segunda-feira, 22 de outubro de 2012

FERNANDA TAKAI E ANDY SUMMERS

NOSSA MUSA/AMIGA E cantora FERNANDA TAKAI ao lado do músico  ANDY SUMMERS (ex-POLICE)cortesia enviada pela poetamiga clevane pessoa

ADELINHA AGUIAR

NOSSA AMIGA ADELINHA AGUIAR /RJ

ROBERTO ROMANELLI MAIA

CAMINHANDO SOBRE O DESERTO
 
ROBERTO ROMANELLI MAIA
ESCRITOR, JORNALISTA E POETA
 
Em minha última viagem, estive meditando sobre alguns aspectos relativos à natureza e ao comportamento do ser humano.
São observações feitas durante cerca de 40 anos como escritor e jornalista que conheceu pelo menos 72 países, alguns mais, outros menos.
Elas tratam da aridez, da indiferença, da omissão, da monotonia e da rotina como fatores impeditivos na busca pela felicidade. 
Do encontro, por tantos, em número cada vez maior, de um vazio existencial e de uma extrema e visível solidão.
Constatei a ausência do verdadeiro amor, como sentimento dominante, entre aqueles que nos cercam, no dia a dia de nossas vidas e mesmo quando distante do meu país pude observar a presença da violência, do desamor, da guerra sem sentido, e do ódio entre seres humanos.
Eu me vi, não raras vezes, diante da ausência de uma  preparação interior, para enfrentar o deserto em que se tranformam muitas vidas, ao se sentirem perdidas, inseguras, isoladas e sós!
Verifiquei que a crença da maioria, sobre esse deserto interior, está equivocada e distorcida, já que ele é muito mais que um lugar tórrido e seco, com  tempestades de areia.
É o habitat de diversas formas de vida e de comportamento, que devem ser observadas!
Chamo de deserto espiritual o tempo em que deveríamos aprender a nos recolher interiormente,  adentrando  no nosso eu, para conhecê-lo melhor.
Sem o medo do desconhecido, que conduz à paralisia e à anestesia interior e exterior.
Sim, somente através de uma profunda introspecção chegaremos a um auto-conhecimento, que nos fará capazes de enfrentar os nossos medos interiores e de percorrermos caminhos, muitas vezes plenos de uma aridez emocional, não raramente acompanhada de dor, de tristeza, de decepção e de sofrimento.
Nessa caminhada, certamente encontraremos lembranças ruins, traumas e cicatrizes, que foram vividos e  sentidos, mas que não nos impedirão, se não permitirmos, de buscar os verdadeiros caminhos que nos levam à felicidade.
E ao olharmos para as estrelas, perceberemos que assim como aquele que caminha no deserto, devemos caminhar em nosso interior com toda cautela, para que tudo aquilo de negativo que encontrarmos pelo caminho, não nos cause  um mal maior, do que aquele para o qual estamos, ou acreditamos estar preparados, em nosso dia a dia.
Precisamos saber enfrentar cada adversidade com esperança e uma fé profunda em nossa capacidade de reação e de renovação interior.
Se para tanto tivermos que viver em um deserto espiritual, transformemos esse momento, em que nos recolhemos ao nosso interior, num  momento para o auto-conhecimento, para a busca de uma cura interior, e para um encontro com a nossa própria libertação.
Sim, somente em base a uma  crença e a uma fé profunda, em um Ser Supremo real e verdadeiro, dentro de nós, e não aquele criado e construído pelos homens, à sua imagem e semelhança,  poderemos caminhar em nosso interior, enfrentando toda espécie de desafios e de adversidades que possam surgir em nossas vidas.
Faz parte deste processo de aprendizado e de treinamento para a vida o reconhecimento  de que passamos por momentos difíceis, que nos deixam marcas profundas, e criam fantasmas em nosso interior. Com a certeza  de que temos de encarar tudo isso, enfrentando estas situações, para que  possamos alcançar nossa meta principal : o encontro com o nosso  eu .
Esse "ego "  está em algum lugar, dentro de nós, muitas vezes perdido, sufocado e escondido por  traumas e medos, por  fantasmas que nos assombram.
Sim, erra quem nega ou ignora que o nosso eu interior é como um oásis em meio ao deserto,  difícil de encontrar, mas de importância fundamental para o nosso equilíbrio físico e mental.
E deixa de viver mais plenamente quem desconhece que a  sobrevivência depende de encontrá-lo. Porque ninguém pode ser feliz, nem pode buscar a felicidade, se não encontrar primeiro a si mesmo!
Somente através desse deserto, que muitas vezes temos de atravessar em nossa vida, alcançaremos o maior dos nossos encontros: aquele com o nosso eu interior.
Um encontro definitivo e marcante, que vai nos permitir  conhecer a nós mesmos, para que assim possamos chegar a nossa verdadeira e mais profunda identidade.
E, por mais difícil e doloroso que possa ser,  não podemos fraquejar, nem desanimar em nossa busca.
Temos que seguir em frente, superando esses medos e fantasmas interiores.
Assim, ao enfrentarmos todos os nossos traumas e cicatrizes interiores, poderemos de fato tapar as feridas do nosso interior, mesmo que em razão desse enfrentamento venham as lágrimas, que deixaremos rolar à vontade! 
Sim, que elas venham, e irriguem a aridez de nossos deserto. Que o limpem e que o purifiquem, retirando toda a areia espiritual que possa estar incrustada no eu, em nossas vidas.
Que estas lágrimas possam nos transformar num real e verdadeiro oásis e numa fonte de água cristalina, para aqueles que fazem parte de nosso convívio.
Para que nós possamos ajudá-los, também, em seus momentos de aridez e de deserto espiritual!
No final, o que conta  é sabermos que através desta travessia pelo deserto estaremos mais fortalecidos e preparados para encarar "as realidades" deste mundo, mais firmes e fortes para enfrentar as adversidades que surjam.
E estaremos prontos para ser um amparo, e uma mão aberta e estendida, para nós mesmos e para os nossos irmãos, que ainda não passaram por este momento de aridez e de deserto físico, mental e espiritual . 

