sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA COM FERNANDA TAKAI



ENTREVISTA gentilmente CONCEDIDA POR FERNANDA TAKAI, uma cantora fundamental, uma pessoa extremamente gentil,uma referência para todos nós que amamos a poesia,o talento e a simplicidade.

1- QUERIDA FERNANDA, SABEMOS DE SUA ADMIRAÇÃO POR NARA LEÃO, E SEUS RESPECTIVOS TRABALHOS EM CD E DVD SOBRE ESSA ARTISTA TÃO IMPORTANTE PARA TODOS NÓS. ALGUMAS CANÇÕES FICARAM DE FORA DO CD "ONDE BRILHEM OS OLHOS SEUS", HÁ POSSIBILIDADES DE AINDA SEREM GRAVADAS POR VOCE EM NOVO DISCO?

Acredito que não faria um álbum inteiro dedicado à Nara outra vez, mas não posso dizer que nunca mais gravarei outras canções que foram apresentadas ao público em sua voz. Meu próximo disco vai ser em parceria com Andy Summers (The Police) e terá apenas canções inéditas em inglês e português.

2- NARA ERA UMA ARTISTA ATUANTE EM RELAÇÃO AS INJUSTIÇAS OCORRIDAS NO BRASIL EM SUA ÉPOCA, VOCE NÃO ACHA QUE HOJE OS ARTISTAS PODERIAM CONTRIBUIR MAIS , CRITICANDO, CONSCIENTIZANDO A POPULAÇÃO PERIODICAMENTE SOBRE OS MAUS GOVERNANTES,AS MENTIRAS,OS MENSALÕES ,A CORRUPÇÃO QUE SUGA O DINHEIRO PÚBLICO QUE IRIA PARA SETORES IMPORTANTES COMO A SAÚDE,EDUCAÇÃO, SANEAMENTO BÁSICO ETC..? \

Acho que alguns o fazem. Há maneiras diferentes de contribuir que talvez não sejam tão visíveis quanto empunhar uma bandeira publicamente. Gosto de me envolver em questões em que acredito e tenho feito isso ao longo de 20 anos de carreira, só que nem todas as ações desse tipo dão notícia. Prefiro me manter num perfil discreto atuante, poderia assim dizer...

3- GERALMENTE OS ARTISTAS GOSTAM MAIS DE TRABALHOS RECENTES, NO SEU CASO HÁ ALGUM TRABALHO COM O PATO FU,QUE VOCE CONSIDERE MELHOR OU MAIS QUERIDO POR VOCE?

Meu disco do Pato Fu preferido é "Ruído Rosa" (2001). Ele tem uma mistura perfeita de peso e delicadeza.

4- SEU LIVRO MAIS RECENTE É " A MULHER QUE NÃO QUERIA ACREDITAR" - UM LIVRO MUITO GOSTOSO DE LER EM QUALQUER IDADE - ESTE LIVRO É DEDICADO Á SUA FILHA NINA, VOCE PRETENDE TER MAIS FILHOS E ESCREVER MAIS LIVROS? O QUE É SER MÃE PARA VOCE, NESTE MOMENTO TÃO CONTURBADO DE VIOLÊNCIAS, FALTA DE RESPEITO AO SER HUMANO, E DESTRUIÇÃO DO PLANETA?

Não sei se terei mais filhos por conta da vida de muitas viagens que levo. Nina já está com 8 anos e eu tento fazer com ela seja uma menina feliz, educada e responsável, como eu mesma fui criada. Acho que vou escrever mais coisas sim, mas sem pressa. Gosto muito do meu papel de mãe: ensinar e aprender todo dia. Pena que o mundo esteja tão desumano por conta de tantas desigualdades.

4- DE QUE MODO A CULTURA JAPONESA PODE INFLUENCIAR NÃO APENAS O SEU TRABALHO, MAS NA CRIAÇÃO DE NINA ?

Esteticamente influencia de modo considerável, através dos clipes, capas de discos, figurino. No jeito de pensar e agir, espero que influencie na dedicação, disciplina, leveza e sinceridade ao mesmo tempo. Tradição e modernidade. Um equilíbrio pelos opostos.
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5- VOCE JÁ GRAVOU LIVE AND LET DIE (PAUL MCcartney), que outras canções do PAUL,voce gostaria de gravar? E AINDA ACREDITA NA POSSIBILIDADE DE ENCONTRÁ-LO UM DIA?

