quinta-feira, 12 de julho de 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

ANIVERSÁRIO DE ARNALDO BAPTISTA







NOSSO ÍDOLO E AMIGO ARNALDO BAPTISTA, COMPLETA HOJE, 64 ANOS DE IDADE. UM GÊNIO,LÓKI, ARTISTA PLÁSTICO, UM MÚSICO,UM ARTISTA SENSACIONAL! UMA PESSOA SÓ, ESSENCIAL PARA TODOS AQUELES QUE AINDA RESPIRAM ARTE, TALENTO, CORAGEM, BRILHO, SIMPLICIDADE SEMPRE!
UM BEIJÃO NO TEU CÉREBRO  MUTANTE!
abçs do everi carrara e equipe telescopio.



ARNALDO DIAS BAPTISTA
Arnaldo Dias Baptista nasceu em São Paulo em 1948. Filho da pianista, compositora e concertista Clarisse Leite Dias Baptista e do poeta e jornalista César Dias Baptista, tornou-se um dos artistas brasileiros mais cultuados de todos os tempos. Seu trabalho como ex-líder de Os Mutantes é considerado uma obra prima do rock’n’pop mundiais. Depois de deixar a banda em 1973, seguiu solo, criando obras igualmente memoráveis.
Arnaldo Baptista e os Mutantes originais têm sido reverenciados no Brasil e no exterior por artistas e bandas como Sean Lennon, Beck, David Byrne, Kurt Cobain, Radiohead, Stereolab, Torloise, High Llamas, Wondermints, entre tantos outros. Arnaldo é incansavelmente mencionado por artistas brasileiros de renome como uma influência central em suas carreiras.
Em 1974, Arnaldo lançou seu primeiro álbum solo, Loki?, até hoje considerado um dos melhores do gênero entre críticos e fãs. De 1973 a 1982, compôs mais de 60 canções espalhadas por vários álbuns e fitas, além de se apresentar em shows ao lado de bandas ou solo, totalizando mais de 100 músicas ao longo de sua carreira. Entre seus LPs solo estão: Elo Perdido e Faremos uma Noitada Excelente , ambos de 1977-78 com a Patrulha do Espaço. Em 1981, gravou Singin 'Alone, tocando todos os instrumentos.
Arnaldo passou quase cinco anos se recuperando de um acidente, que sofreu em 1982. “Já tinha feito tanta coisa! Tocado em tantos lugares! Me senti ali perdido, internado em um hospital, imaginando: ‘talvez ainda fique aqui dez anos!’ Então, plenamente consciente e cansado de falar com os médicos, pensei: ‘Estou cansado disso! Vou me ver livre!’.. E me joguei da janela, sabendo que estava jogando o jogo mais alto que existe, que é a vida... E pareceu um milagre, porque acordei na cama da minha menina”, conta Arnaldo em seu famoso documentário.
A “minha menina” é Lucinha Barbosa, com quem o artista vive há 30 anos. Lucinha é conhecida pela sua dedicação e amor incondicional à Arnaldo, e incansável esforço e paixão na continuidade e preservação de seu trabalho.
O acidente provocou um traumatismo craniano, deixando sequelas, mas não afetou sua genialidade. Ao contrário. Os rascunhos musicais desta época levaram ao álbum Disco Voador, lançado em 1987. Durante aquele período de recuperação, intensificou seu trabalho como artista plástico.
Arnaldo continuou pintando e compondo em sua casa de campo em Juiz de Fora, Minas Gerais. Ao longo dos anos 90, participou de pequenas exposições e contribuiu com seu talento e sensibilidade para vários projetos, entre eles a compilação Give Peace a Chance (2001), um tributo à John Lennon. Também tocou e cantou em alguns festivais e teatros, em jams com outros artistas.
Em 2004, lançou Let it Bed, produzido por John Ulhoa, do Pato Fu. O álbum foi um dos mais aclamados pela crítica brasileira no biênio 2004-05. A revista inglesa Mojo colocou Let it Bed na sua lista dos dez mais de 2005.
Durante 2006-07, Arnaldo participou da reunião de Os Mutantes para uma série de shows iniciados em Londres, no grande evento dedicado à Tropicália promovido pelo centro cultural Barbican. Logo em seguida, partiu com a banda para a Europa, EUA e Brasil, tocando e cantando em shows para até 80 mil pessoas. Ao mesmo tempo, sua história preparava, por si só, uma nova reviravolta a partir de 2008.
O romance Rebelde Entre os Rebeldes, escrito nos anos 80 e lançado pela Editora Rocco em 2008, foi um sucesso. No mesmo ano, o Canal Brasil levou ao público seu primeiro longa metragem, dirigido por Paulo Henrique Fontenelle: o documentário Loki! Arnaldo Baptista, contando a história de Arnaldo de forma profundamente sensível. O filme foi um sucesso estrondoso, especialmente junto à nova geração. Ganhou 14 prêmios no Brasil e no exterior e ainda emociona audiências onde quer que seja exibido.
Em 2010, Arnaldo finalmente é abraçado pelo circuito oficial das artes plásticas, participando de duas coletivas de peso, como as da SP-Arte 2010 e 2011, além da mostra de abertura das galerias Baró/Emma Thomas em 2010. Sua primeira grande exposição individual, Lentes Magnéticas, com mais de 100 obras ao longo de 30 anos, acontece de 24 de março a 20 de abril na Galeria Emma Thomas em São Paulo e tem sido considerada uma das maiores coberturas de mídia para uma primeira individual deste porte. Galeristas e a sociedade da arte de São Paulo, que tem visitado a mostra , têm reiterado sua importância e força artística.

