segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CARAVANA ANTINUCLEAR




CARAVANA ANTINUCLEAR CHEGA A ITACURUBA E REUNE POVOS INDÍGENAS

Neste domingo a Caravana Antinuclear viveu um dia muito especial, pois ela esteve em Itacuruba, onde é prevista a instalação da usina nuclear. Logo de manhã, enquanto eram montadas as exposições e estandes na Praça do Coreto, uma movimentação tomava conta da aldeia dos índios Pankará. De lá, um grupo de índios e representantes de organizações que integram a Caravana partiram para a beira do rio São Francisco onde foram aguardar os índios das tribos Tuxá e Pankararé.

“Quando eu era criança, lembro-me que os Pankará atravessavam o rio e iam dançar na Bahia e os Tuxá vinham de lá, dançar o nosso ritual aqui”, recordou o índio Jorge França, uma das lideranças do povo Pankará. Desde que ocorreu o processo de inundação da antiga Itacuruba, com a construção da barragem de Itaparica, nunca mais os Tuxá vieram de Rodelas, na Bahia, para Pernambuco. A Caravana Antinuclear favoreceu que os povos indígenas revivessem esse momento histórico. Ainda pela manhã os Tuxá e Pankararé de Rodelas chegaram de barcos na prainha, em Itacuruba, depois de uma travessia pelo rio São Francisco que dura aproximadamente uma hora.

Logo em seguida os índios se dirigiram para o centro da cidade, onde se concentravam as atividades da Caravana: exposição de materiais informativos sobre os riscos da instalação de uma usina nuclear, mini-feira de ciências sobre as fontes renováveis de energia, estandes demonstrativos com orientações de militantes do Greenpeace. A essa altura muitos moradores de Itacuruba faziam fila no estande de coletas de assinaturas para os abaixo-assinados contra a instalação da usina nuclear, que serão encaminhados ao governo, juntamente com a Carta de Itacuruba, documento elaborado pela Caravana Antinuclear.

No salão paroquial aconteceu um debate sobre a instalação da usina nuclear em Itacuruba. Para ajudar a compreensão do problema e estimular o debate foi exibido o filme A Fala do Cacique, este de documentário apresenta Verá Mirim, 94 anos, cacique da Aldeia Guarani Mbya situada a 20 km das usinas nucleares Angra 1, 2 e 3. Falando sobre o desequilíbrio ambiental da atualidade, ele faz revelações proféticas sobre o mundo nuclear. Os índios presentes acompanharam atentamente a exibição do documentário e antes de debatê-lo dançaram juntos o Toré, o seu ritual sagrado. Além das lideranças indígenas, participaram do debate: técnicos e ambientalistas que vieram de Floresta, Serra Talhada e outras cidades, representantes das comunidades quilombolas Negros de Gilú, Poço dos Cavalos e Ingazeira, como também representantes do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada/IRPAA e da Paróquia de Itacuruba.

No início da noite, encerrando a programação foi apresentado o espetáculo poético musical de educação ambiental Bicho Homem, que utiliza o teatro e a literatura de cordel para abordar problemas socioambientais e o tema da energia nuclear. A cacique Lucélia, da aldeia Pankará, convidou todo o povo presente na Praça do Coreto para dançar um toré contra a usina nuclear. Amanhã a Caravana Antinuclear segue para o município de Jatobá. Ela é realizada pelo MESPE - Movimento Ecossocialista de Pernambuco, em parceria com o Projeto de Educação para uma Cultura de Paz, da Diocese de Floresta, com o apoio do Greenpeace, Cáritas Brasileira, Coordenadoria Ecumênica de Serviço-CESE e da Articulação Anti Nuclear Brasileira.

Contato: Heitor Scalambrini Costa – 9964.4366

Jornalista/Assessor de Imprensa: Gerson Flávio – 8649.8759
tela: basquiat

CARLOS LÚCIO GONTIJO


Finados é tempo de reflexão

Carlos Lúcio Gontijo

No dia 20 de outubro de 2011, recebemos uma homenagem da Loja Maçônica Mestres do Monte, que nos premiou com diploma de honra ao mérito pelo conjunto de nossa obra literária. Lá estávamos meu pai, minha esposa e eu, que acabei dominado por intensa emoção, ao ver-me rodeado de pessoas amigas (algumas delas conhecidas desde criança) e sentir, fortemente, a presença de minha mãe, que no início de minha carreira literária, além de me incentivar, não se fazia de rogada e saía com meus livros debaixo do braço, vendendo-os aos vizinhos e amigos. Confessamos, sem qualquer constrangimento, que tivemos que fazer um esforço enorme para não cair em prato diante da comunidade maçônica que nos homenageava em Santo Antônio do Monte, cidade localizada no Centro-Oeste de Minas Gerais, onde passamos nossa infância e sepultamos mãe Betty, que faleceu a 19 de dezembro de 1989.

