segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ESPORTE CLUBE NOROESTE


O Esporte Clube Noroeste informa que, a partir desta semana, o técnico Amauri Knevitz concederá duas entrevistas à imprensa por semana (além das entrevistas pós-jogo). As datas das entrevistas serão publicadas juntamente com a Programação Semanal.
Atenciosamente
Thiago Navarro
Assessoria de Imprensa do EC Noroeste

ESPORTE CLUBE NOROESTE


Segue abaixo horários de treino da equipe principal do Noroeste nesta semana:



3ª feira (06/12) – 9h e 16h

4ª feira (07/12) – 16h

5ª feira (08/12) – 9h e 16h

6ª feira (09/12) – 9h e 16h

Sábado (10/12) – 9h e 16h
Reapresentação – 2ª feira (12/12) – 9h
Atenciosamente
Thiago Navarro
Assessoria de Imprensa do EC Noroeste

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ELMAR CARVALHO


A Ero Moça

A aeromoça
abre os braços
e mostra as saídas
de emergência...

E eu a sonhar
que ela abrisse
as pernas e mostrasse
as entradas de quintessência.

Elmar Carvalho
fonte: www.krudu.blogspot.com

Quem você prefere para vestir a camisa 10 do tricolor? E por quê não os dois?
Publicado por windersonfanatico 09/12/2011

Caros leitores cá estamos para mais uma conversa semanal. No assunto central desta sexta-feira o nosso tão esperado camisa 10. Especulações dão conta que o tricolor está negociando (conversando, sondando) com dois jogadores da posição, Montillo destaque do Cruzeiro e Jadson que defende o Shakhtar Donetsk desde 2005.

Walter Damián Montillo tem 27 anos e defendeu 4 equipes na sua carreira que começou profissionalmente em 2005 no San Lorenzo onde fez 89 partidas e marcou 6 gols. Em 2006 Foi emprestado para o Morelia do México voltando um ano depois para ser negociado em definitivo com o Universidad do Chile onde teve grande destaque no campeonato chilenoe na Libertadores.

Em 2010 o Cruzeiro investiu cerca de 6 milhões de reais e contratou um dos melhores jogadores atuantes no Brasil dos últimos dois anos. No total Montillo fez 63 jogos com a camisa celeste e marcou incríveis 28 gols, excelente média para um meio-campista. Ele é um jogador rápido, que tem excelente drible, bom passe e ótimo chute a gol, têm todas as características de um típico camisa 10.

Mas temos dois grandes problemas para contar com ele no Maior do Mundo ano que vem. O primeiro é que a diretoria do Cruzeiro está pedindo uma quantia exorbitante para o mercado brasileiro, 15 milhões de euros. O segundo é que numa possível equiparação de ofertas Montillo declarou que vá preferir uma equipe com vaga na Libertadores da América, vaga esta que não tivemos a capacidade de conquistar este ano.

Já Jadson Rodrigues da Silva, ou apenas Jadson tem 28 anos e atuou em apenas duas equipes na carreira, começou no Atlético Paranaense onde teve grande destaque por lá, transferindo-se para o Shakhtar Donetsk em 2005 onde está atuando atualmente. É muito popular na Ucrânia, titular absoluto da equipe e muito querido pelos torcedores.

Ganhou quase tudo que disputou por lá, Penta-campeão Ucraniano, tri-campeão da Copa da Ucrania e campeão da Copa da Uefa em 2009.

A situação dele é mais fácil que a de Montillo, no seu site oficial, www.jadson.com.br, há declarações do jogador, dizendo que seria uma honra vestir o manto sagrado e que o time ucraniano não dificultará a sua saída.

O valor estipulado pelo Shakhtar é de 10 millhões de euros, o clube tem uma proposta em mãos do Liverpool da Inglaterra de 8 milhões, pesa a favor do tricolor que Jadson quer voltar para o futebol brasileiro.

Os dois são grandes jogadores, ambos já vestiram a camisa de suas seleções, sempre atuando como organizador, são jogadores experientes e estão a venda, cabe a nossa diretoria CONTRATAR este meio campo que tanto a torcida pede desde a saída do contestado Danilo.

Se eu fosse Presidente do Maior do Mundo (quem me dera) me esforçaria para trazer os dois jogadores. Isso mesmo caro leitor, o Cruzeiro está interessado em Jean e o clube da Ucrânia quer contar com os serviços de Marlos. Com cerca de 20 milhões de euros mais Jean e Marlos traríamos os dois facilmente. Lembrando sempre que vamos receber 80 milhões de reais (33 milhões de euros) de direitos de televisão no ano de 2012. Já imaginaram um meio campo com Montillo e Jadson e um ataque com Luis Fabiano e Lucas?

