quarta-feira, 16 de novembro de 2011

USP


USP

Greve

Cumprimento o Estado pelo excelente editorial A desocupação da Reitoria (9/11, A3). Sou engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, turma de 1948. Após difícil exame vestibular, estudei na prestigiosa Poli, pois meu saudoso pai não tinha
condições financeiras para pagar uma faculdade particular. Devo meu sucesso profissional à querida Poli! Tenho consciência de que devolvi à sociedade o muito que dela recebi, pagando meus estudos com prestação de serviços técnicos sem remuneração. No meu tempo de Poli, de manhã tínhamos aulas teóricas e à tarde, aulas de projetos. Tenho certeza que esse método de ensino sério, conduzido por dedicados professores, vários deles meus prezados amigos, ainda continua. Aluno da Poli não faz greve! No futuro vai construir pontes, barragens, grandes edifícios, estradas, redes de altas- tensões, equipamentos eletrônicos, etc. Enfim, trabalhos que exigem competência profissional e responsabilidade. Nosso Código de Ética Profissional estabelece em seu artigo 2.º: “Considerar a profissão como alto título de honra e não praticar nem permitir a prática de atos que comprometam a sua dignidade”. É assim que se forma um engenheiro, desde os bancos escolares.Do exposto, concluo dizendo que a minoria de baderneiros que ameaçam com greve não representa os milhares de estudantes da USP, que desejam estudar para no futuro melhor servirem à sociedade. Os arruaceiros fazem greve porque não pagam mensalidade! Nós, contribuintes, que pagamos, com escorchantes impostos, as despesas da USP, exigimos que esses baderneiros sejam expulsos. Eles que vão fazer greve em faculdades particulares, se é que seus pais estão dispostos a pagar sem que os filhos frequentem as aulas. Em seu lugar seriam convocados estudantes carentes que estão fora dos cursos superiores porque seus pais não têm condições financeiras para eles frequentarem as caras faculdades particulares. Jovens carentes, procurem a USP, estão sobrando vagas!
BRAZ JULIANO
São Paulo/ TELA : pollock

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ANTONIO ANTUNES


ISTO NÃO É UM PAÍS, E, MUITO MENOS SÉRIO

Vivemos em um aglomerado que não é um país, e, muito menos sério.

Se aprovada a lei da “tolerância Zero”, padres não poderão mais rezar missas ou dirigir carros. Até hoje não há projeto de nosso senado (este senado que pensa ser deus), de fazer a “Consagração” com suco de laranja, isto porque para que esta proposta estúpida tenha validade é necessário abolirmos o vinho da “Consagração”.

A proposta é tão idiota que se uma pessoa comer um bombom de licor o teste do bafômetro acusará, portanto essa pessoa não poderá dirigir. Tampouco uma pessoa poderá dirigir se tomar um xarope à base de álcool, e, quase todos o são. Partindo dessa premissa, teremos que colocar na cadeia os responsáveis por crianças que lhe deram o bombom ou o xarope.

O Senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), provavelmente não foi a escola, porque senão saberia que quase todos os alimentos são fermentados e produzem alcoóis. Isto significa dizer que nesse caso, qualquer teste de laboratório vai indicar álcool no organismo. Sabe-se também que as pessoas abstêmias, para compensar a ausência de álcool, consomem muito mais alimentos fermentáveis.

Depois aparece outros senadores mais idiotas ainda ou talvez verdadeiros corruptos e dizem que o tolerância zero vale apenas para bebidas alcoólicas. Como irão separar o xarope ou o bombom da taça de vinho? Sou engenheiro químico e não sei como fazê-lo, talvez estas inteligências pensam estar ainda no senado do Império Romano.

Diante de tanta estupidez, gostaria de saber para que serve o senado, afora servir para as maracutaias governamentais? Está na nora de extinguirmos este monstrengo que não serve para nada.

Por falar em extinção está na hora de elegermos deputados como se faz no campeonato brasileiro, por pontos corridos. Sabemos que todos os partidos são iguais. Partidos de direita apresentam propostas mais a esquerda que partidos de esquerda e partidos de esquerda apresentam propostas mais a direita que os partidos de direita. Ora, então porque teremos que eleger deputados sem votos, só porque tiveram um tiririca em seu partido.

Está na hora desse senado ser um poder legislativo de fato e não apenas algo para homologar o que o executivo decidiu. Chega de propostas infantis e sem nexo.

A mídia precisa ser de fato independente e denunciar esses arranjos.

Se esta proposta for aprovada, teremos um mar de corrupção nunca visto, ou caso contrário teremos mais da metade da população na cadeia.

