sexta-feira, 16 de março de 2012

ENTREVISTA COM ARNALDO BAPTISTA


perguntas ao querido ídolo e artista genial ARNALDO BAPTISTA,em entrevista para o site cultural
telescopio.vze.com
perguntas do entrevistador, músico,poeta;prof. de tai chi chuan,editor: everi carrara:


1-ARNALDO VOCE FALA SOBRE A RELAÇÃO DE CORES E SONS MUSICAIS, ISSO ME FEZ PENSAR EM JIMI HENDRIX ,O QUAL POR DIVERSAS VEZES ASSOCIAVA O QUE QUERIA AO SEU PRODUTOR MUSICAL, CITANDO CORES ESPECÍFICAS PARA OS ARRANJOS MUSICAIS. VOCE PENSA EM CORES MUSICAIS, OU SONS VISUAIS?
arnaldo baptista– É interessante aqui, o relacionamento; entre sons e cores. Ensaiei isso, com luzes; digitais, que enviavam imagens, em função de um teclado de controle.

2- A PINTURA EXPERIMENTAL QUE VOCE PRODUZ TEM A VER COM O SEU LIVRO "REBELDE ENTRE OS REBELDES" ? OU SEJA, AQUELE MISTICISMO, VIAGEM ETÉREA, NUM MIX COM A FÍSICA QUÂNTICA, SOL, CIÊNCIA?
arnaldo baptista :A pintura experimental, tem a ver com o livro “Rebelde entre os Rebeldes” ; num sentido de serem experimentais, ambos. O resultado envolve as energias; limpas (Eletricidade Solar e Aeólica) em contraste, com as sujas (carne; petróleo, religião e caretice).

3- A mostra, em cartaz até 20 de abril, conta com cenografia assinada pelo arquiteto e especialista em projetos museográficos, Alvaro Razuk.VOCES PRETENDEM LANÇAR UM LIVRO SOBRE ESSA EXPOSIÇÃO?
arnaldo baptista: Sim... faz parte do projeto da exposição LENTES MAGNÉTICAS, o lançamento de um livro em 2013, contendo fotos e fichas técnicas das 120 obras da série.

4 Voce é um ícone da música pop internacional,e ao mesmo tempo, um quase estreante em exposição de artes plásticas, como foi a influência de Lucinha ,sua esposa neste processo,já que ela foi uma presença emblemática também em sua vida e sua música?
arnaldo baptista:Em função da palavra museu; ser ligada , à palavra Musa; para encontrar, arte. Seja em, frutas; penas; tinta e telas. Tentando fazer; um, explosivo plástico (100 megastones). Bomba: Atônita.

5- O HOMEN PARECER TER ABANDONADO O PLANETA, DESTRUINDO O MEIO AMBIENTE E O QUE HÁ AO SEU REDOR. aCREDITA QUE SUA PINTURA POSSA REFLETIR SOBRE ESSA REALIDADE, IMPULSIONANDO O OLHAR DO PÚBLICO PARA UMA NOVA PERSPECTIVA, MAIS ESPIRITUAL E DINÂMICA?
arnaldo baptista:O homem e a máquina, com a Vida Artificial; pode criar um Ciborg, ecológico. Possuidor; de emoções; Justiça; privacidade e felicidade.Eu poderia até esculpir você; em, mármore de Carrara!


6- SABEMOS QUE O SAUDOSO PIER PAOLO PASOLINI EM SEUS PRIMEIROS FILMES ,UTILIZAVA MÚSICAS DE J.S.BACH ,FAZENDO UMA ESPÉCIE DE INTERSECÇÃO ENTRE CINEMA E MÚSICA; VOCE OUVE MÚSICA ENQUANTO PINTA?
arnaldo baptista:É costume meu, aqui no estúdio-atelier; pintar um quadro e depois, retocá-lo, escutando música (relacionada; ao, trabalho).

7- SOU SEU FÃ,DESDE A PRIMEIRA VEZ QUE OUVI OS DISCOS DOS MUTANTES E SEUS DISCOS SOLOS NO COMEÇO DOS ANOS 80 - FICO FELIZ EM PODER SABER QUE SEU TALENTO É SEMPRE RADIANTE, AMPLO,NECESSÁRIO,ESSENCIAL NESTA ÉPOCA TÃO PERTURBADA E CARENTE EM TERMOS DE PAZ, AMOR, ESPIRITUALIDADE, E ESPERANÇA - HÁ ALGO QUE VOCE COMO ARTISTA E CIDADÃO DESTE PLANETA QUEIRA NOS DIZER,NESTE MOMENTO?
arnaldo baptista:No momento atual, a Terra, encontra-se com pertubadoras opções; que envolvem, criogenização (eternidade) e química cerebral (Holandesa).