Sim! Paul tem canções lindas. Uma de minhas preferidas é "This One". Vou gravar com o pai do baterista dele em Los Angeles, quem sabe ele nos convida pra um chá qualquer dia?

6- MUITA GENTE CRITICA O EXCESSO DE PROGRAMAS E BANDAS RUINS NAS TVS, MAS HÁ ARTISTAS TALENTOSOS GARIMPADOS POR AÍ, COMO POR EXEMPLO, A ERIKA MACHADO, AUTORAMAS, os clã (banda portuguesa), TATÁ AEROPLANO, CONTINENTAL COMBO, MAS VOCE PODERIA INDICAR MAIS ALGUMAS QUE VOCE APRECIE?

Meu artista novo preferido é o Leo Cavalcanti, de São Paulo. Gosto também da Céu, Natalia Mallo, Lucy and The PopSonics, Bonifrate, Cecília Silveira...

7- PERGUNTA FEITA POR NEUSA, ESPOSA DO NOSSO ÍDOLO E AMIGO TOM ZÉ:
PARA FERNANDA,UMA PERGUNTA QUE PODE FAZÊ-LA QUERER NOS TRANCAR NO HOSPÍCIO OU NA PESTALOZZI. É QUE ELA CANTA COM UMA QUALIDADE TIMBRÍSTICA, UMA NATURALIDADE, QUE PARECEM SER PRODUTO NÃO SÓ DAS CORDAS VOCAIS MAS TAMBÉM DE UMA GRANDE INTELIGÊNCIA. ELA ESCREVE BEM, FALA LIMPIDAMENTE, SUA EXPRESSÃO É TODA BONITA. VOLTANDO AO COMEÇO: O CANTO DE FERNANDA É DOM DA NATUREZA OU É A NATUREZA CULTIVADA PELA INTELIGÊNCIA DA MENINA? DÊ UM JEITO DE PERGUNTAR ISSO,POIS TOM ZÉ HÁ TEMPO ANDA CURIOSO E EU TAMBÉM. DEU PARA PERCEBER QUE ELA TEM GRANDES ADMIRADORES POR AQUI?

Que pergunta mais ilustre!
Eu nunca estudei canto formalmente, mas escutei muita coisa boa ao longo da vida. Ouvindo vozes diferentes, me identificando com algumas. Acho que fui aprendendo a usar minha voz de forma mais natural. Teoricamente eu deveria cantar bem mais agudo, pois tenho facilidade, mas prefiro minha voz num tom mais grave. Então fico me ajustando numa pequena extensão que consigo dominar. Não sou muito versátil, tem gente que não gosta, mas eu só sei cantar assim... E fico muito, mas muito feliz mesmo em saber que Neusa e Tom Zé me querem tão bem!

Um beijo a todos que torcem a favor sempre,

Fernanda Takai

ABRAÇOS DO SEMPRE FÃ
EVERI RUDINEI CARRARA

NEIL FERREIRA


O pau comeu na casa de Noca

Neil ziriguidum Ferreira


Entre mortos e feridos neste carnaval, salvamo-nos todos. Em Sumpólo, a Gaviões da Fiel, do Córintcha, saiu com um enredo beatificando e santificando São Lula e pegou um vergonhoso 9º lugar. No Rio, a bolivariana Vila Isabel, teúda e manteúda do cumpañero Tchávez, chegou em 3º lugar . Nem por isso o Rio está a salvo, vi fotos do honorável ex-presidiário Belo aos abraços com o prefeito Eduardo Paes, do PMDB; sinto aí cheiro de clorofila.

Em Sumpólo, nunca vi uma festa do povo acabar com tanta pancadaria e baixaria. Não sei quem é a Noca em cuja casa o pau comeu, nem quem é o João Sem Braço, costumeiro dador de golpes na praça, cujo golpe nesse caso era melar o resultado.

O sucedido sucedeu há 3 dias, uma eternidade para a curta memória nacional. Não me meto a me afogar em águas tão passadas. É exemplar a amnésia do Bloco Unidos dos Urubus, os Onze de Brasília, estilosamente fantasiados com suas capas pretas à conde Drácula. O julgamento dos mensaleiros continua esquecido sob a poeira, nos seus caixões de repouso diurno; dormem o dia inteiro, suspeita-se; são avessos à luz do Sol, afirma-se.