LUIZ ROSEMBERG FILHO

                         “POR UM MARCO REGULATÓRIO, JÁ!”

         Na esperteza bárbara do capital, o imaginário foi transformado num lixão. Numa espécie de celebração de uma completa aniquilação do saber. Digamos que a TV e o cinema são hoje uma afirmação militar-religiosa  de negação da sensibilidade a serviço da alienação. Basta que se veja aqui, a partilha do culto da barbárie explicitando com o espetáculo vazio, uma defesa escancarada do  nivelamento mais  baixo possível  do espectador da imagem e do som.  E isso nos conduzindo a quê?
         Ora, como entender os excessos no uso do feio, do porco, da anomalia e da violência nos meios de comunicação, vinte e quatro horas por dia? Meses, anos e décadas sendo repetindo como as novelinhas e seus papagaios!  Que tipo de sensibilidade tem um programa como o dos senhores Ratinho, Datena, Gugu ou mesmo Faustão? Onde se vê em todo esse lixo, a exuberância plena do exercício criativo da vida? Na Xuxa? Digamos que a TV vem transformando o hábito de pensar numa perda de tempo previsível. O ritual é “se virar nos trinta”, e dar vez a boçalidade dos programas de auditório e religiosos. Todos, uma circularidade ideológica de aberrações. E através dessa máscara, o sorriso libidinoso do poder de famílias mais próximas dos porcos, que dos humanos.
         Sim, nos causa horror o ambiente deformativo da mídia no Brasil, onde o país deixa de ser ousado e criativo para se transformar numa retransmissão de velhos discursos fascistas de Sarney, aos enfadonhos programas religiosos na TV. E existe pior crueldade para o telespectador que ver e ouvir pedirem dinheiro em nome de deus? Não conseguimos explicar a nós mesmos, tal estado de fanatismo e atraso servindo aos canais de televisão. Honestamente, é o quê?
         Também não somos visionários, nem delirantes mas queremos  a curto prazo, uma política para as comunicações bem              ousada e criativa. Ora, como se pode formar um povo mais preparado e profundo com essa enxurrada de aberrações todos os dias. Como podem, declarados inimigos da cultura brasileira, serem donos de redes de televisão, rádios e jornais? Televisões, rádios e jornais que só trabalham o embrutecimento como forma de pensar e viver. Que lucram muito com os desvios de uma  mídia comprometida  com o espetáculo vulgar, venal e intimidador!
         Bem, antes defendíamos um país verdadeiro para todos. Não confundir com “o país de todos”. Hoje, o balizamento do saber passa pela monstruosidade de uma burocracia infernal, beneficiando claro, as velhas múmias do passado. Também não lamentamos, nem defendermos o lixo como luxo. Ainda ontem queríamos uma real reforma agrária da terra e do ar. Hoje defendem a polícia fantasiada de pacificadora, dimensionando-se uma “normalidade” enloquecida para com o dinheiro, aliado ao “sucesso” sem consistência alguma. Temos sim, uma mídia corrupta e comprometida com escândalos e inutilidades. Mas...como podem querer um país e um povo melhor?
         Com muitas dificuldades, volta a se falar num Marco Regulatório para a mídia! Marca, marco, chão! Nossas origens e as famílias econômicas, políticas, culturais e tradicionais; excedentes em poder, prepotência e capital. Despotismo e cinismo, estão a necessitar de um novo marco diferente da marca de seu marketing. Para que passem a exceder menos e a regular menos. E como marco de um povo adulto e que já busca autonomia como negação de sua história de dependência, submissão e escravidão de agrados e compensações de suas necessidades administradas e dinamizadas pela economia, a cultura, a divisão de trabalho e sob essa solidez que temos que fazer se desmanchar no ar – os meios absolutos e particulares de comunicação!
         E sempre que um processo social e mais democrático evolui para uma melhor participação do andar de baixo, tudo se acelera para uma negação, como ocorreu com o neoliberalismo e a desregulamentação dos bancos, do mercado e da própria mídia. E hoje já não possuímos mais blocos históricos pensando nessa história e na força de uma dialética como fenômeno, razão, significação e mudanças dessa trágica e permissiva realidade. A semana de Arte Moderna de 22, poderia nos ter sido o maior marco de nosso bloco histórico. Mas não foi. E Mário de Andrade soube rebelar-se contra isso, definindo a Semana de aristocrática e perigosa, num país de povo sem identidade. E o que se buscava ali, naquela Semana, era uma pequena diferença numa identidade que já tinham: riqueza, poder e execedências! E se a nossa realidade se tornar aina mais difícil, apelemos para um plebiscito!