E se você fosse presidente do Maior do Mundo, o que faria?
CARO LEITOR AQUI VOCÊ TERÁ A OPORTUNIDADE DE REVIVER GRANDES BATALHAS DO TRICOLOR PAULISTA, VITÓRIA ÉPICAS.
Hoje uma das poucas felicidades que o tricolor nos deu este ano. Vitória sobre o Corinthians e 100º gol do Mito sob à galinhada.
FONTE: SPNET O TERMOMETRO DA TORCIDA TRICOLOR

WALDO LUIS VIANA


SOLIPSISMO E MENSALÃO

“Toda verdade passa por três fases:

primeiro é ridicularizada;

segundo, é violentamente atacada;

terceiro, é aceita como evidente.”


Arthur Schopenhauer

Waldo Luís Viana*


Solipsismo é a concepção filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências. Devido a isso, a única certeza de existência é o pensamento, instância que controla a vontade. O mundo ao redor é apenas um esboço virtual do que o Ser imagina. Se o mundo ao redor é apenas um esboço virtual, as pessoas e o mundo objetivo só podem ser uma experiência mental e distorcida...

Essa corrente filosófica, neo-escolástica e disseminada no século XVII, volta com toda força em nossa época de informática, fractais, matrix e na argumentação falaciosa dos governos do PT.

O partido que antes de fincar os pés no poder era a oposição mais renhida contra a corrupção, hoje é o partido do “chame os ladrões!” E o pior é que eles comparecem, batendo continência para ONGS fajutas, superfaturamentos de obras e consultorias milionárias. A corrupção ganhou até um eufemismo: “mal-feito”, como se fossem seus autores crianças apanhadas em alguma peraltice, bastando saírem de cena para acabar o castigo.

Nem vale a pena falar no primeiro ano do atual governo, com recorde mundial de seis ministros demitidos por “mal-feitos”, porque a tendência é a lista se alargar, em virtude de que quanto mais se mexe no que não presta à montante, mais se suja o rio à jusante.

O ponto fulcral, no entanto, da esquerda arquitetura é provar em breve que o mensalão do PT – os tais quarenta ladrões, sem Ali Babá, lembram-se! – jamais existiu! Foi apenas uma invenção da imprensa golpista que detesta o ex-presidente, hoje careca, e seus (bem) feitos...

Invoca-se a instalação de uma realidade distorcida, diante dos imperativos interesses do poder instalado. Tendo como aliados a natural lentidão da Justiça e o tamanho do processo, sabe-se que a chicana dos advogados ricos e seus múltiplos recursos cairão em campo para toldar qualquer julgamento sério. Existe, inclusive, o perigo de o processo ser desdobrado, voltando parte dele à primeira instância, o que equivaleria à sua virtual extinção. Mero solipsismo!

Quanto mais o tempo passar, mais os filósofos petistas, do tipo acadêmico-paulistas, continuarão dizendo que não houve “mensalão”, apenas financiamento de caixa dois de campanha, dinheiro inocente e não contabilizado para satisfazer os partidos aliados que não puderam pagar dívidas pós-eleitorais. Enfim, mera piada de salão de quem não tem mais o que fazer...

A realidade distorcida ficou evidente com a tentativa de recuperação moral e eleitoral dos personagens incriminados, que vêm voltando gradativamente ao poder, como se nada houvesse acontecido.

Afinal, não houve dinheiro na cueca e nenhum publicitário careca gerindo as “unhas encravadas” selecionadas por um ex-tesoureiro. Não houve mesada a parlamentares para assegurar maioria no Congresso, em 2005, assim como o olho ferido do então denunciante foi apenas decorrente da funesta queda de uma estante em sua casa.

O interessante é que a oposição, que à época ingenuamente desejava ver o mandatário sangrar, não percebeu que o presidente era apoiado por rentistas externos (160 bilhões por ano de juros) e pelos internos, porque os lucros dos bancos brasileiros jamais exorbitaram tanto na história da República. Nesse contexto, foi a nossa burguesia de esquerda, somada à direita oligárquica mais hipócrita, que conseguiu superar a crise e garantir a reeleição do ex-metalúrgico. Aí então o povo foi ao paraíso e, narcotizado, esqueceu-se de vez do mensalão...

Como a mesma operação se deu em Minas e em Brasília, provando que era sistêmico o processo, afetando também próceres da oposição, ficou o dito pelo não dito – todos preocupados em esconder a realidade podre que é melhor mesmo que não exista...

‘Stamos em pleno mar de corrupção, revolto, e nós, os brasileiros somos os escravos de um fantasmagórico navio negreiro, vergastados pela chibata dos impostos, das carências de infraestrutura e dos monumentais eventos esportivos vindouros, que custarão os olhos e as vísceras da Nação.

Nosso governo é solipsista, isto é, não pode ser conhecido em si mesmo e nem ao menos criticado, porque seus pecados não existem, são mera projeção de nossos mórbidos pensamentos, porque muitos de nós, teimosos e arredios, ainda não nos acostumamos de verdade a amar o Grande Irmão!