O que vi, vi igual ao que você viu, só que diferente. Vi pela tevê um cidadão de camiseta azul discordar da contagem dos votos e democráticamente exercer sua cidadania. Pleno de coragem revolucionária, expropriou os votos ainda não divulgados e os destruiu com as mãos limpas, à vista de todos, como se nada tivesse a temer (não confundir o verbo “temer” com o marido da Marcela).

A tevê mostrou tudo da baixaria, só vou falar uma coisa. A Gaviões da Fiel adentrou o gramado certa de que iria levar o caneco, entrou no vácuo da baderna, tocou fogo em carros alegóricos e invadiu a Marginal, provocando pânico. Estava no vergonhoso 9º lugar, onde ficou. Dito o quê, peço licença para apresentar o meu enredo.

“Em Sumpó... tem carná / Tenho um fusca e um viô / Sô Córintcha e jogo no chão uma talagada / pro santo São Lula...” Ops ! “Ops !” é a interjeição “Opa !” em internetês, como “blz”, que é “beleza”. Então, ops, citei um trechinho do “Samba do Petista Doido”. Usei essa sintaxe para mostrar que sou mudérrrno e escrevo em jovês.

O sutaque com que falei “mudérrrno” é canadense. É igual a “mudêlo” significando “modelo”, como pronunciado pelo encenador canadense Lindbergh Farias, PT/RJ, numa discussão com o senador Aloysio Nunes, PSDB/SP, o mais votado do Brasil, ao afirmar que “u mudêlu de privatição petista é melhor do que u mudêlo tucano”. “U mudêlu” pode ser melhor, “o modelo”não é. Farias foi o ai Jesus das menininhas assanhadas quando era cara-pintada, nas passeatas que ajudaram a derrubar Collor, de quem é aliado hoje.

É necessário compreender o significado de “blz”. Manuela d´Avila, aquela fofurinha do PCB/RS, foi a mais jovem e mais votada deputada federal pelo Rio Grande do Sul. Era vice-presidenta da UNE e precisava de uma campanha jovem e intelectual, para marcar posição.

Apareceu com um slogan que mataria de inveja Duda “Goebbels” Mendonça, autor confesso da embromação nunca antes vista nesse país, “Lulinha Paz e Amor”, pela qual recebeu “tax free” gordas quantias de dólares, num paraíso fiscal.

As palavras mágicas da Manuela na campanha foram “Aê blz !” propaganda reveladora do que a candidata era e é -- que lhe renderam uns 500 mil votos, reveladores do que seus eleitores eram e são.

Manu era fofinha sim, ou mais; numa entrevista confessou que dos 15 aos 17 anos jogou ao mar 40 quilos de carga extra, não se sabe à custa de quais sacrifícios, imagine a vida sem chocolate e com Coca Zero. Sendo a mais cobiçada belezinha da Câmara, cedeu aos encantos do deputado federal José Eduardo Cardozo, PT/SP, atual ministro da Justiça, com quem engatou prolongado namoro, não sei se dura até hoje.

Não estou ao par dos assuntos de alcova do Congresso, a não ser aquele da Mônica, do Renan Avacalheiros, que saiu nua em pelo(s) na Playboy, vista por todos que, como eu, compram a revista para alegadamente ler as entrevistas “cabeça” que publica – e não para olhar com olhares lúbricos aquelas fotos cabeludas ou descabeladas que saem no folder central.

Voltemos à vaca fria, a Gaviões da Fiel, escola de samba do Córintcha e sua derrota de goleada. O enredo deste carnaval foi uma homenagem ao Cara, que queria porque queria sair no carro alegórico, para cantar com a lingua presa a preciosidade da qual aqui vai um trechinho: “Viu… No coração do Brasil / Tanta desigualdade / O retrato da realidade / A utopia buscando a dignidade!/ Solta o grito da garganta e vem comemorar / A soberania popular/ Felicidade… / O povo unido venceu / A cidadania resplandeceu /Uma nova era aconteceu!”. Foi impedido pela conspiração da junta médica, que o impediu de sair e nos poupou do vexame de ver e escutar.

