quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

BAR LEGAL,EM SAMPA!!!!!!!!!!!!




bar super legal em sampa:  vc vai adorar... tem um sistema que vc coloca a música que quiser no bar.... escolhe pelo celular... e garanto que vc curtir o som que tem lá. Só rock do bom!
fale com lee poser.

Rua Major Maragliano, 364 
Vila Mariana - SP
 - (11) 5084-1165

AUTORAMAS



AUTORAMAS ao vivo no Auditório Ibirapuera em São Paulo ! 
15 de fevereiro às 21 Hs! 
 Apresentação Única! 

Participação especialíssima de Chuck e Thadeu dos Vespas Mandarinas ! 
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada) ENTRADA LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS! 
Para confirmar sua presença:  https://www.facebook.com/events/269607876525053/?fref=ts Para comprar seu ingresso antecipado: http://novosite.ingresso.com/sao-paulo/home/espetaculo/show/autoramas# 
Site oficial www.autoramasrock.com.br 

FILIPI MARINHEIRO


links para verem poemas:




outros links:


http://www.luso-poemas.net/modules/news/userstats.php?uid=18506 (estatística = visualizações poemas) 






(poemas)


http0://poetasdelmundo.com/detalle-poetas.php?id=8185 (briografia+poemas)



PRESS RELEASE:

«Silêncios» de Filipe Marinheiro

Filipe Marinheiro nasceu em Coimbra, 30 de Julho de 1982. 
É natural e reside em Portugal Cidade de Aveiro. Poeta.

Chegou em Dezembro de 2013 às livrarias o novo livro de Filipe Marinheiro intitulado “Silêncios” pela Chiado Editora. A obra reúne cerca de 270 poemas inéditos em 378 páginas.

Em desdobramentos melancólicos entre poesia em prosa e verso, a realidade poética é uma densa complexificação que devora o universo e é, ao mesmo tempo, devorada por ele.

A escrita desta segunda obra do jovem poeta é pautada pela construção e desconstrução da linguagem, resultando numa poesia de transfiguração e transmutação, caracterizando o sujeito poético como plural, obscuro e enigmático. Léxicos múltiplos, caminhos diversos para dar a conhecer os diferentes acontecimentos da sensibilização, a fim de exprimir o que mais puro existe na existência. Em “Silêncios”, a rebeldia e fragmentação da linguagem quase que hipnotiza a atmosfera envolvente, desenvolvendo uma sobre-realidade alquímica e mística, purificando a própria palavra e o vazio absoluto.

A força motriz da sua obra concentra-se nesse excesso do sensível, duplamente graça e maldição. Se por um lado, confere acesso a mundos mágicos e ao encanto dos sentidos pela sensibilidade e imaginação, por outro lado, exponencia o sofrimento, a angústia, a dor, a revolta causada pela violência da opacidade e agressividade do mundo, realidade insuportável que estremece o seu universo poético. Poesia de deambulação, vigília inquieta, procura ofegante de espaço vital, grito infinito da fragilidade extrema do ser humano nesta subtil inércia das forças.

O leitor é arrastado por um turbilhão de sentidos, em desvios múltiplos, num excesso imagético — despido e desamparado encontrará a verdade do ser. Apesar de uma poesia marcadamente desassossegada e melancólica, a tónica da mensagem de Filipe Marinheiro é esperança de resolução do mundo pela suavidade, beleza e pelo amor.

Para que se possa melhor conhecer este autor, o único caminho é lê-lo, atravessar a obra para encontrar os seus próprios “Silêncios”.

É possível encontrar uma forte influência dos poetas: Al Berto, Herberto Helder, Artur Rimbaud, Mário Cesariny, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, Lautréamont, Paul Verlaine, Stéphane Mallarmé, Charles Baudelaire, Paul Bowles, Antonio Gamoneda, entre outros...