         Mario de Andrade saiu em campo, removeu o solo tentando encontrar nossas raízes emblemáticas, sem forma, distorcidas e comprometidas. Já envenenadas com agrotóxicos e transgênicos no DNA, endurecendo sua macroestrutura de futuras análises e alterações. Com esse Marco Regulatório que se busca e com as dificuldades já esperadas também na superestrutura de prepotências no solo e no ar. Na física e metafísica e nas significações. Naturais, fundamentalistas e absolutistas de religião, poder, capital e comunicação. Mario rodou o Brasil, rodopiou, chegando até o Peru. Com vontade, conhecimento e solidão; foi longe demais! Produziu muito. Criou muito. Inclusive inimizades! Ficando sem porto. Num país com tantos. E nenhum, para o seu barco cheio de arte, beleza e poesia. E para que, no lugar de um povo só exótico e do futuro, a imagem do presente não escapasse e para que esse futuro não fosse tão distante e tão irreal como essa realidade das televisões e das comunicações da mídia criminosa. Em meio a tantos marcos intransponíveis, Mario teve de seguir a tradição de Édipo, refugiando em Colono. Refugiando-se em sua solidão!
         Mario, Florestan Fernandes, Celso Furtado, Caio Prado, Glauber Rocha... tantos outros, já nos iniciaram. Mexer com esse marco essencial em nosso DNA, só com vara mágica. A de nossos mitos. A de nossa música e de nossa mística – com todos, tudo e nada! Esta significação de um novo tempo. Enquanto nos mantemos vivos e crentes em nossos princípios, meios e fins. Tão distantes e que não podem terminar. Só como transfiguração, o solo de Nietzsche. Aquele que ele teve em Turim, onde hipotecou o seu quadragésimo quarto aniversário: na loucura! Na descoberta de si mesmo. Com esse nada que conseguiu ultrapassar! Assentando-se definitivamente em seu próprio solo, como já disse Antonio Olinto, sobre o próprio Nietzsche. Em Turim, cidade que Olinto conhecia bem, a mais grave das leis: a da gravidade. Que havia prendido os pés do filósofo ao chão com mãos, corpo e cada parte de si mesmo. Ligando a ele um inteiro sistema de vida, de frutos e pensamentos, sonhando ao mesmo tempo e fazendo-o, sentir-se. E existir!
         Daí a importância de nossa territorialidade, do nosso comportamento e de nossa existência bem estruturada histórica e culturalmente. E é assim que precisamos nos sentir com esse novo Marco Regulatório das Comunicações. Ou seja, precisamos desfazer este país de famílias, de milícias, de máfias e ocupações militarizadas. E nenhuma delas interessa ao povo. Econômica, política e cultural. Todas de solo, de ar, de marcas e marcos envenenados. Necessitamos de uma Lei da gravidade como assentamento de nossos pés no chão. E como um nosso regulamento de existência e realidade. E, daquilo que também nunca tivemos, visibilidade de um pensamento mais transparente e sólido. Pois o que existe e resiste desde a Proclamação da República são máscaras que justificam a barbárie como espetáculo nos meios de comunicação!   


                     Luiz Rosemberg Filho e Sindoval de Aguiar
                                                   RJ, 2012  

ENTREVISTA COM SANDRO GARCIA










entrevisto ,neste ano comemorativo do 13º aniversário  do site telescopio, o compositor/cantor SANDRO GARCIA, á frente da banda CONTINENTAL COMBO,de sampa. Recebi os primeiros cds desta banda encantadora por volta de 2003 e me tornei fã ,sempre acompanhando seus trabalhos e projetos. O som da banda é meio folk/psicodélico/pop, e muito pessoal, fora dos modismos pegajosos atuais. Uma banda com som próprio, influencias diversas,limpo, inventivo, urbano, porém, diferenciada. vale a pena ouví-los,caros amigos e leitores.
SANDRO É o primeiro á direita,na foto.



1- Sandro, enquanto cidadão como voce vê a situação social  do povo paulistano em sampa e no país como um todo, acha que o ESTADO faz sua parte no setor da cultural,de um modo geral?
Nas bandas e projetos sempre mantivemos uma atividade musical independente das ações do estado.