A vida é mesmo assim: as gerações vêm e passam – é gente substituindo gente o tempo todo. Nem mesmo os endinheirados e os famosos escapam, pois a morte é o imposto da vida ao qual somos obrigados a pagar. Contudo, o draconiano tributo é quitado sem grandes reclamações ou protestos, pois é o imposto de todos. O certo mesmo é que tanto os pobres quanto os ricos e as celebridades terminam logo esquecidos, se não se deram aos amigos, à família, à convivência em sociedade. Algumas ausências se fazem tão sentidas que, em plenitude, se transformam em uma espécie de presença. São os mortos que falam por intermédio de suas boas ações e obras.

Não somos muito de visitar cemitérios, cremos que as pessoas a que estimamos continuam vivas dentro de nós, daí a razão do verso de um poema nosso grafado na lápide do túmulo de mãe Betty: “Não estás, mas estás em tudo”. Enfim, defendemos a tese de que nossa primeira eternidade espiritual é aquela que podemos erigir com os nossos próprios braços – fruto do nosso esforço e suor –, pois amar e ser solidário com os nossos irmãos, mais que carinho, exige-nos doação, perseverança, compreensão, sinceridade e capacidade de perdoar os defeitos ou imperfeições de que todos nós padecemos. Agindo dessa forma, podemos ouvir os nossos mortos e, quando morrermos, continuar falando, por meio do fio-condutor da saudade, àqueles a quem dedicamos afeição verdadeira no transcorrer de nossa vida.

O filósofo francês André Malraux, dizia que “uma vida pode não valer nada, mas nada vale uma vida”. No Dia de Finados, essa frase deve conduzir-nos à reflexão, pois a convivência em comunidade experimentada pelos brasileiros vem sendo afetada por índices de violência cada vez mais exacerbados e acompanhados de uma selvageria sem limites, como se a graça divina que nos concede a vida fosse uma benevolência celestial desprovida de valor.

Indubitavelmente, a grave crise por que passa o setor de segurança pública, que não consegue enfrentar com a desejável eficácia o avanço do crime organizado e até mesmo os pequenos delitos, alimenta a chama da impunidade e serve de estímulo ao cometimento de crimes cada vez mais violentos, levando um número imenso de pais e avós a sepultarem seus filhos e netos, uma vez que os jovens são os mais atingidos pela onda de violência que assola o Brasil, onde a corrupção política, que surrupia o dinheiro que poderia ser destinado ao atendimento médico-hospitalar, por exemplo, age como metralhadora invisível responsável por uma colossal gama de mortes.

Lamentavelmente, a sociedade humana torna o amor e a solidariedade em substantivos cada vez mais abstratos, como se houvesse optado por estender ao longo da caminhada de homens e mulheres um ambiente concreto de tempo de finados sem fim, onde perecem tanto seres humanos quanto animais, mananciais hídricos e plantas, que têm suas vidas ceifadas pela cobiça materialista em que se acha mergulhada a indispensável sensibilidade e senso coletivo de que se devem revestir todas as ações humanas, para que não nos tornemos agentes fúnebres de nosso próprio destino no planeta Terra.

Carlos Lúcio Gontijo

Poeta, escritor e jornalista
TELA: RAFAEL

www.carlosluciogontijo.jor.br

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CARLOS VEREZA


DO ÁTOMO AO ARCANJO!
O filósofo grego, Demócrito, que sem auxilio do microscópio, em 400 antes de Cristo, descobriu o átomo, formulando uma teoria atômica para o cosmo...A evolução da espécie humana rumo à luz...

Galileu, quase sacrificado porque demonstrou que a terra não era o centro do universo, como também, que o nosso planeta girava em torno do sol, e não o contrário, como a "ciência" oficial da época acreditava...

Alfred Wallace, que formulou a teoria da evolução à mesma época de Darwin, afirmando que houve fundamental auxilio do plano espiritual, concorrendo para que o homem saisse da ameba à nona sinfonia de Beethoven...

Freud desbravando a zona desconhecida do inconsciente, e seu amigo e discipulo, Jung, abrindo horizontes para o inconsciente coletivo...

