quinta-feira, 26 de abril de 2012

JOÃO WERNER

Release Dia 30 de abril, o artista plástico João Werner abre uma nova exposição em sua galeria em Londrina, intitulada “Mesa de bar”. Mantendo a verve esquerdista de exposições anteriores, nestas novas gravuras Werner faz um passeio pela periferia da metrópole, mostrando, com seu humor peculiar, o dia a dia dos “pouca-grana”, como o próprio artista, afetuosamente, conceitua. Catadores de papel, lavadeiras, tatuadores da old school, gente apressada indo ao trabalho em transporte coletivo, todos são representados com um traço amistoso e sensível. Não há, nesta exposição de João Werner, a representação de luxo nem de glamour, nada de jóias, de champagne ou o que quer que lembre a riqueza em qualquer outra forma. Se em uma gravura como “Malabares”, por exemplo, aparecem automóveis, é apenas como um pano de fundo, como a representação inevitável da platéia anônima de mecenas dos “artistas do semáforo”. Com esta atenção compassiva do artista dedicada à vida financeiramente menos favorecida, surgem representações do lazer e da festa populares, bem como de jogos e brincadeiras infantis. Assim, por exemplo, gravuras como “Carnaval” e “Gafieira” mostram a diversão barata e acessível, enquanto que “Pipa” e “Burquinha”, por outro lado, revelam a criança em seu lazer. Esta é, certamente, uma exposição bem menos polêmica do que outras exposições anteriores de João Werner. Ao visitante será possível ver como um artista, em outras oportunidades tão iconoclasta e contestatório, pode ser, também, um narrador atento e empático da vida mais simples. Nestas gravuras, Werner assemelha-se àquele cronista a que se referiu Walter Benjamin, o qual, não distinguindo os grandes dos pequenos acontecimentos, não deixa que nada do que aconteceu possa ser considerado perdido para a história. Statement Embora meus quadros pareçam dizer o contrário, não faço arte de denúncia social. Defino minhas pinturas como o resultado de imaginação comovida, isto é, como o fruto da atenção emocionalmente tingida pelo drama humano, pela pobreza, pelo trabalho humilde e a diversão barata. Cada pintura retrata uma estória que nunca foi e nunca será escrita, porque é uma história de anônimos. Os doces sem embalagem expostos na vendinha da esquina, o forró à luz tênue das lâmpadas de 60 watts, o calendário de mulher pelada amarelado pelo tempo. Quem olha pra isso? Pra que olhar pra isso? Um cachorro perambula entre os barracos de minha pintura "Favela". Não há comida pra ele ali, entre os famintos. Mesmo assim, que diferença faz. Serviço Exposição individual com 24 pinturas digitais. Visitação: de 30 de abril a 29 de junho de 2012 Local: Galeria João Werner, rua Piauí, nº 191, sala 71, 86010-420, Londrina, PR. Horário: terças a sextas-feiras, das 14h às 20h - sábados, das 11h às 17h. Entrada gratuita, com monitoria.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

ENTREVISTA COM GLAUCO MATTOSO


EM BREVE,NO MÊS DE MAIO, O SITE TELESCOPIO ESTARÁ COMEMORANDO 13 ANOS NO AR, E NA SEQUENCIA DE ENTREVISTAS, DESTACAMOS O ESCRITOR E AMIGO GLAUCO MATTOSO, UM DOS POETAS MALDITOS ESSENCIAS PARA A CULTURA BRASILEIRA:


[1] GLAUCO, ser um artista maldito pode ser uma benção,visto que a
chance para o artista conquistar mais liberdade perante uma editora
pequena é maior, além do que, o maldito é boicotado em sua cidade e/ou
país,como eu sou aqui em Araçatuba - mas por outro lado,conquistamos
mais credibilidade, não interferência de terceiros em nossa obra, e
coragem para suportar o reacionarismo das pseudo-estrelas literárias em
nossas cidades ,ainda tão provincianas. O que você me diz?

