contrário, é que reside nos lares das camadas mais pobres toda a reserva moral de que dispõe o Brasil, cujas elites ainda se rendem a imposições estrangeiras e permanecem trocando, traiçoeira e vaidosamente o ouro pelo espelho. Isto sem falar na existência de cidadãos laureados, políticos festejados e jornalistas renomados que, a cada crise econômica mundial, torcem para que o nosso país seja atingido.

Numa atmosfera social assim disforme e amorfa, não é de causar espanto que, diante do amontoado de processos à espera de julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF), que anda pleiteando aumento de salário e se nos apresentando avesso a qualquer mecanismo de controle sobre sua atuação, se tenha tornado mestre em matéria de acumular benefícios, benesses e regalias. O STF possui 11 juízes e 1.674 funcionários efetivos, além de mais 1.148 terceirizados, perfazendo média de 256 servidores para cada juiz, que, devido à incontida insegurança pública, têm à sua volta 435 seguranças.

Ademais, por se sentirem confinados no seu castelo, onde realizam profícuo trabalho em prol da paz legal e da manutenção do democrático estado de direito da nação brasileira, possuem 239 recepcionistas sob o objetivo de bem receber os visitantes. Dessa forma, talvez por tanto palestrar e discursar sobre seus enobrecedores feitos, nossos superiores juízes passaram a sofrer de avassalador desgaste dentário, levando-os a despender, só no ano passado, 16 milhões de reais com assistência médico-odontológica, segundo artigo publicado no jornal O Globo (27/09/2011), de autoria do professor Marco Antônio Villa.

Estamos para enfrentar, no mês de outubro do ano que vem (2012), novo período eleitoral, tempo de muito blá-blá-blá e marketing politico. Tomara que nós, povo brasileiro, não elejamos representantes que jamais tiveram carteira de trabalho assinada ou que levaram a vida na flauta, no exercício de algum cargo público, sem jamais comparecer em sua seção de “labuta” desprovida de serviço e função produtiva.

E o pior é que essa espécie de gente anda por aí pregando moralidade, ocupando postos importantes, infelicitando pessoas e agindo como se fosse carrasca do cidadão trabalhador, honesto e de bem, que ao aposentar-se é rebaixado a ente social de segunda categoria e obrigado a assistir, completamente perplexo, ao corte de 30/40% no valor de sua aposentadoria, com base no draconiano fator previdenciário criado no governo Fernando Henrique Cardoso.

A sociedade brasileira só não sucumbiu ao mau exemplo de comportamentos tipo reality show de nossas elites dirigentes porque os maltrapilhos desse nosso país, os que lutam pela sobrevivência honrada, insistem na crença de que é melhor ser pobre ou remediado e “morrer limpinho” que arrebanhar bens e riqueza à custa da miséria alheia, num país do jeitinho, do endeusamento à esperteza, da louvação a falsos valores e do levar vantagem em tudo, a tal ponto que, entre nós, quem trabalha honestamente não tem tempo de ganhar dinheiro. É como se tivéssemos inventado e vivêssemos sob a cultura do “destrabalho”.

Carlos Lúcio Gontijo

Poeta, escritor e jornalista

www.carlosluciogontijo.jor.br

ilustração:filme o sétimo selo/bergman

SHOWS COM TOM ZÉ


DIA 06/10 - 17h30
Instituto Inhotim

Tom Zé & Banda

Brumadinho - MG

DIA 11/10 - 20h
Concha Acústica do TCA

Tom Zé & Banda

Praça Dois e Julho, s/n - Campo Grande

Salvador - BA

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ESQUECER X SEGUIR EM FRENTE


Esquecer X seguir em frente
Posted by: Daniela |

Manha fresca de um domingo nublado pós Rock in Rio, pós Cold Play cheio de fogos no final. musica e dança são alimento para a alma... Leio com prazer a cronica da Martha Medeiros do globo de hoje, acompanhada do Jonh Lennon e sua voz mansa e quase vejo Londres do lado de fora... Imaginação fértil sempre tive muita.
Felizmente enfim aprendi a usa-la para colorir minha vida e não mais inventar pessoas fora das paginas da ficção.
Na cronica Martha conta sobre como um video de um escritor Uruguaio lhe levou a pensar sobre a necessidade que as pessoas tem de esquecer as mazelas da vida para conseguir seguir adiante. Como dizem lá na nossa terra, o chapéu serviu.
Sempre que leio algo que me faz bem, compartilhar me faz melhor ainda.


