sexta-feira, 28 de setembro de 2012

LIVRARIA ALPHARRABIO

Abertura da Mostra
COLEÇÃO “ÁRVORE DO DIA” de CRISTINA BOTTALLO

A mostra traz 125 serigrafias tendo como base um único desenho: o de uma árvore, mais especificamente uma guabirobeira. Originalmente esta proposta fez parte do SP Estampa, evento dedicado a gravura que aconteceu no último mês de maio. De 1 de janeiro a 4 de maio de 2012 Cristina produziu diariamente uma obra diferente. Tendo como base 12 estampas prontas, também  usou intervenções diretas nas matrizes, criando desenhos únicos e gravuras únicas.

Serviço: Abertura: 6/10/2012 – 11h 
                Alpharrabio Espaço Cultural
                Rua Eduardo Monteiro, 151 – Santo André – SP
                4438-4358
                visitação: 7/10 a 15/12/2012 – seg a sex 13 às 19h | sab 9h30 às 13h
 


Cristina Bottallo - Convite.jpg
 
Cristina Bottallo é andreense, vive e trabalha em São Paulo, onde possui seu atelie, que este ano foi aberto a exposições e workshops, com a proposta de ser um espaço de troca e convivência. A “Coleção Árvore do Dia” que trazemos para o Alpharrabio foi concebida para o SP Estampa deste ano e inaugurou o projeto expositivo do seu espaço. Entre 1 de janeiro a 4 de maio de 2012 a artista produziu diariamente uma obra diferente. Tendo como base 12 estampas prontas, também usou intervenções diretas nas matrizes, criando gravuras únicas.
 

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

Lavagem de dinheiro
As divergências de interpretação do ilustre ministro Ricardo Lewandowski (revisor) com relação ao ilustre ministro Joaquim Barbosa (relator) no que se refere à Ação Penal 470 (mensalão), a meu ver, não são pertinentes. Houve mesmo lavagem de dinheiro, está evidente, e até mesmo no voto que o revisor leu isso se evidenciou. O dinheiro foi obtido "à sorrelfa", usando a expressão do sr. ministro revisor, e distribuído a parlamentares, não se sabe a quem exatamente, mas foi amplamente divulgado - e isso nada mais é do que lavagem de dinheiro -, para aprovarem rapidamente os projetos de interesse do governo Lula - o mesmo que conseguiu esquivar-se desse processo pelas benesses da oposição e mais alguns; mesmo assim ele se dirigiu à Nação para pedir desculpas do que dizia nada saber (mas certamente, cremos, sabia de tudo). Estamos aguardando com certa ansiedade o final desse julgamento para que possamos ficar em paz, acreditando que ainda há Justiça no Brasil e que a moral brasileira foi preservada.
CARLOS E. BARROS RODRIGUES

MYRIAM MACEDO

 
                      Quem é o objeto indireto?    

     Quem se lembra das aulas de português vai se lembrar do verbo transitivo direto e indireto: quem recebe, recebe “alguma coisa” “ de alguém”.  Essa frase de Marco Aurelio Mello, além de trazer boas lembranças da escola ( muita gente vai achar o contrário!), traz também a boa expectativa de que desta vez, em havendo crimes, haverá finalmente criminosos – nomes, mãos, rostos. De quem os parlamentares envolvidos no processo do mensalão receberam o dinheiro que já foi reconhecido como público? Eis a questão! E, num alento ao povo brasileiro, vem  a ministra Cármen Lúcia firmar sua crença na existência de políticos corretos, dizendo esperar que o jovem não desacredite da política. E eu acrescento, com a máxima vênia,  aludindo ao mesmo desejo, que para que isto ocorra é necessário que a Justiça seja feita, pois um país onde não há justiça é sempre e inevitavelmente um país de bandidos. E somente a Justiça em seu mais puro, belo e legítimo exercício pode dar ou devolver  essa crença aos jovens. Srs. ministros do STF, muito se tem feito nos últimos dias para desqualificá-los ou intimidá-los. Porém, a  postura de Vossas Excelências em sua maioria permanece irretocável, irrepreensível, numa ação constante dentro dos autos, das leis, da competência, sem heterodoxias como alguns querem fazer crer. Tenho certeza de que os jovens, hoje, estão reformulando suas convicções. É o futuro se iluminando para todos os brasileiros?