2- Tenho a impressão de que o cinema influencie sua música, repleta de imagens sobre a mega-metrópole paulista. Que filmes ou diretores de cinema voce gosta?
 
Com certeza, o cinema é um dos ingredientes de grande influência nas músicas, principalmente nas letras. Não sou um cinéfilo, na medida do possível acompanho novidades e também os diretos clássicos como; Jean Luc Godard, Antonioni, Roman Polanski, Walter Hugo Khouri. Um exemplo recente da presença do cinema no trabalho da banda é o novo single chamado “Faroeste Blues”, a letra faz referência direta aos filmes “El Topo” e  “Holy Moutain” do diretor Alejandro Jodorowsky.

3- Suas letras parecem retratar uma metrópolis  em que as pessoas estão sós, embora cercadas por milhares de habitantes, como voce enxerga a solidão, já se sentiu assim, podendo fazer da solidão também um momento maravilhoso de criação e de conhecimento próprio, criando uma espécie de diversão solitária?
A solidão retratada nas músicas não é negativa, é um estado de espírito. Na velocidade da cidade grande você acaba queira sim ou queira não se deparando com um momento onde surge a sensação de estar só, é um momento de introspecção onde podemos vislumbrar uma oportunidade para uma reflexão criativa, escrever uma poesia, fazer uma foto da cidade, um desenho, enfim.


4- Eu adoro  diversas músicas do THE CHARTS, do MOMENTO 68 e do CONTINENTAL COMBO,mas a primeira música que me tocou sensivelmente foi " Cósmica,impedância,Solidão"...acho que o refrão dela me faz lembrar de "2000 lights years from home " (do album Suas Majestades Satanicas,dos Rolling Stones,67) ,como esta música surgiu? o que voce poderia me dizer sobre ela/
 
Ela foi gravada pelo Continental Combo no primeiro EP de 2003, mas foi composta um pouco antes, em uma fase onde havia uma forte influência da psicodelia britânica de bandas como: Pink Floyd, Soft Machine, Caravan, Tomorrow, Kaleidosope. É uma música da mesma leva de “Turn On, Turn In, Drop Out” e “Vitímas da Op Art” do Momento 68. Nunca havia feito esta comparação com a faixa dos Stones que uma grande composição da fase colorida da banda.

5- A textura das músicas do CONTINENTAL COMBO, embora tematize o universo da grande metrópole, parece apontar para novos rumos,para o futuro, não é uma música feita para "vender",estacionar na MTV ou coisa assim. Nâo acha que esta seja uma das grandes virtudes da banda?
 
Estamos ao longo destes anos fazendo o nosso som, e construindo a identidade sonora da banda, neste aspecto a idéia é não abrir concessões em troca de um fantasioso lugar ao sol. O trabalho da banda é acessível, as vezes pop, mas é também denso e lisérgico, isso talvez seja uma característica que mantém o grupo distante da cultura de massa.

6- Considero seu album solo "ENIGMA CENTRAL PARK demos vol 1,um trabalho estéticamente delicioso e inesquecível , para mim ele complementa tudo que voce fez interior,não é assim?
 
“Enigma Central Park: Demos Vol. 1” foi lançado em 2005 pela Open Field/Peligro Discos, a idéia foi a de compilar gravações demos e inéditas em um disco. Não se trata de um trabalho solo, mas somente um título que me ajudou a organizar gravações que estavam nos meus arquivos pessoais. Em 2008 foi lançado “Jogos Metropolitanos: Demos Vol.2”  com outras demos e inéditas, a idéia é lançar 3 volumes, estou atualmente organizando material para o terceiro disco.

7- "o pássaro que comeu o sol",do album CONVENIENCIAS NA CIDADE,é uma pérola instrumental, foi influenciada por poesia coreana - suas letras se encaixam corretamente com a sonoridade das canções, algo muito parecido com o que faz o VIOLETA DE OUTONO, esta liberdade de criação, flui naturalmente, voce não parece fugir do "lugar comum", o que também o diferencia da baboseia que surta pelas rádios e tvs, concorda/
 
Esta faixa instrumental foi composta pelo Carlos Nishimiya, depois batizei com um nome bastante onírico, que é na verdade o nome de um livro com vários autores de poesia coreana.
O processo para escrever as letras é sempre feito com a intenção de complementar a parte instrumental, não há formulas, as vezes o texto pode chegar junto com o tema instrumental ou então pode levar meses procurando a palavra e a frase ideal.

8- Andei pesquisando algumas bandas esquecidas oriundas do psicodelismo dos anos 60, quais a que voce indica para os nossos  leitores, ENTRE as que voce mais ouve?
 
Estou ouvindo recentemente o disco do The Lemon Drops, chamado “Crystal Pure” uma banda psicodélica de Chicago, adoro o 1º álbum do Caravan, o 1º do Soft Machine. Estou ouvindo também o primeiro álbum de 67 dos ingleses Blossom Toes chamado “We are Ever so Clean”.

9- Qual a importancia do trabalho da consuelo gregori ao seu lado durante todos este anos de muito rock/folk/designer  e psicodelia ?
 
