sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

LIVROS / LANÇAMENTO


A Coleção da Sissi é "Em Busca de Um Mundo Melhor" .
A narradora Sissi Yellow é a minha cachorrinha mais velha ( vai fazer 14 anos dia 12 de abril desse ano 2012).
Essa coleção é engajada com a luta pelos animais e pela natureza. Excelente para crianças lerem e entrarem na psique da narradora.
Memórias de Um CacHorro Velho é a história do meu primeiro resgate na década de 80.
XOLO é o narrador.
Compras pelo meu email: sinara@sinarafoss.com
Cada livro é 23,00 individual , mais a postagem, 5,00.
Mais de um livro fica 20,00 cada.
Ex. os 3 livros da Sissi + postagem Modica = 65,00
Depósitos: no Banco do Brasil 03697 CC 10419-1
SINARA FOSS

LILIA DINIZ


vulcanizo lágrimas
sob o sol de maio
deixando na tua boca
a promessa de um gozo enfurecido
levando entre as pernas
a dança da tua língua
na Ballet da despedida

Lilia Diniz

www.outroladodamargem.zip.net
fonte :piauinauta
tela: di cavalcanti

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ALPHARRABIO LIVRARIA E EDITORA


ALPHARRABIO LIVRARIA E EDITORA

Rua Eduardo Monteiro, 151 – Fone 4438-4358, Fax 4992-5225 – Santo André

e-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br

www.alpharrabio.com.br - http://blog.alpharrabio.com.br/
ALPHARRABIO – 20 ANOS
03.03.2012, sábado, às 10h30
A Livraria Alpharrabio, Editora e Centro Cultural sediada em Santo André, completa 20 anos de intensa e ininterrupta promoção cultural. Para marcar o aniversário, promove uma série de atividades que iniciam no próximo dia 03.03.2012, sábado, às 10h30, com a abertura da exposição "Do outro lado aqui", da artista visual Fátima Roque, ocasião em que amigos e frequentadores estão sendo convidados para um encontro de confraternização e celebração da data.

Programação completa de aniversário
Serviço:
Data: 03.03.2012, sábado, às 10h30
Abertura da exposição: "Do outro lado aqui", de Fátima Roque que marca o 20º aniversário da livraria, seguida de coquetel de confraternização.
Local: Alpharrabio Livraria
Rua Eduardo Monteiro, 151 – Fone 4438-4358
Fax 4992-5225 – Santo André, SP
e-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br
www.alpharrabio.com.br
http://blog.alpharrabio.com


Programação aniversário 20 anos - 2012






03 de março, sábado, 10h30

Abertura da exposição:

Do outro lado aqui

Fátima Roque



Coquetel de Confraternização pelos 20 anos da Livraria

Exposição: Do outro lado aqui
Fátima Roque
Sobre a Atista:
Fátima Roque


20 de abril de 1960, São Paulo – Brasil
Fotógrafa e investigadora da fotografia na área dos processos fotográficos, para além da técnica. Fotografa com frequentes incursões pelos rios da Amazônia e ali ministra cursos e oficinas. Participa em grupos de discussão e atuação nas artes visuais e, especialmente, surrealismo, integrando o Grupo Surrealista de São Paulo. Expôs individualmente no Mezanino de Fotografia, Instituto Cultural Itaú SP (2005) curadoria Helouise Costa e integrou várias exposições coletivas dentre elas Surrealism in 2012 – GoogleWorks Center of Arts, Pennsylvania/USA; Iluminações Descontínuas, Convento de São José, Lagoa/Portugal; Exposição Internacional do Surrealismo Atual – O Reverso do Olhar/ Museu do Chiado, Coimbra/ Portugal; 2008; Atelier da Imagem/RJ 2008; Centro Cultural da CPFL/Campinas (2006); Prêmio Porto Seguro de Fotografia (2005 e 2006); Olhares Paulistanos/Paço das Artes (2005) e Outdoors, nas ruas (2004); Luzenças (2003), atual Estação Pinacoteca; Habitat II, em Instambul. É autora de livros-objeto de fotografia: Gaveta Fotográfica; Caixas de Quase Nada; Frederich Van Velthem e o Mar de Chacororé; Para sempre não existe; O Espírito do Tempo; O que está não é; “Outras Paragens”; Caderno de Descontroles (2006) e Aldeia (2007). Publicações: Sá, Lúcia - Life in the Megalopolis: México City and São Paulo – Editora Routledge, Londres; Rev. Brasileira de Educação – Anped – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - Rio de Janeiro; “O que está não é” - Revista Fotofagia; Eder Chiodetto - Revista SENAC e Retrato dos Índios no Brasil – Séc. XIX . Recebeu alguns prêmios e dá aulas. Nasceu em São Paulo, vive em Santo André, SP, Brasil.
Fátima Roque