A arte de Arnaldo Dias Baptista reflete sua filosofia, poesia e a criatividade vanguardista conhecidas da carreira musical. “Assim como os artistas do movimento CoBra, Arnaldo trabalha de forma espontânea, experimental e com ênfase no imaginário fantástico. A expressividade através do uso de cores e texturas permeiam tanto o universo da psicodelia quanto da arte contemporânea”, comenta Juliana Freire, sócia-proprietária da Emma Thomas.

Arnaldo voltou aos palcos em outubro de 2011 para duas datas no Sesc Belenzinho-SP com seu ‘Arnaldo Dias Baptista Solo Voador’, tocando e cantando ao piano de cauda. Ovacionado pelo público e crítica, os shows tiveram ingressos esgotados nas primeiras horas da abertura da venda antecipada. O video-cenário trazia projeções dos desenhos de Arnaldo, selecionados para a mostra na Emma Thomas. As imagens justapostas e em movimento lembravam uma mandala psicodélica. Este show fará parte da Virada Cultural de São Paulo 2012, com uma histórica apresentação no Teatro Municipal no dia 5 de maio de 2012.

Em 2011, Arnaldo tornou-se embaixador da ANDA, uma das mais sérias ONGs na defesa dos direitos dos animais no Brasil. Disse Arnaldo ao abraçar a organização: “O Arnaldo Dias Baptista, ainda anda defendendo o vegetarianismo e a eletricidade gerada pelo sol. Portanto, ser Embaixador da ANDA; abaixa a dôr, dos animais. Nomes como Barak Obama e Zilda Arns; remetem minha imaginação, para Zilda Arnaldo. Num sentido, onde parar de queimar; para a energia gerar, despoluirá. (Física) Harmonia; entre, pessôas e animais.”

Ainda em 2012, Arnaldo Baptista lançará seu novo álbum, Esphera, já um dos mais esperados do ano, produzido por Fernando Catatau, do Cidadão Instigado.

No final dos anos 70, Arnaldo teve o filho Daniel com a atriz Martha Mellinger, com quem viveu por dois anos. Daniel Mellinger Dias Baptista hoje ajuda a manter e preservar a obra do pai.

Em 2010, Arnaldo aderiu às redes sociais, com perfis no Facebook e Twitter, um canal oficial no YouTube e um blog como artista plástico. Teve, ainda, todos seus álbuns solos disponibilizados em formato stream no Soundcloud. Hoje, reúne mais de 20 mil fãs em torno destas mídias. No Facebook, 71% dos frequentadores estão na faixa dos 17 aos 34anos. Arnaldo é seguido, também, por artistas, formadores de opinião e hot desks da mídia de massa e blogs culturais.

Para 2012, seu time, formado por voluntários, espera poder realizar o sonho de ter os trabalhos de Arnaldo devidamente documentados e salvaguardados sobre suas próprias asas. Entre outros projetos, os fãs poderão ver um novo web site, incluindo uma área de download via doação – um presente dos fãs da Elefantte e S2Group – e um aplicativo para iPhone, pelo fã Eduardo Rangel, da Easynology.
Arnaldo emociona a todos, não apenas pela sua contagiante simpatia e talento únicos, mas também pelo seu incansável discurso pela paz e pelo amor, na sua defesa pela preservação do meio ambiente muito antes do tema entrar para a agenda mundial, por sistemas de som totalmente valvulados, pelo vegetarianismo, seu amor e carinho para com os animais, sua poesia ímpar e inspiradora e seu delicioso senso de humor.

Desde o início de sua carreira, Arnaldo mostrou uma capacidade surpreendente de auto-reciclagem. Ele permite facilmente que novos elementos entrem em sua música e arte. Parece que sua missão é apontar um futuro que ainda não existe, mas pode (e deve) ser sentido.


www.arnaldobaptista.com.br
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Twitter> @ArnaldoBaptista
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Blog > Arnaldo Baptista as a fine artist
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ENTREVISTA COM LUIZ ROSEMBERG FILHO





Com imensa satisfação, entrevisto o polêmico e emblemático  diretor de cinema,escritor,artista plástico LUIZ ROSEMBERG FILHO, artista plástico na cidade do Rio de Janeiro. Foi roteirista de Adyós General e Viva a Morte.Dirigiu Assuntina das Amérikas, Crônicas de um Industrial e O Santo e a Vedete – até hoje inédito nos cinemas brasileiros.
grato! eis ai algumas perguntas:

1- Como foram seus primeiros contatos com o cinema,os primeiros filmes que impressionaram sua visão de mundo?