                                 Myrian Macedo
                                 São Paulo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

TEOREMA

parte de texto do Miguel Pereira:
[...]


"Já se tornou lugar comum chamar Teorema de um filme simbólico. Os inserts
do deserto que cortam continuamente a narração são apenas uma das formas usadas
por Pasolini para fazer as passagens do plano “realista” para o simbólico. O tempo
não é cronológico, mas mítico. A correlação com o sagrado é pois, quase que espontânea
numa estrutura narrativa assim pensada. O alegórico se junta ao mítico e ao
sagrado para construírem um espaço de desfecho de cada personagem da família
burguesa visitada pelo divino hóspede que toca a todos com a sua graça. Se Teorema
causou escândalo em muitos lugares, assistido hoje parece um inocente caso de
atração fatal por uma luz magnética e iluminadora de novos horizontes para o homem.
Ao contrário do desespero, o ser humano de Teorema encontra seu caminho
pela ânsia de vida e não de morte. Para cada figura visitada, Pasolini propõe uma
saída simbólica. Mas, talvez a mais profética seja a da criada da família que representa
o mundo popular de fé, milagres e transcendência. Não apenas chegamos ao auge
da excitação religiosa, como por ela hoje se fazem guerras que, na verdade, escondem
interesses econômicos bem mais profundos. Mas, de qualquer modo, é indiscutível
o avanço dos fundamentalismos de todas as origens e formatos. Alguns ele25
mentos do filme parecem datados ou românticos, como o gesto do empresário de
doar a sua fábrica aos operários. Na verdade, porém, Pasolini estava mais interessado
na provocação radical do que num fato possível. Por isso, esse gesto está inserido
no espaço dramático da purgação de seu personagem que perambula pelo deserto
sem rumo, no final do filme.FONTE: comunidade pier paolo pasolini

PASOLINI/FILME TEOREMA

"Teorema", de Pier Paolo Pasolini
Este filme, quando lançado na segunda metade da década de 60, provou frisson, a despertar, aqui e ali, polêmicas. A família burguesa de um industrial (Massimo Girotti) recebe o comunicado da chegada de um anjo (Terence Stamp). Estabelecido este no seio familiar, tem início, então, a um processo de desintegração. O anjo tem relações carnais com todos os elementos da casa, inclusive com a empregada (Laura Betti). A estrutura narrativa obedece ao arquétipo do elemento deflagrador, quando um personagem desconhecido chega a determinado lugar e provoca transformações, a causar uma espécie de desintegração de certos preceitos estabelecidos. Vê-se isso, e para ficar em poucos exemplos, em filmes dos mais variados gêneros e dos mais diferentes autores. Em Os brutos também amam (Shane, 1953), de George Stevens, clássico do western, o pistoleiro interpretado por Alan Ladd surge, de repente, e sua presença vem como um justiciamento para uma terra sem lei. William Holden em Férias de amor (Picnic, 1956) também abala preconceitos arraigados com a sua chegada e a sua presença viril. Geralmente esses personagens chegam e vão embora a deixar, com suas presenças, uma marca para nunca mais ser esquecida. Vê-se também o elemento deflagrador, como mola propulsora do processo de esfacelamento, em filmes baianos, como é o caso de O anjo negro (1973), de José Umberto, quando um negro (Mário Gusmão), tal qual o anjo pasoliniano, chega não se sabe de onde e provoca uma aguda crise de identidade numa família colonial e barroca.
A família de Teorema é constituída de um pai, uma mãe (Silvana Mangano), e dois filhos: um homem e uma mulher, além da empregada. Após a carnal knowledge com o filho, este entra em conflito e começa a pintar quadros abstratos. A filha entra em estado de catatonia. A mãe sai, pelas ruas de Roma, à procura de amantes numa sede de sexo insaciável. O industrial, o chefe da família, doa a sua fábrica aos operários e corre nu, e desesperado, pelo deserto. A única que se salva, por assim dizer, é a empregada, que se retira da casa em direção a sua aldeia e entra em levitação, admirada como santa pelos habitantes do lugarejo.
Teorema foi realizado logo depois de O evangelho segundo São Matheus, que pode ser considerado um dos mais belos filmes sobre a vida de Cristo. A crítica ficou perplexa pela beleza de suas imagens e também pelo fato de Pasolini, marxista convicto, materialista, ter feito um filme de tanta religiosidade, dedicado, inclusive, ao Papa João XXIII, idealizador da reforma da Igreja com o Concílio do Vaticano dos anos 60.
A escrita pasoliana é muito original e dotada de uma grande sensibilidade na apreensão dos gestos insólitos do homem do povo, dos párias da vida.
***
Fonte:
http://setarosblog.blogspot.com/2009/06/teorema-de-pier-paolo-pasolini.html

