quinta-feira, 7 de novembro de 2013

LOU REED



A MORTE DE LOU REED BATENDO como um martelo...

   A notícia sobre a morte de LOU REED,bateu como um martelo sobre minha cabeça,ontem a noite. Incrível como algumas pessoas e alguns artistas estão profundamente ligados aos nossos sonhos, e momentos cruciais em nossas vidas. A primeira vez que ouvi em disco de LOU REED, foi em 1978, trata-se do belíssimo STREET HASSLE, repleto de pérolas pop como  DIRT/GIMME SOME GOOD TIMES,REALLY THE GOOD TIMES TOGETHER;WATI/e a faixa título, uma soberta suíte pop com mais de 11 minutos. em seguida, fui me busca de tudo que ele havia gravado com o lendário VELVET UNDERGROUND, final dos anos 60. Gostei de tudo! Procurei por outros discos de LOU, e coloquei entre meus favoritos obras como: LOU REED 1972/TRANSFORMER 1972/BERLIN 1973/CONEY ISLAND BABY 1976/THE BELLS 1979/THE BLUE MASK 1982/LEGENDARY HEARTS 1983/NEW YORK 1989/SET THE TWILIGHT REELING/THE RAVEN 2003 - Ou seja, tres década de rock e poesia. As letras de LOU REED refletiam o submundo dos grandes centros urbanos, algo que séculso atrás já havia despertado a poesia de BAUDELAIRE, POE, DELMORE SHWARTZ, RIMBAUD, BURROUGHS, GINSBERG, e outros poetas e artistas desta estirpe.
Engraçado, como a obra de LOU REED me tocou, e formou a trilha sonora de amores e desamores, fé e desespero de muitos amigos e inimigos. Eu me acostumei com sua voz, suficientemente pessoal e instransferível como acontece em BOB DYLAN  e NEIL YOUNG  para que amássemos  sua música, seu jeito de ser, pouco chegado aos estrelismos, muito comum entre alguns pseudo-artistas de nossa época. LOU REED nunca precisou de muito, bastava sua voz soturna como em " MAN OF GOOD FORTUNE", ou na clássica " WALK ON THE WILD SIDE", para nos mergulhar em minutos preciosos de poesia e canção pop. Díficil admitir como ele se foi, ainda meio esquecido pela turminha de hoje, mas essa nunca foi a dele, nem nunca precisou encher estádios ou vender milhares de discos - já era grande, uma artista sempre crescendo soberano em público, 
everi rudinei carrara: poeta,músico,editor do site telescopio.vze.com

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PRÓSPERO ALBANESE


fonte:www.bandajoelhodeporco.com.br
PRÓSPERO ALBANESE
Ex-baterista, cantor, compositor, advogado e solteirão (ainda ostentando o seu bom humor), agora se apresenta em versão repaginada, com o seu slogan: “A Voz Joelho”.
Na década de sessenta, foi um dos fundadores da famigerada banda paulistana de rock, JOELHO DE PORCO, com a qual, junto com o seu amigo de infância, Tico Terpins, lançou, dentre outros discos, o icônico “SÃO PAULO – 1554/HOJE”.
Durante os últimos anos, ao lado do músico, produtor e compositor Guto Marialva, criaram um lote de canções autorais, que farão parte do primeiro CD-solo, “ESBAFORINDO ROCK´N ROLL (DENTRE FLATULÊNCIAS EXPLÍCITAS…)” que foi nacionalmente lançado neste ano, no palco do teatro do  Sesc Belenzinho de São Paulo.
Para a apresentação deste trabalho, PRÓSPERO ALBANESE montou uma nova banda e um novo show, em que orgulhosamente convida o espectador a uma viagem mágica, navegando também pelos grandes sucessos do JOELHO.
O SHOW
No espetáculo, Próspero e músicos, interpretarão alguns clássicos do início da carreira da lendária banda JOELHO DE PORCO, uma das mais anárquicas e expressivas bandas da década de 60 e outras atuais, que incorporam o seu primeiro trabalho como solista.
Músicas como, Se você vai de xaxado eu vou de rock and roll, (Tico Terpins e Próspero Albanese) (um detalhe curioso: a palavra “anticonstitucionalissimamente” foi considerada no início da década de 70, a mais extensa, colocada em uma letra), Boeing 723897 (Tico Terpins, Alan Terpins, Dudi Guper), Mardito Fiapo de Manga (Tico Terpins, Sergio Terpins e Charatz), México Lindo (Tico Terpins), Aeroporto de Congonhas (Tico Terpins), Meus vinte e seis anos (Walter Baillot e Tico Terpins) (ainda considerada um hino para os roqueiros) e São Paulo by day (Trombadinhas) (Tico Terpins); e as atuais: A Praça do Pôr do Sol – (Guto Marialva e WalPer), Fora da Lei – (Guto Marialva), Está Chegando o Apagão (ou Saqueando a cidade) (Tico Terpins & Zé Rodrix & Próspero Albanese & Guto Marialva & Gerard & Gerson Tatini), Rocker Rita – (Guto Marialva & Walper), dentre outras.
Serão, com certeza, momentos que reviverão o underground iconoclasta daquela época.
O Show será um espetáculo recheado de bom humor e de sensações sonoras.
Bom divertimento!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

