Olá ciberativista, Há mais de uma semana, ativistas do Greenpeace se revezam na corrente da âncora do navio Clipper Hope e
impedem que ele se movimente para receber um carregamento de 31 mil
toneladas de ferro gusa no Porto de Itaqui, em São Luis, no Maranhão. Essa denúncia expõe três crimes graves relacionados à produção de ferro gusa no Brasil: trabalho escravo, desmatamento e invasão de terras indígenas. O carvão vindo da Amazônia serve para alimentar as siderúrgicas que produzem ferro gusa. O Greenpeace exige que as autoridades tomem medidas imediatas para acabar com as ilegalidades da cadeia do ferro gusa e carvão. Seja um ativista você também. Assine para acabar com o desmatamento no Brasil.
O Projeto de Lei Popular de Desmatamento Zero precisa de 1,4 milhões de
assinaturas para ser apresentado ao Congresso Brasileiro, assim como
aconteceu com a Lei do Ficha Limpa. Participe você também.
Um abraço,
Tatiana de Carvalho Coordenadora da Campanha da Amazônia Greenpeace
Surgido nos anos 80 no circuito underground paulistano,
o grupo moldou uma sonoridade própria ao misturar as
tendências da época à psicodelia de Pink
Floyd e Beatles. No show, a banda formada por Fabio Golfetti
(guitarra), Gabriel Costa (baixo), Fernando Cardoso
(teclado) e José Dinóla (bateria), apresenta
músicas de seu mais recente disco
"Espectro", do álbum anterior "Volume
7", além das canções de seu
repertório clássico.
Neil Ferreira ganha Prêmio Jeca Tatu
Redator será homenageado durante 7º Encontro de Redação Publicitária por propmark
Neil Ferreira costuma dizer que não abandonou a
propaganda – mas sim os congestionamentos. Aos quase 69 anos, completa
40 de propaganda e recebe uma homenagem histórica, no dia 17 de maio, no
Rio de Janeiro: o Prêmio Jeca Tatu, criado em homenagem ao clássico
personagem de Monteiro Lobato, escritor que marcou tanto sua vida que
até seu filho chama-se José Bento (nome de Lobato). A entrega do troféu
acontecerá na Academia Brasileira de Letras, durante o 7º Encontro de
Redação Publicitária, uma iniciativa da Alap (Associação
Latino-Americana de Agências de Publicidade), com apoio do Conselho
Nacional de Propaganda, do Clube de Criação do Rio de Janeiro e com
patrocínio da ESPM.
Há 10 anos Ferreira decidiu abandonar definitivamente a rotina dentro
das agências de publicidade, depois de passar por duas crises em que
ficou alguns anos afastado, ensaiando outros modelos de vida, como
escrever crônicas sobre filhotes de gambá e seus cães Chicão e Fedegoso.
“A rodovia Raposo Tavares começou a me cobrar uma hora e meia na ida e
uma hora e meia na volta para ter um trabalho fixo numa agência no
bairro dos Jardins. Resolvi tomar uma decisão existencial que salvou a
minha vida: fiz um home office e virei freelancer há uns bons 10 anos.
Moro numa casa deliciosa, com um jardim que é a menina dos meus olhos”,
diz ele, que hoje aceita reuniões no máximo uma vez por semana.
Redator, Ferreira é considerado a grande revelação da propaganda
brasileira nos anos 60 e um dos mais brilhantes criativos da década de
70. Todo mundo queria contratar o redator que inspirou diversos
profissionais e fez dupla com José Zaragoza, a quem considera um irmão.
“Sou filho único, meus pais não me deram irmãos, escolhi-os na vida. São
três. Um deles é o Zaragoza, com quem trabalhei em duas ocasiões, que
somam uns 18 anos, acho que talvez 20, porque mesmo quando saí da DPZ,
almoçávamos juntos a cada duas semanas. Uns quatro anos depois da minha
primeira saída da DPZ, deparei-me com um anúncio de rodapé no Estadão,
que dizia “Neil, queridinho, volte pra casa. Tudo está perdoado. Z”,
conta Neil.
Sobre Neil, Zaragoza diz que ambos não apenas criaram campanhas
juntos, mas também “se entregaram para as marcas que usavam e abusavam
do entrosamento da dupla”. “Os criativos sabem como a relação de um
diretor de arte com um redator tem tudo para ser difícil. Respirar e
oxigenar ideias juntos pode ser algo extremamente simples ou um tanto
quanto complicado, mas, com o Neil, tudo parecia muito fácil e simples.
No futebol, um jogador que conhece bem o outro nem precisa olhar onde o
companheiro está no campo para dar o passe, sinto isso quando falo do
Neil, ele me encontrava nos traços e eu o achava nas palavras. Um toque
leve, refinado e criativo”, define Zaragoza.
Os outros dois “irmãos” são o “mestre” Júlio Cosi, que segundo ele
foi quem lhe ensinou tudo de publicidade no início da carreira. E Júlio
Xavier, que hoje mora em um condomínio vizinho ao seu e que ele
considera “um dos maiores diretores de comerciais da publicidade
brasileira”. Ontem, hoje e amanhã Ferreira
diz que a propaganda é um tema que ainda lhe interessa muito.