Av. Portugal, 1500 – apto 22

Jd. Bela Vista – Santo André - CEP 09041-320 – tel.(11) 4436 0321 – 9658 7727

faroque@uol.com.br e fa.roque@hotmail.com


http://surrealismin2012.org/surrealists_and_friends.htm;

http://issuu.com/itaucultural/docs/possibilidades_da_fotografia

http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/2011/07/26/criacao-e-expressao-livros-a-partir-de-imagens/;
www.portoseguro.com.br;
www.cemwebdesign.com.br/encontrosepretextos;

Sobre a exposição:
Do outro lado aqui – não é mais do que pretexto para o encontro com o inesperado, a tentativa de propulsionar a imaginação pelo caminho dos sonhos através de imagens e objetos. Não se trata, portanto, de mimésis fotográfica, nem tampouco de matéria de prova, mas da tentativa de pôr a ver o humano onde o silêncio possa revelar-se.
O outro lado, aparentemente tão distante, é, na verdade, suficientemente próximo, a ponto de nos fazer entender que, de fato, inexiste. Estamos diante do tempo, elemento do ato fotográfico, repetido nas imagens de asas duplicadas a criar, paradoxalmente, borboletas de pedra encontradas como guarda às avessas, especialmente no material gráfico e no painel de entrada da exposição. Ali há a advertência, aos mais incautos, para deixarem-se levar sem prévias explicações, já que os sonhos não possuem roteiros.
No caminho O vazio não é sem, O gato de Schrödnger ou Viagem ao fundo do olho, A Camera Obscura e os retratos dos viajantes presentes, além das trocas. Os menos acostumados sentirão a ausência de explicações técnicas, esperarão aparelhos, lentes, indicações de impressões, dentre outros elementos totalmente prescindíveis, segundo a fotógrafa, mas que, como parte do processo, lá estarão de maneira não convencional, em conversas pessoais.



Barbara M. Watson

curadora



Barbara M. Watson é membro do PCM – Photo Center Mapetla – South Africa e participou da curadoria, à distância, aqui.





10 de março, sábado, 10h30 - Antonio Possidonio Sampaio, 80 anos - Homenagem



A Livraria Alpharrabio homenageia Antonio Possidonio Sampaio pelos seus 80 anos, escritor que, além de colaborador e cúmplice de ideias do projeto cultural Alpharrabio, inaugurou, em 1993, com o seu livro ABC Cotidiano - Cotidiário, o catálogo Alpharrabio Edições, hoje com mais de 100 títulos publicados.

O encontro consistirá de uma palestra autobiográfica, intercalada de leituras de

de trechos de quatro de seus livros, Sim Sinhor, Inhor Sim, Pois não... e Em Manhattan do Terceiro Mundo, livros que o autor classifica como "Fase paulistana" e Lula e a Greve dos Peões e Em Busca dos Companheiros, da "Fase Abeceana". Escritores amigos do autor foram convidados para a leitura.

Antonio Possidonio Sampaio, autor de 14 livros, dos quais 7 foram publicados pela chancela Alpharrabio Edições, ABC Cotidiano - Cotidiário; 1993; Andanças na Contramão - Reportagem Sentimental; Em Busca dos Companheiros; 1996; Sim Sinhor, Inhor Sim, Pois Não..., 2a. edição, 1997; ABC no Fim do Milênio, 1999; No ABC dos Peões (edição conjunta de A Capital do Automóvel e Lula e a Greve dos Peões); 2005; e Andanças com Salvador Bahia, 2006.