Cultuado pelo enredo como um novo São Jorge, embora a Igreja tenha derrubado o santo do cavalo; como um padim Padi Ciço redivivo, que derrotou sózinho a ditadura milical; inventou o Plano Real e estabilizou a economia; acabou com a fome e nunca ameaçou a liberdade de imprensa. Percebo aí as digitais do Duda “Goebbels” Mendonça. Seus acólitos afirmam que são dele as “Tábuas da Lei”, a.k.a. “Dez Mandamentos”, que escreveu ao ser ungido “ghostwriter” de Jeová. A verdade é o avesso do avesso do avesso, sabe-se.

O palanque móvel desfilou na madrugada de domingo, muito tarde para os meus costumes espartanos. Como você notou por este relato pleno de honestidade, nada vi, nada ouvi e não gostei. Daí, este texto que vai como o Samba do Afrodescendente com Deficiência Mental.

A Gaviões da Fiel perdeu feio, o que prova que em Sumpólo o Cara é um tremendo pé frio e não ganha nem desfile de escola de samba. Brimo Haddad que se cuide.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

TOM ZÉ


TOM ZÉ NÃO FUMA BÍBLIA

Quem é o imbecil que está dizendo que eu fumei Bíblia?

Primeiro: não sou analfabeto; amo tanto a Bíblia quanto Thomas

Mann, Henrich Zimmer, Joseph Campbell, o próprio James Joyce.

Sou inveterado leitor dela, converso sobre ela com amigos, ouço o

que os doutores têm a dizer. E até divulgo.

Agora: o que eu acredito. Ah! Isso é outra coisa. Veja por

exemplo em “José e Seus Irmãos” o capítulo em que Mann

palmeja a saga de Abrahão fundando no deserto o Deus que

conhecemos, já que esse Deus data de cerca de 4.000 anos antes

de Cristo.

Que coisa mais ridícula, essa de fumar Bíblia! Quem anda

dizendo que eu fiz isso não viu nem o próprio filme “Filhos de

João”, no qual quem trata desse assunto claramente não me inclui

e não me cita em seus pronunciamentos.

Que coisa mais ridícula, não gostar da Bíblia! Desrespeitar a

literatura religiosa e mítica, desrespeitar a poesia!
SITE DE TOM ZÉ

TOM ZÉ


Brigitte Bardot
Tom Zé


A Brigitte Bardot está ficando velha,
envelheceu antes dos nossos sonhos.
Coitada da Brigitte Bardot,
que era uma moça bonita,
mas ela mesma não podia ser um sonho
para nunca envelhecer.
A Brigitte Bardot está se desmanchando
e os nossos sonhos querem pedir divórcio.
Pelo mundo inteiro
têm milhões e milhões de sonhos
que querem também pedir divórcio
e a Brigitte Bardot agora
está ficando triste e sozinha.
Será que algum rapaz de vinte anos
vai telefonar
na hora exata em que ela estiver
com vontade de se suicidar?
Quando a gente era pequeno,
pensava que quando crescesse
Ia ser namorado da Brigitte Bardot,
mas a Brigitte Bardot
está ficando triste e sozinha

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

LIVROS / LANÇAMENTO


A Coleção da Sissi é "Em Busca de Um Mundo Melhor" .
A narradora Sissi Yellow é a minha cachorrinha mais velha ( vai fazer 14 anos dia 12 de abril desse ano 2012).
Essa coleção é engajada com a luta pelos animais e pela natureza. Excelente para crianças lerem e entrarem na psique da narradora.
Memórias de Um CacHorro Velho é a história do meu primeiro resgate na década de 80.
XOLO é o narrador.
Compras pelo meu email: sinara@sinarafoss.com
Cada livro é 23,00 individual , mais a postagem, 5,00.
Mais de um livro fica 20,00 cada.
Ex. os 3 livros da Sissi + postagem Modica = 65,00
Depósitos: no Banco do Brasil 03697 CC 10419-1
SINARA FOSS

LILIA DINIZ


vulcanizo lágrimas
sob o sol de maio
deixando na tua boca
a promessa de um gozo enfurecido
levando entre as pernas
a dança da tua língua
na Ballet da despedida

Lilia Diniz

www.outroladodamargem.zip.net
fonte :piauinauta
tela: di cavalcanti

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ALPHARRABIO LIVRARIA E EDITORA


ALPHARRABIO LIVRARIA E EDITORA

Rua Eduardo Monteiro, 151 – Fone 4438-4358, Fax 4992-5225 – Santo André

e-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br

www.alpharrabio.com.br - http://blog.alpharrabio.com.br/
ALPHARRABIO – 20 ANOS
03.03.2012, sábado, às 10h30
A Livraria Alpharrabio, Editora e Centro Cultural sediada em Santo André, completa 20 anos de intensa e ininterrupta promoção cultural. Para marcar o aniversário, promove uma série de atividades que iniciam no próximo dia 03.03.2012, sábado, às 10h30, com a abertura da exposição "Do outro lado aqui", da artista visual Fátima Roque, ocasião em que amigos e frequentadores estão sendo convidados para um encontro de confraternização e celebração da data.