"A gente procura esquecer pra poder ir adiante, mas que espécie de caminho trilhamos quando não enfrentamos a verdade?
Esquecer é uma estratégia de sobrevivencia. Somos todos uns esquecidos crônicos. Pra começar esquecemos de alguns descuidos que sofremos na infância, pois fomos educados para considerar pai e mãe infalíveis. Dessa forma, nossas dores internas acabam ganhando o apelido de fricotes, só que esses fricotes viram traumas, e esses traumas minam nossa confiança na vida e sustentam os consultorios psiquiatricos, já que esquecer é uma forma de impedir a compreensão absoluta de nós mesmos e alguem precisa nos ajudar a lembrar para nos libertarmos.
Esquecemos os desaforos que tivemos que engolir durante um casamento ou namoro, tudo porque nos ensinaram que o amor deve ser forte o suficiente para aguentar os revezes da convivência, e tembém por medo da solidão, que tem péssimo cartaz. Então para nos enquadrarmos e nos sentirmos amados e estóicos, esquecemos as mentiras, as traições, os maus tratos, as indiferenças e mantemos algo que ainda parece uma relação, mas que deixou de ser no momento em que enfiamos a cabeça dentro do buraco.
Esquecemos em quem votamos, céticos de que em política nada muda, e, em vez de investirmos nossa energia em manifestações de repúdio à corrupção, deixamos pra lá e seguimos em frente conformados com a roubalheira, desmemoriados sobre nossos direitos.
E esquecemos principalmente de quem somos. Dos nossos ideais, das nossas vontades, dos nossos sonhos, das nossas crenças, tudo em prol de uma adaptação ao meio, de uma preguiça em desfazer o combinado e buscar uma saída alternativa, de uma covardia que gruda na alma e congela os movimentos.
Esquecer de nós mesmos é assinar contrato com a resignação."

Obrigada MARTHA por me lembrar que a amnésia é uma opção, mas não é obrigatória.
E por me propiciar o primeiro sorriso da manha de domingo.blog daniela escobar

DANIELA ESCOBAR NO CINEMA


Jogo Subterraneo:
Brasil 2004

Tania é uma tatuadora, mae d euma menina autista. Envolve-se por acaso com Martim, apos uma crise de sua filha dentro do metrô. Esse filme fala de encontros e desencontros comuns a todos. Da vida, e do quanto não adianta programar ou alimentar expectativas.fonte:daniela escobar site

CARLOS LÚCIO GONTIJO


O país da curva da leitoa

Carlos Lúcio Gontijo

A mais necessária das reformas, a mãe de todas elas, seria (e o é) a mudança no comportamento humano do brasileiro, onde impera a cultura do levar vantagem em tudo, impondo a supremacia do mais esperto sobre o mais capaz, do mais corruptível sobre o mais competente, do maria-vai-com-as-outras sobre o mais questionador, do mais talentoso pelo mais bem relacionado ou mais influente e assim por diante.

As ações e a inoperância de nossos representantes políticos e demais autoridades constituídas ensinaram ao nosso povo que é preferível ter como governante uma figura pública que rouba, mas faz, que um administrador que a nada dá andamento, mas igualmente surrupia. A sensação que temos é de que a corrupção aumentou e o assalto aos cofres públicos também, porém o que temos diante de nós é o desenvolvimento do Brasil e o consequente avanço do número de obras, gerando maior investimento do setor público acompanhado do aumento da propina, que é um vício inerente e inarredável do alicerce de nossas construções públicas. Quem não libera propina, sua pipa não empina – seja no setor público, seja no setor privado.