– Lá no passado eu gostava muito dos musicais de Hollywood como A RODA DA FORTUNA, MEIAS DE SEDA, ALTA SOCIEDADE... Aí fui com meu saudoso pai ver uma peça de Brecht num teatro no centro da cidade, e fiquei achando que os musicais poderiam ser melhores no sentido dos temas a serem abordados.  Em seguida vi na Cinemateca do MAM, ou num cineclube da ABI dois grandes filmes que me fizeram pensar o cinema como história: CINZAS E DIAMANTES do genial Wajda e MADRE JOANA DOS ANJOS do Kawalerowitz. Daí pra frente foi Eisestein com IVAN, O TERRÍVEL, Bergman com MORANGOS SILVESTRES, Resnais com HIROXIMA, MEU AMOR e ANO PASSADO EM MARIENBAD, Jean-Luc Godard com ACOSSADO, Antonioni com A AVENTURA, Fellini com A DOCE VIDA...até
Chegar em DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL, OS FUZIS, VIDAS SECAS e TERRA EM TRANSE. Aí passei a pensar em fazer cinema. Pensar e fazer, sem cair na ilusão das festinhas e festivais, mas para pensar a fundo o mundo das imagens e das idéias.  

2- Voce conheceu GLAUBER ROCHA, como foi, qual a grande lição de vida e cinema que ele nos deixou em sua opinião?


Glauber foi tudo para nossa geração: substância, poesia, história, política, ousadia, consciência, alma, êxtases, prazer, beleza... Nenhum cineasta brasileiro se aproximou da sua ousadia de revolucionar a linguagem, dando sempre exterioridade poética as sua idéias. Continuo achando DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL e TERRA EM TRANSE, os nossos filmes mais importante para a história do cinema brasileiro. Glauber foi um Vila-Lobos das imagens e até hoje não foi superado. Marcou e ficou. Daí essa garotada envelhecida vinda da publicidade, o detestar. Ele não era um fabricante de “idéias” e imagens sem um pensamento profundo bem brasileiro. Não o Brasil-espetáculo, mas o país e suas contradições. E que são muitas, né?


3- A impressão que tive ao ler alguns livros sobre GLAUBER ROCHA é que ele era um furacão, não compreendido pelas esquerdas e uma ameaça constante para os tradicionalistas. Como voce e cineastas como GLAUBER enfrentaram os anos da repressão militar, e o domínio da televisão colonizada ?

Bem, os Anos de Chumbo foram uma merda para todos. Era um corpo-morto que tínhamos que ter em mente 24 horas por dia ao longo de duas décadas. No cinema ou fazia-se bostas como INDEPENDENCIA OU MORTE, ou ficava-se nas mãos sujas e imundas de uma censura enloquecida. Desejada pelo capital, mas odiada pelos que ainda pensavam. Penso que de certo modo a televisão é a sua continuação. Esse papo-furado que é só entretenimento, é demasiado simplório pois ela entra na casa de qualquer um, a qualquer hora e vomita seu culto ao consumismo, canastrice, espetáculo, poder, prostituição e a ideologia das mais baixas vindas dos programas religiosos. Isso nunca foi televisão e sim manipulação ideológica. É a casa grande mandando na senzala em que foi transformado o mundo. Pena.

4- Quais filmes de sua autoria  voce gostaria de ser lembrado,e por quê?

Me creia que não tenho mesmo nenhuma preocupação de ser lembrado por este ou aquele filme. Graças a televisão o preconceito se apossou dos tempos e seremos todos esquecidos. Uns mais lentamente, outros mais rápido. O que eu gostaria que ficasse era uma vida melhor para todos. Que pudéssemos desfrutar os últimos anos de nossas vidas com igualdade, encantamentos e paixões. Que a televisão fosse mais responsável, e menos zona fechada ao saber. Tirando o programa do Diniz o OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA da TV Pública, eu não consigo suportar nada por muito tempo. É tudo meio circo né? Do circo da ocupação de Hollywood, ao circo político. Haja saco!

5- Eu estou profundamente impressionado com os filmes do PASOLINI, penso nele como um artista-guerreiro, que lutou bravamente contra todos os dragões da maldade: o consumismo,o controle da  televisão, a cultura imperialista norte-americana,a Itália fascista, a violência ,a pobreza humana. Se utilizava muitas vezes de atores amadores,cidadãos de vilarejos para encenar seus filmes e documentários.

Pasolini também não foi compreendido no seu tempo. Um cineasta como ele que diz: “A televisão não somente deixa de contribuir na elevação do nível cultural das camadas inferiores, mas ainda provoca nelas o sentimento de uma inferioridade quase angustiante.” E disse isso num artigo chamado “Neocapitalismo Televisual! Em 1958! Ou seja, nunca fez média com o mercado ou a sociedade. Seus filmes, textos e poemas são da maior importância pois sempre confrontou o cansaço do saber frente ao fascismo que se apossou do mundo com o espetáculo e o consumismo desenfreado. “SALO” é um dos filmes mais Brechtianos do cinema moderno. Deu substância as nossas idéias, e ao  usar não-atores deu ao cinema uma volta poética ao neo-realismo. Só que menos ingênuo que um Monicelli ou mesmo um Pietro Germi. Para Pasolini o cinema sempre foi uma possibilidade de se viver um verdadeiro sonho revolucionário. Claro que tinham que matá-lo pois a Democracia Cristã que hoje representa o Fascismo com os seus Berlusconis, nunca suportaram sonho algum. Ao fascismo só interessa a dor e o bode. Claro, tudo espetacularizados.