“Sociologia das comunicações, que me foi apresentada num curso dado por
Marshall MacLuhan no NYCC, é um dos assuntos daqueles que não me permito
desligar. Ao conhecer como uma sociedade comunica-se através da
publicidade que consome, dá para conhecer muito sobre ela”, diz.
Sobre o futuro da propaganda, ele não arrisca palpites. Diz apenas
que ontem, hoje e sempre pertencem a uma ótima ideia. “A minha crença é
que o passado, o presente e o futuro da publicidade são um só: a busca
da chispa, da ideia brilhante, simples, surpreendente, que pega todo
mundo no contrapé, provoca um susto seguido de um sorriso e lembrança
forte amanhã e depois e depois, não importa a plataforma que seja
utilizada (no meu tempo falava-se ‘mídia’)”, diz.
Sua vida hoje combina o trabalho à intensa convivência com a família,
em especial as duas netas, filhas de José Bento, e a filha Juliana, que
no momento trabalha em sua tese de doutorado em Genética pela USP, com
vários estágios em laboratórios nos EUA e a posição de “senior fellow”
no TED. “Pelos meus olhos passam a luta, as oportunidades e o que me
contam (netos e filhos) dos seus sonhos e objetivos. Acho que venci,
mesmo vivendo neste ‘país dos mais de 80%’. Quando no começo da carreira
trabalhei na Standard, como aprendiz do Cosi e do Duailibi, o Cosi me
dizia ‘Você é uma antena parabólica que engole tudo e tudo devolve como
trabalho. Cuidado para não ter indigestão’. Tive. Mas tratei-me com
livros, música, teatro, cinema, seriezinha de TV, olhando os
passarinhos, as plantas, os macaquinhos, os gambazinhos, Fedegoso,
Chicão. Curei-me. Estou em ordem. Espero que dure”, conclui. Trajetória Neil nasceu no
município de Cerqueira César, interior de São Paulo. Como jornalista,
chegou a ser colaborador de alguns jornais, como Diário da Noite e Folha
de S.Paulo. Aos 21 anos, foi contratado pela Standard Propaganda para
ser primeiro “trainee” – mais tarde assistente de Roberto Duailibi e
Julio Cosi Jr. Depois trabalhou na CIN, Almap, Norton e P.A Nascimento,
antes de ingressar na DPZ. Na Norton entrou em 1969, à frente de uma
equipe de criativos contratada a preço de ouro e denominada de “Os
subversivos” – uma alusão ao momento político vivido pelo Brasil. Entre
os subversivos estavam Jarbas José de Souza, Carlos Wagner de Moraes,
Aníbal Gustavino e José Fontoura da Costa. Na época, a agência disputou
com a DPZ e a Almap os principais prêmios do mercado, como o Colunistas.
Nos anos 80, Neil Ferreira trabalhou na SGB e Salles Interamericana,
nesta última como vice-presidente de criação.
Em meados da década de 70, quando estava no auge da carreira, ensaiou
uma mudança de vida e ficou quatro anos como “vagamundo”, como ele
costuma dizer. Foi, segundo ele, um teste de mercado. Retirou-se para um
sítio em Cotia. No seu retorno, foi para a DPZ, onde formou com
Zaragoza uma das melhores duplas de criação da história da propaganda
brasileira. A dupla assina o comercial “Vandalismo” – também conhecido
como “A morte do orelhão” –, premiado com Leão de ouro em Cannes e
elogiado por Joe Pytka. Também criaram juntos o baixinho da Kaiser – que
posicionou o costume de beber cerveja como um hábito de turma, e ainda o
Leão – símbolo do imposto de renda para a Receita Federal. Neil também
trabalhou com Nizan Guanaes e Marcello Serpa. “Neil é um gênio, como
Washington Olivetto. Apenas menos midiático”, opina Guanaes.
Ele não confessa qual campanha considera a mais memorável, mas diz
que o Leão do imposto de renda dá um orgulho especial, pois foi
veiculado por 10 anos e, mais de 30 anos depois e sem qualquer
veiculação, continua a frequentar as manchetes dos principais jornais. É
o primeiro e até hoje único personagem da publicidade a entrar nos
principais dicionários brasileiros, o Aurélio e o Houaiss. Neles, entre
os significados do verbete “leão”, encontra-se o arrecadador ou cobrador
do imposto de renda. “Isso me enche de orgulho, mas não me faz esquecer
o baixinho da Kaiser nem ‘A morte do orelhão’”, confessa
Era decididamente liquefeita. Possuía um arsenal de umidade. Gêiseres nos olhos. Minas d’água na boca. Fontes efervescentes entre as coxas. Na pele, porejava orvalho cheirando a lua. E tinha as marés: ora avançava, ora recuava, em outras, apenas ondulava. Era um mar que se esqueceu de aglutinar. E também chovia. Ela troava e chovia. E vinha pingo para tudo quanto era lado. Sem falar no dilúvio, toda vez que sangrava. Vivia inundada de tantas águas e se mantinha em constante sede. Tinha um sertão no peito.