16 de março, 6ª feira, 18h30 - Lançamento do livro Diário de uma mulher em rota de chuva – Conceição Bastos

Sobre o livro:

"Um diário (ainda que toda poesia tenha um pouco de diário) tem ainda mais razões para se ouriçar diante de quem pretende invadi-lo, como a proteger segredos cuja guarda é tão insuportável quanto sua revelação.

É assim que os textos ocupam essa área nebulosa entre guardar e revelar (que, no limite, é também entre confiar e desconfiar do leitor), e talvez por isso tenhamos um livro repleto de trânsitos entre dentro e fora, cidade e corpo, sonho e realidade, ou, como diz a poeta, entre limbo e Olimpo.

Conceição Bastos, quando traz seu Diário à praça, preserva consigo ”a palavra/ Submersa/ Palavra-âncora/ chave para a porta do calabouço”. Mas, leitor, não se apresse em dizer se a chave aí é a que abre ou a que fecha; a que permite a entrada ou a que bloqueia. Como boa ouriça, aquilo que nela é defesa também é ataque. Proteja-se". Tarso de Melo, na apresentação.

Diário de uma mulher em rota de chuva
Conceição Bastos
Selo Dobra Literatura
Formato 14 x 21 cm - 64 páginas - 2011



24 de março, sábado, 10h30 - Conversa de livraria para pequenos leitores


Lançamento do livro A menina e o sol, de Júlio Gonçalves (texto) e Constança Lucas (ilustrações)

Na oportunidade, o artista Carlos Sereno fará a leitura encenada do livro, seguida de uma conversa com os autores que ficarão à disposição para autógrafos.
Constança Lucas: artista visual e ilustradora. Trabalha e vive em São Paulo. Atualmente é doutoranda em Artes Visuais, área Poéticas Visuais, pela Universidade de São Paulo (ECA/USP). constancalucas@gmail.com
Júlio Gonçalves Dias: nasceu em Novo Horizonte, interior de São Paulo. Estudou Sociologia e Filosofia, deu aulas, trabalhou com jovens em projetos sociais e com crianças na rua. juliogdias@gmail.com
Carlos Sereno - Professor de artes cênicas e Educação Artística formado pelas Faculdades Integradas Teresa D’Avila. Ministra cursos diversos sobre a Arte de Contar Histórias, Voluntário Contador de Histórias atuando no Centro Hospitalar do Município de Santo André através da Associação Viva e Deixe Viver.
"A menina e o sol" retrata, de maneira sensível e poética, os "porquês" das crianças. Perguntas simples, e, por isso mesmo tão profundas, sobre a existência, o mundo, os afetos e a vida.

Não é por acaso que o autor do texto, Júlio Gonçalves Dias, tem formação em Filosofia (além de ser sociólogo). Muitas das perguntas que as crianças se fazem, especialmente nesta idade que A menina e o Sol representa, têm a possibilidade de um aprofundamento tão bem lapidado e sensível, dentro de um curto diálogo na essência que o fio da pergunta lança. É um diálogo bem dosado que instiga o "desembrulhar" da menina para outras e mais outras perguntas...sendo fiel às inquietações das crianças ao se debruçarem, curiosas, para conhecer o mundo.”

Editora Saraiva

Texto: Júlio Gonçalves - Ilustradora: Constança Lucas

Formato 30 cm x 23 cm - Acabamento : Brochura

Edição : 1 / 2011 - Número de Paginas : 24


04 de abril, 4ª feira, 18h às 21h00 - Lançamento do livro AMoral Poética, de Henrique Pontes

Primeiro livro do autor. Segundo ele "um muro sendo pichado por anjos".

