terça-feira, 24 de julho de 2012

LAU SIQUEIRA

qualquer riso

a vida é um estreito
largo abismo onde pálida
a nua cheia caminha
entre as nuvens

cozendo espelhos no acaso

remando com dedos
lacerados

a vida é um junco estúpido
- cortiça boiando num
banhado de fundo azul em
greda flácida
retido no encantamento
das garças sobre a correnteza

respiro como os peixes
num rio sempre corrente

(poema vermelho – lau siqueira)
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

EFIGÊNIA COUTINHO








Quatro estações
Efigênia Coutinho
 
Os meus sonhos viajam pelas nuvens
Vai na leveza acariciando horizontes
Alcançando a quietude dos montes
Acompanhando a jornada dos ventos
Entre o sol e a chuva na bagagem
Vivem entre as quatro estações
Sendo todas elas infinitamente belas
Tem a doçura das flores na primavera
O vozeio dos pássaros no verão
No outono nos preparamos para colheita
Para no inverno nos aquecemos na lareira
Deixando tudo tatuado com ternura
No verdor de planíce distante...
Dentro do meu pequeno coração!
Então, venha se aquecer comigo,
Deixa sua pele de cor jambo
Roçar entre a minha cor de neve.
Aqueça meu coração com sua chama.
Perfazendo as quatro estações com Amor!
 
Balneário Camboriú
Abril/2012
 

 


PEDRO DU BOIS

RUDIMENTOS

O corpo tosco, ideológico, a bebida
barata do bar da esquina, o olhar
inerte sobre a toalha: a lembrança
é mortalha viva do intelecto e o longo
caminho percorrido no alongar o físico;
o contato contamina o todo destinado
e aos ouvidos se rebelam sons inaudíveis;
repete o gesto com que bebe o líquido,
repete as vezes despretensiosas da saudade;
reafirma ao homem da outra mesa a incerteza
da sobrevivência: ideológico, destila o humor
esbranquiçado da verdade: o homem ao lado
faz de conta que não é com ele e bebe
aos santos de todos os sábados.

(Pedro Du Bois, Rudimentos 1, inédito)
TELA: ticiano

CARTA

AULINHA GRATUITA
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para separar os países desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. A cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. Entre 182 países avaliados o Brasil ocupa a 84ª posição, atrás de países como Chile (44ª), Argentina (45ª), Barbados (47ª), Uruguai (48ª), Bahamas (53ª) e Trinidad e Tobago (62ª), só para citar alguns exemplos. Como se pode ver existe uma correlação entre PIB e o que está sendo desenvolvido em termos educacionais (qualidade de investimento nas futuras gerações). Essa aulinha gratuita pode ser aproveitada para se aprender que falar bobagem pode comprometer a imagem de um governante diante de outros chefes de Estado.
Nei Silveira de Almeida
Belo Horizonte