GM - Aqui temos dois aspectos a considerar. Do poncto de vista
collectivo, não importa muito si o escriptor marginal (ou underground,
como se diz internacionalmente) está na capital ou no interior, pois o
boycotte é practicamente o mesmo. A unica differença é que na capital,
em vez duma só panellinha, são innumeras panellinhas e panellonas,
disputando mercado e midia, ou, por outra, viabilidade e visibilidade.
Costumo brincar que, como auctor cego, não tenho que me preoccupar com a
visibilidade. Quanto à viabilidade commercial, mesmo que minha obra
possa attender a um nicho qualitativo especifico, ainda assim eu
soffreria pela barreira quantitativa, ja que, só de sonetos, passo dos
cinco mil. Nesse poncto entra a solução individual, que depende do que
temos à mão. Você tem a ferramenta digital e o cyberespaço. Eu tenho o
computador fallante mas não tenho accesso via mouse, não posso navegar
nem postar, apenas teclo e troco emails. Dependo dos outros para manter
um site e das pequenas editoras para divulgar a obra parcelladamente, em
livro. Nem que eu assignasse contracto com dez editoras commerciaes
daria para publicar toda a obra em pouco tempo. O remedio é continuar
marginal, seja por opção, seja por necessidade, ainda que um ou outro
livro saia por editora maior. Mas você tem razão: sem estarmos presos
aos interesses lucrativos duma unica empresa, a liberdade é maior, tanto
thematica quanto estylistica ou em termos de genero litterario.

[2] Como você sentiu a obra do Roberto Piva,como você sentiu a morte
dele, que recordações você guardou dele?

GM - Acho que resumi tudo no soneto que lhe dediquei por occasião do
fallecimento. Elle me precedeu em termos de geração, começou sessentista
emquanto eu comecei septentista, mas nunca disputamos o mesmo espaço,
principalmente depois que adoptei a forma fixa do soneto e da decima.
Mas tinhamos muito em commum, na visão dionysiaca e mystica da
demonologia lyrica, nas predilecções eroticas e litterarias, na
convivencia com o submundo metropolitano da Paulicéa. Depois que fiquei
cego perdi contacto com quasi todos os amigos, mas nos telephonavamos de
vez em quando, continuavamos trocando confidencias intimas e fofocas
venenosas sobre a esnobe scena litteraria official... Abaixo estou
collando o soneto pentastrophico que compuz.


PROFANO PROPHETA [3390]

Esperma de palavra se deriva
em fertil mente e em lyra creativa.

Semantica ou syntaxe, só, não basta
nem são imprescindiveis metro e rima
si a escripta surprehende e a penna é vasta.

Conheço um tal poeta e nelle vejo
de olympicas metropoles o exgotto,
o gozo azul de impubere garoto,
o samba em harpa e o rock em realejo.

É magico e sublime o pederasta
que do maldicto mytho se approxima
e do castiço canone se afasta.

No orgasmo oral dos jovens está viva
a chamma que deixou Roberto Piva.



[3] Você parece dar mais ênfase aos recursos mnemônicos, provocando uma
implosão profunda dentro das regras literárias, imprimindo ritmo,
métrica, valorizando a oralidade da poesia, bem ao estilo do cordel,da
poesia beat, isso misturado a uma temática suja que ainda agride os
ouvidos dos ouvintes mais despreparados -lembro-me de ler alguns sonetos
seus em minha cidade e o público enrubescer! Será que o público continua
ainda adormecido, não obstante o avanço das vanguardas no início do
século 20? Glauco,acho o leitor,o público brasileiro muito apático.

GM - Quanto ao potencial mnemonico das formas fixas, metrificadas,
rimadas e rhythmadas, você lembrou bem, que ellas teem tradição oral e
participam da musicalidade da poesia na sua origem. Brinco ainda que, si
um cego não precisa da visibilidade, tambem pode dispensar a visualidade
da poesia e priorizar a oralidade. Na phase em que enxerguei fui adepto
dum concretismo, digamos, dactylograffitado, e mantenho a estima devida
ao Augusto de Campos, um dos meus incentivadores. Mas, na cegueira,
reconheci que o chordelismo e o sonetismo me ajudaram a reencontrar
minha vocação poetica, e que a memorização depende muito da regularidade
metrica, rimatica e rhythmica. Eu não chegaria aos milhares de sonetos
si não adoptasse formatos rigorosos. Quanto à thematica, ahi é que a
porca torce o rabo, pois, como você lembrou, eu sujei e violentei muito
a esthetica lyrica, coisa que causa ainda algum enrubescimento, mesmo
aqui em Sampa.

[4] O que você costuma ouvir, quais seus discos/cds de cabeceira,aqueles
aos quais você sempre retorna?