Uma tentativa poética de rompimento, de insurgência à moralidade, aos claustros da linguagem, à necessidade de ser "digestiva" para o leitor, de ser bonita. Não aspira nem teme o fracasso. Fere ao acaso, e não lambe se lhe pedem. Não cutuca, nem fica de braços cruzados. Não faz o que se espera dela. Enfim uma poética amoral, que, em qualquer círculo que entre, nunca faz aquilo que se entende por poesia."

AMoral Poética

Henrique Pontes

Editora Multifoco - Selo Vale em Poesia

14 de abril, sábado, 10h30 - Conversa de Livraria
Laboratório da imagem - Conversa de Livraria com Kenji Ota

um papo ao pé das imagens, sobre o processo de produção/criação
Kenji Ota, fotógrafo e pensador dialoga com o público presente, a partir de suas imagens, originais e projeções, no Alpharrabio Livraria, em 14/04/2012.
Com trabalhos voltados para a fotografia experimental, Kenji Ota utiliza-se de diferentes suportes e materialidades. Mergulhado na tradição oriental, sua produção evidencia a valorização do acaso e destas experimentações na prática fotográfica. Kenji Ota é fotógrafo, e professor de fotografia no Centro Universitário Senac e na pós-graduação em fotografia na FAAP. Bacharel em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política da USP é mestre em Artes pela ECA/USP, com a Dissertação “Derivações: a errância da imagem fotográfica"

18 de abril, 4ª feira, 18h30 – Alexandre Takara, 80 anos - Homenagem
Homenagem a Alexandre Takara, pelos seus 80 anos decorridos em 2011, escritor que integra o Catálogo Alpharrabio Edições.
Takara profere palestra autobiográfica interativa, na qual, amigos escritores, farão a leitura de trechos de seus livros.
Alexandre Takara é autor de 5 livros, todos publicados pela chancela Alpharrabio Edições, são eles: Semeador de Lembranças, crônicas, Col. Prosas, 1996; Além da Prosaica Realidade (quase diário), coleção Imaginário, 2000; Educação Inclusiva - movimento hip-hop, ensaio, 2003; Entremundos, crônicas, 2004; Subsídios para o Entendimento das Relações entre Educação e Cultura (Artes), ensaio, 2008.
20 de abril, 6ª feira, 19h – Conversa de Livraria
Conversa de Livraria com Fátima Roque, a propósito do encerramento da exposição Do outro lado aqui

NEIL FERREIRA


Neil Ferreira

“Você pensa que cachaça é água...”

Neil skindô-skindô Ferreira


“Cachaça não é água não / Cachaça vem do alambique” / E paga muito imposto pro Leão. O Leão já nos mordeu mais de duzentinhos bilhõezinhos, entre 2 de janeiro e 13 de fevereiro. Não há quem não saiba disso, nem há quem tenha se acostumado com isso.

Não estão quebrados só os pés da quadrinha acima citada; eu e você estamos com os pés, as mãos, os bolsos e as contas bancárias quebrados, lambendo as feridas da mordida do Leão, sem tugir nem mugir; pagamos e não bufamos. Para os otimistas incuráveis, aqui vai uma dica que pode ajudar na salvação: no jogo do bicho, Leão é grupo 16 e as dezenas são 61-62-63-64.

Vamos arredondar a tascada para tornar a conta mais fácil: em 31 dias úteis, 200 bi; 6 bi e 451,6 mi por dia útil; 806,37 mi nas 8 horas úteis que você trabalha por dia; 67,2 mi nos 5 minutos que você perde lendo este besteirol, se é que alguém lê o que digito com 2 dedos e tanta dificuldade. Começou e acabou de ler, o Leão já mordeu mais de 67 mi do otariado nacional. Ler meus textos custa uma nota. Imagine o que custa escrever.

Essa grana arrancada do nosso couro bem que poderia voltar para a sociedade, na forma de pagamentos decentes aos médicos, educadores, policiais civís e militares, com o Estado cumprindo sua obrigação mínima de proporcionar Saúde, Educação e Segurança ao povo, separando parte do sobrante para a tão abandonada infraestrutura; mas não.