Programação completa de aniversário
Serviço:
Data: 03.03.2012, sábado, às 10h30
Abertura da exposição: "Do outro lado aqui", de Fátima Roque que marca o 20º aniversário da livraria, seguida de coquetel de confraternização.
Local: Alpharrabio Livraria
Rua Eduardo Monteiro, 151 – Fone 4438-4358
Fax 4992-5225 – Santo André, SP
e-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br
www.alpharrabio.com.br
http://blog.alpharrabio.com


Programação aniversário 20 anos - 2012






03 de março, sábado, 10h30

Abertura da exposição:

Do outro lado aqui

Fátima Roque



Coquetel de Confraternização pelos 20 anos da Livraria

Exposição: Do outro lado aqui
Fátima Roque
Sobre a Atista:
Fátima Roque


20 de abril de 1960, São Paulo – Brasil
Fotógrafa e investigadora da fotografia na área dos processos fotográficos, para além da técnica. Fotografa com frequentes incursões pelos rios da Amazônia e ali ministra cursos e oficinas. Participa em grupos de discussão e atuação nas artes visuais e, especialmente, surrealismo, integrando o Grupo Surrealista de São Paulo. Expôs individualmente no Mezanino de Fotografia, Instituto Cultural Itaú SP (2005) curadoria Helouise Costa e integrou várias exposições coletivas dentre elas Surrealism in 2012 – GoogleWorks Center of Arts, Pennsylvania/USA; Iluminações Descontínuas, Convento de São José, Lagoa/Portugal; Exposição Internacional do Surrealismo Atual – O Reverso do Olhar/ Museu do Chiado, Coimbra/ Portugal; 2008; Atelier da Imagem/RJ 2008; Centro Cultural da CPFL/Campinas (2006); Prêmio Porto Seguro de Fotografia (2005 e 2006); Olhares Paulistanos/Paço das Artes (2005) e Outdoors, nas ruas (2004); Luzenças (2003), atual Estação Pinacoteca; Habitat II, em Instambul. É autora de livros-objeto de fotografia: Gaveta Fotográfica; Caixas de Quase Nada; Frederich Van Velthem e o Mar de Chacororé; Para sempre não existe; O Espírito do Tempo; O que está não é; “Outras Paragens”; Caderno de Descontroles (2006) e Aldeia (2007). Publicações: Sá, Lúcia - Life in the Megalopolis: México City and São Paulo – Editora Routledge, Londres; Rev. Brasileira de Educação – Anped – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - Rio de Janeiro; “O que está não é” - Revista Fotofagia; Eder Chiodetto - Revista SENAC e Retrato dos Índios no Brasil – Séc. XIX . Recebeu alguns prêmios e dá aulas. Nasceu em São Paulo, vive em Santo André, SP, Brasil.
Fátima Roque

Av. Portugal, 1500 – apto 22

Jd. Bela Vista – Santo André - CEP 09041-320 – tel.(11) 4436 0321 – 9658 7727

faroque@uol.com.br e fa.roque@hotmail.com


http://surrealismin2012.org/surrealists_and_friends.htm;

http://issuu.com/itaucultural/docs/possibilidades_da_fotografia

http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/2011/07/26/criacao-e-expressao-livros-a-partir-de-imagens/;
www.portoseguro.com.br;
www.cemwebdesign.com.br/encontrosepretextos;