OPINIÃO ACERCA DE "SILÊNCIOS"

«A intenção era apenas ler um, e acabei por ler todos, experimente é bem possível que lhe aconteça o mesmo. 
A sua poesia, a sua crítica revestida por um inconformismo constante. Vem abalar alguns pilares que apesar de corroídos se vão mantendo, cheios de pensos rápidos. Sem ninguém se aperceber ou apercebendo-se e não querendo admitir, estes pilares se não tiverem uma reestruturação, um restauro afim de preservar o que de bom ainda têm, acabarão por cair. Não gosto do cenário. Eles deverão continuar de pé, não com o material degradado e desgastado pelo tempo e curado com pensos rápidos, e sim com uma intervenção cirúrgica que lhe forneça sangue novo. Desejo-lhe muitos leitores e Parabéns Filipe :) adorei e um bem haja à Chiado Editora :)»
Leitora Paula Duarte

 ENTREVISTA

Filipe Marinheiro nasceu em Coimbra, 30 de Julho de 1982. 
É natural e reside em Aveiro.

Em Dezembro de 2013, publiquei o meu segundo livro, “Silêncios”, com a Chiado Editora.

Livro que cria náusea e dor no leitor, ao reviver todas as experiências de vida e de morte e o seu questionamento. “Silêncios” ondula entre o tom alegre e o melancólico. Evoca uma linguagem de pureza e suavidade que abre vórtices para o tangível e o intangível, entre passagens viscerais até atingir percepção absoluta da beleza inimaginável. Dá ar e vida, sangue e respiração… e essa respiração é dicotómica: tanto é ofegante como também abranda, dando pois uma vida e um pulsar do coração a objectos e coisas invisíveis e inanimadas.

Ao percorrer essa beleza que é palpável e impalpável, rasa como que num estilhaço, todos os elementos da natureza e todas as suas paisagens. Uma poesia irrequieta, recalcada, vivenciada numa doçura triste que flutua entre o oxigénio e o dióxido de carbono do dia e da noite.

Poesia em estado selvagem, rebelde. Cada poema que faço é uma busca incessante do silêncio definitivo, alegoria para o local da paz. Procuro rebentar com toda as canonicidades de alguma da literatura actual.

Para mim, só existe o acto de escrita enquanto escrita em si, como pensamento livre. Tudo o resto é literatura… e o acto de leitura e interpretação deve ser igualmente livre, cada pessoa deve tirar a sua própria ilação, procurar os seus próprios silêncios. O mesmo poema poderá ser límpido ou compacto, dependendo dos olhos de quem o lê.

A poesia é um jogo de estados de espírito… aliás, eu não sei o que é a poesia, não sei defini-la. O acto de escrever poesia é simplesmente um jogo de estados de espírito reflectidos num espelho metido para dentro e para fora. A palavra e a linguagem são meros instrumentos. Dialogando diariamente com ela, espero continuar sem saber o que é a poesia e muito menos o que é ser-se poeta! Se pela força da vida algum dia souber defini-los, estarei louco ou morto.

Filipe Marinheiro

Estou à disposição de muito poucas pessoas, detesto as horas profanas quando estou com elas por estar.
É perturbante o meu desgaste ininterrupto apelando à figura diabólica entre crueldade assombrosa e decifráveis homenagens presas aos sustos lúcidos desses diálogos (perguntas-respostas, respostas-perguntas, suposições enfadonhas, inamovíveis, ninguém sabe bem o que é, o que são, para que servem?).

Por isso, é-me trágico, tampouco penoso. Gosto então dessa mestria, quase utópica, de meditar dentro do permanente Silêncio, tocar-lhe na sua essência com o sorriso dum arco-íris... expressar, apreciar, ouvir, tocar, escutar, ser um anónimo para fora e dentro brotando qualquer coisa, chorar, ver apenas... quero o Silêncio, o Silêncio, nada mais, nada menos. Amar, desamar, viver na simplicidade, fazer o certo!