GM - Ainda sou sessentista em materia de rock, pois foi a trilha sonora
da minha adolescencia. Continuo beatlemaniaco e reouço bandas da epocha,
como Byrds, Stones, Creedence, Who, Kinks. Mas sou bem mais eclectico na
hora de diversificar. Vou do erudito (como o barroco de Scarlatti) à
Velha Guarda brasileira (Noel, Lamartine, entre os compositores; Carmen
Miranda, Mario Reis, entre os interpretes)... Só me differencio de
muitos collegas quanto a algumas bandas de publico restricto, como os
Macc Lads, inglezes campeões da bocca suja e da incorrecção politica, ou
os Pharaohs do Sam the Sham, que continuaram juvenilmente dansantes
emquanto os psychodelicos sophisticavam seus arranjos. No rock
brasileiro, ainda acho que os Mutantes não foram superados, siquer por
Cazuza ou Renato Russo...

[5] Por que você adotou "o systema etymologico vigente desde a epocha
classica até a decada de 1940", contrariando a ortografia oficial? o que
te levou a isso?

GM - Não foi uma attitude repentina, apenas para reagir às successivas
reformas que estão desfigurando a forma escripta do idioma. Nem foi para
homenagear os sonetistas classicos que escreviam nessa orthographia. Na
verdade, eu gosto desse systema (vigente no francez e no inglez) desde
que me formei bibliothecario (graduei-me em 1972) e desde que lancei, em
1977, meu fanzine anarcholitterario, o JORNAL DOBRABIL. A explicação,
alem do merito esthetico e historico, é a propria contestação anarchica:
quando todos seguem o systema official, o rebelde adopta aquelle que foi
abolido. Durante decadas deixei de seguir a etymologia por causa das
editoras commerciaes e da midia, que me impunham a obrigatoriedade. Mas,
depois dos 60 annos e depois da ultima estupidez que fizeram com os
hyphens, vi que não valia a pena ficar pagando mico a esses
revisionistas incoherentes. Si quizer, lhe offereço o artigo que escrevi
sobre isso para a revista LINGUA PORTUGUEZA...

[6] Glauco você me lembra Glauber Rocha,pela sua inclinação aos
paradoxos, o gosto pela antítese, o oxímoro -porque o cineasta dizia que
o artista é contraditório.Temos os dois lados da moeda em nossas
vísceras, uma coisa também meio búdica, zen, que se completam não é?
você com a cegueira pôde encontrar este complemento zen? é uma percepção
que lhe permite viajar pelo universo destas contradições?

GM - Curioso é que Glauber tambem tinha sua propria orthographia, mas
não systematica como a que uso. Sim, concordo com essa concepção ambigua
da natureza humana, opposta ao manicheismo das religiões. Achei no
mysticismo o respaldo transcendental para meu papel como poeta cego (a
exemplo de Homero, Milton, Borges ou Aderaldo), mas sobretudo para a
comprehensão do meu sadomasochismo, que é uma synthese de oppostos, uma
verdadeira monada yin-yang. Nesse poncto não sou apenas buddhico nem
bacchico, sou barroco, ou neobarroco, ou posbarroco. Uso o neologismo
BARROCKISTA, parallelamente ao de PORNOSIANO.


[7] Ainda neste contexto das contradições, penso que o soneto traz
consigo um desafio a ser realizado pelo autor, que deverá conquistar uma
espécie de liberdade vocabular e criativa em contraste com uma camisa de
força proveniente de sua estrutura,não é assim?

GM - Exactamente. Como as radicaes acrobacias dos motocyclistas dentro
do globo da morte... (risos)

[8] É verdade que Millor Fernandes tenha te influenciado? Como foi? Você
chegou a conhecê-lo pessoalmente? eu gostei muito do poder de fogo
crítico do irmão dele, o Hélio Fernandes.

GM - Sim. Meus maiores incentivadores foram dois de meus referenciaes
artisticos, Augusto de Campos e Millor, que prefaciaram e posfaciaram
meu JORNAL DOBRABIL em livro. Troquei correspondencia e telephonemas com
Millor e, quando enxergava, visitei-o no Rio. Elle sempre foi affectuoso
commigo, typo um pae litterario. Me levou para almoçar na churrascaria
preferida, me apresentou a Cora Rónai, fez a ponte com Fernanda
Montenegro e com o PASQUIM, alem de collaborar no meu zine. Tambem fiz
um soneto para elle, que collo abaixo.


DOIS PHANTASMAS NA RISADARIA [5198]

Millor, meu Deus, morreu! Me telephona
alguem, quer que eu deponha. Eu argumento
que egual foi a Voltaire, porem lamento
não ser o philosophico o que abona.