Sabemos que a bufunfa vai para destinos mais nobres, como aquele bilhão faturado com o honesto suor dos corpos em embates nas aconchegantes alcovas de Brasília, em inocentes conúbios articulados por aquela advogada fofinha, que a “Veja” colocou na capa desta semana, com uma reportagem sobre poder, sexo e alcovas, nível BBB.

(Só faltaram drugs and rock´n roll, sei lá se faltaram mesmo ou se não li tudo com a atenção devida). O sobrante escorre pelo sumidouro da maior corrupa nunca antes vista neçepaíz.

Só a talagada da cachaça que você engole pra se animar e mais a outra que joga no chão pra animar o santo, pagam 81% de imposto; a cervejinha, que a molecada dimenor bebe como se fosse refresco ou energético, entrega uns 60% numa única golada com colarinho, para a fera aplacar a sede e lamber os bigodes de satisfação.

Se você fuma, anote aí 85% de imposto que se esvaem na fumaça de cada tragada, sem contar o risco de faturar como brinde um câncer na boca, na garganta, nas cordas vocais -- como alguém que você sabe muito bem quem é e eu também sei, mas não falo o nome, sou otário pagante de imposto mas não sou bobo -- na traqueia e nos pulmões; até no câncer da bexiga já foram encontradas impressões digitais do fumo.

Mas ninguém encosta o três-oitão no peito de ninguém para obrigá-lo a beber e/ou fumar. Se bebi e fumei, filo porque quilo, de livre escolha do uso do corpo e da busca da felicidade, é o que dizem bebuns e fumantes, plenos de razão.

Igual àquela Ministra da Mulher, que é tão a favor do aborto nas outras mulheres como é a favor nela mesma; anuncia aos quatro ventos que se submeteu a alguns e faz propaganda ideológica de como é livre e feminista militante aquela que, como ela, transa com homens e mulheres.

Esse é um assunto pessoal, de saúde e de alcova, em que não me meto a besta de me meter; longe de mim cometer esse pecado capital, mangalô treisveis, saravá zifíos ê-ê.

Numa democracia, cada um é cada um. Sei lá se essa madama aí é mesmo democrata; ela parece ser dirigida pelas instâncias menores, a saber, o Coletivo e o Partido (POC, Partido Operário Comunista, quem conhece levanta a mão) e pela instância superior, o Coletivo do Partido, a quem ela apelou para ajudar na decisão de fazer um dos seus abortos.

Não pense que isso aí é invenção da minha mente que perversamente inventa e mente; essas informações estão à disposição na internet, numa entrevista que ela deu em 2004, em que cita como companheira de prisão a atual presidenta. Se a gente for somar as autonomeadas companheiras de prisão da presidenta, dá para lotar um Carandiru inteiro. O Carandiru era uma prisão imensa, sabe-se.

De volta ao bloco do Leão, solto pra jantar a tua carcaça, quero que o povão (não sou povão, sou zelite), a quem a Mentirobrás convenceu de que não paga imposto, saiba que paga sim e tanto quanto qualquer um de nós. Até mesmo o povãozinho, que fica no porão debaixo do andar de baixo, leva suas mordidas do Leão. Paga no arroz, feijão, mistura e cafézinho; na luz, água e celular (há um celular e meio per capita neçepaíz, resultado da “privataria” do FHC).

Quanto à nova Crasse Mérdia A Sem Dente, a quem disseram que enricou, é bom que saiba que ao comprar em vezes o seu primeiro Fusca 65, em ótimo estado de conservação, apenas com um amassadinho que não deixa abrir a porta do motorista, com os 4 pneus carecas e sem estepe, metade dele é a parte do Leão. Pode não ser o filé-mignon que é uma BMW, mas é a mesma metade.

Quanto riso, oh quanta lambança...


EI VOCÊ AÍ ME DÁ UM DINHEIRO AÍ, PRA PAGAR O LEÃO AQUI

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

EFIGÊNIA COUTINHO


TERRAS DISTANTES
Efigênia Coutinho


Andarei de sonho em sonho
De um lugar a outro lugar
O caminho não será bisonho.
Quero encontrar quem me fale
Alguém com quem possa falar
De Amor, mesmo diga que me cale.