Ela é uma grande parceira, desenvolveu e cuidou de quase todas as capas do Continental Combo e também de outros projetos que participei. Sempre que surge uma oportunidade ela contribui musicalmente, tocando escaleta, teclado e voz nos shows do Continental.

10- Quando estive em sampa ,no ano de 2005 falamos muito ao telefone,e voce me advertia sobre a precariedade dos espaços livres para as apresentações de bandas alternativas - por aqui em Araçatuba/sp isso é constante,o rock se tornou marginalizado de novo,mas como poderia ocorrer numa cidade com as dimensões de SÃO PAULO?
 
Aqui na capital há espaços de todos os tipos para todos os formatos de bandas e suas varias sonoridades, desde um circuito de bares noturnos na Augusta a teatros, como foi o caso do simpático Teatro da Vila onde o Continental Combo tocou recentemente dentro do projeto Quanto Vale um Rock Paulista? organizado pelo Rogério Salatini.

11- Sandro, como surgiu a épica canção " EU E MEUS PENSAMENTOS", talvez seja a composição mais longa do CONTINENTAL COMBO.
A parte instrumental desta faixa surgiu de um registro totalmente espontâneo, estava no estúdio Quadrophenia fazendo overdubs de violão em uma outra música e aproveitei para gravar um esboço, depois como de costume carreguei a demo comigo para ouvir e tentar elaborar uma linha melódica de voz, neste período estava obcecado pelos discos solo do Robert Wyatt (ex-baterista do Soft Machine) ouvi os álbuns tantas vezes que comecei a imaginar palavras em português, fui anotando e foi com elas que montei a letra de “Eu e Meus Pensamentos”.


12- Já me disseram que sua voz é pequena em termos de extensão,uma espécie de limitação sua - mas penso que esta sua característica se adequa a sua música, se funde a ela sem comprometê-la em nada -lembro que Lou Reed, Roger Mguinn também possuem pouca extensão,mas suas músicas se adequam paradoxalmente ás suas respectivas composições,e até ficam um tanto estranhas quando apresentadas por outros intérpretes,o que voce tem a dizer sobre isso?
Não há dúvida sobre isso no The Charts (entre 1990 e 1999) tocando contra-baixo eu também ajudava no backs vocals, mas depois assumindo a voz principal em outras bandas notei a minha dificuldade com afinação e também com o timbre, ao longo de todo este tempo cantar (e também tocar guitarra) é para mim um ato de superação, sempre será um processo de aprendizagem. Estou atento e procurando formas de contornar esta limitação ao mesmo tempo tentando imprimir uma identidade vocal nas composições.


13- Sandro, voce e todos da banda, tenham sempre em nosso site telescopio, o apoio,e nossa admiração como fãs e amigos. Espero que um dia o CONTINENTAL COMBO se apresente em Araçatuba,já que estiveram em Londrina, deixando sampa por alguns dias.
 
Everi obrigado pelo seu apoio de sempre, um grande abraço para você e todos os leitores.

Aos interessados o Continental Combo disponibilizou para download seus 3 álbuns e também o novo single “Faroeste Blues” no bandcamp:
http://continentalcombo.bandcamp.com/
Outro endereço bacana com informações atualizadas da banda é:
http://continentalcombo.wordpress.com/


abçs e votos de profunda admiração pelo seu trabalho
 
everi rudinei carrara

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

OBRA DE JOÃO WERNER

Dia 30 de outubro próximo, pretendo abrir uma nova exposição em Londrina (PR), intitulada “Natureza divina”.
São 24 pinturas digitais em torno ao tema da Natureza e suas extasias.
Se você gostar do que exponho, ficaria muito grato se pudesse divulgar.
Abaixo, envio mais informações sobre a expo.
Att.
João Werner

Página com mais informações sobre a exposição: http://bit.ly/SW3Jf3
Convite da exposição