Alguém tem que dizer a esses liliputianos como funciona o nosso organismo.

Rio, 12 de novembro de 2.011.
Antonio Antunes
Engenheiro químico.
TELA: bosch

NEIL FERREIRA


A Cacica baixou mais um decreto-lei: “O passado passou”.

Parece que a Cacica determinou que o roubo de hoje para trás caiu em “exercício findo”. Por exemplo, os mensaleiros não são mais mensaleiros; os “40” réus no Supremo estão anistiados. Os 6 ministros defenestrados voltam para suas atividades e levam a grana sumida, que não volta jamais, já que “o passado passou”.

Lupi permanece ajoelhado no milho mas beijando a mão da Cacica, a quem declarou amor (cada um ama a quem pode; veja o Temer, nisso ele é professor Magna Cum Laude).

Na teoria do “passado já passou”, os fichas sujas agora são fichas limpíssimas; o passado só não passou para a cumpanherada que já recebeu 4 BI em indenizações e receberão ad-aeternum as bolsas-subversão a que fizeram jus por seus empregos de oposição à ditadura.

Quanto a essa turma do PC do B (do Bolso) que está caindo fora com os bolsos forrados e os dos demais partidos da base alugada, o interessante é que são todos jabutis do Cacico, aceitos e nomeados pela Cacica, portanto são jabutis tambem da Cacica.

Em resumo, o Lupi, malandro (“pessoa que abusa da confiança dos outros e usa de esperteza para sobreviver, em vez de trabalhar”, Aulete Digital), não é sozinhoi o lobo das verbas; é quem o mantem no poder.

Logo, a culpa não só do jabuti, que se locupleta por estar por cima da carne seca; a culpa é de quem colocou e de quem mantem o jabuti por cima da carne seca, namely o Cacico e a Cacica.

É bom que o Cacico e a Cacica saibam que o passado nem Deus apaga; o passado está sempre presente.
--
NEIL FERREIRA
QUEM TEM CACICA É INDIO
PCC - POVO CONTRA A CORRUPÇÃO

tela:bosh

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

CARLOS LÚCIO GONTIJO


Mera Constatação
Carlos Lúcio Gontijo
www.carlosluciogontijo.jor.br



Todo amor que chega surpreende
Pois a gente já sentia o seu gosto
De certa forma seu rosto sabia
Conhecia-o profundamente sem conhecê-lo
Feito carinho antigo que acorda de repente
E ao vê-lo, dele simplesmente se recorda
Isso nos faz crer que os amores estão no ar
Cada qual com seu esvoaçar, seu porto-seguro
Seu pouso final em determinado corpo
Assim como o amanhecer sabe a luz
Todos reconhecemos a mão que nos seduz
Não passa a surpresa de mera constatação
Como se tudo já estivesse no coração escrito
E só nos restasse seguir o velho rito
Ensaiado pelo amor novo no palco do malpassado.



(Poema extraído do romance CABINE 33 – CLG/2002)
tela MONET

CLEVANE PESSOA


O SESC da cidade mineira de Uberlãndia, em parceria com a editora Assis, fez uma seletiva de transtextualização de Fernando Pessoa, dessa forma:

a)Os autores escolhiam um poema de Pessoa
b) Os autores faziam um poema paralelo (rasntextualização) , no tema do grande poeta português.
c) Os autores tinham de explicar, em poucas linhas, o poema de pessoa.

Dessa forma, fui uma da spréselecionadas e agora, em adesivos, os poemas a Pessoa estão nas vitrinas em uberlãndia.

A organizadora é Ivone Assis (na foto, com livro), poetisa e prosadora, editora (leia-se Assis Editora) .

Clevane Pessoa foi uma das selecionadas e seu pítico de blog "De uma pessoa para um Pessoa", que sempre usa em seus poiemas a fernado, também foi utilizado no Projeto.

Veja mais autores em hana-haruko.blogspot.com .tambem divulgado no álbum da Editora Assis, no Facebook.

NEIL FERREIRA


FHCite aguda, o mal incurável do Cacico

Neil doutor de anedota Ferreira

“De médico, poeta e louco todo mundo tem um pouco”, afirma a vox populi vox Dei, nunca antes desmentida nesse paíz.

Na cidadezinha em que nasci no interior de Sumpólo, testemunhei em repetidas ocasiões uma roda de velhinhos com ares de profunda sabedoria, bebericando o aperitivo da tarde no boteco do meu tio, comendo com prazer sensual denunciado por olhares lascivos e bocas cheias d´água, os salgadinhos tira-gosto que a minha tia fazia com mão de santa.