Tambem com Chico Anysio assim funcciona:
do lado litterario, do talento
de sabio, de humanista, bem mais lento
é o reconhecimento que sancciona.

Drummond, na academia, ja rendeu
milhões de theses. Justo é, reconheço,
mas nobre foi Drummond? Millor plebeu?

Preoccupa-me o demerito, esse preço
que paga um humorista. Tambem eu
sou victima e discipulo... mas cresço!


[9] Glauco, você parece rir da sua própria cegueira física, assim como
Ray Charles parecia rir de tudo,em seu piano divino. Qual a importância
do HUMOR em sua obra? lembro-me de uma passagem dos "Sofrimentos de
Werther" em que Goethe descrevia a necessidade do bom humor.

GM - Lembre-se que o humor está na raiz dos principaes classicos. De
Marcial a Aretino, de Shakespeare a Cervantes, de Gregorio a Bocage.
Lembre-se tambem de que o fescennino nada mais é que uma sommatoria de
comico e erotico. Mesmo que nem sempre a litteratura privilegie o
tragicomico, o heroicomico ou o humor negro. Digamos que rir da propria
desgraça faz parte do masochismo e que rir da desgraça alheia faz parte
do sadismo... (risos)

/// [22/4/2012]

ROGERIO BOTTER MAIO


Nessa 5a f - dia 26 - estaremos de volta a esse lugar tão bacana que o Jazz nos Fundos apresentando na primeira parte em trio o novo CD "Sobre o silêncio".
Na segunda parte, em quinteto, teremos a participação do meu irmão Rodrigo Botter Maio (saxes e flauta) radicado na Suiça e do baterista/percussionista Emílio Martins e tocaremos material dos 4 cds anteriores.
No link http://jazznosfundos.net/#!6780 voce pode entrar na lista de desconto.

DIA 26 - 22h na Rua João Moura, 1076 em Pinheiros (São Paulo)

AINDA NESSA SEMANA NA FUNDAÇAO EMA GORDON KLABIN DIA 28 - 16,30h - ENTRADA FRANCA - apresentação em trio do novo CD "Sobre o silêncio".

Nos vemos lá!

Rogério

ARNALDO BAPTISTA NA MTV


quem quiser ver e ouvir ARNALDO BAPTISTA na MTV -ENTREVISTA :

http://mtv.uol.com.br/videos/programas/mtv1/china-entrevista-arnaldo-baptista

sexta-feira, 20 de abril de 2012

NEIL FERREIRA


A Operação Abafa já me abafou

Neil sem grampo Ferreira

A Operação Abafa é para me prejudicar, querem me impedir de aparecer nas listas de grampos, não sei o motivo, não sou da base alugada tentando fugir da confusão. Cachoeira e Dadá não telefonam, não mandam e-mail e nem passam fax, eu que sou um homem fácil, ao alcance de todos os rolos , aceito até aquelas coisas obsoletas, como telegrama e dinheiro cash.

Antiguidades como telegrama, dinheiro cash e talvez o telefone preto não deixam rabos presos. Não são grampeados pelos Federais e vazados para a imprensa.

O que é vazado, é vazado dentro dos conformes do vazador. Quando me deparo com um vazamento, não sei para qual lado o vazamento está vazando, se o de lá ou o de cá. “Vaza a favor do lado que vazou”, você afirmaria, montado no seu horse sense. Engano.

Você nunca sabe se quem vazou quer que você pense que está vazando a favor de um lado, quando pode estar vazando a favor do outro. Você tem que saber o mal que se esconde nos corações humanos, se o Sombra sabe ou se quem sabe ali na batatolina é o Zé Dirceu. Por falar no Dirceu, desconfio que o Cachoeira é o Dirceu por outros meios, ou que ambos são a mesma face da mesma moeda.

Um lado: O Cara tacou fogo nos rabos do seu partido e da base alugada para sair a CPI do Cachoeira, com a intenção de jogar fumaça no mensalão e sujar os desafetos Demóstenes e o governador Marcondes Perilo/PSDB. Outro lado: a CPI do Cachoeira fedeu porque, ainda nem constituida, respingaram da cachoeira telefonemas grampeados, trocados nas duas mãos de direção, ida e volta, entre o lullo-petismo e a base alugada, com o Dadá e o Chefe.