Fatias de céu me ponho a colher
Para o caminho engrandecer
Teceria com algodão de nuvens
Ao leito para com Amor aquecer
Antes que os sonhos se turvem
Com poemas sonoros enriquecer.


Seja por fim o sonho envolvente
Ao longo deste árduo desejo
Num Sonho transcendente...
Transpus céus,montanhas cruzei
Dos tantos anseios que rumorejo
Em Terras Distantes me enamorei.


Fevereiro 2012
Balneário Camboriú.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PLÍNIO MAGNO


ESTE TEXTO FOI POSTADO ESTADÃO - SP

“DINHEIRO PELO RALO”

“Se o governo não estivesse jogando bilhões no lixo com elefantes brancos por conta da Copa do Mundo construindo estádios de futebol, se não estivesse ajudando em bilhão os bárbaros comunistas cubanos, se não estivesse ajudando a Hugo Chávez, no Metrô venezuelano e que ainda não nos devolveu os 85 milhões de litros de gasolina que Lula mandou, se não houvera perdoado os milhões em dívidas pelo mundo, dinheiro nosso, se não tivera vendido a preço de banana a refinaria da Petrobrás à Bolívia, se não houvera dado ao FMI os US$ 10 bilhões, dinheiro que não retornará jamais por conta de uma cadeira na ONU que foi um blefe, se não dera bilhões para ONGs de apaniguados, aí, sim, teria dinheiro para dar aumentos dignos aos trabalhadores brasileiros. Ajudam outros países, mas nosso povo está na miséria. As Forças Armadas ganham mal..., porque combateu os terroristas que hoje tomaram de assalto o comando do país.”
PLÍNIO MAGNO

NEIL FERREIRA


PAC 2: Programa de Ampliação da Craco(Lu)lândia

Neil chapado Ferreira


Craco(Lu)lândia: “Acende-puxa-prende-passa”. Kassab não dá nó sem ponto; pensou com a cabeça do bandido e deu um nó górdio no lulo-petismo. O ponto foi de placa, no jogo que suas ambições políticas jogam, ao assentar a pedra fundamental da Craco(Lu)lândia, obra do PAC 2.

Bêbado equilibrista, tento explicar o que consigo enxergar, mesmo com a cabeça obnubilada pela maresia.“Maresia, sente a maresia/ Maresia uhuh/ Acende-puxa-prende-passa”. Quando Gabriel o Pensador lançou “Cachimbo da Paz”, a molecada que lotava seus shows cantava em êxtase, como se aquelas cabecinhas todas estivessem embevecidas pelo fumacê. Estavam.

O refrão grudou nos ouvidos, a memória mastigou-o como se fosse chicletes. Os profissionais do jingle, que passam dias e noites de trabalho insano procurando chicletes parecidos, raramente alcançam essa glória suprema, talvez uma ou duas vezes na vida, se tanto.

Gabriel o Pensador conseguiu colocar no momento certo o refrão certo nas cabecinhas certas. Os adolescentes, seu público, talvez se sentissem reprimidos por pais e mães, que gozaram de total liberdade na juventude. Queriam romper as amarras. Quais amarras ? Se eu soubesse, engarrafava a sabença e vendia nas drogarias, daria mais grana do que o “Facebook”. Filho não vem com Manual do Proprietário.

Acho que eram as amarras de pais caretas, que tinham queimado tanta erva lá atrás, nos bons tempos da revolução dos costumes dos anos sessenta, e agora véideguerra ficam descomendo regras pra riba dos seus rebentos.

“Cachimbo da Paz” é um jingle da maconha e contem um pouco de crítica ao cigarro e álcool, drogas permitidas usadas sob a proteção da lei. “Apaga a fumaça do revólver e da pistola / Manda a fumaça pra cachola” dá cana; transportou-vendeu-comprou-acendeu-puxou-prendeu-passou,teje preso. O “Cachimbo da Paz”(& Amor, Bicho) é um fora da lei.