Do alto de sua sabença adquirida através dos anos, que inexoráveis embranqueceram e/ou derrubaram os cabelos das suas cabeças depositárias de conhecimentos existenciais incalculáveis, diagnosticavam qualquer mal que acometia algum chegado, sumido da douta roda.

“—É o figo”, a junta médica unânime sentenciava, cada um dando um curto gole (pra durar mais) na mais afamada cachaça de cabeça de alambique da região, “A Presidenta”, assim batizada por um marquetero local para concorrer com o desapontador conhaque “Presidente”.

“—O figo do cumpadi Túlio destrambelou” dizia outro, dando uma cusparada na escarradeira colocada no chão ao lado da cadeira, para secar a boca e evitar que o excesso de saliva aguasse a talagada que viria em seguida, bebum de fina cepa que era.

O cumpadi seria condenado à morte pelo juri reunido no boteco, antes mesmo que a primeira rodada evaporasse : “-- O cumpadi foi pra Avaré com a família, no táxi do Pipo; vai voltar de caminhão”.

Ir para Avaré com a parentada espremida no táxi do Pipo, todo mundo vestido de missa e lenço no pescoço para proteger o imaculado colarinho branco da poeira vermelha da estrada de terra batida, era péssimo agouro.

Minhas tias beatas, não a que fazia os salgadinhos tira-gosto, essa não tinha tempo ocioso para isso, magérrimas de tantas abstinências feitas para garantir um cantinho no céu, espiavam pela janela, benziam-se e baixavam o decreto-lei: “—Todo mundo rezando pelo cumpadi”. Rezavam pra valer incontáveis “Pai Nosso” e “Ave Maria”.

A sobrinhada, que nada tinha a ver com isso, era obrigada a rezar sob pena de tortura da Santa Inquisição, como a brutal proibição de ir à matinê do domingo, para seguir o seriado do “Tarzan”, com Johnny Weissmuller.

Não sei quando a macaca Chita assumiu o papel de “leading lady” no lugar de Jane, a branquela chatinha, protagonista do famoso diálogo “Me... Tarzan; You... Jane !”

É “famoso diálogo” porque anterior e mais duradouro do que o também famoso, entre o policial francês corrupto “capitão Renault” (Claude Rains) com “Rick” (Boggy), numa cena de “Casablanca” (1942), quando o capitão Renault fala para Rick: “—E agora prendemos os suspeitos de sempre”, depois que “Ilsa” (Ingrid Bergman) deu uns tiros no peito de um oficial nazista e se mandou de avião para Lisboa.

Não cito a histórica frase atribuida à Ilsa “Play it again, Sam”, porque ela só existe no imaginário dos apaixonados por cinema, nunca foi pronunciada no filme. Mas há outra, dita quando os dois amigos e cúmplices dirigiam-se em direção ao “final fade out”. O capitão Renault, irônico, fala para Rick: “—Eu só não sou o pior elemento desta cidade porque você existe”.

Avaré era uma cidade de vibrante progresso, pouco maior do que a minha, distante umas cinco léguas; era sede de comarca e tinha Santa Casa.

Ir no táxi do Pipo era a crônica da morte anunciada; voltar de caminhão era voltar na carroceria, estendido dentro de um caixão de defunto.

É com base nesta sólida formação médica, com PhD adquirido nas séries “E.R.”, alma mater do George Clooney, “Grey´s Anatomy” e “Private Practice”, que ao ouvir os primeiros rumores de que o Cacico estaria sofrendo de séria doença, murmurei com a turma da minha roda do pastel da feira da Granja Viana, sob olhares duvidosos : “Não é o figo”. Desta vez não era, para geral admiração.

Não me refiro ao recente mal que o acometeu. Ele é forte e tem a torcida e as orações do país inteiro para que vença essa. Modesto, embora tenha escolhido uma clínica popular pra se tratar, o Sírio Libanês, sempre poderá fazer um “up grade” para o SUS, que atende a zelite, especialmente a que vem de Brasilia de jatinho, como casal Sarney, por exemplo. Vai vencer sim, não tem erro.

O verdadeiro mal incurável e insidioso que nele se instalou, do qual percebi há uns oito anos os sintomas, ignorados pela junta médica que dele cuida, é aquele cujo nome não se pronuncia, a não ser se benzendo com discrição: FHCite aguda.

O Cacico falou, o Cacico avisou, ninguém notou. Todos os dias, tomado de terror pela figura do assombração, o Cacico conta no dedos da mão esquerda seus títulos “Honoris Causa”, para ver se ganhou mais do que FHC. Perde sempre; e esperneia, espuma, grita, xinga; soube que já se cogitou de imobilizarem- no com camisa de força. Nem Freud, aquele pilantra ex- segurança do Cacico, explica.