TETE ESPÍNDOLA

 EM OUTUBRO
dia 6 e 7 show com participação do pianista Felix Wagner no Teatro Decio de Almeida Prado no ITAIM SP
dia 27 show integral do lp PASSAROS NA GARGANTA no teatro do sesc em SANTOS/SP

EDSON BUENO DE CAMARGO

ouro para o nascer do sol

postas á terra
três moedas de prata
com faces de deuses
há muito esquecidos

para lembrar a natureza
trina
do sagrado
e o caminho que deve ser trilhado

sete moedas de bronze ou de cobre
como paga
para entrar no campo dos mortos
em livre passagem

porque aquilo que é levado
para ali
ali deve permanecer

mas as vezes é necessário
conversar com os mortos
aplacar sua ira
e o medo deles
para com o destino dos vivos
(muitos ainda se lembram vivos)

um cântaro repleto de água
para que toda a sede seja saciada
e o destino das aves seja adequadamente
traçado no céu

e semente abundante
para a fome de todos aplacar

também é necessário terra fresca
para a raiz das árvores
e os pés cansados
e todas as trilhas e pedras
da jornada

porque é preciso breu
para pintar a noite
ouro para o nascer do sol
e algodão para tecer as nuvens

:.
só assim poderás
descansar sob o véu do céu

Edson Bueno de Camargo nasceu em Santo André - SP, em 24 de julho de 1962,  mora em Mauá – SP.
 Publicou: “cabalísticos” Coleção Orpheu –Editora Multifoco – Rio de Janeiro – 2010,; “De Lembranças & Fórmulas Mágicas” Edições Tigre Azul/ FAC Mauá -2007; ”O Mapa do Abismo e Outros Poemas” Edições Tigre Azul/ FAC Mauá -2006,  “Poemas do Século Passado-1982-2000 edição de autor - Mauá - 2002; “Cortinas” (edição artesanal), com poesias suas e de Cecília A. Bedeschi - Mauá - 1981; foi publicado esparsamente em algumas antologias poéticas, jornais e revistas literárias, no papel e na Internet ( Em destaque: Casulo, Confraria do Vento, Babel Poética, Meio Tom, Garganta da Serpente, Germina, Zunái.)
Recebeu entre outras, as premiações: CONCURSO LITERÁRIO – SÃO BERNARDO DO CAMPO – Premiado na Categoria Poesia Nacional – 2010; 1º lugar 5° FESTIVAL SANTA LÚCIA DE CONTOS E POESIAS – FESTCOPO - Modalidade- Poesia – 2010; lugar nacional - 6º CONCURSO LITERÁRIO DE SUZANO – Categoria Poesia - 2010 lugar nacional - 4º CONCURSO LITERÁRIO DE SUZANO – Categoria Poesia - 2008; lugar do PRÊMIO OFF-FLIP DE LITERATURA – 2006 – categoria Poesia.
Participa do grupo poético/ literário Taba de Corumbê da cidade de Mauá –SP.

Edson Bueno de Camargo
Rua José Cezário Mendes, 104 Vila Noêmia – Mauá – SP – Brasil.
CEP – 09370-600
correio eletrônico: camargoeb@ig.com.br