LUIZ ROSEMBERG FILHO E SINDOVAL AGUIAR

          ERA LULA OU FABRICANDO O PRODUTO 

               Para os eternamente Jovens EVERI CARRARA e Elis Galvão

Política, democracia e espetáculo. Tríade que completa os mecanismos dos meios de produção. E ninguém está fora. Somos todos partes deste universo que não consegue fechar a sua hegemonia. Pela renitência, a visão crítica e alguma loucura. E os exemplos são infinitos. De filósofos, escritores, jornalistas, artistas e cientistas. Fiquemos com exemplo de Cristo. O que dizem ter superado a si mesmo, com a sua mitologia. Digamos, o exemplo maior que os governantes esquecem. E, quando qualquer referência, vem só para mistificar. Amenizando o espetáculo. 
        Ernest Bloch diz que o amanhã vive no hoje. Então, poderíamos dizer que o hoje, com a eleição/reeleição de Lula, estaríamos vivendo o ontem? Mais precisamente, o seu primeiro mandato? Muito provável! Triste sina, triste fim de um povo que virou produto antes de encontrar o seu país. Quais seriam então, as razões deste hoje e de sua mitologia, de tempo nunca entendida, na busca de uma melhor humanidade? A resposta poderia ter sido fácil, rápida e ambígua como tem sido tudo que temos tentado questionar, ficando no desentendimento para um melhor entendimento! Um sentido duplo do dito pelo não dito. E, insistindo muito, nada mais do que isto. Com toda arqueologia se tornando arcaica para a volúpia do que está entronizado e não é possível mudar. Um ideal muito abaixo da nossa esperança.
        Teria sido conveniente não se aderir com tanta pressa à qualquer manifestação de totalidade. Mesmo se vivida como um arquétipo, uma manifestação da beleza. E tão necessária como a manifestação da esperança. Significação da utopia. A de que alguma coisa teria que valer a pena! O país não estaria passando por este encanto? Um país de sortilégios. Dentro e fora. De duas histórias: a de que não possuía. E a da que estavam produzindo para ele. E como é belo e perigoso que tenha sido e seja assim. O ontem, o hoje e o amanhã. Nossas manifestações coletivas vão se tornando um rito sem história, sem folclore e sem mitologia. Sem o arquétipo a que podemos recorrer em momentos raros, de construção e de necessidades.
        Como no final de um processo de disputas, confrontos e manifestações como o das eleições. Felizmente, entre nós, sem história e sem memória, ser arquétipo de país, os princípios de uma natureza imprescindível tem se sustentado, corajosa e solitária, na manutenção do mais elementar de todos os arquétipos: o da liberdade de expressão. O da movimentação da mídia. O de um pacote quântico em fuga das inutilidades de um universo que tem se estruturado no processo de barbárie, difícil de escapar. Pela hegemonia, necessidades e construção. As referências agora, não serão mais as do período FHC, como dizia Lula. Serão as suas, as que disse construir, a que ele induz ser a Era Lula.
        Não vamos falar do princípio de Bloch, o do amanhã, no hoje. O do período Lula, ou mesmo de FHC. O de um presente sem memória. O do pagamento de mais de 1 trilhão de juros em seis anos, custeando a dívida pública. Os dados da auditoria fiscal do sindicato de São Paulo, em que os auditores da Receita Federal pareciam estar discorrendo sobre um filme de ficção científica. Com a ficção que sobrava para o país, nos mantendo no ar, como o encantamento e decepções, dos períodos eleitorais. Um arquétipo da tragédia. Ora, como o amanhã de Lula poderia ser diferente do hoje, se a política, a democracia e o espetáculo, continuam os mesmos que fabricam o produto? Os presidentes e os eleitores. Os que sabem e os que não sabem votar, produtos de uma mesma fornalha.
        Neste momento de euforia, congraçamento ou decepções, um instante de transparente lucidez, deveria ser referenciado e reverenciado em nome da mídia. Amestrada ou não. Crítica ou não. Um momento simbólico de extrema grandeza, uma das últimas homenagens na defesa do humanismo. O que parece se acomodar e se intimidar diante da prepotência da tríade a que fazem parte: política, democracia e ela mesma: a mídia. Ela tem sido o que sobra como referência de qualquer circunstância ou regime. Ditatorial ou de subjetiva e amestrada liberdade! O de uma mitologia e que ainda não se acomodou à terrível fusão da tríade, submissa também, a fábrica de todos os produtos. E de sentido desumano. Uma democracia de produtos do capital enloquecido. A “ética” de um “novo” governo saindo da fôrma!


          Luiz Rosemberg Filho e  Sindoval Aguiar
                                       RJ, 2012
     

sexta-feira, 20 de julho de 2012

JOVINO SANTOS NETO

Apresentações no Brasil em agosto.