A FHCite aguda contaminou do dedo minguinho do pé ao cérebro, ou seja lá o que for que ele tenha debaixo do cocar de penas azuis. Essa virou FHCite galopante, não tem quimioterapia que dê jetio.

PS: Os encapuzados que tentaram assumir a Reitoria da USP através de um golpe de Estado, foram gentilmente removidos pela PM. Pegaram seus carros último tipo e voltaram para as casas da Mamã ou do Papá; como se sabe, nas classes altas como no lúmpen as famílias com mais de um filho têm bem mais de um pai.
LUPI É A BOLA VEZ; CHUTA LOGO O PÊNALTI, CACICA.
TELA: salvador dalí

O GOVERNO DA POLUIÇÃO


O governo da poluição
Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

No mês de setembro houve o anúncio em Pernambuco da construção da maior termelétrica a óleo combustível do mundo, no município do Cabo de Santo Agostinho. Com uma potência instalada de 1.452 MW e um sistema de armazenamento para suprir à termelétrica, com capacidade para armazenar 200.000 toneladas de óleo combustível, foi prometido assim, produzir energia suficiente para atender as necessidades da cidade do Recife, caso necessário. A cada dia de funcionamento esta usina emitirá 24.000 toneladas de CO2 para o meio ambiente e quantidades expressivas de outros gases altamente prejudiciais à saúde humana. Além de ser perigosa, esta fonte energética é cara e aumentará a tarifa para todos os consumidores.
O anúncio de mais uma termelétrica não é fato isolado, pois está se construindo deliberadamente em Pernambuco um pólo de produção de energia elétrica com termelétricas sujas, funcionando a base de combustíveis fósseis, concentradas em Suape (Termope com 520 MW a gás natural, Suape II de 380 MW e Suape III de 1.452 MWh, ambas com óleo combustível). Sem contar com a termelétrica a ser construída pela Petrobrás que servirá a Refinaria Abreu e Lima.A instalação da Refinaria da Petrobrás para produzir 200.000 barris/dia de óleo diesel e a construção de estaleiros, também são atividades típicas de empreendimentos que poluem em todas as suas formas, porém a mão de obra necessária não é na sua grande maioria, oriunda da comunidade e de seu entorno.
Experiências passadas em outras partes do Brasil e do mundo mostraram como é perigosa para a saúde das pessoas a concentração de indústrias que utilizam combustíveis fósseis. Além de gases que contribuem para o efeito estufa produz óxidos à base de enxofre e de nitrogênio, que são lançados a atmosfera e assim se transformam em ácido sulfúrico e nitrosos, que se precipitam como chuva ácida. Elementos químicos pesados, cancerígenos são produzidos nestas termelétricas, que mesmo com sistemas de filtros ainda causam enormes danos e riscos aos habitantes próximos da usina.Existem caminhos diferentes para o tão desejado e pretendido progresso, com a criação de empregos e geração de renda, beneficiando mais e mais famílias. Em Pernambuco, patrocinado pelo governo estadual acontece uma deliberada atração de instalações industriais de alto risco, que podem provocar acidentes graves, assim como agressões severas ao meio ambiente e produzir emissões poluentes extremamente venenosas para a saúde pública.O que se espera de qualquer governo municipal, estadual e federal é a preservação do meio ambiente e da saúde daqueles moradores próximos a estes empreendimentos de alto risco. Todavia, o que se verifica é uma irresponsabilidade com o futuro. O modelo de desenvolvimento adotado em Pernambuco tem conceitos e paradigmas do século passado, ultrapassados em relação à realidade e as exigências do século XXI. O desenvolvimento tem que ser parceiro da preservação ambiental e trazer conseqüências positivas na geração de empregos e renda, saúde, habitação, saneamento, educação, lazer, cultura. Não basta somente o discurso do desenvolvimento sustentável, é preciso agir como tal.
A poluição causa danos reais e mensuráveis à saúde humana. As autoridades precisam levar esses danos em conta. Não podem esquecer que existem empregos que causam mortes e devem ser evitados. Existem estudos atuais que possibilitam estimar monetariamente os danos ambientais infligidos por diversos setores da economia. Recente estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Yale e do Middlebury College mostram que há diversos setores que infligem danos ambientais maiores que a soma dos salários que pagam e dos lucros que realizam. Portanto, não criam valor econômico e sim, destroem. Também neste estudo verificou-se que indústrias do setor de energia são as que mais destroem valor. Poluir mais como propõe o governo de Pernambuco, não vai resolver as questões de emprego, só torna a população mais pobre e doente.
tela:basquiat