terça-feira, 18 de setembro de 2012

ANDREA MATARAZZO/LIVROS

 
Convite para o lançamento do livro "São Paulo",
de Andrea Matarazzo pela Cosac Naify

Data: segunda-feira, 24/09 às 19h
Local: Livraria Cultura - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2.073 - São Paulo - SP
 
Conto com sua presença!
Um abraço,

Andrea
--
Andrea Matarazzo 45450 - Vereador
O melhor para São Paulo
Serra 45 - Prefeito

ENVIADO POR MARA MONTEZUMMA ASSAF/SP

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

TERCEIRA FEIRA ANARQUISTA DE SÃO PAULO

A Biblioteca Terra Livre e o Ativismo ABC estão iniciando as atividades para a
realização da 3º Feira Anarquista de São Paulo. A data e o local já estão
escolhidos, a feira ocorrerá no dia 04 de Novembro no auditório Paulinho
Nogueira no Parque da Água Branca, das 10h as 20h, com entrada gratuita. Para
este ano convidamos todos aqueles que estejam interessados em criar um cartaz
para a divulgação da feira. Assim como no ano passado, a ideia é trazer no
cartaz algum elemento que remeta ao anarquismo no Brasil, seja por sua
história, luta ou personagens, contudo isto não é uma restrição a livre
criação.
Pretendemos até o dia 15 de outubro receber e divulgar o(s) cartaz(es)
selecionados! Contudo, apesar da seleção, todos os trabalhos produzidos terão
lugar em uma exposição realizada durante a Feira.
Então, se apresse!
Caso queira ter sua arte estampando o cartaz da 3 Feira Anarquista de São
Paulo, envie seu trabalho para:
feiraanarquista@gmail.com

Biblioteca Terra Livre
bibliotecaterralivre.noblogs.org

e

Ativismo ABC
www.ativismoabc.org

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

WALDO LUÍS VIANA

A  ATROPELADA ELEITORAL

            “Na medida em que se aproxima da cabine eleitoral, o eleitor sente uma irresistível vontade de trair...”
Benedicto Valladares