6- Sempre digo que a TV brasileira também é incipiente,apesar da infra-estrutura milionária,mas não há mais filmes provocativos ou bruilhantes sendo exibidos em nenhuma emissora,quero dizer obras de autores fundamentais (pasolini, godard, vertov, luiz rosemberg filho, walter hugo  khouri, sylvio back, peter greenway, fellini...) para as novas gerações, o que é possível fazer?

Não adianta passar um bom filme numa televisão dominada por Faustões, Xuxas, Gugus, Hebes, Amaurys Jr,  Malafaias e Leões. Todo e qualquer bom filme se dilui nesta quantidade infinita de lixo que ocupa todos os espaços da telinha dias, meses e anos. Ora, o que representa essa falta de substância a abater-se sobre povos e nações? Essa indiferença gritante do humano? Esse esquecimento de nós mesmos como potência?  Nesse desprezo por tudo que poderia ser criativo, filme nenhum marca ou marcará na TV, ou em nossas vidas frente a telinha. O lance da TV é a lama, o crime, o lixo e a merda!

7- Quem está fazendo um trabalho significante hoje,em termos de cinema,documentário, poesia e prosa, teatro? o que vale a pena ver e saber nesta época tão confusa e conformista?
A velha-guarda continua aí dando o seu recado ao país. Me refiro a Nelson Pereira dos Santos, Macale, Ruy Guerra, Tom Zé, Ana Carolina, Santeiro, Tonacci, Marisa Monte, Joel Yamaji, Eduardo Coutinho, Silvio Da-Rin, Ricardo Miranda, José Carlos Asbeg, Matico, Luis Egypto, Sindoval Aguiar, você... Quanto a garotada que está chegando (não contaminada pela publicidade e pela TV)  gosto do Pizzini, do Marcelo Ikeda, do Fabio Carvalho, da Isabel Lacerda, do Abelardo de Carvalho, do Leonardo Esteves, do Scucatos... Mas é preciso dar mais tempo à todos para que se posicionem melhor frente a futilidade crônica do nosso país. Mas, o desassossego criativo do passado, eu não vejo em espaço algum pois a cultura e o país se tornaram grotescos. Um insuportável tédio de frustrações, ódios e burocracias. Aqui nada muda, né? E quando muda é para pior! Um pequeno exemplo: a ANCINE do senhor Manuel Rangel consegue ser pior que a EMBRAFILME! A Rio Filmes do senhor Leitão é um lixo! Mas é o país, né? E se tem que gozar com isso! E caladinho para não ser excluído dos próximos financiamentos. Isso é Democracia? Onde?


8- Eu considero os governos FHC/LULLA/DILMA um desastre quase irrecuperável para as próximas gerações - voce concorda ? refiro-me a falta de ética,de noção de respeito ao ser humano,desprezo pelas artes,pela educação,saúde, liberdade de pensamento,etc... não vejo quase ninguém criticando os governos,abertamente e com regularidade nos meios de comunicação.

A política também se tornou um novelão insuportável! Só se vive nela o espetáculo, a pequenez e o desgosto. A vacuidade dos discursos político vem desde 64, e não muda. Como mudar isso, eu não sei mais responder. Mas claro que os meios de comunicação são mantidos por grandes verbas do governo que só quer ser elogiado. Então, todos precisam ser vendidos como preocupados, santos e ternos no entendimento as pequenas alegrias do povo. E nada mais triste que essa porca relação entre a política e a comunicação, onde a “fúria do sonhar” deixou de existir com a fundação do país. Tudo virou uma festa macabra! E só dança quem puder entrar na corte do Bananão, de um lado ou do outro. Mas no fundo, os dois lados são iguais. Aqui, nunca se soube lidar com as diferenças. Pena.



9- É posasível ainda fazer cinema neste país, digo,um cinema forte,essencial, que possua aquela crueldade realçada por artaud, que possa tocar o espírito do público,tão mumificado pela globarbização (termo cunhado por TOM ZÉ)?


Artaud, Pasolini, Glauber... são hoje, forças sufocadas pelo consumismo e pelo pobre espetáculo televisivo. O que se quer hoje é vender a bunda da vedetinha que por ser gostosona e carnuda, foi transformada em “atriz”. Todo o esforço é no sentido de fazer acreditar no mundo fantasioso das “celebridades”. Tem um Pateta esperto, a meia-noite ao lado de duas barangas na TV, que todos os dias nos vendem o mundo vazio  e inútil das celebridades como uma espécie de inquietação das múmias. Onde o requintado é ser um idiota! Mas... serve também a globalização do capital e das religiões. Não ao saber que é uma outra coisa.

10- Voce poderia falar algo sobre seus problemas de saúde,como está enfrentando esta batalha -lembro-me de uma tradução sua sobre JEAN-LUC GODARD nos anos 80 na qual ele falava sobre esta relação singular e reveladora entre o doente e sua doença.