in “Silêncios”, FM, Chiado editora, pág. 327

“Após chutar a dita estética frágil
descreio na cega literatura violentíssima
para mim inexistente
– destrutiva, desfigurada, falecida, mas precisa!
Nem tampouco me comovem as contradições
d’arte emaranhada em muitos contornos decalcados
– um recalcamento absurdo, improdutivo, um salto num vazio absorto...
renego-me profundamente... renego-me, renego-me! aller à Rimbaud... ... …”

in “Silêncios”, FM, Chiado editora, pág. 199

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AVELINO DE ARAÚJO


poema visual de AVELINO DE ARAÚJO
natal/RIO GRANDE DO NORTE

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ROBERTO ROMANELLI MAIA



DISTORÇÕES, MANIPULAÇÕES E TRUQUES NA DIVIDA PÚBLICA BRASILEIRA
 

Roberto Romanelli Maia
Escritor, Jornalista e Poeta
 
 
 
Hoje, a dívida pública brasileira é dividida em duas partes: externa e interna e quase a metade do orçamento federal do próximo ano, 2014, exatos 42%, está destinada ao pagamento dessa dívida pública interna brasileira. Dos 2,14 trilhões de reais, 900 bilhões serão gastos com o “pagamento de juros e amortizações da dívida pública”, e no orçamento está previsto, por exemplo, 71,7 bilhões para educação, 87,7 bilhões para a saúde, ou 5 bilhões para a reforma agrária”,
 
O orçamento da União está repetindo a mesma prática adotada há décadas nos últimos governos (desgovernos). Concede absoluta prioridade ao pagamento dos juros e amortizações da dívida pública, interna e externa, não “esquecendo” de pagar até o ultimo real aos bancos e ao Sistema Financeiro Internacional.
 
Os valores destinados à dívida, “nunca deixam de ser pagos e gastos”., mas os valores designados para áreas sociaisnão totalmente executados sob a justificativa de que deve ser  garantido o cumprimento da chamada meta de superávit primário, “uma reserva orçamentária destinada exclusivamente ao pagamento da dívida pública”.

Se somarmos as duas dívidas, chegamos perto de três trilhões de reais e é esta dívida que consome a maior parte dos gastos de recursos da União. Enquanto isso, são destinados em recursos, valores totais bem abaixo do mínimo necessário e exigível para a saúde e para a educação, sendo praticamente esquecidas áreas como aquela da infraestrutura, cultura, agricultura, etc.
 
Lembremos que o ex Presidente Lula alardeou alguns anos atrás que O Brasil tinha zerado a sua dívida externa e já era credor”. Foi este o anúncio apregoado com estardalhaço pelo governo Lula que declarou algo irreal e inexistente pois o que de fato  o Brasil não se tornou credor dos outros países, nem pagou a dívida externa. Ao contrário do que foi dito, a dívida seguiu existindo, aumentando cada vez mais e consumindo grande parte dos recursos que iriam para a área social.
Existe uma informação que a maioria de nosso povo desconhece e é a chave para entender a manobra realizada pelo governo. Trocou-se a dívida pública externa pela interna e na época desta declaração sobre a inexistência de dívida externa, a dívida interna do país alcançou inacreditáveis R$ 1,2 trilhão, ou 65% do PIB, o valor de tudo o que o país produziu naquele ano.
Os títulos da dívida interna emitidos pelo governo foram os mais caros e dos prazos os mais curtos. O governo pagou aos títulos da dívida interna juros de 12,8% ao ano, maiores que a taxa básica de juros, a Selic, que na ocasião era de 11,25%. Desta forma, a dívida só aumentou consideravelmente e em nada diminuiu, pelo contrário.
Em dezembro de 2006 era de R$ 1,092 trilhão. Doze meses depois somava R$ 1,224 trilhão com isso a dívida pública total, interna e externa, alcançou em final de 2007, R$1,311 trilhão. Com isso, pasmem, no ano seguinte em 2008, venceram R$ 400 bilhões em títulos da dívida.

 
Recordemos: o que caracteriza a dívida externa brasileira é o fato dela ser contraída junto ao exterior. Já a dívida interna foi contraída em reais e é devido o seu pagamento pelo governo aos “residentes no país”.
 