O fumito deixa um perfuminho que é a maior bandeira. Uzômi vinham farejando e rosnando e nada achavam. A molecada descolada, naquele tempo ainda não havia essa palavra (nem “imperdível”, a lingua era tipo mais manera de escrever e de falar, meu ) estava sempre cheirosinha do inocente patchuli, colocado nas gavetas das blusas, cuecas, calcinhas, meias, bermudas, camisetas.

Cheirou a patchuli, tá marcando presença mermão. Mas não há bem que sempre dure, uzômi se tocaram também nessa. Aí, acende-puxa-prende-passa-cheirou-a-patchuli, teje preso mano. Jogo de gato e rato; esquecer, quem há de.

“Aviõezinhos” aterrisam nas escolas e fornecem a carga aos colegas de classe. Depois do tapa no banheiro, é ir comer uma coisinha no carrinho ali no portão, que poderia ostentar o sugestivo nome de “Larica”.

Depois... nada; vida adulta careta, trampo, uma chatice; cadê a vida bandida cheia de graça, o senhor é conosco, vinde a nós as vossas meninas de minissaias... cadê a mesada ?

Formados em cigarrinho e cervejinha no Fundamental e em fumito no Colegial, a impressão é que se parava por aí. A fumaça do fumito já é quase aceita; tem até passeata de maconheiros exigindo a legalização da diamba. Não é o que traficantes querem. Ao perder o sabor da ilegalidade, perde metade do sabor, perde metade dos usadores. Adeus metade do lucro.

O cachimbo, porém, continuou sua carreira vertiginosa, passou pelo Vestibular, Curso Superior, Mestrado, PhD e Pós-Doc, graduando-se em Arma de Suicidio – é Cachimbo de Crack Magna Cum Laudae.

Os viciados atiram-se ao crack como se fosse a última coisa que fazem na vida; e é. Traficantes e viciados invadem pontos da cidade, que se transformam nas cracolândias. E você conhece a lei fundamental do capitalismo selvagem “Enquanto houver um otário comprando, haverá um esperto vendendo”.

A cracolândia de Sumpólo há pouco tempo recebeu as atenções da Prefeitura e do Governo do Estado. Houve uma gritaria histérica do lulo-petismo, acusando de “ação arbitrária e violenta” a prisão dos traficantes pela PM e a oferta de apoio aos viciados. Ocuparam as tevês, rádios, jornais e blogs amansados da internet com a sua pregação, parecia que a cracolândia é um gueto de resistência e o viciado, um herói antifacista.

Duas coisas aconteceram, inesperadas para quem queria tranformar os viciados em assunto da campanha do brimo Haddad: (1) uma pesquisa mostrou que 84% da população apoiavam a ação da PM; e (2) Kassab deu um terreno de 4.400 metros quadrados no coração da cracolândia, para um improvável e inexistente Instituto Lula de não sei qual finalidade. Seria, digamos, a Craco(Lu)lândia.

Kassab deu um cala-boca nos lulo-petistas, que poderiam atrapalhar suas ambições políticas. As bocas calaram-se. Nem as hordas do padre Lancellotti são vislumbradas de novo nas ruas. O PT, quem diria, virou base alugada do Kassab.

Ao Cara, resta fazer o que sempre fez na vida, dar mais um golpe de marketing e anunciar que vai construir no local as tais Clínicas de Reabilitação, tão prometidas na campanha que elegeu o Poste. Só anunciar como sempre fez; nada fará, como nunca fez. O cachimbo continuará fumegando altaneiro, acendendo-puxando-prendendo-passando – e matando. Quem duvidar, que fume a primeira pedra.

PS: Espero o Gilberto Carvalho dizer que “Salvador é uma praça de guerra” e a chefa dele dizer que “é uma barbárie”, como já disseram antes de eventos muito menos graves, sem saques nem mortos, ocorridos no Estado de Sumpólo.


“STONED, EVERYBODY MUST GET STONED” (Bob Dylan).