Sobre a exposição:
Do outro lado aqui – não é mais do que pretexto para o encontro com o inesperado, a tentativa de propulsionar a imaginação pelo caminho dos sonhos através de imagens e objetos. Não se trata, portanto, de mimésis fotográfica, nem tampouco de matéria de prova, mas da tentativa de pôr a ver o humano onde o silêncio possa revelar-se.
O outro lado, aparentemente tão distante, é, na verdade, suficientemente próximo, a ponto de nos fazer entender que, de fato, inexiste. Estamos diante do tempo, elemento do ato fotográfico, repetido nas imagens de asas duplicadas a criar, paradoxalmente, borboletas de pedra encontradas como guarda às avessas, especialmente no material gráfico e no painel de entrada da exposição. Ali há a advertência, aos mais incautos, para deixarem-se levar sem prévias explicações, já que os sonhos não possuem roteiros.
No caminho O vazio não é sem, O gato de Schrödnger ou Viagem ao fundo do olho, A Camera Obscura e os retratos dos viajantes presentes, além das trocas. Os menos acostumados sentirão a ausência de explicações técnicas, esperarão aparelhos, lentes, indicações de impressões, dentre outros elementos totalmente prescindíveis, segundo a fotógrafa, mas que, como parte do processo, lá estarão de maneira não convencional, em conversas pessoais.



Barbara M. Watson

curadora



Barbara M. Watson é membro do PCM – Photo Center Mapetla – South Africa e participou da curadoria, à distância, aqui.





10 de março, sábado, 10h30 - Antonio Possidonio Sampaio, 80 anos - Homenagem



A Livraria Alpharrabio homenageia Antonio Possidonio Sampaio pelos seus 80 anos, escritor que, além de colaborador e cúmplice de ideias do projeto cultural Alpharrabio, inaugurou, em 1993, com o seu livro ABC Cotidiano - Cotidiário, o catálogo Alpharrabio Edições, hoje com mais de 100 títulos publicados.

O encontro consistirá de uma palestra autobiográfica, intercalada de leituras de

de trechos de quatro de seus livros, Sim Sinhor, Inhor Sim, Pois não... e Em Manhattan do Terceiro Mundo, livros que o autor classifica como "Fase paulistana" e Lula e a Greve dos Peões e Em Busca dos Companheiros, da "Fase Abeceana". Escritores amigos do autor foram convidados para a leitura.

Antonio Possidonio Sampaio, autor de 14 livros, dos quais 7 foram publicados pela chancela Alpharrabio Edições, ABC Cotidiano - Cotidiário; 1993; Andanças na Contramão - Reportagem Sentimental; Em Busca dos Companheiros; 1996; Sim Sinhor, Inhor Sim, Pois Não..., 2a. edição, 1997; ABC no Fim do Milênio, 1999; No ABC dos Peões (edição conjunta de A Capital do Automóvel e Lula e a Greve dos Peões); 2005; e Andanças com Salvador Bahia, 2006.





16 de março, 6ª feira, 18h30 - Lançamento do livro Diário de uma mulher em rota de chuva – Conceição Bastos

Sobre o livro:

"Um diário (ainda que toda poesia tenha um pouco de diário) tem ainda mais razões para se ouriçar diante de quem pretende invadi-lo, como a proteger segredos cuja guarda é tão insuportável quanto sua revelação.

É assim que os textos ocupam essa área nebulosa entre guardar e revelar (que, no limite, é também entre confiar e desconfiar do leitor), e talvez por isso tenhamos um livro repleto de trânsitos entre dentro e fora, cidade e corpo, sonho e realidade, ou, como diz a poeta, entre limbo e Olimpo.

Conceição Bastos, quando traz seu Diário à praça, preserva consigo ”a palavra/ Submersa/ Palavra-âncora/ chave para a porta do calabouço”. Mas, leitor, não se apresse em dizer se a chave aí é a que abre ou a que fecha; a que permite a entrada ou a que bloqueia. Como boa ouriça, aquilo que nela é defesa também é ataque. Proteja-se". Tarso de Melo, na apresentação.