Mas uma coisa, consegue dar-nos satisfação; entre, tudo isso: Constatar-se, que os amplificadores de áudio valvulados; são infinitamente melhores

Do que os digitais. ( Não, mande fazer; faça!) Non, ducor, duco.


http://www.audioresearch.com/index.htm

PAUL McCARTNEY EM RECIFE


Shows de Paul McCartney estão confirmados para
abril, no Recife

O boato que circulava em todo o país desde o fim de semana foi confirmado oficialmente nesta sexta-feira (16) e pode ser comemorado até com fogos pelos fãs de rock do Recife: Paul McCartney vai se apresentar na capital de Pernambuco.
"A Luan Promoções e Eventos fechou ontem o contrato com representantes do artista para dois shows no Recife, nos dias 20 e 21 de abril", confirmou Luiz Augusto Nóbrega, dono da produtora pernambucana, em entrevista exclusiva ao G1, por telefone.
Segundo ele, a única pendência agora é acertar com a presidência do Santa Cruz para que os shows ocorram no estádio do Arruda. Apesar de o show ter sido anunciado antecipadamente pelo secretário de Turismo do Recife, André Campos, o contrato só foi assinado na quinta-feira (15), e só agora está 100% confirmado.
A Luan Produções assinou com a Planmusic, do Rio de Janeiro, de Luiz Oscar Niemyer, para a vinda do mega astro. A Planmusic foi a produtora responsável pela vinda de sir Paul ao Brasil no ano passado, quando ele fez duas apresentações no Rio de Janeiro.
Todos os detalhes serão repassados numa coletiva de imprensa que deve acontecer até a próxima semana, para evitar qualquer outro tipo de especulação, como vem acontecendo na cidade. Além do local das apresentações, ninguém sabe ainda o preço de ingressos, por exemplo.
Em maio de 2011, Paul McCartney fez duas apresentações no Rio de Janeiro, lotando o Estádio Olímpico João Havelange, conhecido como Engenhão. Paul reservou pequenas surpresas ao público, nas 2 horas e 35 minutos de apresentação na cidade. No segundo dia, fez mudanças no repertório, no figurino, presenteou fãs com autógrafos no palco e ainda declarou, batendo no peito, para êxtase das cerca de 45 mil pessoas que lotaram o local: "Eu sou carioca!". Por aqui se espera que a festa seja tão grandiosa quanto. Se depender do público pernambucano e dos estados vizinhos que provavelmente devem lotar o Arruda, vai fazer história.
Produtores de São Paulo, contactados pelo G1 informaram que essa apresentação poderia ser diferente da do ano passado, quando McCartney tocou duas vezes no Rio de Janeiro. "Conversei com amigos produtores, que confirmaram um show mais jazzístico", afirmou Carlos Mamberti, um dos responsáveis por trazer o Iron Maiden ao Recife (em 2009 e 2011) e o Megadeth (2011), além do Cirque du Soleil. "Só não sei como vão fazer uma estratégia de vendas e marketing tão rápido para um mega espetáculo como é o de Paul", lembrou. "Mas ficamos muito felizes por Recife estar na rota de grandes espetáculos", disse.
Para sentir um gostinho do que pode ser o set list, ou somente pra aumentar ainda mais a expectativa, veja o abaixo repertório do último show de Paul no Brasil. Agora é só esperar.
"Magical mistery tour"
"Jet"
"All my loving"
"Coming up"
"Got to get you into my life"
"Sing the changes"
"Let me roll it"
"The long and winding road"
"Nineteen hundred and eighty five"
"Let 'em in"
"I'm looking through you"
"And I love her"
"Blackbird"
"Here today
"Dance tonight"
"Mrs. Vandebilt"
"Eleanor Rigby"
"Something"
"Band on the run"
"Ob-la-di, ob-la-da"
"Back in the USSR"
"I've got a feeling"
"Paperback writer"
"A day in the life / Give peace a chance"
"Let it be"
"Live and let die"
"Hey Jude"
"Day tripper"
"Lady Madonna"
"I saw her standing there"
"Yesterday"
"Helter skelter"
"Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band / The end"
COLABORAÇÃO: luiz lennon/cavern club/são paulo-sp

THE BEATLES


http://www.blogger.com/img/blank.gif
OS BEATLES VÃO TOCAR AO VIVO

Não é engano não, pois dezenas de produtores já tentaram isso desde 1.974,

mas isso, está perto de se tornar realidade.