AGENOR DE OLIVEIRA


                                              http://www.agenordeoliveira.com.br/

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

DOM GLAUCO







ANIVERSÁRIO DO DJ DON GLAUCO n'A OBRA 

As festas Coletivo e Balaio n'A Obra

Comemorando o aniversário dos DJs Don Glauco e Marcelimelda

* Djs: Don Glauco, Seu Muniz e Marcelimelda

* Músicas: 80s, 90s, Rock, Black Music e Rock Alternativo
* Data: Sexta - 11 Out às 22h
* Destino: A Obra Bar Dançante - Rua Rio Grande do Norte, 1168 - Savassi - BH

Duas festas com dois aniversariantes e três Djs numa grande noite. Imperdível !!!

Comemore seu aniversário conosco, também.
Info: 31 3261-9431 | 3215-8077


Curta nossas páginas: 
Don Glauco
DJ/VJ - Produtor de Eventos • Vídeos
(31) 8277-7474 Claro | 9133-0157 Tim


terça-feira, 1 de outubro de 2013

GRAM PARSONS



Gram Parsons - Six Days On The Road

Resgatou os velhos bambas do country e do honk tonky, como Buck Owens, Merle Haggard, Porter Wagoner e tantos outros para o tresloucado cenário hippie da Califórnia dos 60’s. Um bando de cabeludos chapados tocando esses sons não era nada comum e essa atitude visionária acabou definindo os padrões musicais da década de 70. Gram Parsons foi o precursor do country rock e alt-country, ou como definiria: Cosmic American Music. Começou com a banda The Shilos (1963), mas o country rock matador veio imergir com sua International Submarine Band e o LP Safe at Home. Nos Byrds, foi convidado por Roger McGuinn para substituir David Crosby e gravaram juntos o Sweetheart of the Rodeo, um super disco de country rock que deixaram os “fãs radicais psicodélicos” da banda meio embaralhados (eles que me desculpem, mas é um discaço! - divisor de águas da sonoridade dos Byrds). No final dos anos 60 ficou “amigão” dos Stones, principalmente de Keith Richards e sua influência é clara na música da banda em vários álbuns, inclusive no Sticky Fingers e Exile on Main Street. Em 69 formou com Chris Hillman o Flying Burrito Bros., mais uma erupção violenta na nata do som country rock. Nesse período com os Rolling Stones, sempre os acompanhando em seus “excessos”, inclusive nas loucuras extremas em Villa Nellcote, seus problemas com as drogas iam aumentandoa... Hillman lhe apresentou a linda Emmylou Harris, rolou um mútuo amor platônico, e a vocalista fez parte de sua nova banda: The Fallen Angels. Gravaram duetos de arrepiar como Love Hurts, We’ll Sweep Out the Ashes in The Morning e outras pérolas inimitáveis, com suas belas vozes sempre abraçando o som cortante de uma pedal steel. Morreu em 1973 de overdose de morfina e tequila aos 26 anos. ‘Parceiros até o fim’ - Segundo a revista inglesa Uncut, de outubro 2003, numa reportagem especial pelos 30 anos da morte de Gram Parsons: No funeral do guitarrista Clarence White, Parsons chamou Phil Kaufman (seu amigo, empresário e road manager) e pediu-lhe que quando morresse o queimasse no deserto (“Take me to the desert and burn me"). Phil Kaufmann, sequestrou o caixão de Parsons no Aeroporto de Los Angeles que estava aguardando para ser transferido para Louisiania e o levou para o deserto e cremou seu corpo. Quando a polícia descobriu os resíduos, Kaufman foi preso. Depois as cinzas foram enviadas para New Orleans, onde jazem num Garden of Memories, com a inscrição: "God's Own Singer: Gram Parsons".