Vivemos hoje em nossa querida Santo Antônio do Monte e conta-se por aqui que uma perigosíssima curva que existe na MG-164, que liga a cidade ao município da Pedra do Indaiá e à MG-050 é fruto das tratativas entre o proprietário de uma fazenda e o engenheiro e operários responsáveis pela abertura daquela então nova via. Ou seja, para a estrada não ocupar pedaço maior em suas terras, o tal fazendeiro prometeu assar uma leitoa regada a uma farta bebida para todos. E assim se fez e assim se cumpriu, deixando como resultado um traçado rodoviário completamente desrespeitador à vida humana.

O problema de falta de amor e respeito pelo próximo é a fonte de todos os nossos desmandos no campo social. Lamentavelmente, a maneira mais fácil que as pessoas têm à mão para demonstrar seu poder é ferindo os que estão ao seu redor. Agem psicologicamente como se fossem crianças que, para externar sua pretensa força, costumam quebrar os objetos colocados à sua volta.

É por essas e outras que andamos com o andor da literatura que carregamos no peito com muito cuidado, atuando simplesmente como produtor de cultura, que é o que sabemos fazer, sem entrar no ativismo sem causa, no qual impera a língua ferina do fogaréu de vaidades, que termina dificultando o já árduo caminho dos autores de trabalhos literários independentes. A nossa contribuição ao meio da cultura escrita se resume à elaboração de artigos e edição de livros, cujos exemplares são (em sua maioria) desprendida e gratuitamente repassados aos cuidados de bibliotecas comunitárias, escolas rurais, escolas de periferia e tantos outros lugares aonde o livro de literatura raramente chega.

Visualizamos um grande equívoco na filosofia com que se administra a pedagogia do ensino brasileiro, na qual se coloca o conhecimento como uma porta para alcançar muito dinheiro e fama. Dessa forma, os alunos chegam ao vestibular à procura da profissão que lhes dará mais salário e mais acesso a bens materiais, ainda que não tenham qualquer vocação nem gosto pelo exercício da mesma, esquecendo-se de que a escolha de uma atividade profissional é projeto de futuro para uma vida inteira. Como no caso da curva da leitoa, poderá ter em sua vida um indesejável trajeto a ser percorrido com risco, desânimo e infelicidade.

Enfim, assistindo à transformação do grotesco em arte; à louvação da barbárie, da desordem e da violência como fatores acoplados à liberdade democrática; à hipocrisia, à mentira e à corrupção como fenômenos inerentes às práticas políticas, só nos resta enfatizar que o verdadeiro sucesso se resume em conhecer o nosso propósito na vida, crescermos para atingir o nosso potencial máximo e lançar sementes que beneficiem outras pessoas, cientes de que a certeza da escuridão costuma doer-nos menos que a falsa promessa de luz!