É o seguinte: a noticia vazou hoje, que PAUL,RINGO,JULIAN e DAHNNY, irão

tocar na abertura da Olimpíada de Londres em 2.012

Será sensancional quando isso acontecer.

Voce vai para assistir ??
luiz lennon
fonte beatlescavernclub.blogspot.com

ARNALDO BAPTISTA


Grande angular da vida
Camila Svenson/ Divulgação
Let it Bed, pintura de 1991, 64 x 59 cm


A Galeria Emma Thomas abre no dia 24 de março a exposição 'Lentes Magnéticas', com 120 obras plásticas de Arnaldo Baptista
Mariana Vianna/ Divulgação

O motor da criatividade de alguns artistas acelera nas mais diferentes vias, sem aceitar restrições de tráfego, de veículo, de composição ou escola. O compositor e multi-instrumentista Arnaldo Baptista participa desse rol que abriga e traduz inspirações diversas, sem fronteiras. De 24 de março a 20 de abril, a Galeria Emma Thomas promove a sua primeira grande exposição individual plástica, intitulada 'Lentes Magnéticas'. Serão exibidas nada menos do que 120 obras, com um panorama de sua produção ao longo dos últimos 30 anos. “Essa exposição vai ser algo como uma grande angular de minha vida”, pontua Arnaldo. A mostra integra um projeto que prevê ainda o lançamento de um livro em 2013, contendo fotos e fichas técnicas dos 120 trabalhos.

São desenhos e pinturas, com técnicas como acrílico sobre tela, muitas colagens, nanquim e aquarela. Eles transportam o espectador a um universo particular que se materializa através de muitos rostos, figuras animais, paisagens oníricas, veículos, temas de ficção científica, glitter, um certo tom psicodélico, palavras, frases e relevos eletrizantes. Com direito à reciclagem de muitos elementos que aparecem em colagens: de borracha de panela de pressão a penas que caem de espanadores. A intensidade é latente: é difícil ficar indiferente a essas imagens. A galerista Juliana Freire, da Galeria Emma Thomas, relaciona a pintura dele à art brut (arte bruta) feita por artistas como Henry Darger. A autodefinição de sua paleta? “Exorealismo”, cunha ele depois de pensar por alguns segundos, evocando o prefixo grego 'exo' como algo que vem de fora.

Tão admirado por suas composições, paralelamente à música Arnaldo se tornou um prolífico artista visual. Não é justa a expressão recorrente usada para designá-lo como 'eterno mutante' quando se trata de identificar o seu trabalho unicamente à banda célebre que ele encabeçou nos anos 1960: Arnaldo lançou uma série de álbuns solo, com o grupo Patrulha do Espaço e como compositor e multi-instrumentista: inclusive, está gravando um novo long play no momento, o superaguardado Esphera, gravado com amplificadores valvulados e com Arnaldo tocando diversos instrumentos.

Por outro lado, 'eterno mutante' é ótimo apelido no sentido empírico da expressão: depois do acidente que sofreu no começo dos anos 1980, Arnaldo vem encontrando meios de desenvolver uma nova voz, novos caminhos artísticos, novas linguagens para traduzir os momentos -- moldando o presente literalmente com as mãos, e encarando as mutações com naturalidade. Ele ultrapassou a sua letra ‘Será que vou virar Bolor?’, de seu álbum Lóki: não apenas se desapegou do passado como azeitou as engrenagens artísticas, renovou-se e colocou o “pé na tábua”, como gosta de dizer, sem resquício de ferrugem ou saudosismo. Respeitando o tempo: “A vida é feita de etapas” é uma de suas frases recorrentes. Ativo e conectado, ele se comunica com velhas e novas gerações através de sua página de Facebook e Twitter.

Seu ateliê tem lugar em Juiz de Fora, Minas Gerais, onde ele mora. Conversamos durante uma de suas visitas à capital paulista para preparar a exposição e gravar uma participação no filme no filme Ricorrente, do diretor Paulo Sacramento. No quarto de hotel, relaxado, e com o sorriso aberto, ele discorreu sobre suas inspirações, a exposição e a música. A sua mulher (e fiel escudeira) Lucinha Barbosa estava lá: é a ela que ele recorre para saber o número de obras da exposição e para confirmar detalhes técnicos: “Desde que moro com ela, passei a desenvolver a minha pintura”, conta. Falante e de trocadilhos afiados, ele emana uma energia calma e, aos 63 anos, evoca aqueles criadores que nunca se afastam demais da intensidade da infância e da juventude.
Gustavo Neto e Lucas Tavares/ Divulgação
Da série Lentes Magnéticas (1994), desenho e colagem, 22 x 30 cm