Algumas das pinturas expostas
"Xamã", pintura digital "Xamã", pintura digital "Xamã", pintura digital
Release
O artista João Werner abre uma nova exposição em sua galeria em Londrina (PR), “Natureza divina”. É a sua sexta exposição sequencial, sempre com pinturas e temáticas diferentes.
Desta feita, o artista aborda o tema da natureza. Não a natureza que está na moda, a dos projetos zilionários de emissão certificada ou do mercado de carbono. Não. Como em suas exposições anteriores, João Werner rema contra a maré do senso comum. Sequer várias das pinturas expostas tem qualquer nuance de verde.
Por outro lado, também não há, nestas 24 pinturas digitais, qualquer referência à religiosidade estabelecida. O “divino” do título da exposição remete, antes, a xamãs em transe e outros paganismos.
Esta exposição não salvará as baleias nem o mico leão dourado. Nem celebra a beleza em um sentido clássico. De pinceladas vibrantes e composição tortuosa, as pinturas mostram a natureza como energia e caos. É o impulso cego do instinto, conduzindo as plantas em direção à luz ou o Xamã em direção às estrelas.
Às vezes, vale a pena lutar para retirar certas palavras - tais como “natureza” e “divino” - das mãos das grandes corporações. Em certo sentido, é isto o que fazem estas pinturas de João Werner, reiterando, assim, a mesma proposta política de outras exposições anteriores do artista.
Statement
“A Natureza é o único divino e divino é, exclusivamente, o que é Natural.
Fonte inesgotável de todas as extasias.
Cornucópia, mistério e infinitude.
Olhos verdes em brasa.
Reflexos dourados e odores pungentes.
Rugidos, úmido sangue negro em pulsação.
Gozo.”
Serviço
Exposição individual com 24 pinturas digitais.
Visitação: de 30 de outubro a 21 de dezembro de 2012
Local: Galeria João Werner, rua Piauí, nº 191, sala 71, 86010-420, Londrina, PR.
fone de contato: (43) 3344-2207
Horário: terças a sextas-feiras, das 14h às 20h. Sábados, das 11h às 17h.
Entrada gratuita, com monitoria.
fone João Werner: (43) 3344-2207
email: werner.joao@gmail.com
Biografia resumida
João Werner nasceu em 27 de outubro de 1962, na cidade de Bela Vista do Paraíso, interior rural do Paraná.
É graduado em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina de São Paulo, 1989. Tem mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC, também de São Paulo, concluído em 1994.
Atuou como professor universitário por 10 anos, na cidade de São José dos Campos (SP), Universidade do Vale do Paraíba. Lecionou para os cursos de Arquitetura e Publicidade.
É um artista catalogado na Enciclopédia de Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural.
Desde 2006, trabalha com pintura digital, realizada em computador.
Fortuna crítica
Sua obra mereceu ensaios dos críticos de arte Adalice Araújo e Oscar D’Ambrosio, ambos integrantes da AICA, entre outros.
Desde 1984, suas exposições e obras tem sido divulgadas em mais de 30 reportagens e matérias publicadas em jornais do Paraná.
Estes textos críticos e jornalísticos podem ser lidos na página: http://bit.ly/Rtgquc
Exposições anteriores
Algumas de suas exposições mais destacadas são as participações na “6ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea”, Firenze, Itália e a "DigitalArt.LA", em Los Angeles, USA.
Recebeu o 3º Prêmio em Gravura na “1ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea com ‘Raíz en la Tierra’", Chapingo, México.
Após a abertura de sua Galeria em Londrina, tem realizado exposições individuais frequentemente. Algumas destas exposições são “Cinzas”, “Feios, sujos e malvados”, “O cordeiro pressente o lobo”, “Et in Arcadia Ego”, “Motel barato”, “Legião” e “Ladrão!”.
Maiores detalhes sobre estas exposições podem ser vistos na página: http://bit.ly/Wd3VsO
Obras de grandes dimensões
Dentre suas obras de maior escala, destacamos os painéis e esculturas:
a) “Alegoria à vida do ‘Lugar sem Nome’”, entalhe em madeira com 18m².
b) “Shikasta”, relevo em cimento com 8m².
c) “Monumento ao Trabalhador Rural”, escultura em cimento com 4,32m³.
Fotos e detalhes destas esculturas podem ser vistas na página: http://bit.ly/RZvKSd
A arte digital
João Werner realiza suas pinturas digitais através de dois softwares: o Painter XII, da Corel, para pinturas com acabamento sutil e detalhado, e o Flash IV, da Adobe, para uma fatura mais agressiva, expressionista, espontânea.
As pinceladas são produzidas através de uma tablet da marca Wacom, similar a uma prancheta.
Após terminadas, as pinturas são impressas sobre papel Arches Aquarelle Rag, 250 gramas/m², da Canson.
A ética envolvida neste processo de impressão é similar à ética da gravura tradicional, isto é, são produzidas tiragens limitadas de cada pintura. Cada pintura de João Werner tem uma tiragem de 50 prints. Como manda a tradição, cada print é datado, numerado, chancelado e assinado de próprio punho.
Informações mais detalhadas podem ser vistas na página: http://bit.ly/V1VXhn

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

SILAS CORREA LEITE

Neobeatniks, Armai-vos uns aos outros
(A Contracultura que Agoniza Mas não Morre)

“Só te visito, inferno/
Com a certeza/
De poder fugir...”

Rafael Arraíz Lucca



--William S. Burroughs, Allen Ginsberg, e Jack Kerouac, entre outros,  que tinham a loucura como uma montanha; talvez apenas (e isso não é pouco, camaradas humanistas do caos etílico) continuassem um visionário Walt Whitman como pós-modernos aos seus jeitos e fuligens, e a própria contracorrente de um modo estrambólico de ser e viver no confuso confeito sócio-cultural da época em crise. Fé na tábua, fé na estrada e a difícil e grande e dura viagem de existir plenamente (um carpe diem ao modo deles); a tal estrada de tijolos amarelos de um rock bem posterior cantaria, mas, inaturalmente muito além de uma Shangri-lá, e, também e por isso mesmo muito além do farol do fim do mundo. Afirmação e pergunta. Periga ver. Periga ler. Cronó-...pios?