Quando eu morei fora, eu dizia a Glauber que o cinema no Brasil, matava! Ele ria e nada dizia. Acho mesmo que os melhores da velha-guarda já se foram. Tirando o Nelson, o Ruy Guerra e mesmo o Jabor, o que ficou é de dar pena. Até tentei uma aproximação, mas... Eu nunca soube lidar bem com a podridão dos afetos. Recuei, né? Mas muitos amigos me perguntavam se eu já estava louco por tentar uma aproximação impossível! Desde então, venho tentando fazer pérolas no lixo em que foi transformado o cinema brasileiro de mercado. Que mercado? Não está tudo ocupado? Claro que adoeci. Faz parte do confronto, da luta e onde muitas vezes se perde. Perdi a saúde que nunca foi muito boa., mas tô aí lutando! E mesmo doente acabei de rodar três médias fantásticos: “TRABALHO”, “DESERTO” e tô editando “FRAGMENTOS” ao lado do talentoso João Pedro Gaspariam Ribeiro. Quem sabe não vou sair dessa mais forte? Brabo é ter de suportar essa imunda e porca burocracia dos papéis, leis e papelotes. E isso virou poder! 


                                         FIM 
                                                               2012           

abçs efusivos
do sempre fã
everi rudinei carrara
site telescopio.vze.com
comemorando 13 anos no ar!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

NEIL FERREIRA








Cachorro louco solto nas ruas
Neil apavorado Ferreira

Chamem a carrocinha. Mesmo tendo sido vacinado, sinto medo de tentar falar de duas coisas que eu pensava que não existissem  mais nestas latitudes. Latitudes: regiões em que latem só cachorros saudáveis  e vacinados com a vacina tríplice, que inclui a contra a raiva. Regiões que se mantém à relativa mas segura distância do “país dos mais de 80%”.
Os mais antigos como eu, da geração hoje premiada com raros cabelos brancos e sabedoria ancestral, ancestrais de nós mesmos que somos, não esses moleques travessos e gatinhas gostosas de apenas uns 55, 60 aninhos  que, saltitantes, povoam os comerciais de produtos geriátricos milagrosos e de casas de repouso, verdadeiros spas para quem pode pagá-las.
Nós, os detentores da sabedoria revolucionária contida no “Livro Vermelho” do Comandante Mao, temos pleno conhecimento do que seja cachorro louco solto nas ruas, na nossa época recolhidos pelas carrocinhas, com enormes riscos para os  mal pagos trabalhadores públicos. 
Uma lenda urbana, que a meninada conhecia de trás para diante, contava que a carrocinha levava os cachorros apreendidos para  fazer sabão. Nunca vi um sabão feito com cachorro apreendido nas ruas. Talvez os captores comessem o butim, ensopado ou assado, segundo milenares receitas chinesas.
 Naqueles tempos bíblicos, não havia PT e nem cumpanherada. Os trabalhadores públicos trabalhavam de fato e pra valer. Não havia vaga de garagista da Câmara de Vereadores, ganhando 23 mil pilas por mês,  sem nunca aparecer na garagem, nem para bater o ponto.
As catiguria num vévía fazeno grévi nem ameaçano  di  fazê-las  elas. Não sabotavam  o metrô quase dia sim dia não, atirando milhões de pessoas à Rua da Amargura, para percorrê-la a pé horas a fio, para não perder o dia, e não raramente o emprego.
Trabalhador que trabalhava sentia orgulho, não apenas canseira, mal estar e raiva, mais tarde insufladas pelos ex-querdistas,  por ter tabalhado o dia inteiro. O Partido dos Trabalhadores  é contra os trabalhadores que trabalham. Seu principal (e suspeito que único) comandante, desde o princípio dos tempos, fez uma vitoriosa carreira armando greves.  Greve, sabe-se, é ter aumento de salário e receber o aumento e o salário  “dos dias parados” sem trabalhar e, eventualmente, levar à falência sua fonte de trabalho.
Relembrada a carrocinha, apresento aos mais jovens o cachorro vitimado pelo virus da raiva. Geralmente apresenta-se de olhos esbugalhados, expressão de dor insuportável que talvez seja real, há as que desconfio fingidas, babando, rosnando, latindo sem parar. E mordendo.
Quando criança em Cerqueira Cezar, eu e mais uns 5 moleques fomos mordidos por um desses indivíduos de rua, certamente não vacinado, desparecido logo depois do ato criminoso,  que nos vitimou em plena luz do dia.
O único médico da cidade receitou o único medicamento então conhecido, não lembro o nome e nem sei se ainda existe, já que os cachorros loucos sumiram da paisagem – 31 injeções na barriga, em volta do umbigo, uma por dia.  Há quem ache, lendo os meus textos, que não fui curado de todo. Não fui; mantive esta condição em rigoroso segredo até agora.
Não tenho sabença científica para saber como os cachorros são contaminados. Já ouvi falar que os morcegos transmitem o virus da raiva, não entendo como  os transmitem. Dizem que os macaquinhos que vem comer banana na minha mão no meu jardim, também os transmitem e se fui mordido por um deles e estou contaminado, não percebi.
Neste caso, eu poderia contaminar o Fedegoso e o Chicão se os mordesse à traição. Isso nos leva ao dilema ainda não resolvido por nenhum Darwin evolucionista: quem nasceu primeiro, o virus da raiva ou o cachorro  ? O ovo ou galinha ?
Afirmo com toda convicção mas sem nenhuma prova , que identifiquei como contaminada a presença nestas capitanias  de um Cérbero feroz, amedrontador, exibindo baba pastosa escorrendo pelos cantos da bocarra,  ganindo  ganidos lancinantes, rosnados ameaçadores, dentes arreganhados, latindo com franqueza  “Pra ganhá a inleissão vô mordê as canela dus inimigo”. Vai. Já está.
Elle avisou que vair morder canela.  Eu aviso: chamem  a carrocinha e tomem vacina antes que seja tarde demais.“Quem avisa amigo é”, avisa a vox populi vox Dei.

