sexta-feira, 29 de novembro de 2013

CESAR CARVALHO



PROESIA
o livro será doado a bibliotecas públicas, museus, associações culturais, etc.
Caso você tenha endereço de instituições culturais, por favor, envie msg in box. 
De resto, você sabe, PROESIA foi o livro que deu suporte à adaptação da peça "Proesia em dez atos: a estória do Touro". Na peça, o diálogo é substituído pelos versos contidos no livro.
PROESIA está disponível tanto na Estante Virtual quanto na Livrarias Curitiba, em Londrina.


Proesia, poesia de Cesar Carvalho

CLAUDIO WILLER -LANÇAMENTO/MANIFESTOS







Poesia em manifestos O que Claudio Willer diz num de seus manifestos, nos anos 70, continua atual. Quem vive no meio acadêmico sente isso na pele. A poesia se alimenta de vida, da “vivência amorosa do texto.” Ele poderá falar disso no seu próximo lançamento de livro no dia 4. Segue um trecho: “Em nosso meio acadêmico a regra é, infelizmente, o código como norma, a metalinguagem anteposta à linguagem, o estudo da teoria sem a vivência prévia e amorosa do “prazer do texto”, complementando o academicismo do ensino de literatura nas escolas, e contribuindo para gerar levar de epígonos, repetidores de códigos e burocratas do conhecimento. O resultado está aí, patente no panorama literário dos anos 70: nossa produção poética jovem é, sem dúvida, valiosa e inovadora; no entanto, é também assimétrica, pendendo muito mais para o polo da ironia, da sátira e da paródia, do que da criação de novos códigos de um verdadeiro contradiscurso.” * Trecho de “Viagens 6, quase um manifesto”, de Claudio Willer, que tenho no livro Jardins da Provocação (Massao Ohno/1981) e integra o livro Manifestos que terá lançamento no próximo dia 4, conforme o convite.
enviado por cesar augusto de carvalho

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ENTREVISTA COM A ATRIZ CLARISSE ABUJAMRA




Entrevisto,a atriz/coreógrafa/diretora CLARISSE ABUJAMRA, consagrada por suas atuações em teatro, cinema e tv.



1- CLARISSE, pesquisando informações sobre sua carreira como atriz/coreógrafa/diretoria, percebo que o ator  ANTONIO ABUJAMRA, foi uma de suas maiores influências -eu o conheci pessoalmente em 2005, em seu programa PROVOCAÇÕES, ele te impulsionou a fazer teatro e a compreender a dimensão da realidade, como foi esse processo?
*Antônio Abujamra é meu tio, irmão de meu pai e por isso não processo e sim uma sequencia de dias vividos ao lado dele e  seu incentivo constante pra que eu fizesse teatro. Quando fui estudar dança nos EE.UU ele me pediu que fizesse um curso de interpretação,mas à época era a dança e só a dança.
 

2- Você é apaixonada por poesia, poesia no palco, considera que a poesia pode ainda ajudar a mudar as pessoas ?
** A poesia assim como os bons livros a boa musica...e por aí vai... enobrece nossa alma. Em cada canto de minha casa vc encontra um livro de poesia e religiosamente leio pelo menos um  poema por dia. Com certeza a poesia nos salva da mediocridade.
 

3- Os jovens de um modo geral,não lêem boa poesia, não vêem bons filmes...que poetas ,livros e filmes você recomenda aos jovens? Eu me lembro que os primeiros livros que li foram as obras de Hermann Hess e peças de Nelson Rodrigues. 
*** O que não falta são bons livros, faltam escolas que entendam a supremacia a necessidade a `` utilidade publica `` que é ARTE . `` De Mandelstan para Stalin ``, é um grande livro !!!