Esta é a sua primeira grande exposição solo e já traz um panorama dos últimos trinta anos de produção plástica. Gostaria que comentasse.
Como músico, eu já tenho o pé na estrada faz algum tempo. Eu já gravei mais de cem canções no total, contei outro dia. Então, paralelamente, com as artes plásticas eu não sou tão conhecido assim pelo público do meio. Nesse sentido, essa exposição individual vai abranger o meu lado total. Coloquei obras desde a primeira fase em que comecei a pintar, a mostra vai abranger toda a minha criatividade: de motores à ficção científica, corpos, beleza e estilos de pintura. Vou tentar fazer uma coisa que seja uma grande angular da minha vida na área de artes plásticas.
A sua obra tem muitos retratos. Qual é a atração por pintar pessoas?
É interessante que na arte plástica às vezes a gente traduz uma coisa que não não está sabendo que tem dentro do coração, né? Eu, por exemplo, me considero um artista plástico não muito bom em rostos, eu nunca fiz curso de rosto. Então, tem todas aquelas questões de formatos ovais, maneiras de perceber a fisionomia, caricaturas... nesse sentido, estou tentando desenvolver a parte que eu acho que é mais falha em mim. Por isso que eu pinto tanto os rostos. Às vezes é isso, é o lado bonito: a gente tenta estudar tanto uma coisa que acaba se revelando uma outra parte que não se esperava.

Você também utiliza muitas colagens.
A Lucinha (sua mulher) acha que eu sou reciclador. Cato tudo de lixo, coloco no quadro e fica bonito. Às vezes é uma parte de um motor, um plástico que cai de uma panela de pressão. (Lucinha intervém e explica que até a faxineira da casa deles já sabe que qualquer coisa que caia, até uma pena de espanador, o Arnaldo vai querer utilizar nos quadros, então ela já coloca tudo em cima da mesa dele.)

Como é o seu processo de fazer essa arte? Você pinta todo dia?
É importante isso. Meu lado de artes plásticas foi meio colocado na gaveta quando eu morava com minha mãe, meu pai...

Mas você já pintava naquela época?!
Não, mas esse lado foi colocado na gaveta porque eu não tinha tela, tintas, ateliê. Então isso se desenvolveu quando eu comecei a morar com a Lucinha. Passei a ter uma casa e uma vida mais dedicada à arte plástica, com tinta, cavalete, tela, espaço, iluminação adequada... A motivação vai surgindo a partir do momento em que eu me aprimoro, em que vou conhecendo mais de perto o rosto, as roupas, as formas. Faço também naturezas mortas, naturezas zumbi [risos]. Então eu vou levando adiante isso. Isso é importante para mim em outro lado mais pessoal, é parte do meu ser. Desde que sou criança, eu acordo de madrugada. Eu sou assim. Eu me lembro que antigamente eu escutava, ficava ouvindo o relógio bater e era difícil passar o tempo. Mas atualmente eu dedico essas horas todas que eu tenho de madrugada à pintura. Quase toda noite eu acordo às 4h, às vezes 3h, 2h... Agora eu pinto nesse período, essa hora do dia é importantíssima para mim. Antigamente era uma parte obscura, sem dedicação. Agora eu focalizei para esse lado de pintura e está sendo gostoso: eu tenho rendimento da minha vida nesse sentido profundo.

Como é que você divide as artes? Como a música e a plástica se permeiam?
Interessante essa pergunta que várias pessoas me fazem. E eu fico pastando para tentar encontrar uma resposta que tenha um lado pragmático. É difícil explicar, mas nesse sentido, às vezes alguma música me inspira mais para as artes plásticas que outras. Por exemplo, quando a música é profunda como as do Yes, eu encontro uma inspiração na arte plástica, posso entrar em detalhes. Já quando a música é tipo, digamos, Beatles, isso não acontece tão forte, talvez me inspire de uma maneira romântica. Mas tem música tipo a do West, Bruce and Laing, que é um conjunto que eu adoro, que não me inspira para a pintura. Porque eu fico totalmente dedicado a escutar, e de certa forma, isso embrutece plasticamente. É uma questão de dedicação e, como eu estou começando tarde a arte plástica em relação à música, tenho a sensação de que vou tentar acoplá-las, como por exemplo, com um retrato que tivesse som.