Diário de uma mulher em rota de chuva
Conceição Bastos
Selo Dobra Literatura
Formato 14 x 21 cm - 64 páginas - 2011



24 de março, sábado, 10h30 - Conversa de livraria para pequenos leitores


Lançamento do livro A menina e o sol, de Júlio Gonçalves (texto) e Constança Lucas (ilustrações)

Na oportunidade, o artista Carlos Sereno fará a leitura encenada do livro, seguida de uma conversa com os autores que ficarão à disposição para autógrafos.
Constança Lucas: artista visual e ilustradora. Trabalha e vive em São Paulo. Atualmente é doutoranda em Artes Visuais, área Poéticas Visuais, pela Universidade de São Paulo (ECA/USP). constancalucas@gmail.com
Júlio Gonçalves Dias: nasceu em Novo Horizonte, interior de São Paulo. Estudou Sociologia e Filosofia, deu aulas, trabalhou com jovens em projetos sociais e com crianças na rua. juliogdias@gmail.com
Carlos Sereno - Professor de artes cênicas e Educação Artística formado pelas Faculdades Integradas Teresa D’Avila. Ministra cursos diversos sobre a Arte de Contar Histórias, Voluntário Contador de Histórias atuando no Centro Hospitalar do Município de Santo André através da Associação Viva e Deixe Viver.
"A menina e o sol" retrata, de maneira sensível e poética, os "porquês" das crianças. Perguntas simples, e, por isso mesmo tão profundas, sobre a existência, o mundo, os afetos e a vida.

Não é por acaso que o autor do texto, Júlio Gonçalves Dias, tem formação em Filosofia (além de ser sociólogo). Muitas das perguntas que as crianças se fazem, especialmente nesta idade que A menina e o Sol representa, têm a possibilidade de um aprofundamento tão bem lapidado e sensível, dentro de um curto diálogo na essência que o fio da pergunta lança. É um diálogo bem dosado que instiga o "desembrulhar" da menina para outras e mais outras perguntas...sendo fiel às inquietações das crianças ao se debruçarem, curiosas, para conhecer o mundo.”

Editora Saraiva

Texto: Júlio Gonçalves - Ilustradora: Constança Lucas

Formato 30 cm x 23 cm - Acabamento : Brochura

Edição : 1 / 2011 - Número de Paginas : 24


04 de abril, 4ª feira, 18h às 21h00 - Lançamento do livro AMoral Poética, de Henrique Pontes

Primeiro livro do autor. Segundo ele "um muro sendo pichado por anjos".

Uma tentativa poética de rompimento, de insurgência à moralidade, aos claustros da linguagem, à necessidade de ser "digestiva" para o leitor, de ser bonita. Não aspira nem teme o fracasso. Fere ao acaso, e não lambe se lhe pedem. Não cutuca, nem fica de braços cruzados. Não faz o que se espera dela. Enfim uma poética amoral, que, em qualquer círculo que entre, nunca faz aquilo que se entende por poesia."

AMoral Poética

Henrique Pontes

Editora Multifoco - Selo Vale em Poesia

14 de abril, sábado, 10h30 - Conversa de Livraria
Laboratório da imagem - Conversa de Livraria com Kenji Ota

um papo ao pé das imagens, sobre o processo de produção/criação
Kenji Ota, fotógrafo e pensador dialoga com o público presente, a partir de suas imagens, originais e projeções, no Alpharrabio Livraria, em 14/04/2012.
Com trabalhos voltados para a fotografia experimental, Kenji Ota utiliza-se de diferentes suportes e materialidades. Mergulhado na tradição oriental, sua produção evidencia a valorização do acaso e destas experimentações na prática fotográfica. Kenji Ota é fotógrafo, e professor de fotografia no Centro Universitário Senac e na pós-graduação em fotografia na FAAP. Bacharel em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política da USP é mestre em Artes pela ECA/USP, com a Dissertação “Derivações: a errância da imagem fotográfica"

18 de abril, 4ª feira, 18h30 – Alexandre Takara, 80 anos - Homenagem
Homenagem a Alexandre Takara, pelos seus 80 anos decorridos em 2011, escritor que integra o Catálogo Alpharrabio Edições.
Takara profere palestra autobiográfica interativa, na qual, amigos escritores, farão a leitura de trechos de seus livros.
Alexandre Takara é autor de 5 livros, todos publicados pela chancela Alpharrabio Edições, são eles: Semeador de Lembranças, crônicas, Col. Prosas, 1996; Além da Prosaica Realidade (quase diário), coleção Imaginário, 2000; Educação Inclusiva - movimento hip-hop, ensaio, 2003; Entremundos, crônicas, 2004; Subsídios para o Entendimento das Relações entre Educação e Cultura (Artes), ensaio, 2008.
20 de abril, 6ª feira, 19h – Conversa de Livraria
Conversa de Livraria com Fátima Roque, a propósito do encerramento da exposição Do outro lado aqui