-Hoje, os tachados de neomalditos (e pelo mundo da web viçam aos montes), a triste informalidade efêmera da modernidade tecnológica, infovias tantãs/também muito além do acelerador de partículas, vazando incompletudes humanas, Cada um por si e vacilos com grifes. Jecas rangendo redes. Falando sério: os cabeludos hyppies, desde lá, com tudo isso,  depois, caras pálidas, também alguns poucos ficaram muito ricos montando no poder de venderem o avesso do avesso do inverso do haver-ser; (se prostituíram de alguma maneira aqui e ali), ou morreram de overdose, no dizer Cazuza-profano entre os rimbauds de baiúcas risca-facas enveredados em descaminhos historiais, trilhas do cut-up, adrenalina hedonista e jorro neural fragmentado, comportamental porra-loka, incêndios letrais-estradeiros, ângulos obtusos; hard bop, drogas (viagens joyceanas e-ou freudianas). A fuga pode ser um despistamento necessário, sobrevivencial, válvula de escape, vertente e respiradouro. Clamor da espécie. Gates-Qualquer-Coisa-Window rogai por nosotros?

-Mochilas nas costas, vazando horizontes. Rascunhos às pencas. Folhas na relva continuadas. Fora da ordem e fora da lei. Malucos Incertezas. Um novo self e uma nova guelra. Metamorfoses ambulantes, mas não “Proust-trutas”. Tratados como idiotas sagraciais e paradoxalmente profetas do absinto após-calipsos. A transcendência marginal, decomposições, suicídios-drops (a prestações), artes em pastilhas sem molduras. Invenções do inexistente. O reagente ao agente laranja antecipado nas laranjas mecânicas das multicidas viajações de todos os tipos que (dissecaram cadáveres estruturais decadentes) e disseram não ao não, parafraseando Caetano Veloso, aquele da tropicália, hoje, retrô ou quase isso, nada nos bolsos e nas mãos, ou não. Hendrix ainda reina de alguma forma. Vocês decidem. Janis Joplin à parte? Desde aquele tempo existem outros. Perguntem ao pó. O amor louco e sem regras, almas perdidas, corações nas trevas. Desluz. Sutras sudários.

Os Anos 60 e o movimento beat contestador (filhos de imigrantes europeus – das faces contraditórias de uma Europa civilização/opressão/carnegão estrambólico), numa América Blefe também de áfricas utópicas, panteras negras a parte, de muito ouro e pouco pão, todos e tantos herdeiros inconformados dessa uma/mesma América brega-cafona-mano-negra; a américa-cloaca do Macarthismo infame e leviano, filhotes-descendentes dos Anos 50 de medo e opressão.

A realidade de pernas pro ar, que, por exemplo, agora faz, pelos chorumes sociais – purgações e fermentos - emergir neobeatniks, com papo deles, os ideais deles, à margem de uma nova desordem econômica mundial (o fim das utopias e o começo de um hitlerismo no neoliberalismo neovitoriano amoral e inumano made in Tatcher-Cow), quando os neotransgressores sonham com um humanismo de resultados, porque o funesto e nefasto capital após-calipso-blues-bar foi revelado e levado á bancarrota,  o que era lei de oferta e procura (livre mercado) virou núcleo de máfias e quadrilhas (em Sampa-BR, as privatizações-roubos da impune geração tucano-neoliberal-do-DEMO), porque a hecatombe pré-Obama mostrou os circos desalmados, que, por fim, disse o que estava de datado fato historial: o lucro privado e o prejuízo estatal. Alguém aí sabe realmente o que está acontecendo, e ainda está para acontecer como seqüela? Alguém aí por acaso sabe cadê a alta grana das privatarias (privatizações-roubos e depois o neoescravismo neoliberal) de Samparaguai made in Pinóquio de Chuchu? A gente nunKassab...

Que capitalhordismo americanalhado é esse? Procura-se. Os paises emergentes, de um operário a um padre e um índio, ditadores aqui e ali, que serão pesados na balança e as inclusões sociais como trombetas auferindo as faltas e carências de todos os tipos. Bezerros de ouro abundam, com cincerros contemporâneos do i-pod, laptop ao mp 9, tablet ou cocaine-tablet. Antes era o tal “Mondo Cane”. Hoje o mundo está em pane. Os tempos tenebrosos (para citar Bertold Brecht). Aquele “cérebro-barrinha-de-cereal” não aceita mais a gordura letral de uma cultura que já deu o que tinha de dar. O consumo é estético, não de conteúdo humanista. Narciso cego. Édipo manco. Aquela “barriga de tanquinho” da musa televisiva mãe-solteira não demonstra que aceita afeto-grude. Aquele “espírito de skate” (rápido e rasteiro) não quer saber de questionários, reflexões, pitos por comportamentos inadvertidos, o hormônio viça diferente nesses tempos. A atual Geração Teflon: esquenta idéias rápidas, passageiramente, não quer fluxo de apreendimentos sistematizados, não quer conferir pra ver, não adere, por isso Geração Teflon. Ai de ti Planeta Água.