01. Six Days On The Road
02. Break My Mind
03. Christine's Tune (Devil In Disguise)
04. Blue Eyes
05. We'll Sweep Out the Ashes In The Morning
06. Sing Me Back Home
07. I Still Miss Someone
08. Still Feeling Blue
09. Miller's Cave
10. Close Up The Honky-Tonks
11. My Uncle
12. Older Guys
13. Honky Tonk Women
14. Lazy Days
15. Bonny Marone
16. Strong Boy
17. California Cotton Fields
18. You're Still on My Mind
19. Dim Lights Thick Smoke And Loud Loud Music
20. Crazy Arms
21. Love Hurts
23. To Love Somebody
24. The Last Thing On My Mind
25. Wild Horses

CHRIS HILLMAN

aluisio antunes

Chris Hillman - Have You Seen Her Face

Junto com Gram Parsons, Chris Hillman foi uma figura chave no desenvolvimento do country-rock, definindo o gênero através dos Byrds (estava na formação original com Roger McGuinn, Gene Clark, David Crosby, e Michael Clarke), Flying Burrito Brothers e mais tarde o Desert Rose Band. Começou tocando bandolim em bandas de Bluegrass (The Scottsville Squirrel Barkers, The Hillmen), nos Byrds era baixista e fez vários vocais como emHave You Seen Her Face, uma entre várias composições de sua autoria. O disco ‘Sweetheart Of The Rodeo’ dos Byrds com Gram Parsons na banda foi fundamental para a criação do country-rock. Após deixarem os Byrds, Parsons e Hillman formaram o Flying Burrito Brothers e seguiram essa linha combinando a energia, instrumentação e atitude do rock’n’ roll com algumas questões e temas da música country, onde a pedal steel guitar de Sneaky Pete Kleinow rasgava canções como Christine's Tune eSix Days On The Road. Hillman teve muitas outras participações em discos e bandas ligados ao country e rock, como Souther-Hillman-Furay Band, Manassas de Stephen Stills e grandes álbuns solo, canções como It's Happening To You Don't e Let Your Sweet Love Die são de arrepiar. Uma das melhores versões deTomorrow Is a Long Time de Bob Dylan também é dele.
01. Time Between
02. Have You Seen Her Face
03. The Girl With No Name
04. Mr. Tambourine Man
05. Good Time Charlie's Got The Blues
06. Tomorrow Is a Long Time
07. Christine's Tune
08. Six Days On The Road
09. My Uncle
10. I Can't Keep You In Love With Me
11. High Fashion Queen
12. Close Up The Honky Tonks
13. Save The Last Dance For Me
14. Problems
15. Good Year
16. Eight Miles High
17. It's Happening To You
18. Don't Let Your Sweet Love Die
19. Bakersfield  Bound
20. True Love
21. Once More
22. Homeless
23. The Window Up Above
24. Heavenly Fire
25. Turn Turn Turn
http://www.megaupload.com/?d=SB7LGXSA
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- Slippin' Away (1976) Asylum
- Clear Sailin' (1977) Asylum
- Morning Sky (1982) Sugar Hill
- Desert Rose (1984) Sugar Hill
- Like a Hurricane (1998) Sugar Hill
- The Other Side (2005) Sovereign Records

The Scottsville Squirrel Barkers
Bluegrass Favorites (1962) Crown Records 

The Hillmen
The Hillmen (1969) Together Records

The Byrds:
- Mr. Tambourine Man (1965) Columbia
- Turn! Turn! Turn! (1965) Columbia
- Fifth Dimension (1966) Columbia
- Younger Than Yesterday (1967) Columbia
- The Notorious Byrd Brothers (1968) Columbia
- Sweetheart of the Rodeo (1968) Columbia
- Byrds (1973) Asylum

The Flying Burrito Brothers:
- The Gilded Palace of Sin (1969) A&M
- Burrito Deluxe (1970) A&M
- The Flying Burrito Brothers (1971) A&M
- Last of the Red Hot Burritos (1972) A&M
- Close Up the Honky Tonks (1974) A&M
- Honky Tonk Heaven (1974) Ariola
- Sleepless Nights (1976) A&M
- Farther Along (1988) A&M
- Dim Lights, Thick Smoke, and Loud, Loud Music (1987) Edsel
- Out of the Blue (1996) A&M

Manassas:
- Manassas (1972) Atlantic
- Down the Road (1973) Atlantic
- Pieces (2009) Rhino

The Souther-Hillman-Furay Band:
- The Souther Hillman Furay Band (1974) Asylum
- Trouble in Paradise (1975) Asylum

McGuinn, Clark & Hillman:
- McGuinn, Clark & Hillman (1979) Capitol
- City (1980) Capitol
- Return Flight I (1992) Edsel
- Return Flight II (1993) Edsel
- Three Byrds Land in London (1997) Windsong
- The Capitol Collection (2007) Capitol
- McGuinn / Hillman (1981) Capitol