O pianista, flautista e compositor Jovino Santos Neto vai se apresentar no Brasil na primeira semana de agosto. O músico, que fez parte do legendário Grupo de Hermeto Pascoal durante 15 anos agora vive em Seattle, nos Estados Unidos, onde leciona piano e composição no conceituado Cornish College of the Arts. Com vários CDs lançados e 3 indicações ao Grammy Latino, Jovino leva a música instrumental de primeira qualidade a todo o mundo em suas apresentações, que vão desde recitais de piano solo a concertos com trios, quartetos, big bands e orquestras sinfônicas. Suas composições unem a riqueza dos ritmos brasileiros como o samba, baião, marcha, maracatu, executados com uma técnica impecável a uma concepção harmônica arrojada moderna, oriunda da famosa Escola do Jabour, onde Jovino e seus companheiros ensaiavam 30 horas por semana na casa de Hermeto.
No Rio de Janeiro, Jovino vai tocar na sexta-feira, dia 3 de agosto a partir das 21h30 no TribOz, na Lapa (Rua Conde de Lages, 19 – Tel: 22100366, http://www.triboz-rio.com ) acompanhado por Ricardo Sá Reston no baixo e Ajurinã Zwarg na bateria. No repertório, temas de seus vários CDs bem como novas composições com muito improviso e criatividade coletiva.
Em Recife, Jovino vai se apresentar no Conservatório Pernambucano de Música (Av. João de Barros, 594 – Santo Amaro – Recife-PE - Tel: 3183-3400) num recital de piano solo na quarta-feira 8 de agosto às 19h, com entrada franca. Além disso, ele dá uma palestra sobre o processo de pesquisa, composição e criação do seu CD Alma do Nordeste de 2008 no mesmo local dia 6 de agosto às 19h30.
Para fotos, pedidos de entrevistase maiores informações, favor entrar em contato diretamente com Jovino Santos Neto pelo email jovinosantosneto@gmail.com  , pelo seu site www.jovisan.net ou através das redes sociais:
Obrigado por divulgar a música criativa de qualidade!
Jovino
Jovino Santos Neto



 

ANA COSTA




===================================================================== Zambo Produções=
Rua Álvaro Alvim, 48 sl 308 – Centro - R J - CEP 20031-010
Tel.: 55 21 2520-6643 / E-mail: bianca@zambo.com.br
Sinopse do show
Como diria o finado Mestre Marçal na sua curiosa forma de expressão, a cantora, compositora e violonista Ana Costa vem “provando o mingau pela beirada do prato”, conduzindo a carreira consciente do próprio valor e das próprias possibilidades de êxito. Ana Costa já mostrou “seu carnaval” e já mirou “novos alvos”, e agora ela afirma que “o hoje é o seu melhor lugar”. No show de lançamento do CD Hoje é o melhor lugar, que acontecerá no Teatro Rival Petrobras no próximo dia 24, a cantora mostrará algumas músicas do repertório do novo álbum – lançado pela gravadora Biscoito Fino - e também sucessos dos CDs anteriores como Coisas simples (Cláudio Jorge/Elton Medeiros), Batendo Perna (Ana Costa/Jorge Agrião), Não importa mais o dia (Ana Costa/Bianca Calcagni/Jorge Agrião), Brasileiro da gema (Tuninho Galante/Marceu Vieira) e Supremo e divinal (Arlindo Cruz/Almir Guineto/Fred Camacho).
Breve release
Ana Costa, consolidou sua carreira solo em 2006 com o lançamento do CD Meu Carnaval (Zambo). O ano rendeu bons frutos à artista, que foi eleita Revelação no 5º Prêmio Rival Petrobras de Música e foi considerada “um dos talentos de 2006”, por Antonio Carlos Miguel (O Globo). Construindo uma trajetória de sucesso, a artista vem acumulando trabalhos de destaque em sua carreira, desde então como a participação como cantora da música-tema “Viva Essa Energia” dos jogos Pan-americanos 2007, junto com Arnaldo Antunes, e a indicação como melhor cantora de samba na 5ª edição do Prêmio TIM de Música (atual prêmio da música).
Ana Costa lançou seu segundo CD em 2009 (Biscoito Fino) intitulado Novos Alvos, e emplacou a música “Almas Gêmeas” na novela Tempos Modernos da Rede Globo. Com este CD a cantora realizou shows em países da Europa e da África e pode se apresentar pela primeira vez em cidades como Salvador, Recife e DF. Em 20120, participou do programa Criança Esperança cantando ao lado de Alcione e Emílio Santiago e do programa Som Brasil onde homenageou Toquinho.
Em 2011, Ana Costa gravou no CD Disney Adventures in Samba ao lado de nomes consagrados do samba, além do CD de seu padrinho musical Martinho Vila, em homenagem aos 100 anos de Noel Rosa. Já fez três turnês pelo Brasil e pelo exterior passando pelos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Bahia e Distrito Federal e pelos países da Argélia, Moçambique, Portugal e Argentina.
Ficha Técnica do Show
Participação Especial – Moyseis Marques
Direção Artística – Bianca Calcagni
Direção Musical – Julio Florindo
Figurino – Ateliê Cortiço e Metally