Camila Svenson/ Divulgação
Let it Bed, pintura de 1991, 64 x 59 cm



Já que você cria nas duas áreas, como separa as inspirações? As músicas ou as ideias para telas chegam de formas diferentes?
Tem uma parte de mim que está dedicada a uma coisa que eu vi na televisão: todo mundo tem um deus, digamos no lado de beleza, uma musa ou ‘muso’. Desse modo, cada pessoa faz um ideal mental que não precisa ser exatamente igual ao do outro. Essa parte me atinge tanto na música quanto na pintura. Então, isso é um degrau que eu estou transpondo. A vida são etapas, a meu modo de ver. Então, se eu conseguir fazer esse tipo de música, que é um lado de musa, que é a origem da palavra museu. Se eu conseguir fazer esse trabalho de endeusar, para mim seria o lado de visualização de ideal.

Qual é a importância da pintura na sua vida como forma de expressão? Por que você sentiu necessidade de se expressar plasticamente?
É, tenho a impressão, novamente, que eu faço um estudo da minha infância. Para estudar música era facílimo: papai era cantor, tenor, poeta; mamãe era pianista, então tinha piano em casa, violão, era fácil. Mas na pintura não tinha nada. Então ficou difícil para eu aprender a pintar.

Tem alguém que te inspira ou inspirou nessa área plástica?
Eu fiz o ‘clássico’ (antigo nome para uma das áreas em que eram separadas as classes dos últimos anos do ensino médio) na mesma classe que o Antonio Peticov, no Mackenzie, então convivemos por anos. Foi ele que me levou adiante no sentido de estudos. Com ele, aprendi o que era o cubismo, entrei no surrealismo, Salvador Dali, o Antonio Peticov me direcionava para esse lado da pintura. Para mim era novidade, eu só entendia de música tão profundamente quanto ele de pintura naquela época... e até atualmente é difícil alcançá-lo nesse sentido.

Você falou que você pinta mais de madrugada. E em nenhum momento tem algum conflito do tempo que você dedica à arte com o tempo que você dedica à música?
É interessante você falar disso, eu tenho impulsos. Às vezes, eu passo uma semana dedicado à bateria. Em outras, passo uma semana dedicado à arte plástica. É difícil direcionar a minha inspiração do momento. Tem vezes que o quadro está muito mais na frente que a música, aí eu falo “para de pintar, Arnaldo!”. Assim eu vou me organizando. Às vezes eu penso em uma letra do Yes que diz “one of the many ones of you”, um dos muitos que você é. Penso que sou um baixista, pintor, escritor, baterista… tem uma lista do que o Baptista faz.

Por falar nisso, como está a gravação do novo álbum Esphera?
No momento, estou gravando uma música que se chama 'Senhor Empresário', da época do Patrulha do Espaço. Estou fazendo novas versões para algumas músicas dessa fase, mas agora tocando sozinho, como baterista, baixista... são várias etapas.

fonte:time out são paulo

quarta-feira, 14 de março de 2012

GRUPO CULTURAL CALEIDOSCÓPIO


O grupo cultural CALEIDOSCÓPIO é coordenado por EVERI RUDINEI CARRARA, EDSON GENARO MACIEL E ADRIANA MANARELLI, em reuniões aos sábados (no período das 10 hs/13 hs), tendo como propostas expor e debater temas livres ,culturais e políticos, com teor supra-partidário. O que se pretende é questionar e promover um salto qualitativo em nossas vidas, em nossas cidades ,estados, países e planeta - o qual sucumbe diante de tanta burrice imposta pelos governos e pela destruição ambiental. VENHA CONVERSAR COM GENTE!
Hoje, a maioria das pessoas recusa-se a participar de qualquer associação, movimento político ou ideológico - quase s eninguém se revolta contra as arbitrariedades políticas que assolam o mundo, e essa postura corresponde ao conformismo e à passividade característica.
Vale lembrar que os governos totalitários de direita e/ou de esquerda reprimiam o apelo dos estímulos sensoriais, impondo uma cultura opaca, cinzenta e ilógica. É chegada a hora de reacordar os sentidos desprendidos das disciplinas do Estado, do mercado, consumo e da padronização das modas, vale também para o conceito imposto e repressor do “politicamente correto. PIER PASOLINI já no início dos anos 70,nos alertava sobre os perigos da hegemonia do pensamento global. Hoje,a tragi-comédia continua: quase todos bebem as mesmas porcarias, fumam as mesmas porcarias, consomem as mesmas porcarias,e morrem precocemente! A história mais recente revela um afastamento crescente das satisfações existenciais restritas ao âmbito privado do indivíduo.

everi rudinei carrara: advogado, escritor, músico profissional,prof. de tai chi chuan -

fone 3622 1751/3625 7657 - rua marconi 394 -araçatuba/sp