Claro que essa é uma definição clássica, mas buscando quebrá-la o Brasil  fez nos últimos anos várias emissões de título da dívida externa em reais que tiveram grande aceitação no Estado internacional, tendo em vista que o Sistema Financeiro Internacional e os especuladores apreciam, e muito, receber juros que são os maiores do mercado em todo o mundo.
 
Isso porque devido a crise americana e europeia o dólar estava em flagrante queda no mercado internacional, enquanto os títulos em reais garantiam a esses “aplicadores” estrangeiros um pagamento de juros elevadíssimo e portanto uma quantidade de dólares a ser paga para o sistema financeiro e para os especuladores, cada vez maior.
Com o lançamento destes títulos da dívida externa em reais, grande parte da dívida interna passou a estar nas mãos de estrangeiros que vêm ao país em busca de uma moeda que se valorizou frente ao dólar. Na projeção dos últimos anos, o dólar teve uma queda muito grande, e a desvalorização cambial já significou um ganho para o aplicador estrangeiro.
Além disso, os títulos da dívida interna brasileira são os que pagam os maiores juros do mundo. Em meio à crise financeira mundial, o mundo inteiro paga juros próximos de zero, mas os juros no Brasil estão subindo inexplicavelmente, chegando a 10% com a ultima alta da SELIC.
Fora isso, o estrangeiro que aplica em títulos da dívida ainda tem isenção tributária, para auferir ainda melhores ganhos e lucros. Sim, emprestar  dinheiro ao nosso país, é um dos melhores negócios e os “abutres” sabem descobrir onde está a boa carne.
Todo esse conjunto de coisas está transformando o Brasil no destino dos grandes especuladores internacionais que buscam alta rentabilidade e isenção tributária.
Tudo isso graças a total liberdade de recebimento e de envio de capitais que temos aqui.
Isso influencia muito nas contas públicas, ao ponto de provocar um crescimento enorme da dívida e uma exigência de pagamentos de centenas de bilhões de reais de juros, a ser paga pelo nosso país. E, quanto maior é a dívida, maiores são os juros pagos pelo governo e recebidos pelos que emprestam e aplicam seu dinheiro no Brasil.
 
Com isso os recursos para pagar esses juros saem de cortes relativos aos gastos sociais, aos investimentos em geral, a redução das possibilidades de reajuste de salários e de pensões, etc. Prova dessa realidade é o fato que os juros subiram, em curto espaço de tempo, de  8% para 9,5%, e agora para 10% no final deste ano.
A maior parte desta dívida, ou seja seus credores, está na mão de estrangeiros, e mais de 50% está na mão de fundos, que são as instituições financeiras. Haja vista o lucro desses bancos, que não para de crescer, exatamente, em função dessa questão da contrapartida que eles têm com esses juros altos garantidos no processo de endividamento brasileiro.
Sobre os encargos mensais financeiros que o Brasil tem que dispensar em função da dívida pública os dados não são divulgados  prontamente, mas aqueles constantes do próximo orçamento de 2014 apontam para 900 bilhões que serão gastos com o pagamento de juros e de amortizações da dívida pública.  Fazendo uma conta rápida, dividindo pelos doze meses de 2014, temos uma média de mais de 75 bilhões por mês, mais de 2 bilhões por dia de juros. Claro que essa gigantesca quantia que é paga aos bancos e aos credores nacionais e internacionais compromete a receita brasileiraem 36% de todo o orçamento da União, basicamente, só para pagamento destes juros. É como se reservássemos 36% de nosso salário só para pagar nossas dívidas.
Dentro deste quadro é fundamental mencionar que esse privilégio quanto ao pagamento da dívida favorece uma reduzida parcela de bancos e de especuladores do sistema financeiro, que, à custa de restrições cada vez maiores aos direitos sociais, impostas pelos últimos governos brasileiros, têm registrado lucros recordes. Isso ocorre devido ao atual sistema de lançamento de títulos da dívida pública, com apenas doze bancos autorizados a poder adquiri-los junto ao Tesouro Nacional. Agora pasmem: esses bancos, chamados de dealers, somente compram títulos quando a taxa de juros oferecida atinge o patamar que eles desejam.
Dentro dessa realidade dramática a dívida pública brasileira se transformou em um mero instrumento de lucro do mercado financeiro. Em lugar de servir como meio de obtenção de recursos para financiar o Estado e incrementar as condições de vida de todos os brasileiros, tornou-se um mecanismo de subtração de crescentes volumes de recursos públicos, inviabilizando a destinação das verbas necessárias e prioritárias para áreas sociais, com isso  provocando a piora nas condições de vida da sociedade em geral, enquanto o governo favorece o setor financeiro.