O lulo-petismo, que exigia a CPI, passou a exigir a sua melação, daí a Operação Abafa. “O Cara pisou feio na bola”. Você jura ? Eu não.

O Cara é o Garrincha. Ameaça sair pela direita, todo mundo sabe que vai sair pela direita e para suprema supresa geral, sai pela direita; o Garrincha e O Cara são os maiores direitistas do planeta.

Celular pode ser grampeado e talvez porisso seja o mais impressionante sucesso de vendas, nunca antes visto neçepaíz. Dizem que chegamos a uns absurdos 250 milhões, resultantes da privataria do FHC.

Todo mundo fala no celular porque quer ser grampeado, bombar na imprensa e ganhar seus quinze segundos de glória. Todas as brasileiras e brasileiros com quem você cruza estão falando no celular. Andar sem falar no celular é como andar a pé em Los Angeles, você é suspeito de crime hediondo. Sair na Coluna de Vazamento do Cachoeira ou do Dadá, dá mais prestígio do que sair na Coluna Social ou na de Economia.

Eu uso o celular mas nunca fui grampeado; já passei para o Dadá todos os meus telefones -- fixo, celulares, e-mails, e nada. Parece que não foram encaminhados ao Chefe, querem que eu seja um fracassado.

Até o Zero Um, Agnelo Queiroz/PT, governador do Distrito Federal, já teve seu apelido grampeado, eu só quero uma brechinha brothers, não vou pedir nada como todo mundo faz, só quero ser grampeado, vazado e sair na imprensa, perto da empreiteira Delta -- o boato é que já é a maior do PAC, além de ter florescente plantação de “laranjas”.

Torço para o Dadá me aparecer com a solucionática para essa minha problemática; garanto 5% para ele, 25% para o Chefe, 20% para o partido, 50% pra mim e veja bem, cumpanhero, essa é a primeira vez que o Chefe é quem recebe e não quem paga. 5%, 25%, 20% e 50% do que? Sei lá, cara; de qualquer coisa, é a tabela em vigor hoje, amanhã sobe.

O Chefe é um democrata, fala com qualquer um, até com o Zero Um e o Demóstenes ele falou. Os jornais dizem (outro vazamento) que os grampos do Chefe revelam um movimento de 400 Milhões de Reais com a turma de deputados, senadores, governadores, assessores,compradores de influência, empreiteiras -- e nada pra mim.

Querem me condenar à vida honesta no “país dos mais de 80%”. Sabe-se que “mais de 80%” não são sòmente a parte da população que aprova O Cara; agora essa é a nova taxa da propina.

PS: Parguntado quando “liberaria” o processo do Mensalão, o Ministro Lewandowski, do STF, respondeu “Essa é a pergunta de 1 Milhão de Dólares”. Seria o preço do seu voto ? E continuou lewandowski a vidinha.

EI CACHOEIRA AÍ, ME DÁ UM TELEFONEMA AÍ.
tela: munch

quinta-feira, 19 de abril de 2012

JULIANA MACHADO FERREIRA


Escrevo pois não me conformo que em época de Rio+20 e da comunidade internacional elogiando a política ambiental brasileira (!), ainda tenhamos que conviver com a ameaça da perda de 2,4 milhões de metros quadrados de remanescentes de Mata Atlântica (!!!!), do cinturão verde da cidade, reconhecido pela UNESCO, para um "corredor industrial" como está acontecendo em Embú das Artes. Não é o maior contra-senso do mundo isso estar ocorrendo quando deveríamos adotar desmatamento zero na Mata Atlântica? O pior é que esse corredor industrial foi aprovado por 12 vereadores que (1) não devem entender NADA de biodiversidade e sua importância, e (2) pelo jeito que anda a política brasileira, devem estar todos comprados!!!! Como esses 12 bandidos têm poder para decidir sobre 2,4 milhões de metros quadrados de Mata Atlântica?
O que o cidadão comum pode fazer para mudar esse absurdo antes que seja tarde demais? Acho que essa discussão tem tudo a ver com o que queremos da Rio+20 - vamos apenas continuar falando ou agir de acordo?
Um abraço, Juliana

Juliana Machado Ferreira
TED SENIOR FELLOW
tela:monet

terça-feira, 17 de abril de 2012

FERNANDA TAKAI


Fernanda recém-nascida com o pai Vitorio e a mãe Sílvia, na Serra do Navio, no Amapá, em 1971.

imigraçao japonesa