Que ressurjam os neo-beatniks da forma que for – que sejam revistos os retratados e continuados assim de novo instigadores, rebeldes, agitadores, perturbadores de desordem pública. Cronópios neles? Trombadinha é a fome! Talvez se aproveite muita coisa. Que se assomem inaugurando novas vertentes de insurgências no ventre do neobeat por um mundo diferenciado (nem melhor e nem pior, seria querer muito da humanagente), mas pelo menos  sem o status quo frio dos podres poderes globalizados no pior sentido de, até porque, oxi, os loucos herdarão a terra e a natureza certamente reinventará novos pirados  alternativos para confundir os PHDeuses do lucro-fóssil, entre asnonautas virtuais com poderio dialético sem vezo sócio-comunitário; entre culturas de almanaque que acomodam corações e mentes, cabeças e posturas falso-chiques e fakes de neo-richs. Já pensou?

Pensemos, irmãos, pensemos, sem humanofobia: será que a consciência marginal é um drible da evolução darwinista numa sociedade de embuste, de hipócritas, empanturrada de infovias e  ensandecidas de solidões com máscaras? No mundo atual, torçamos pela Teoria de Gaya (quem nos salvará de nós?), contra os antros de antes – e os sobreviventes do antes – contra as artes portáteis como adrenalina das Periferias S/A,  as culturas de araque no rap-arame, os artistas que se prostituem para o que der e vier, o qualquer-lucro-qualquer-coisa-isso-mesmo, enturmados no quarto poder (mídia corrupta para engabelar incautos) e quinto poder (a violência banalizada mais uma impunidade por atacado principalmente de Sampa que destrói coisas belas) no flanco do sucateamento proposital do suspeitamente incompetente estado em embuste neoliberal de velhacos ególatras. ODEIOTUDOISSO. Quem sobreviverá a o quê no devir de néscios? Está ruim?Esperem pra ver o pior no futuro.

Saquem o lance. Tirem o tubo. Tirem o CPU. Tirem o roteador. Façam o donwload do ente-ser. Periga ver! Apaguem as luzes. O mangue sangra. A periferia S/A feito cinturão de miséria sitia as grandes metrópoles de cimento armado e pesadas drogas fazem cabecinhas na alta burguesia dominante, os negros querendo dar sua cota de dor aos brancos, e vai por aí o banzo-blues-mantras-fados amalgamados. Talvez, sonhemos tanto outros Walt Whitmans tropicais, e dos becos muito mal inconformados além dos Raps rococós formem uma geração que rompam ciclos e círculos viciados, contestando vício-clips, boêmios-manés saradinhos, promovendo novos produções da subcultura que começou a sair dos escombros desde a época da guerra fria, contestando bombas atônitas, numa importante rebelião contra o homem-sistema, promovendo outros quantos descobrimentos das falcatruas dos governos que dopam gerações e jovens, porque, afinal, a manada parece que quer sempre estar sob o jugo da reprodução do sistema (e das injustiças do sistema), e as criações marginais que levam a pensar são um perigo, dão o que falar. Alegrai-vos  descendentes de Woodstock, mas o sonho não acabou. Não ainda. Não agora. Não nesse momento. Periga ler. Ave Claudio Willer.

Os que vão sobreviver são saúvas. Paz e Amor, pois a esperança ainda vinga e toca, e cria, e soma, range a rede. O Long-Play vencerá o i-pod? Saravá Amy Winehouse, a contracultura, qualquer eio dela, é uma maneira maldita (neobendita?) de incendiar o caos da falsa ordem estabelecida, “caostólico”, da também sulamérica Cloaca às incompreendidas sulaméricas com dívidas sociais gritantes, mais rebentos de levantes na Europa em crise de valores morais e estéticos, a conturbada Ásia quase em chamas e sonhando o tsunami que varrerá o Japão do mapa, o ainda pobre leste europeu se degradando com levantes e derramas tribais, o próprio oriente médio satanizado de todas as crenças e interesses radicais escusos.

Que os Beatniks revistos ou novos, emergentes que sejam, venham nos armar de suas libertações, andanças e cantagonias.

Os rebeldes com causa agonizam mas não morrem.

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Silas Correa Leite – República Etílico-Rural de Itararé, São Paulo, Brasil
Texto da Série “Todos Têm o Direito de Ser Idiotas”, Críticas, Ensaios, Bravatas, Panurgismo e Loucuras Letrais.
Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, 2009, Salvador, Bahia, livro “O Homem Que Virou Cerveja”, Crônicas Hilárias de um Poeta Boêmio, no prelo, Giz Editorial.
Livros “Porta-Lapsos”, Poemas e “Campo de Trigo Com Corvos”, Contos, Finalista do Prêmio Telecom, Portugal, à venda no site
Blog premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net