“Vô mordê as canela”, ameaçou;  focinheira nelle.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

GOLPE BOLIVARIANO

GOLPE BOLIVARIANO
Finalmente a facção bolivariana do Mercosul se manifesta e dá um "golpe", eliminando o Paraguai da próxima reunião. Os governos pertencentes ao grupo conseguiram uma forma de vingar-se da expulsão do poder, embora legítima, de um companheiro da esquerda do grupo da Unasul. Talvez seja apenas uma prevenção pelo fato do "impeachment" ter sido desfechado por alegada "corrupção", o que traz um temor aos demais governos sob as mesmas suspeitas, de que o fato possa repetir-se em outro país.
Fabio Figueiredo 
 sp-SP
TELA:frida khalo

sexta-feira, 22 de junho de 2012

RAYMUNDO ARAUJO FILHO






 Rio + 20 e Cúpula dos Povos: Fracassos em Palco Iluminado

                                                                                                                                                                          *Raymundo Araujo Filho
 
“Minha Vida / era um palco iluminado / eu vivia vestido de dourado / palhaço das perdidas ilusões...” (Chão de Estrelas de Orestes Barbosa, música imortalizada por Maysa e, para o meu gosto e juízo estético-musical, assassinada por Maria Bethânia, em arroubos estereotipados, recurso pobre para ressaltar o drama encerrado na música e seu tom, certamente meio fúnebre, mas sem o estereótipo brega-dramático imposto por Maria Betânia) . 
 
Esta música eu ouvia, quando criança, na voz de meu pai a fazer o meu irmão mais novo dormir em seu colo, andando pelo quarto de dormir com a luz apagada.  Eu achava muito engraçada a letra e a música um tanto enfadonha. Hoje entendo o seu apelo dramático e o estado de espírito de meu pai, em plena ditadura militar, com muitos de seus sonhos frustrados a cantar isso para fazer o filho dormir (mas isso são outros quinhentos réis...).
 
Hoje, acordei pensativo sobre este evento, a Rio + 20 e Cúpula dos Povos, que toma a forma eminentemente festiva e turística de um lado e de proselitismo político e de negócios do outro,  sobre assunto que penso, sem querer parecer chato, mas o sendo conscientemente, estaria mais para um acontecimento tipo velório ou enterro, literalmente. Ainda mais com o fracasso anunciado das iniciais perspectivas temáticas e decisórias, que alguns bobos alegres e inocentes inúteis propalavam por aí, como a “aquecer” o ramo de atividades de onde são profissionais e “caçadores de verbas institucionais”, tornado o evento em um Palco Iluminado e cheio de Palhaços das Perdidas Ilusões.
 
Lembrei-me, de uma reunião de cúpula sobre a Fome no Mundo (ONU-FAO), na Itália, há cerca de 10 anos onde, segundo o relato dos jornais, foram três dias de algumas reuniões entremeadas de laudos e finos banquetes, hospedagens e transbordos carésimos e sabe-se lá mais o que, depois da “hora do expediente”. Na época pensei se não seria um exemplo ao mundo que os altos executivos da diplomacia e governos se submetessem a um cardápio minimalista, bem monástico e pouco farto (quem sabe até um jejum de 24 ou 12 horas após o evento – para não exigir muito de tão nobres agentes governamentais – simbolizando ativamente o compromisso com os famélicos do mundo...), para falar sobre aquilo que seus governos, decididamente, não querem resolver, pois a fome e a iniquidade social geram carências múltiplas, prato principal da vida vampiresca daqueles que se dizem imbuídos de governarem os “destinos da humanidade”.
 
Sinceramente, um tom mais sério e menos comercial ou de deslavada propaganda política de alguns, já me faria ser um pouco condescendente com este evento no Rio que, da forma como foi apropriado pelo mundo político institucional, lideranças pelegas dos movimentos sociais e do mundo corporativo/empresarial é enfadonho e pernicioso ao desenvolvimento de qualquer tese razoável sobre o tema, pois estão ali para mais um verniz sobre aquilo que não fazem. Outros estão ali na postura conformada de “oposição” ao evento institucional, mas dependente das estruturas governamentais e verbas idem, para erigir a tal Cúpula dos Povos que, por sua vez, está cheia de “líderes” e “coordenadores” em forte promiscuidade institucional com os governos e empresas que financiam e se locupletam deste embuste festivo e da destruição do Planeta, que têm o desplante de anunciar o Rio como uma “cidade ecológica”, mesmo com suas cerca de mil favelas sem saneamento básico e outras desgraceiras e desleixos que deveriam envergonhar a todos. E, de quebra, Dona Dilma, a Entreguista, a jogar para a platéia, criticando os “países ricos e a Alemanha”, mas depois de ter celebrado acordo bi-lateral com Ângela Merkhel, totalmente lesivo ao Brasil,
 