The Desert Rose Band:
- The Desert Rose Band (1987) Curb/MCA
- Running (1988) Curb/MCA
- Pages of Life (1990) Curb/MCA
- A Dozen Roses – Greatest Hits (1991) Curb/MCA
- True Love (1991) Curb/MCA
- Traditional (1992) Curb/MCA
- Life Goes On (1993) Curb
- Live At Nevada County Fairgrounds with Emmylou Harris (8-03-1986) Bootleg C

Chris Hillman & Herb Pedersen:
- Bakersfield Bound (1996) Sugar Hill
- Way Out West (2003) Back Porch Records
- At Edwards Barn (2010) Rounder Records

Larry Rice, Tony Rice, Chris Hillman & Herb Pedersen:
- Out of the Woodwork (1997) Rounder
- Rice, Rice, Hillman & Pedersen (1999) Rounder Records
- Running Wild (2001) Rounder Records

HEITOR SCALAMBRINI COSTA

Suape fora da lei
Heitor Scalambrini Costa
Coordenação do Fórum Suape e professor da UFPE

Para quem acompanha o modelo de desenvolvimento industrial predatório, adotado em Pernambuco, que tem na empresa que administra o Complexo Industrial Portuário de Suape seu símbolo maior, não se surpreendeu com a multa a ela aplicada pela Agência de Meio Ambiente – CPRH em razão do impacto ambiental que vem causando (JC 10/9), em particular com as obras de dragagem e derrocagem do porto pela empresa holandesa Van Oold.
São tantos os desmandos, o não cumprimento de leis, as injustiças praticadas pela empresa Suape ao longo dos últimos anos contra o meio ambiente e as populações locais, que não daria nestas parcas linhas descrevê-los.
O mais gritante desapego à lei são os anos e anos (mais de 10 anos) de descumprimento da aplicação das compensações ambientais impostas para que os desmatamentos dos mangues, restingas e mata atlântica ocorressem naquele território. Os inúmeros Termos de Ajustes de Conduta assinados com o Ministério Público foram sistematicamente desrespeitados pela empresa Suape. Em janeiro de 2012, a empresa publicou como matéria paga nos três jornais de grande circulação do Estado informe publicitário anunciando que o passivo ambiental daquela área tinha sido zerado. Até hoje, os moradores se perguntam onde foram realizadas as intervenções anunciadas com grande pompa? E o Ministério Público, que não se posicionou sobre o pedido de informação para que Suape apontasse em que locais teriam sido efetuadas aquelas intervenções?
Outra questão que indigna a todos os de boa vontade é a truculência com que é tratada a população local (pescadores, agricultores familiares, trabalhadores) que sistematicamente sofrem violências contra seus direitos mais elementares. É sempre bom relembrar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, passou a incorporar o direito à moradia adequada como um dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente como universais, e que lamentavelmente não é acatada por quem se diz proprietária da área, e que tem deveres em relação a seus moradores. Um exemplo a ser citado, que tem a ver com o direito a ir e vir, diz respeito aos moradores da Ilha de Tatuoca, que agora, para entrar e saír de onde vivem há décadas (mesmo antes da existência da empresa), receberam uma carteirinha de identificação da empresa Suape. Sem falar da verdadeira “milícia” (como chamam os moradores), que foi criada e é comandada pela Diretoria de Gestão Fundiária e Patrimônio da empresa, que infernizam e tornam a vida dos que ali moram insuportável.
O mais recente episódio é à matéria jornalística do JC de 12/9 último, dois dias após a mídia pernambucana e nacional divulgar a multa de 2,5 milhões de reais aplicada pela CPRH em razão das nocivas consequências ambientais provocadas pelas obras realizadas no Porto de Suape.
A reportagem “Posseiros de Suape são indenizados” dava conta de que 600 famílias oriundas de 5 engenhos, numa área de 670 ha, seriam indenizadas (valor médio de R$ 58 mil reais por família) com recursos repassados pela CPRH à empresa Suape. Dinheiro esse na realidade, recebido da Refinaria Abreu e Lima, e pago como parte da compensação ambiental. Além do escândalo no valor das indenizações (o ha em Suape vale hoje em torno de 500 mil reais), o mais grave, caso esta informação seja confirmada, é que recursos advindos de compensação ambiental são expressamente proibidos pela Lei Federal nº 9.985, de 18/07/2000, e pela Resolução nº 371, de 05/04/2006, do CONAMA, de serem usados para pagamento de indenizações. Então como Suape utilizará destes recursos nas indenizações?
É chegada a hora da sociedade pernambucana ter mais informações sobre o que esta acontecendo naquele território, e não somente receber “propaganda chapa branca” sobre geração de renda e de empregos. A “caixa preta” desta empresa pública tem que ser aberta, e a mídia têm um papel fundamental: o de informar os dois lados da questão.