Além disso, impossível negar que existe um grave problema de contabilidade e de transparência em relação aos gastos com a dívida, pois dos 900 bilhões de reais do orçamento/2013 reservados para o pagamento da dívida, o governo revelou que 608 bilhões se referiam ao chamado “refinanciamento” ou “rolagem”,  referentes ao pagamento de amortizações da divida (ou seja, ao principal)  por meio da emissão de novos títulos da dívida.

Mas é claro que o valor classificado sob a rubrica “refinanciamento” ou “rolagem” da dívida não pode nem deve ser considerado como gasto, pois trata-se de um truque ou artifício contábil que apresenta apenas o pagamento do principal da dívida por meio da emissão de uma nova dívida (ou seja, o que ocorre é uma mera troca de dívida velha por dívida nova).
 
Este estratagema, que ocorreu e ocorre nos últimos governos, contabiliza a atualização monetária como amortização ou refinanciamento, sendo uma burla a constituição de nosso país, que veda tal procedimento.
 
O resultado não pode ser outro: através dessa “fórmula mágica” a dívida pública passa a crescer de forma descontrolada, levando o governo a contingenciar (reduzir) o orçamento das áreas sociais.
 
Note-se ainda que o valor de 22 bilhões de reais é um teto previsto no orçamento que, a depender da política de superávit primário do governo para o pagamento do serviço da dívida, pode ser drasticamente diminuído, como temos observado em quase todas as áreas sociais no início de cada ano.
 
Dessa forma, dentro daqueles 608 bilhões de reais, que foram previstos no orçamento, o governo inclui  grande parte dos juros nominais da dívida pública, o que representa quase a metade do orçamento anual para o pagamento de juros e de amortizações.
 
Resultado desse artifício: a dívida não para nem irá parar de crescer! No primeiro semestre de 2012, a dívida interna alcançou 2,74 trilhões de reais e a externa 416 bilhões de dólares.
 
Assim, não há como desconhecer que as instituições financeiras nacionais e estrangeiras detêm a propriedade dos lucrativos títulos da dívida brasileira,  chamados entre os banqueiros de “bolsa rico”.
 
Nessa rede de truques, de manipulações contábeis e de números e dados financeiros que não são reais, existe também um que é repetido todos os anos quando se trata de justificar indevidamente a não concessão de um aumento maior do salário mínimo.
 
Alegam os nossos governantes que a Previdência Social não teria recursos suficientes para pagar as aposentadorias do Regime Geral.
 
Mas claro que esta afirmação é desprovida de fundamento pois não se sustenta em base aos dados reais da arrecadação federal.
 
A Previdência é um dos tripés da Seguridade Social, e juntamente com a Saúde e a Assistência Social, ela tem sido altamente superavitária. Em 2011, o superávit da Seguridade Social passou de 77 bilhões de reais; em 2010, de 56 bilhões; e em 2009, de 32 bilhões, conforme dados oficiais fornecidos pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita.

Este superávit da Seguridade Social deveria servir para a melhoria da previdência, da Assistência e da Saúde dos brasileiros, mas isso não ocorre devido à prioridade para o pagamento da dívida mediante a Desvinculação das Receitas desses setores para o cumprimento das metas de superávit primário. Ou seja o governo não dá um aumento real para pagar melhores aposentadorias porque faz compulsoriamente uma reserva de recursos para o pagamento da dívida pública.< /strong>
 
Resumo da ópera: hoje, a maior parte dos gastos com a dívida se referem à denominada dívida interna, que possui como beneficiários bancos e investidores estrangeiros. A dívida interna é uma nova face da dívida externa e continua retirando recursos dos mais pobres (por meio dos tributos incidentes sobre o consumo e sobre os salários) para privilegiar o sistema bancário, o financeiro e os especuladores.
 