Carlos Lúcio Gontijo

Poeta, escritor e jornalista

www.carlosluciogontijo.jor.br

sábado, 1 de outubro de 2011

A CADEIA DA LEGALIDADE


A CADEIA DA LEGALIDADE

Júlio Lázaro Torma
"Pois aqui ficaremos até o fim.Podem atirar.Que decolem os jatos!
Que atirem os armamentos que tiverem comprados a custa da fome
e sacrifício do povo"
( Leonel de Moura Brizola)
No dia 25 de Agosto, nós gaúchos e todas as forças d campo democrático e popular, recordamos os 50 anos da Cadeia da Legalidade.Segundo o historiador Joaquim Felizardo, " A legalidade foi o último levante gaúcho".
O estado do rio Grande do Sul é marcado por grandes lutas, como foi a resistência guaranitica, dos sete povos da missões, com Sepé Tiaraju, contra Espanha e Portugal,onde foram chacinados 1.500 guaranis (1756). As peleias contra o dominio espanhol, a Revolução Farroupilha ( 1835-1845),Revolução Federalista( 1893-1895 e em 1923); a Coluna Prestes( 1923-1927), as revoltas camponesas dos Muckrs de Jacobina,Monges do Pinheirinho,Monges Barbudos de Deca França e a Frente Única Gaúcha que deflaga a Revolução de 1930, que conduz o governador Getúlio Vargas ao Palácio do Catete, rompendo a política hegemonica da região sudeste do país.
A legalidade o último levante gaúcho, foi organizado pelo governador Leonel de Moura Brizola do PTB( Partido Trabalhista Brasileiro), tinha como objetivo garantir a posse do vice presidente João Goulart( PTB), a presidencia após a renúncia do presidente Janio Quadros.
O movimento cívico da legalidade retardou por três anos a tentativa de golpe e estalação de ditadura militar no Brasil.
Os militares com apoio do governo estadunidense haviam tentado dar quatro golpes todos fracassa dos, como o que levou ao suicidio de Getúlio Vargas em 24 de Agosto de 1954; as tentativas de golpe contra o presidente Juscelino Kubistchek( 1959,1959) e João Goulart( 1961), na qual obtiveram êxito com o golpe militar de 31 de março de 1964, contra o então presidente democraticamente eleito João Goulart( JANGO).
João Goulart, foi eleito vice presidente de Jânio Quadros, que havia tido a maior votação para presidente da República com a promessa de combater a corrupção na esfera estatal.
O governo Jânio foi um governo polêmico, como governou sozinho, não alinhado aos E.U.A, apoio Cuba contra a invasão estadunidense,condecorou Ernesto " Che" Guevara, ao mesmo tempo em que criticava o governo socialista cubano.
No dia 24 de Agosto de 1961, Jânio Quadros renúncia a presidencia onde alega que forças ocultas querem derruba-lo, esperando assim o apoio do Congresso, dos militares, voltar nos braços do povo, com amplos poderes para poder governar.o vice presidente estava em viagem oficial a China de Mao Tsé Tung, logo as forças conservadoras de direita se articulam com os militares, para evitar a posse e pedir a renúncia de Jango.Era presidente da câmara Ranieri Mazzilli, que recebe o anuncio da renuncia e que deveria segundo a direita assumir a presidencia.
A desculpa da direita raivosa, era que Jango, era " comunista", se tomasse o governo haverá uma cubanização, sovietização do Brasil e que o Brasil seriá governado por uma " República Sindicalista".
João Goulart, nunca foi comunista, era filho de ricos estancieros, fiel discípulo de Getúlio Vargas, de quem foi ministro do trabalho, onde manteve forte diálogo com a classe trabalhadora.Jango como Vargas,JK, Brizola eram nacional desenvolvimentistas e populares, muito menos populistas, como se imagina na visão da esquerda eurocentrista.
o movimento da Legalidade, era um movimento que defendia o cumprimento da Constituinte, que garantia em caso da vacância do cargo, este deveria passar para o vice presidente.
Diante das ações de setores conservadores direitistas, o governador Leonel Brizola, organiza a resistência ao golpe em curso, convocando a população gaúcha e brasileira, para resistir as investidas, amplos setores se organizam desde intelectuais, artistas,estudantes, sindicalistas e pessoas simples do povo.
DIA 27 DE AGOSTO é formado a RÁDIO DA LEGALIDADE, com os aparelhos transmissores da Rádio Guaiba, que foram instalados no Palácio Piratini, de onde o governador Brizola, convocava a população para resistir e assegurar a posse de Jango.
