sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SYLVIA PLATH


The Disquieting Muses
AS MUSAS INQUIETANTES E SYLVIA PLATH

Mother, mother, what illbred aunt
Or what disfigured and unsightly
Cousin did you so unwisely keep
Unasked to my christening, that she
Sent these ladies in her stead
With heads like darning-eggs to nod
And nod and nod at foot and head
And at the left side of my crib?

Mother, who made to order stories
Of Mixie Blackshort the heroic bear,
Mother, whose witches always, always
Got baked into gingerbread, I wonder
Whether you saw them, whether you said
Words to rid me of those three ladies
Nodding by night around my bed,
Mouthless, eyeless, with stitched bald head.

In the hurricane, when father's twelve
Study windows bellied in
Like bubbles about to break, you fed
My brother and me cookies and Ovaltine
And helped the two of us to choir:
'Thor is angry : boom boom boom!
Thor is angry : we don't care!'
But those ladies broke the panes.

When on tiptoe the schoolgirls danced,
Blinking flashlights like fireflies
And singing the glowworm song, I could
Not lift a foot in the twinkle-dress
But, heavy-footed, stood aside
In the shadow cast by my dismal-headed
Godmothers, and you cried and cried :
And the shadow stretched, the lights went out.

Mother, you sent me to piano lessons
And praised my arabesques and trills
Although each teacher found my touch
Oddly wooden in spite of scales
And the hours of practicing, my ear
Tone-deaf and yes, unteachable.
I learned, I learned, I learned elsewhere,
From muses unhired by you, dear mother.

I woke one day to see you, mother, Floating above me in bluest air
On a green balloon bright with a million
Flowers and bluebirds that never were
Never, never, found anywhere.
But the little planet bobbed away
Like a soap-bubble as you called : Come here!
And I faced my traveling companions.

Day now, night now, at head, side, feet,
They stand their vigil in gowns of stone,
Faces blank as the day I was born,
Their shadows long in the setting sun
That never brightens or goes down.
And this is the kingdom you bore me to,
Mother, mother. But no frown of mine
Will betray the company I keep.

Lendo este poema num programa de rádio da BBC, Plath comentou: "It borrows its title from the painting by Giorgio de Chirico--The Disquieting Muses. All through the poem I have in mind the enigmatic figures in this painting--three terrible faceless dressmaker's dummies in classical gowns, seated and standing in a weird, clear light that casts the long strong shadows characteristic of de Chirico's early work. The dummies suggest a twentieth-century version of other sinister trios of women--the Three Fates, the witches in Macbeth, de Quincey's sisters of madness." fonte: luis moura/ blog muro sem vergonha

ALAORPOETA


GOLES EXTREMUS

O sumo cálice transborda
e limpa formas adiposas
róseas faces náuseas bordas
sonsas famílias nebulosas.


O mijo pueril engole
o gole senil de quem viu
séculos de desprezo à prole
ébrios no consumo febril.


Entre olhares vagos vulgares
velando castrados os lares
louvadas as últimas taças


sob céus de chumbo impávidos
de rubro chão e mundos grávidos
do estupro de todas as raças.


alaorpoeta

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ADRIANA MANARELLI


Estupôr
(Adriana Manarelli)

Minha aurora acaba
Com o olho do dia
E devota dos cachos azuis
Minha alma explode em vigília
Além da morte
No lábio que trás o gosto de sangue, ela também irradia.

Meu mito é muito mais que uma fome
É areia movediça
Por entre os dedos
É o horizonte que não acaba
Nem por trás dos montes
E eu oiço o grito
Que liberta o estertor mais amargo,
Mais pura, o esplendoroso vagido
Entre os braços retorcidos do salgueiro
Com suas raízes, beijos e pólens.

Compartilho meu retinto toda manhã
Eu, comigo, e (a)guardo o azul racemo
A linha louca serpenteante estrada do horizonte.
Falanges inteiras
Brincam em minha crina mais prata
Que de azeviche
Só possui ainda
O desfiladeiro que me espreita.

01/ 01/ 2012
tela:"As musas inquietantes" de De Chirico

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

EDSON BUENO DE CAMARGO


xamãs

o poeta é sacerdote
da própria religião
xamãs inebriados
pensam enganar a realidade
na tentativa de ludibriar a morte

clérigo imoral
sua ética
incorpora as realidades de todos os mundos
e outros ainda

como Hermes ou Exu
pendente entre as cosmogonias
carrega mensagens dos deuses
(para cima e para baixo)

um bom poeta só o será
ao encarar a sua extinção pessoal

Rimbaud foi
bruxo a seu tempo
usou a extinção de sua quintessência
e fez poesia além da palavra




indiscutível


há um desenho
perfeito em teus olhos
de acumular pedras da estrada
e icebergs a deriva

água pura
a salvo
para que se tome
um chá de gosto indiscutível
antes de se morrer
tela: wladimir dias pino