Tantos indícios mostrando claramente que nascemos para alcançarmos planos inimagináveis, um iluminado reencontro com a Causa Primeira...

E o planeta geme, se retorce em lutas fraticidas, em perispíritos deformados pela ganância, corrupção do corpo e da alma; quantias desviadas em detrimento da miséria que ofende os mais sensiveis, os que tentam ainda um gesto, mesmo tímido, em prol de uma existência mais digna para a humanidade!

Que São Ismael proteja nosso pobre e espoliado Brasil!

Carlos Vereza.

DANIELA ESCOBAR


Agrotoxicos no cinema

"O Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior mercado mundial de agrotóxicos ainda em 2011, com vendas superiores a US$ 8 bilhões".

Esta manchete ocupou páginas dos jornais que circularam no mês de julho e, acredite, foi motivo de orgulho no cenário econômico brasileiro, que considerou como um "bom desempenho" todo esse crescimento do setor. Para nossa sorte – consumidores – e também dos trabalhadores do campo, o uso abusivo dos agrotóxicos tem sido fortemente combatido por frentes que entendem que existe sim uma alternativa saudável e viável para evitar as pragas na agricultura – principal motivo do uso desses insumos.

Recentemente, o cineasta Silvio Tendler lançou o documentário "O Veneno está na mesa", que relata a história de agricultores que morreram, estão doentes ou – incrivelmente – têm dificuldade para obter financiamento para a produção agrícola por não fazerem uso de agrotóxicos. Os 50 minutos do filme também relatam entrevistas com pesquisadores de universidades, denúncias de lobby praticado pela indústria contra medidas restritivas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e resultados de testes realizados que indicam que o consumo chega a 5,2 litros por habitante. Vale a pena assistir. Outra boa notícia é que foi lançada em setembro do ano passado uma campanha nacional contra os agrotóxicos, que visa alertar as pessoas sobre a questão e provocar impacto nos órgãos governamentais. Agora é torcer para que o bom senso fale mais alto!fonte blog daniela escobar

TETE ESPÍNDOLA E FAMÍLIA


SALA DA IARA - Familiar Reality-Show

28.10 - sexta - 21h - com Alzira E + Luz Marina
29.10 - sábado - 21h - com Sérgio Espíndola + Lucas Espíndola
30.10 - domingo - 19h - com Tetê Espíndola + Dani Black
e com meu brother Joy Salles, todos os dias!

vai ser assim, tipo na sala de casa, no aconchego. saudade de receber minha querida familia - acaso ou não, ilustres artistas! - pra cantar novas e velhas canciones, relembrar histórias, tomar um chá, dar risada.

Teatro Décio De Almeida Prado
Cojuba, 45 B - próx Brigadeiro Faria Lima - tel 30793438
São Paulo, Brazil

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Iara Rennó
http://www.tupyqueen.tnb.art.br
http://www.iararenno.tnb.art.br

REVISTA DO SAMBA

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ARNALDO BAPTISTA


Arnaldo Baptista volta aos palcos só com piano: ‘É um lado mais íntimo meu’

Por Gabriel Nanbu | Container Conteúdo – qua, 12 de out de 2011 12:02 BRT
yahoo


Arnaldo Baptista, o cérebro criativo dos Mutantes, retornou ao palco após 30 anos de hiato, com duas apresentações comoventes do show "Sarau Benedito". No sábado (8) e no domingo (9), munido apenas da voz e um piano de cauda, o músico revisitou canções de sua carreira (solo e com os Mutantes) no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Ele foi recebido calorosamente pelo público e contou ao Yahoo! que se surpreendeu com a experiência.

Foto: Fabio Heizenreder

"(A apresentação) com piano foi um lado mais íntimo meu. Eu não tinha ideia de como iria me portar no palco, e foi gostoso", disse o roqueiro, que atualmente trabalha em seu próximo disco solo, "Esphera", no sítio em que vive, em Juíz de Fora (MG).

Nas duas apresentações, pequenas e intimistas (o teatro do Sesc Belenzinho possui 392 lugares), o músico foi prestigiado por um público na faixa dos 30 anos, que teve de disputar os poucos ingressos disponíveis, esgotados em apenas quatro horas. Eram pessoas que nem haviam nascido na época de lançamento de seus principais discos. Ainda assim, cantaram hinos como "Balada do Louco", "Ando Meio Desligado" e "Será que eu vou virar bolor?".

Com a voz um pouco fraca no começo do primeiro show (um tanto, talvez, pelo nervosismo da estreia), o mutante foi crescendo no decorrer da apresentação. Ele brincou com a plateia, fez caretas, tocou "Blowin' in the Wind", de Bob Dylan, e terminou o show ovacionado.