A prova cabal do que escrevo aqui, de forma crítica ao evento, foi o anúncio, com pompas e circunstância e colocando o governo federal de Dilma como protagonista do feito, com a Via Campesina e o MST a propalar que fecharam uma venda de 15 Toneladas de arroz orgânico, com possibilidade de venda de 10 Toneladas ao mês, até Dezembro (quem sabe, de um arroz orgânico certificado por eles mesmo e com o uso de cama de frango contaminada dos aviários industriais, como vi sendo prática corrente no MST e nas articulações das associações que “representam os agricultores familiares, TODAS aparelhadas e/ou financiadas pelos “governos e políticos  amigos”). Ver matéria http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=2071
 
O argumento para esta transação promíscua com rede monopolista do varejo Pão de Açúcar – cerca de 150 estabelecimentos pelo país, sob vários nomes (lembram do Abílio Diniz..., ora pois pois) é triste, iníquo e tergiversador.
 
Segundo os que se locupletam desta transação, ela diz respeito “a uma necessidade do MST aproximar-se da classe média”, como disse o dirigente do MST Milton Formazieri, dizendo que “precisamos mostrar que temos uma produção social”, quando na verdade este ato comercial é o contrário disso, pois deveriam estar exigindo dos governos municipais, estaduais e federal que comprem, em bom volume e a bom preço, a Produção Orgânica da Agricultura Familiar, para distribuir alimentos saudáveis nas Redes Assistidas (creches, escolas, acolhimento de idosos, acolhimento de crianças em risco social, hospitais, etc...) e não para “limpar a fachada” de promotores do agronegócio (99, 999% do que se vende nestes supermercados). Pela cara de satisfação do coordenador do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar Renato Maluf (que não se perca pelo nome...) e do ministro do MDA Pepe “Legal” Vargas, a perspectiva de “conteúdo social da produção” não faz mais parte  dos Programas desta gente oportunista e eleitoreira, tendo sido trocada para satisfazer o abelhudo Abílio Diniz...
 
Eis mais algumas observações dos resultados desta tal Conferência dos Povos e da Rio + 20:
 
1)     A “apartheid” entre a Conferência Institucional e a “Dos Povos”, distantes entre si cerca de 30 KM e muito trânsito, foi aceita sem maiores problemas por quem deveria estar programando protestos pesados e que realmente marcassem este evento, e não  aquele “desfile a Fantasia”, de palhaços sorridentes e de bom humor, como o que vimos na TV.
2)     Protestos anacrônicos com as mulheres expondo seus seios, como se estivéssemos na década de 60, quando a nudez não havia sido ainda tão banalizada e exposta de forma tão contumaz, e pior, sem nenhuma denúncia contra o projeto, não de regulamentação da profissão de Prostituta, mas sim da Regulamentação e Legalização do Lenocínio (exploração da prostituição por terceiros), que está em curso no Congresso e será aprovada brevemente.
3)     A disputa olímpica dos indígenas, a mostrarem ao mundo não o seu intelecto, mas sim a sua força bruta a carregar troncos de madeiras em uma corrida louca, para lugar nenhum, como uma Fórmula 1 das Florestas. Sequer tiveram a idéia de arremessar a tronqueira carregada nos ombros, nos vitrais de alguma destas Corporações Capitalistas, como por exemplo, a FIRJAN, ali pertinho do Aterro do Flamengo.
4)     A notícia que os índios que se alimentaram das “quentinhas”  acondicionadas no poluente isopor, foram acometidos de desinteria por comida estragada. Não me consta de nenhum piriri entre a malta da Conferência das Nações no Rio Centro.
5)     Após a passeata festiva, inócua e bem comportada que os integrantes da Cúpula dos Povos promoveram, para desfilarem suas vaidades, a Via Campesina e o MST distribuíram (gratuitamente) mais destas famigeradas quentinhas de isopor para a plebe esfomeada, com conteúdo 100% convencional, pois alimentos sem venenos não se viu por ali.
6)     E, por fim, o Fracasso Anunciado teve o seu Palco Iluminado para o desfrute e desfile das vaidades incontidas, não só de políticos enganadores, mas também de seus pequenos e secundários capatazes que vivem a goderar verbas governamentais e corporativas, sob o preço da despolitização do Povo Brasileiro que, ao contrário do que alguns querem nos convencer, continua alheio ao que se passa ao seu redor e não sabem o que se passou no Rio, como pude comprovar através de inúmeros depoimentos colhidos por mim pessoalmente.
 
Assim, termina esta pantomima, em que nada se pareceu com a Rio 92, onde, sem dúvida alguma, a Sociedade Civil Organizada, mas não ainda tão aparelhada pela Politicalha Institucional, surpreendeu o “stabilshment” e deu o tom do evento, protagonizando as ações e a mídia, além de termos realmente alavancado um pouco a Consciência Social, mesmo de forma insuficiente, mas muitos furos acima desta porcaria que fizeram na Ex Cidade
Maravilhosa, agora “Wonderful Rio”.
 
Fica como emblema desta conferência, a foto de uma indiazinha que, inocente, fez de um saco plástico, um adereço para enfeitar seu bracinho minguado.
 