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

PIER PAOLO PASOLINI


texto do Glauber Rocha:
A MORAL DE UM NOVO CRISTO

[...]
Pier Paolo Pasolini em 1964, filmou Il Vangelo secondo Matteo [O Evangelho segundo São Mateus].
Versão moderna da vida de Cristo, análise histórica do fenômeno judaico e tentativa de nova moral revolucionária, o filme de Pasolini foi atacado por setores da crítica francesa.
Pasolini respondeu e deu a chave do problema: “A sordidez da crítica francesa recusa admitir a existência de um subproletariado em evolução nos países subdesenvolvidos, recusa compreender os valores destas novas forças. A cultura francesa caiu num racionalismo que Sartre já denunciou como aristocrático e decadente...”.11
Pasolini deixou claro que a crise de consciência do cinema moderno é o reflexo da crise da Europa Ocidental capitalista.
Seu Cristo — que prega a intolerância antes da piedade, que prega a violência antes da complacência, que se revolta contra o Pai quando, na Cruz, se vê desamparado — é o porta-voz de nova moral: a moral do homem subdesenvolvido consciente.
O Cristo de Pasolini é um estigma contra a alienação: alienação é a piedade, a complacência, a hipocrisia, o tabu sexual, o servilismo, todos comportamentos que caracterizam o homem subdesenvolvido, ou melhor, o homem colonizado.
O Cristo de Pasolini é um revolucionário que sucede ao Cristo anárquico de Buñuel.
***
fonte:
[original]
“A moral de um novo Cristo”, em Ado Kyrou, Luis Buñuel, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1966.
[reeditado]
"O Século do cinema: Glauber Rocha", [às fls.185 a 190]
prefácio do Ismail Xavier, São Paulo: Cosac Naify, 2006, 416 pp. [com 62 ilustrações].
***
fonte eletrônica:
[ http://pt.scribd.com/doc/40278532/Glauber-Rocha-O-Seculo-do-Cinema-2006 ]
sobre o EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS/comunidade pier paolo pasolini
mrl-x

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

LOS HERMANOS


O site musicoteca homenageia os 15 anos do Los Hermanos
Os clássicos de uma geração com interpretações inéditas da nova safra musical brasileira

Em 2012, a banda “underground” que mais influenciou a nova geração de músicos brasileiros realizará uma turnê comemorativa de seu 15º aniversário. Para homenagear o quarteto carioca, a musicoteca convidou 33 artistas brasileiros para retratar alguns de seus clássicos, cada um a sua maneira e estilo. E o resultado será um disco inédito, intitulado “Re-Trato” com distribuição livre online para o mundo.

Idealizado pelo produtor Pedro Ferreira, o álbum reunirá 33 artistas, de 8 estados brasileiros, representando a diversidade da atual produção artística musical. É um disco que não se limita a homenagear nossos Hermanos, mas também fomentar e ressaltar a gama pluricultural de criadores que não param de surgir em um dos melhores momentos da nossa música. “Re-trato” é um disco sem pretensões, livre do estigma alternativo, apresentando valores atuais, modernos, de uma nova geração interligada por um único eixo, a música.

Música + arte
O projeto ainda contará com uma série ilustrativa de todo o álbum com gravuras interpretadas pela artista plástica, Luyse Costa. Uma jovem ilustradora com uma linha lúdico musical bem ao estilo musicoteca que dará unidade visual ao projeto. Serão mais de 30 obras exclusivas para imprimir e emoldurar, caso o publico queira. As artes gráficas, capas e divulgação também serão assinadas pela artista. (http://www.luluyse.blogspot.com/)

Disco e distribuição
A coletânea completa estará disponível para streaming a partir de abril nas redes da musicoteca. A obra completa deve ser liberada para o público até o mês de abril, juntamente com a turnê comemorativa do Los Hermanos pelo Brasil. Está prevista a distribuição de uma tiragem pequena para distribuição aos artistas participantes do projeto, imprensa e registro físico sem venda das obras. Todo o disco será distribuído gratuitamente através do site da musicoteca para o mundo. O tributo renderá um disco duplo com algumas faixas bônus track que serão ordenadas de acordo com a linha criativa que ocorrerá durante o processo criativo. (http://amusicoteca.com.br).

Confira todos os nomes confirmados:
Do Amor (RJ)
Quarto Negro (SP)
Tiago Iorc (DF)
nana (BA)
Graveola e o Lixo Polifônico (MG)
Jô Nunes (PR)
Pélico (SP)
Cohen e Marcella (SP- BA)
Banda Gentileza (PR)
5 a Seco (SP)
Tibério Azul (PE)
Velhas Virgens (SP)
A Banda Mais Bonita da Cidade (PR)
Rafael Castro (SP)
Nervoso e os Calmantes (RJ)
Rodrigo Del Arc e Galldino (SP-BA)
Leo Fressato (PR)
Phillip Long (SP)
Dan Nakagawa (SP)
Estrela Ruiz Leminski E Téo Ruiz (PR – SP)
hidrocor (RJ)
Nevilton (PR)
Maglore (BA)
Érika Machado (MG)
Cícero (RJ)
Transmissor (MG)
Lula Queiroga (PE)
Wado (AL)
João e os Poetas de Cabelo Solto (SP)
Bárbara Eugênia (RJ)
Realização: musicoteca (www.amusicoteca.com.br)
Idealizador e produtor - Pedro Ferreira (MG

CARTAS


Abaixo a corrupção e abaixo a impunidade para os mensaleiros.
Participe desta passeata ! E espalhe este link entre os de sua lista.
Só unidos venceremos!
Mara
Queremos lembrar a todos que o link para a nossa passeata é:

www.passeatavirtual.net.br

Mais uma vez, pedimos a todos que nos ajudem a divulgar a passeata.



Passeata Virtual