Arnaldo concedeu uma entrevista ao Yahoo! e falou sobre os shows em São Paulo, música e vida.

Você parecia um pouco nervoso em seu primeiro show em São Paulo. Como foi realizar a apresentação nesse formato intimista?
Eu, idealista, estava pensando em fazer um show com amplificador valvulado, mas, para isso, seriam necessários bateria, contrabaixo e guitarra. Só com piano e voz, tornou-se algo mais íntimo. Eu não tinha ideia de como iria me portar. É gostoso porque cada show é muito diferente do outro. Gostei do resultado. É uma experiência nova para mim, nunca havia tocado nesse formato.

As letras ficam mais evidentes só com piano e voz.
Sim. Em shows dos Mutantes, o público ficava berrando entusiasmado. Nesses últimos, houve uma espécie de silêncio. A plateia ficou muito atenta. O show vendeu rapidamente, e parece que o público gostou.

Grande parte do público nem tinha nascido quando o Mutantes acabou. A que se deve essa renovação de seus fãs, na sua opinião?
Não sei se estou certo, mas acho que a conexão com o público tem a ver um pouco com a segunda infância que eu tive. Depois de eu cair (Arnaldo despencou do quarto andar de um hospital psiquiátrico em 1982 e teve sequelas), tive de aprender a falar e a entender a vida com o lado infantil. Acho que compartilho isso com esse público. Isso me deixa entusiasmado.

Você pretende levar o show "Sarau Benedito" a outros lugares?
Sim. É só uma questão de acertar. Está em aberto.

Como você compõe, atualmente?
Faço bastante coisa no piano. Não é sempre que consigo fazer muitas músicas. Às vezes, fico três dias sem produzir nada. Mas, às vezes, parece que abre uma torneira e faço duas ou três músicas numa sentada. Muita gente me pergunta o que me inspirou a escrever a "Balada do Louco". É como comparar a beleza de uma miss com o da Audrey Hepburn. Não dá para fazer igual. O que me inspira a compor varia muito em função do que eu tenho ao meu alcance no momento. Hoje, sou levado a compor muito em função de pintura (Arnaldo também é artista plástico).

Como vai ser o "Esphera", seu próximo disco?
Ele vai tentar abranger a totalidade do meu lado musical. Se por um lado, tem uma música que fala sobre um gatinho brincando com cetim, mais infantil, também existe uma canção como "Here Comes the Devil", que fala sobre algo mais espiritual. É difícil prever o que será o "Esphera".

O Sérgio Dias (irmão de Arnaldo) ainda faz shows ao vivo com Os Mutantes. Você chegou a vê-los no Rock in Rio?
Eu não sabia o dia e acabei não vendo. Vi o Frejat e outras coisas, mas não gostei muito. Não tinha instrumentos Gibson. Não tinha amplificadores valvulados. Isso me fez achar os shows um pouco decadentes.

Você encararia um festival grande?
Eu, pessoalmente, penso em tocar sozinho: banda de um homem só. Se conseguir estruturar, posso fazer um show com guitarra, contrabaixo e bateria, mas isso envolve um pouco de trabalho logístico, e eu ainda não estou pronto. Por isso, estou tentando o piano agora, mas um dia vou levar adiante essa ideia.

Desperta algum sentimento em você quando toca músicas dos Mutantes?
Fico muito contente com o fato de o público saber as letras, mas eu simplesmente sei de cor essas músicas. Às vezes elas entram na minha mente. Foram tantas vezes que as toquei que nada me evoca lembranças ou pessoas.

Muita gente vê a ‘Balada do Louco’ um espelho de sua própria experiência de vida. Você se considera feliz, como diz a letra?
Eu me sinto feliz por estar pesquisando constantemente. Um exemplo disso é eu tocar só com o piano, algo que fazia e casa, mas não imaginava levar a um show. Isso, para mim, é importante, porque eu consigo estudar até onde consigo chegar com esse instrumento. Vou descobrindo minha própria capacidade. Em termos gerais, creio que também sou feliz. Estou do lado de pessoas que eu amo.

O que diria a sua ex-companheira de Mutantes, Rita Lee, se a encontrasse hoje?
Ah, pra falar faz anos e anos que não falo com a Rita Lee. Eu prefiro não pensar no que não aconteceu, porque eu não tenho ideia mesmo. Acho que nem falaria nada de profundo. Mas não gostaria de falar sobre isso agora.