E também a fala televisiva do pré reformista Fernando Gabeira dizendo “ A Rio + 20 ao menos trouxe a temática dos Oceanos para a pauta dos governos e a nós cabe ESPERAR O FUTURO” (BAND TV 19/Junho / 2012). Ao menos, este quando morrer, não será enterrado em cova rasa como indigente, como muitos brasileiros são, até hoje, visto que, ao contrário dos Oceanos, não entraram ainda na pauta dos governantes tão acariciados pelo “light” Gabeira.
 
De minha parte, continuo tentando construir o Futuro e não passivamente ESPERANDO ele chegar, como fazem atualmente, sem dúvida fazendo o papel de verdadeiras projeções futuristas da letra da música Chão de Estrelas enunciada no início do artigo ““Minha Vida / era um palco iluminado / eu vivia vestido de dourado / palhaço das perdidas ilusões...”.
 
*Raymundo Araujo Filho é Médico Veterinário Homeopata, membro da IWA (Associação Internacional dos Artistas e Escritores) e que preferiu realizar ações ambientais reais, não deixando o seu trabalho de produtor de leite orgânico para validar com sua presença uma Festividade Macabra como foi esta Rio + 20 e Cúpula dos Povos.
 
Meu coração rural
Ri do Rio
De Janeiro a Janeiro
 
Hai Kai (Escaramuça, poeta e compositor itinerante)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

GRIPE A EM SANTA CATARINA








Chega a 28 o número de mortes por Gripe A em Santa Catarina. A informação foi confirmada na noite desta segunda-feira pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).

>> Confira as notícias sobre Gripe A
No sábado, a Dive havia retirado as informações do site da diretoria, com a promessa de criar um novo modelo de divulgação dos dados. A novidade é que as informação de casos e óbitos são passadas separadamente em duas tabelas que traz o nome de todos os municípios que tiveram ocorrência.

As duas últimas mortes foram registradas no sábado. Uma mulher de 46 anos morreu em Blumenau e uma pessoa, que não teve informações divulgadas, morreu em Florianópolis. Foi o primeiro morador da Capital, vítima da doença.

Blumenau é o município com o maior número de mortes, quatro no total. Tubarão teve duas mortes. Os outros óbitos foram registrados em 22 municípios diferentes.

>> Confira os municípios que registraram mortes por Gripe A
Antônio Carlos - 1
Aurora - 1
Benedito Novo - 1
Biguaçu - 1
Blumenau - 4Bom Jesus - 1
Brusque - 1
Capivari de Baixo - 1
Florianópolis - 1
Itaiópolis - 1
Itajaí - 1
Itapema - 1
Ituporanga - 1
Lages - 1
Navegantes - 1
Nova Trento - 1
Pomerode - 1
Rio do Campo - 1
Tijucas - 1
Três Barras - 1
Treviso - 1
Tubarão 2Videira - 1
Vitor Meireles - 1

Ainda de acordo com os dados da da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), atualizados no dia 17 de junho, Santa Catarina já registrou 309 casos confirmados laboratorialmente de Gripe A.Novamente Blumenau aparece como o município com o maior número de casos: 38. Fraiburgo aparece em segundo, com 22 e Itajaí em terceiro, com 19. Florianópolis registrou nove casos até agora. Confira os municípios que registraram casos de Gripe A
Água Doce - 1
Antônio Carlos - 1
Apiúna - 1
Aurora - 1
Balneário Camboriú - 5Balneário Piçarras - 1
Benedito Novo - 1
Biguaçu - 4
Blumenau - 38
Bom Jesus - 1
Bombinhas - 1
Braço do Norte - 1
Brusque - 14
Camboriú - 2
Campos Novos - 1
Canoinhas - 1
Capão Alto - 1
Capivari de Baixo - 2
Chapecó - 4
Cocal do Sul - 1
Correia Pinto - 1
Criciúma - 10
Florianópolis - 9
Fraiburgo - 22
Gaspar - 1
Governador Celso Ramos - 1
Ibirama - 2Içara - 1
Indaial - 8Iomerê - 1
Itaiópolis - 1
Itajaí - 19
Itapema - 9
Ituporanga - 3
Jaguaruna - 2
Jaraguá do Sul - 1
Joaçaba - 1
Joinville - 7
Lages - 5
Laguna - 5
Laurentino - 2
Lontras - 1
Monte Carlo - 1
Navegantes - 4Nova Trento - 1
Otacílio Costa - 2
Palhoça - 3
Palmeira - 1
Paulo Lopes - 2
Penha - 2
Pomerode - 5
Porto Belo - 1
Rio do Campo - 1
Rio do Oeste - 1
Rio do Sul - 6Rio dos Cedros - 1
Rodeio - 2
Sangão - 2
Santo Amaro da Imperatriz - 1
São Bento do Sul - 1
São Francisco do Sul - 1
São José - 14São Ludgero - 1
Seara - 4
Siderópolis - 2
Sombrio - 1
Taió - 2
Tijucas - 5
Timbó - 11
Três Barras - 4
Treviso - 1
Tubarão - 12Turvo - 1
Videira - 16Vitor Meireles - 1
Xanxerê - 1 /   fonte:diario catarinense