E como seremos felizes quando soubermos que aquilo que nos incomoda – e às vezes até aparece de vez em quando em nossa memória – jamais existiu?
*Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e já está quase acreditando que o mensalão do PT jamais existiu...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

BABY GARROUX


LANÇAMENTO DO LIVRO DA ESCRITORA/COLUNISTA E AMIGA BABY GARROUX

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CINEMA


O ANO PASSADO EM MARIENBAD
Tempo e Memória

Guido Bilharinho

Quando se pensava o cinema ter atingido patamar superior de realização com Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima Mon Amour, França, 1959), o primeiro longa de ficção de Alain Resnais (1922-), em que linguagem e ficção, forma e tema fundem-se na recuperação do tempo e da memória, de conteúdo e significado, eis que dois anos após surge O Ano Passado em Marienbad (L’Année Dernière à Marienbad, França, 1961), do mesmo diretor.
Nele, o procedimento estético-ficcional posto em prática em Hiroshima radicaliza-se imageticamente, alcançando meios e modos requintados de exploração formal e temática, subvertendo (e invertendo) o tempo e confundindo o espaço.
À época esse processo cinematográfico provocou impacto e desnorteamento, tal a complexidade metodológica e intelecto-racional adotada (e aplicada), influenciando a linguagem do cinema daí diante, de modo que, com o tempo, pôde-se pouco a pouco assimilá-la, com ela se acostumando.
Mesmo com o hábito e a necessidade (ou vezo) de se tentar diante de obra de ficção acompanhar e compreender a trama e o drama que encerra e conduz, o que primeiro aturde o espectador no filme é o esplendor visual decorrente da sofisticada utilização da câmera na seleção de seu objeto e na perspectiva da angulação e enquadramento a que é submetido com o intuito de produzir beleza estética cinematográfica daquilo que, por si, visualmente, já é belo.
A mesclagem dessas realidades estéticas, conduzida por desenvolta percepção racional e apurada sensibilidade, resulta em molde que sintetiza dialeticamente o estático (o objeto filmado) e o movimento de sua imagem num processo equivalente à visualização e movimentação do olhar humano.
Contudo, não do comum (e geralmente desatento e deseducado) olhar que enxerga, mas, não vê e nem percebe a beleza observada em sua plenitude.
Resnais, adentrando o portentoso hotel, não se limita a expô-lo na voluptuosidade barroca de seus corredores, escadas, galerias, salas, salões, quartos, tetos, painéis, adornos, lustres e portas. Com isso, e mais que isso, infunde-lhe beleza imagética ao extraí-la e exibí-la diretamente dos próprios objetos e ambientes captados.
O rigor que fundamenta e dirige sua ação e prática é o mesmo com que introduz o ser humano nesse espaço recortado da realidade privilegiada por sua valorização estética.
A princípio, as personagens, imóveis e hieráticas, compõem os amplos recintos focalizados apenas como adornos de sua visualidade.
Aos poucos, porém, mas sincopadamente, é-lhes infundido movimento em ritmo e conformidade com sua inserção estético-composicional no ambiente.
Onde há ser humano há vida, emoção, memória, relacionamentos e problemas.
A triangulação amorosa procedida no filme, por força da sutileza de sua elaboração, é submetida, antes de tudo, à poetização tão sofisticada, quase certamente ímpar no cinema, tais a delicadeza e a beleza de sua construção, articulação e condução.
A depuração formal resultante dos movimentos e angulações da câmera e dos enquadramentos das imagens combinada com o refinamento estrutural e procedimental do relacionamento entre os protagonistas num jogo sensorial e verbal que subverte e inverte tempo e memória e os confunde num bloco sintagmático único, porém, dinâmico, atingem no filme a máxima possibilidade estética e racional.
Se o desnorteamento inicialmente provocado pelo filme foi anabolizado, racionalizado e compreendido, a beleza nele e por ele produzida (objetivo e finalidade da arte) mantém-se íntegra e incólume às flutuações do tempo e dos humores humanos, do mesmo modo que a complexidade de sua formulação intelectual e a criatividade e inventividade de sua elaboração cinematográfica, bem como - e ainda - a potencialização das possibilidades sistêmicas da arte cinematográfica na criação de beleza estética que, juntamente com a alta formulação teórica e os avanços científicos, constituem as extremas possibilidades humanas.
(do livro O Filme Dramático Europeu, editado pelo Instituto Triangulino de Cultura em 2010-www.institutotriangulino.wordpress.com)
Guido Bilharinho é advogado atuante em Uberaba, foi candidato ao Senado Federal e editor da revista internacional de poesia Dimensão, sendo autor de livros de literatura, cinema e história regional.
(Publicação autorizada pelo autor)