Waldo Luís Viana*

         No dia 7 de setembro ficamos a exatamente trinta dias das próximas eleições municipais.
Jamais vi, nesse país, um pleito tão insosso e sem qualquer significado. Aliás, esse descaso é proporcional ao tratamento  que recebem nossas metrópoles no atual momento nacional: falta de saneamento, lixo à mostra, engarrafamentos monstros, encostas perigosas, pedágios clamorosos, transporte público insuficiente, defesa civil incipiente e muitos prefeitos corruptos – tudo isso coadjuvado por um poder legislativo constituído de vereadores inoperantes, custosos e, quando não desonestos e ligados à fina bandidagem.
         Na verdade, sofremos do ocaso da representação, com um fosso extraordinário entre o povo e seus eleitos, que sumirão logo após as eleições para trás dos cordões de isolamento – que ninguém é de ferro. O povão, na verdade, nada espera desses bafejados pela sorte, que trocarão, logo depois, as vistas populares pela rotina bajulatória de seus gabinetes nas câmaras municipais.
         O status que os vereadores conseguirão, quando eleitos, justifica a corrida de carros com jingles insuportáveis e plagiatórios, placas nas casas e cavaletes no chão das ruas, faixas interrompendo o trânsito e a floresta de santinhos com os eternos pedidos de votos. Desta vez, porém, uma novidade: com a permissão da Justiça Eleitoral enfatiza-se o número dos candidatos, em detrimento dos partidos a que pertençam.
         E isto ocorre porque num país com cerca de trinta partidos pouco interessam programas e intenções. É o número que tem que ser ressaltado por causa da máquina de votar. E ficam para depois os modos de administrar ou de representação legislativa. A vida e o interesse públicos são pequeno detalhe para um momento posterior, em que o povo não estará presente, a não ser como vítima...
         Nessa atropelada cívica, entram agora os profissionais da política, os malandros federais e estaduais que apoiarão seus pupilos, neste instante na liça, com vistas às eleições que realmente valem, em 2014. Afinal, o aparato de vereadores e prefeitos eleitos agora servirá de estrutura para os voos futuros dos parlamentares que se elegerão mais tarde, bem como formará a base de apoio para os candidatos majoritários a governador, senador e presidente no próximo pleito.
         Nesse sentido, o atual certame interessa muito mais aos políticos profissionais do que ao povão.
Vemos as populações muito atentas, contudo, ao movimento percebido dos candidatos e muitos se divertem com os seus apelidos ridículos e desempenhos pirotécnicos para chamar atenção. O horário “gratuito” (que é ressarcido depois regiamente às televisões comerciais) continua o mesmo festival de sandices, mentiras, promessas e propostas – muitas delas inclusive desarticuladas do mero interesse municipal.
         Tal licenciosidade é garantida pela complexa normalização da Justiça Eleitoral que trata a todos – candidatos e eleitores – como crianças, além de nos brindar com a crença de que nosso sistema eletrônico de votação e apuração, com voto sem recibo e fiscalização, é totalmente confiável. Vivemos no melhor dos mundos, porém, para quem acredita, porque nossas eleições viraram verdadeiro ato de fé!
         A par disso, vemos a estória eleitoral desdobrando-se com a pletora de candidatos lutando nas ruas, no corpo a corpo com os eleitores. Todos acreditam na própria eleição e somam as suas possibilidades a partir das promessas dos eleitores.
         Ocorre que não percebem que é nessa precisa hora que o eleitor dá o troco. Ele promete ao candidato com a mesma dose de engano e mentira com que se comportam com ele. Não se sabe, aliás, quem engana quem, se o sacana do candidato ou a prostituta do eleitor...
         As promessas entre os dois grupos vão se multiplicando, adensando sempre o mistério eleitoral, mas, infelizmente, sabemos que os candidatos a vereador mais votados serão os mais conhecidos por terem verdadeiras bases sociais, depois os mais aquinhoados pelo capital e por doações de empresas e políticos e, finalmente, uns poucos jamais eleitos, que surgirão como surpresa, fazendo a delícia da mídia.
         Acredita-se que uma candidatura a vereador, numa cidade com mais de um milhão de habitantes, custará entre 300 e 500 mil reais, o que se configura como enorme prejuízo para os derrotados. Sem dúvida, a eleição para vereador é a mais difícil dentre todas...
         A história política dos derrotados, entretanto, formula um conteúdo terrível que não é contado, constituindo-se, no entanto, num extraordinário drama, rapidamente silenciado nos meios de comunicação, porque o derrotado eleitoral vira fantasma e os vitoriosos são festejados pelos aduladores e pelo povo que se finge agradecido.
         Na verdade, por nossas condições subdesenvolvidas de educação e caráter, arriscaria dizer que nosso povo é muito pior do que os políticos que ele elege e por isso não adianta reclamar, a não ser nas tradicionais filas de hospital e banco.
         Somos um povinho bunda com representação de esgoto e o panorama vai continuar assim, até o momento em que o voto não for mais obrigatório, não for mais proporcional e uninominal, com o eleitor podendo ser mais consultado em plebiscitos e referendos, mas isso não irá acontecer, vez que as elites políticas jamais o permitirão.
         Um processo eleitoral dependente do grande capital e de gastos imensos pelos candidatos presta-se sempre à representação distorcida e desfigurada. Tão desfigurada quanto a cara dos candidatos, que aparecem no horário gratuito como verdadeiro anticlímax, com o povo suspirando aliviado quando o programa acaba e aparecem os artistas da Rede Globo.
         Afinal de contas, ver gente normal e bonita, não eleitoral, faz bem à saúde, que ninguém na planície é de ferro...
____
*Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e acha que candidato derrotado no Brasil é pior que cão pirento...
Teresópolis, 9 de setembro de 2012.TELA: ticiano/vênus ao espelho

sábado, 8 de setembro de 2012

FERNANDA TAKAI

FERNANDA TAKAI,nossa ídola,amiga e cantora do PATO FU, fazendo pão....

Foto: Aída Lage

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DANIELA ESCOBAR

nossa musa,atriz e amiga DANIELA ESCOBAR.