4- Como foi fazer cinema , a convivência com o saudoso WALTER HUGO KHOURI, um diretor , no final dos anos 60? Sempre achei este diretor introspectivo, diferente dos rumos do cinema novo.
***Meu querido eu era uma menina que nem sonhava em fazer cinema ou atuar,mas fui assistir a uma filmagem me encantei e acabei fazendo um personagem, era uma estudante que ia entrevistar Paulo José, meu material era  claquete, giz e textos...assistente chegou e me perguntou : Você viu a Claquete? e eu  : Desculpe sou nova aqui e não conheço ninguém....um exemplo pra vc perceber o quanto fora da realidade estava.

5- Em determinada entrevista concedida você salienta que sua atuação mais difícil em cinema foi em CHEGA DE SAUDADE, porque talvez tivesse que enfrentar falas curtas e o poder arrebatador do silêncio, é isso?
*****Com toda certeza foi Chega de Saudade o trabalho mais difícil. Não digo uma única palavra no filme e um mundo para exprimir. Agradeço à direção de Lais  Bodansky e ao Walter Carvalho ter conseguido vencer as dificuldades.
 

6- Como você enxerga o Brasil atual, enquanto  cidadã? 
****** Enxergo, e sofro com profundo desapontamento e pesar.Enquanto a EDUCAÇÃO  não existir para todos e com qualidade, seremos pobres cidadãos.
 

7- Passados alguns anos, adquirimos uma certa releitura dos livros e músicas que conhecemos, em razões das vivências que tivemos. Quais os autores que estão sempre em sua cabeceira?
*******Os poetas, sempre os poetas !!!


abçs do fã
everi rudinei carrara/músico/poeta/editor do site  cultural telescopio.vze.com

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

LOU REED



A MORTE DE LOU REED BATENDO como um martelo...

   A notícia sobre a morte de LOU REED,bateu como um martelo sobre minha cabeça,ontem a noite. Incrível como algumas pessoas e alguns artistas estão profundamente ligados aos nossos sonhos, e momentos cruciais em nossas vidas. A primeira vez que ouvi em disco de LOU REED, foi em 1978, trata-se do belíssimo STREET HASSLE, repleto de pérolas pop como  DIRT/GIMME SOME GOOD TIMES,REALLY THE GOOD TIMES TOGETHER;WATI/e a faixa título, uma soberta suíte pop com mais de 11 minutos. em seguida, fui me busca de tudo que ele havia gravado com o lendário VELVET UNDERGROUND, final dos anos 60. Gostei de tudo! Procurei por outros discos de LOU, e coloquei entre meus favoritos obras como: LOU REED 1972/TRANSFORMER 1972/BERLIN 1973/CONEY ISLAND BABY 1976/THE BELLS 1979/THE BLUE MASK 1982/LEGENDARY HEARTS 1983/NEW YORK 1989/SET THE TWILIGHT REELING/THE RAVEN 2003 - Ou seja, tres década de rock e poesia. As letras de LOU REED refletiam o submundo dos grandes centros urbanos, algo que séculso atrás já havia despertado a poesia de BAUDELAIRE, POE, DELMORE SHWARTZ, RIMBAUD, BURROUGHS, GINSBERG, e outros poetas e artistas desta estirpe.
Engraçado, como a obra de LOU REED me tocou, e formou a trilha sonora de amores e desamores, fé e desespero de muitos amigos e inimigos. Eu me acostumei com sua voz, suficientemente pessoal e instransferível como acontece em BOB DYLAN  e NEIL YOUNG  para que amássemos  sua música, seu jeito de ser, pouco chegado aos estrelismos, muito comum entre alguns pseudo-artistas de nossa época. LOU REED nunca precisou de muito, bastava sua voz soturna como em " MAN OF GOOD FORTUNE", ou na clássica " WALK ON THE WILD SIDE", para nos mergulhar em minutos preciosos de poesia e canção pop. Díficil admitir como ele se foi, ainda meio esquecido pela turminha de hoje, mas essa nunca foi a dele, nem nunca precisou encher estádios ou vender milhares de discos - já era grande, uma artista sempre crescendo soberano em público, 
everi rudinei carrara: poeta,músico,editor do site telescopio.vze.com