Brizola, consegue apoio do poder Judiciário, Assembléia Legislativa, de Dom Vicente Scherer( cardeal arcebispo de Porto Alegre), parlamentares e do governador Mauro Borges ( Partido Social Democrático), de Goiás, que convoca a população a resistir. O comando das forças armadas( marinha, exercito e aeronáutica), exigem que o III Exercito, sediado no RS, a força aerea, com base em Canoas, bombardeie Porto Alegre e o Palácio Piratini, os aeronautas se recusam a executar a ação, o exercito fica dividido entre legalistas e golpistas. O Gen. José Machado Lopes, comandante do 3º exercito sediado no RS, declara apoio a João Goulart.
No estado a população se organiza desde a capital ao Rio Grande do Sul profundo; a Brigada Militar tem um importante papel na defesa dalegalidade,a população é armada.
No Congresso nacional as forças reacionárias se mobilizam, como bem ilustra o editorial do " O ESTADO DE SÃO PAULO", PORTA VOZ DOS GOLPISTAS:
" a desistencia espontânea do Sr João Goulart ou a reforma da Constituição que tire do vice- presidente o direito de suceder ao presidente"( 29 de agosto de 1961).
A Campanha da Legalidade logo é reforçada com apoio das principais emissoras de rádio do país, com apoio das Igrejas á Umbanda, times de futebol, CTGs a sindicatos se irmanam em defesa da legalidade, onde se garantira a posse de Jango, a " bala se for preciso".
João Goulat, sai da China e vai a Montevidéu, esperar o desenrolar dos acontecimentos.No Congresso é proposto pelo gaúcho Raul Pilla ( Partido Libertador), o sistema parlamentarista.Proposta de Brizola é que o RS, resista e que sob o comando de Jango, inicie uma marcha a Brasilia, como havia feito Getúlio Vargas em 1930. Diversos estados o povo sai as ruas em defesa da legalidade,no Rio de Janeiro, o governador Carlos Lacerda aliado dos golpistas reprime volentamente a população civil.
Tancredo Neves (PSD) é encarregado pelo congresso de ir a Montevidéu, conversar com Jango, sobre o parlamentarismo.Clandestina mente Jango chega a Porto Alegre num voou da Varig e vai a Palácio Piratini, onde a multidão o espera e se reune com Tancredo Neves e Leonel Brizola. Brizola é contra a proposta defendida por Tancredo do " Parlamentarismo".
A multidão espera o pronunciamento de Jango, que se manteve calado e frustrou muitas pessoas que estavam em frente ao Palácio.Jango era um homem moderado e não desejava jamais ver um banho de sangue,pois sabia que isso poderiá fazer com que os inimigos da Pátria, da Ordem e da Constituição,tivessem a senha e justificativa para conseguir os seus objetivos.
No dia 7 de setembro de 1961, após doze dias de crise política e aceitando as regras impostas pelo congresso João Goulart, assume a presidencia da Republica,tendo Tancredo Neves como primeiro ministro e um ministerio direitista e conservador.
A legalidade nos trouxe um ensinamento sobre a organização popular, principalmente quando falamos que o povo brasileiro é passivo e desleixado, discurso que vai da esquerda a direita em nossos dias.O povo brasileiro não é passivo, ele sabe se mobilizar e participar do processo político, como nos mostra varias campanhas vitoriosas de massa, como " diretas já", pelo " FORA COllOR", que foram vitoriosas, bem como aquelas em que fomos derrotados.
Isso,como a Campanha da Legalidade, onde se usou muito bem a mídia da época o rádio, nos ajuda a primorar a nossa ação e participação política.
Podemos dizer que o povo brasileiro sabe se engajar e para isso é preciso uma bandeira única de luta que saiba de fato unificar os anceios do povo, como foi a campanha da Legalidade.
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MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO


CIDADES CONFIRMADAS até o Momento (MARCHA DIA 12/10)
* Belo Horizonte MG - Praça da Liberdade até a Praça 7 - 14h.
* Brasília DF - Museu Nacional - 14h.
* Florianópolis SC - Trapiche Beira-Mar - 14h.
* Fortaleza CE - Praça da Imprensa rumo ao Cocó - 14h
* Recife PE - Praia de Boa Viagem - Av. Boa Viagem - Pracinha de Boa Viagem.
* Rio de Janeiro RJ - Praça da Cinelândia (em frente a câmara dos vereadores/ a frente do teatro municipal) - 14h.
* Salvador BA -Concentração no Cristo da Barra e as 14h segue para o Palácio do Governador.
* São Luiz MA - Praça do Pescador na avenida Litorânea - 14h.
* São Paulo - Av. Paulista / MASP - 14h.
* Uberlândia MG- Praça Tubal Vilela - 14h
por ivone vebber/caxias do sul
TELA:MAGRITTE