PAULA FAOUR TRIO LEBLON







Gostaria de pedir uma ajuda na divulgação do meu próximo show, o qual será nesta quarta dia 05.
Será parecido com o que fiz na Glória - Triboz, meu Trio interpretando pérolas da nossa música popular brasileira, como, Casa Forte, Pigmalião 70 e Céu e Mar.
Desde já agradeço a ajuda.
As informações estão no flyer.
Um beijo, Paula Faour
 

GILBERTO FELISBERTO VASCONCELLOS


GILBERTO FELISBERTO VASCONCELLOS
Jornalista, sociólogo, escritor e colunista da Caros Amigos. Autor, entre outros, de "As Ruínas do Pós-Real"

Centro do Rio de Janeiro, reunião da Executiva Nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Tarde de sábado e centenas de militantes se aglomeram no primeiro de uma série de encontros para decidir quem será o candidato do PDT à presidência da República. Cristóvam Buarque e Jefferson Peres falam com desenvoltura, mas é Bautista Vidal quem tem o apoio de Gilberto Felisberto Vasconcellos. Autor de vários livros, atual colunista da Caros Amigos, ex-editorialista da Folha de S. Paulo, na época de Cláudio Abramo, Felisberto se destaca hoje como um dos maiores conhecedores do pensamento nacionalista em Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e Darcy Ribeiro. Por isso mesmo, não podia deixar a mídia colombina fora de suas análises.
Entrevista concedida a Marcelo Salles.
Gostaria que você explicasse o termo "capital videofinanceiro".
O capital videofinanceiro é a junção do banco com a mídia. Há um entrosamento entre os dois, sendo que no Brasil o vídeo estrutura o capitalismo bancário, no seguinte sentido: a televisão é um órgão, é uma ponta-de-lança do capital financeiro, dos interesses internacionais. Então, nós estamos vivendo num país específico, pois em todo lugar você tem a televisão e o banco. Mas, no Brasil, o peso do vídeo é absolutamente determinante. Por quê? Porque somos uma sociedade ágrafa, ou seja, a população não conhece as Letras, e todo mundo vê televisão. De modo que a televisão é um agente que está na infraestrutura econômica. Não é mais aquela superestrutura ideológica que se pensava antigamente. Não. A televisão é um componente fundamental do processo político. A televisão faz o Estado; a televisão determina o rumo da consciência. A televisão determina a atitude da nossa vida. Isso tudo está estruturado nessa fusão com o banco, com o capital financeiro, sobretudo o internacional, que é quem banca a mídia.
Então o maior financiador da mídia é o capital financeiro internacional?
Claro. Basta fazer a análise da propaganda. É tudo multinacional, que já compraram 30% dos grandes jornais. E [Ruppert] Murdoch e aquele Reverendo Moon já estão de olho na Globo. Quer dizer, se no Brasil foi vendido o solo, o subsolo e o espaço aéreo, você acha que não vão ser vendidos também a televisão e os meios de comunicação de massa? Claro!
"A novela é a escola política do povo brasileiro"
Em pelo menos dois de seus livros você cita a influência das novelas no cenário político. Gostaria que você explicasse o papel das novelas dentro do contexto da manipulação.
Eu acho que a novela é a escola política do povo brasileiro - escola no mau sentido. Embora ela não toque em assuntos políticos explicitamente, ela vai estruturando a cabeça. Ela alcança até o inconsciente das pessoas. Então eu acho que os dois grandes fatores que determinam o comportamento e a escolha das pessoas são a novela e o programa de auditório. É por isso que a direita está sempre de olho nessas duas vertentes, tanto do ponto de vista quantitativo quanto do ponto de vista qualitativo. Uma vez um aluno me contou que não ia votar no Brizola - no interior de Minas, em Ubá - porque ouviu dizer que Brizola, ganhando, iria proibir as novelas. Então, em Ubá, Brizola não teve votos.
O governo atual afirma estar sendo atacado pela mídia, alegando que FHC era mais bem tratado, além de Lula comparar-se a Getúlio.