Sobre essa realidade dantesca que a maioria da população brasileira desconhece os dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) mostram que o gasto do Brasil com pagamento de juros sobre a sua divida pública já é o terceiro maior do mundo. Em números reais a dívida pública brasileira, na atualidade, já está perto de 80% do PIB.
 
Entre dados coletados de praticamente todos os países, segundo o FMI, a despesa brasileira, é equivalente a 5,7% da renda nacional, só perdendo para a da Grécia, mergulhada em crise financeira, e a do Líbano, cujas finanças são abaladas pelos custos de brigas internas.
 
A anomalia das contas brasileiras ajuda a entender por que, em relatório publicado pouco tempo atrás, o FMI discordou da tese do governo Dilma Rousseff segundo a qual a redução do endividamento nos últimos anos abriu espaço para afrouxar a política de controle fiscal.
 
Apesar de para  o FMI a divida brasileira ser equivalente a 65% do PIB no mapa do Fundo, sendo inferior às de países desenvolvidos como Estados Unidos (103% do PIB), Japão (230%), Alemanha (81%) e França (86%), não se pode esquecer nem relevar que o mercado bancário e financeiro credor, trata diferentemente os devedores desenvolvidos, que emitem moeda forte, e os demais, incluso o caso do Brasil. Nos quatro países do exemplo, acima mencionado, as despesas com juros variam de 0,9% (Japão) a 2,5% do PIB (França), o que está claro não é o caso do Brasil que paga aos credores 10%, sem que ninguém possa prever quando será o próximo aumento.
 
No mundo emergente, os governos mais endividados, caso brasileiro, arcam com custos muito maiores. Exemplos dessa discriminação: Índia e Egito, além do Brasil, que figuram entre os que mais gastam com juros da dívida pública.
 
Por outro lado, sobre os números e dados em torno do cálculo correto das dimensões e da evolução da dívida pública do Brasil, existem sérias divergências entre o Brasil e o FMI.
 
O governo brasileiro tradicionalmente trabalha com o conceito de dívida líquida, ou seja, descontando o valor dos créditos a receber. Por essa metodologia, o endividamento estaria falsamente em queda em relação proporcional ao PIB.
 
Já o FMI considera, baseado em fatos reais, que a evolução da dívida líquida está distorcida pelas seguidas manobras contábeis adotadas no Brasil, como a emissão de títulos públicos para injetar mais dinheiro nos bancos estatais, uma operação que não aparece na dívida líquida porque, em tese, os recursos foram emprestados aos bancos.
 
Esta maquiagem fiscal e contábil que os últimos governos de Lula e Dilma tão bem souberam e sabem realizar e usar, levam a que o FMI continue a discordar totalmente dos cálculos sobre a divida pública brasileira que na conta governista deixam de fora os títulos públicos que são utilizados pelo Banco Central para a política monetária. Papéis que são vendidos e comprados sob o pretexto de regular a quantidade de dinheiro na economia,  mas que financiam de fato, sem nenhuma dúvida, o Tesouro.
 
Sem eles, a dívida seria de 54,2% do Produto Interno Bruto no mapa do FMI, o que revela como são manipulados pelo governo os dados e informações sobre a dívida pública brasileira.
 
Infelizmente, o Brasil não merece os governantes que nas ultimas décadas dominaram os destinos da nação, graças a uma politica assistencialista e a manipulação de informações, de dados, de estatísticas e de números que não refletem a real e lamentável situação de todas aquelas áreas que deveriam ser prioridade, acima de quaisquer outras, como no caso da educação, saúde, infra estrutura, transporte, etc.
 
Pior: estes mesmo governantes querem se perpetuar no poder e já estão novamente preparando para 2014 suas campanhas demagógicas em que alardeiam as falsas melhoras que seus governos trouxeram para o povo brasileiro.
 