Isso aí é delírio do Lula. Porque o Lula, na prática, faz tudo contra o trabalhismo. Se o Fernando Henrique foi o coveiro, Lula jogou cal em cima do Getúlio, do Jango e do Brizola. Talvez o parceiro ideal para o imperialismo seja o tucano e o PT seja coadjuvante. Agora, é claro que a mídia não quer também o PT porque há o perigo... Porque o PT não é só a direção do PT. O PT tem uma militância. Eles têm medo disso. Claro que é improvável que surjam lideranças autenticamente petistas, não acredito nisso. Mas pela ótica da dominação, eles vêem isso com constrangimento, daí esses ataques a Lula. Agora, claro que FHC foi muito mais poupado pela mídia. Porque é o canal. É disso que o imperialismo precisa. E a junção do PT e do PSDB é o que eu denomino "petucano". Esse verso e reverso fazem parte da classe dominante brasileira. Qual é a classe dominante brasileira hoje no Brasil? São as multinacionais. PT e PSDB representam essa classe dominante. A ideologia dominante de uma sociedade é a ideologia da classe social dominante. O petucanismo é uma expressão da hegemonia das multinacionais, que pega tudo: pega o Senado, pega a mídia, pega tudo.
Sobre Getúlio, há dentro da Academia uma aversão muito grande a ele. Outro dia um colega disse que na verdade ele não passava de um grande latifundiário, que tinha interesse apenas em estabelecer as leis trabalhistas na cidade, esquecendo o campo. Como você vê isso?
É mentira. O Vargas não foi latifundiário, morreu pobre. Seu pai é que tinha fazenda, mas não é por aí. É que existe uma criminalidade acadêmica, que consiste em vilipendiar, estigmatizar, sabotar a figura do Getúlio na história brasileira. Em toda minha formação, eu nunca ouvi falar no Getúlio, nunca ouvi falar no Jango, nunca ouvi falar no Brizola. Por isso é que a Universidade tem uma hegemonia antitrabalhista.
Mas a Academia não seria teoricamente de esquerda?
Mas é uma esquerda europocêntrica. É um marxismo de Kiev, que vem da neve. Então, sempre que havia uma contradição entre o marxismo e o nacionalismo, o que fez o mundo acadêmico? Optou pelo marxismo, porque o marxismo é europeu, é internacionalista, e Getúlio seria uma coisa tacanha do Rio Grande do Sul. Essa é a visão deturpada que fez com que o Brizola não penetrasse nas Universidades, inclusive pintando o Brizola como um cara bronco e, na verdade, se você pega os artigos de Brizola da década de 1960, você percebe que não há nada na academia que se compare ao Brizola do ponto de vista da profundidade analítica, inclusive do imperialismo. É só você pegar o ISEB [Instituto Superior de Estudos Brasileiros], a USP, os grandes jornais da época e você vai ver que o Brizola possuía uma visão muito mais profunda do imperialismo, sendo governador do Rio Grande do Sul.
Nesse sentido, falando do imperialismo, você acha que a Carta-Testamento de Getúlio continua atual?
Claro, totalmente atual! O Glauber [Rocha] dizia que era o documento mais trágico do Brasil, onde estaria o roteiro do povo brasileiro. Porque o Getúlio tem que descer. Como você sabe, o suicida fica no limbo, é um morto-vivo. Então o Glauber dizia que Getúlio estava rodando nos espaços siderais e um dia ele poderia voltar e assumir a libertação do povo brasileiro! Isso é genial! E é o que pode acontecer com o Bautista Vidal como pré-candidato à presidência da República pelo PDT e colocar o Brasil como sujeito da história, acabando com essa coisa colonial, essa timidez, como se na práxis nós fôssemos um paisinho merreca. Quando na verdade o epicentro da história mundial hoje passa pelo Brasil do século XXI!
Com relação às pesquisas de intenção de voto, por que você tem se manifestado contra, em seus artigos?
Primeiro, porque ela só pode ser encomendada por quem tem dinheiro. Segundo, porque ela tem um viés manipulador. A pesquisa instiga na opinião pública a idéia de que eleição é uma corrida de cavalo, um jogo, onde você deve votar em quem ocupa a primeira posição. Esse jogo começa a partir das campanhas de marketing e desemboca nas pesquisas. Até hoje ninguém me mostrou qual é a utilidade dessas pesquisas. Além do que, a pesquisa está despolitizada. A idéia, a ideologia, a situação política é substituída pela estatística. Então, o Lula tem 30%, Garotinho tem 20%. Fica uma linguagem da percentagem que, aliás, é a linguagem reificada do capitalismo. Em todo programa de televisão só se fala em percentagem.
E quanto à argumentação de que as pesquisas seriam importantes para evitar fraudes?
Isso aí pode tanto ser quanto não ser. Para se evitar a fraude tinha que existir o voto impresso, coisa que não há. O próprio Brizola achava que ele havia sido garfado nas eleições de 1989. O perigo dessa urna é total. Enfim, a pesquisa de intenção de votos e o dinheiro andam juntos. E é uma jogada da direita. O Brizola apontou isso como um componente de manipulação dentro do sistema. Tanto isso é verdade que nenhuma reforma nesse sentido passa.
entrevista:fonte/fazendo media