Fazem questão de mostrar um lado da moeda: aquele que mais os interessa para iludir a maioria da população. Quanto ao outro nem sequer uma linha a respeito!
  
Porque no fundo se trata apenas de um “engodo e dos maiores”!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

PROESIA DE CÉSAR CARVALHO



Entre a prosa, a poesia e a proeza

César Carvalho lança em Londrina o livro Proesia, que reúne haicais produzidos ao longo de 30 anos. Ex-atores do grupo Proteu apresentam espetáculo

24/09/2013 | 00:02
Fábio Luporini
César Carvalho tinha já seus pouco mais de 30 anos quando decidiu escrever poemas. Era talvez uma necessidade, um jeito de expressar seus próprios questionamentos. Inquietações que surgiam das conversas com os amigos e colegas da Unesp, em Marília, onde dava aulas. Guardou todos os poemas e, agora, transformou-os em livro, Proesia, que será lançado amanhã à noite no Bar Valentino.
“A maioria deles foi escrita ao longo dos anos. Diferentemente dos adolescentes de 15 anos, decidi escrever depois dos 30. E só tive coragem de publicá-los hoje, aos 64”, justifica Carvalho, atualmente professor do Departamento de Ciências Sociais, da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 
Trabalhando na Unesp há 30 anos, o professor mantinha amizades com pessoas ligadas à literatura. “Eu vivia um momento de questionamentos, estava insatisfeito com meus paradigmas. Comecei a pesquisar outras linguagens. Essas inquietações e diálogos com meus amigos, comecei a escrevê-los.”
Na época, lembra Carvalho, nem existia internet. “A gente tinha um correio e ia formando uma rede de correspondências. Mandava cartas aos amigos. Isso foi se acumulando”, diz. Desde então, nunca parou de escrever. Há ainda outros escritos do tipo contos ou crônicas, que o professor pretende publicar assim que se aposentar.
“Gosto de ler romances, mas não sou familiarizado. O que me fascina mesmo são os pequenos poemas.” No início do livro, há alguns longos, definidos por ele como prosa poética. “Mas depois vêm os poemas curtos, em que quero dizer o máximo com o mínimo.”
A inspiração vem do haikai. “Minha estrutura poética é o haikai, mas não o tradicional, que fala sobre temas ligados à natureza. Mantive a estrutura, de sete e cinco sílabas, mas tenho temas mais intimistas”, observa Carvalho.
São assuntos que põem a todo momento os conceitos e ideias em dúvida. “Que me ajudam a me repensar. Digo que o poema é um diálogo consigo mesmo, com os arquétipos que estão no nosso inconsciente.” Assim como é possível, na opinião dele, um diálogo do leitor consigo. “Se o leitor faz uma leitura estética, consegue conversar com ele mesmo.”
Diagramado com os poemas ocupando apenas as páginas ímpares, deixando as pares em branco, o livro tem aproximadamente 150 textos. Proesia, diz Carvalho, é uma brincadeira, conceito absorvido dos poetas concretistas.
“Tento a sonoridade de prosa, poesia e proeza. Porque meus textos beiram à prosa, são poesias e fazer um livro com recursos próprios não deixa de ser uma proeza”, explica.
Serviço
Lançamento do livro Proesias, de César Carvalho, na quarta-feira, no Bar Valentino (Av. Pref. Faria Lima, 486). O espetáculo será apresentado às 20h. Entrada: R$7. O livro custará R$20 no lançamento.FONTE:jornal de londrina/site.

CESAR CARVALHO



PROESIA
o livro será doado a bibliotecas públicas, museus, associações culturais, etc.
Caso você tenha endereço de instituições culturais, por favor, envie msg in box. 
De resto, você sabe, PROESIA foi o livro que deu suporte à adaptação da peça "Proesia em dez atos: a estória do Touro". Na peça, o diálogo é substituído pelos versos contidos no livro.
PROESIA está disponível tanto na Estante Virtual quanto na Livrarias Curitiba, em Londrina.


Proesia, poesia de Cesar Carvalho