quinta-feira, 17 de abril de 2014

CELIA MUSILLI/CLAUDIO WILLER



Há uns dois anos li os poemas inéditos de Claudio Willer que compõem o livro “ A verdadeira história do século XX.” Na época, fiz um texto com minhas impressões. Segue um trecho, acho que combina com este momento, quando acaba de ser lançado o filme “Claudio Willer, poesia em estúdio." Segue um fragmento do meu texto e o link do vídeo.
Imagens sobre imagens
“São poemas para se ler num só gole, eles nos chamam. Depois voltamos para uma segunda, terceira leitura para tentar apreender significados mínimos, filigranas de palavras e seus sentidos. “A verdadeira história do século XX” traz a respiração de um livro invisível e também se abre para o que é visível em nosso tempo: afetos e angústias, nas imagens que se sucedem nos cinemas, eclodindo em nossas cabeças como um chamado também ao filme interno. Você diz: “cinema, seu verdadeiro nome é confissão” e nossas impressões se ampliam. Não estamos sozinhos nesta sala, as vozes se somam, como se Reichenbach, Hitchcock e Bergman fossem interlocutores nos ensinando a ver os símbolos de perto, com o devido respeito também ao que não se revela. A arte sempre terá sentidos obscuros.
Fazer poemas sobre filmes é como um relato de sonhos, psicanálise delicada. Você tão artista quanto os diretores, como se fizesse o filme sobre os filmes, revestindo de camadas a eficácia estética. Das imagens à sintaxe ganha a poesia. E nosso olhar se derrete como “montanhas de manteiga ao sol.”
Depois ainda há um salto para dentro de emoções singulares. Entram o poeta surrealista e o poeta beat. O primeiro trançando cabelos e pensamentos sobre as cidades, poeta urbano dos monumentos sentimentais construídos com as musas, tantas, como num passeio de mãos dadas com uma galeria feminina. Nenhuma tem nome, todas são poesia, o tempo é subvertido, não há passado nem futuro, tudo corre num presente inapreensível, um tempo líquido, mobilidade sôfrega ainda em linguagem de cinema. Mas é a vida que passa, em cenas surreais sem o crocodilo de Pierre Schöller porque não há propriamente angústia. O exercício é lírico, de uma liberdade surpreendente, com a beleza acachapante dos colírios de palavras.
Vem o poeta beat, celebra o sexo e as orgias silábicas, a transgressão pelo corpo e pelo verbo, a construção de um mundo novo que ficou nos parques e nas praias, nos acampamentos onde havia tempo para o por do sol e o levantar da lua. Leviatãs do risco, magos da ousadia estética misturada à vida, experimentalismo na própria pele.
Poema depoimento, poema testemunha, poema como a respiração que buscamos de olhos fechados para abrir as portas da percepção. Sobretudo, a síntese de um grande caleidoscópio filosófico. Eis minha impressão sobre o livro.
Você agradece ao diretor de Persona por lhe dar a chance de criar o “mais hermético dos seus poemas.” Eu te agradeço por não te decifrar inteiramente. A arte sempre terá sentidos obscuros.
Célia Musilli.
O filme Claudio Willer, Poemas em Estúdio" acaba de ser lançado no Portal Cronopios. Traz a força da poesia de um mestre nas leituras deNatalia BarrosCelso de AlencarPaulo Sposati OrtizMaria Leite e do próprio Willer. A produção é de Valdir Rocha, com direção, pesquisa musical e montagem de Pipol Cronopios
LANÇAMENTO ONLINE. AGORA NO CRONÓPIOS.
http://cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=5819

sexta-feira, 11 de abril de 2014

GUSTAVO DOURADO/CORDEL PARA JOSÉ WILKER









Leiam a versão completa do Cordel para José Wilker, por Gustavo Dourado, que estará disponível em papel na II Bienal Brasil do Livro e da Leitura - Brasília, no estande da Academia Taguatinguense de Letras

Cordel para José Wilker
Por Gustavo Dourado

José Wilker foi embora:
Um ator "felomenal"...
Teve grande amor à vida:
Um personagem central...
Destaque na televisão:
Quintessência teatral...

Nasceu em Juazeiro do Norte:
Cearense, nordestino...
Em 1946:
Começou o seu destino...
Foi locutor de rádio:
Um intérprete cristalino...

José Wilker de Almeida:
Um grande ator brasileiro....
No começo, um figurante:
Teleteatro primeiro...
TV Rádio Clube - Recife:
Um trabalho pioneiro...

Em Um Bonde Chamado Desejo:
A primeira aparição...
Peça de Tennessee Williams:
Mestre da elaboração...
Fez papel de cobrador:
Com excelente atuação...

Movimento Popular de Cultura:
Arte contra a opressão...
Como ator profissional:
Teve a iniciação...
No Partido Comunista:
Dialética no Sertão...

Realizou documentários:
Sobre cultura popular...
Direção de espetáculos:
Antes do Golpe Militar...
Com Eduardo Coutinho:
Fez a arte de filmar...

Wilker interrompido:
No inicio da ditadura...
Foram tempos de terror:
De tirania obscura...
Tortura do pensamento:
Burocracia e censura...

Saiu de Pernambuco:
Para o Rio de Janeiro...
Sociologia na PUC:
O teatro vem primeiro...
Deixou a faculdade:
Pra atuar no tabuleiro...

Morte e Vida Severina:
Presença espetacular...
João Cabral de Melo Neto:
Deu o mote pra atuar...
Teatro Jovem, Opinião:
Wilker, ator invulgar...

Em 1968:
Revolução era o tema...
O Arquiteto e o Imperador da Assíria:
No Teatro de Ipanema...
Com Fernando Arrabal:
Deu um choque no sistema...

Gabriela, de Jorge Amado:
Foi Mundinho sedutor...
Em filmes de Cacá Diegues:
Bye Bye, Brasil, um primor...
Conquistou vários prêmios:
Molière de Melhor Ator...

Dona Flor e Seus Dois Maridos:
Vadinho erótico em ação...
Corpo Santo, Anos Rebeldes:
Agosto, Os Ossos do Barão...
O Fim do Mundo, Bem Amado:
Insensato Coração...

Atuou em Xica da Silva:
Teve a vida como tema...
Como Antônio Conselheiro:
Em Canudos, um dilema...
José Wilker com maestria:
Fez da vida um poema...

Roque Santeiro impecável:
Com a viúva Porcina...
Muitos amores na vida:
Renée, Cláudia e Guilhermina...
A Dias Gomes dissecou:
Com atuação cristalina...

Viveu o doutor Herbert:
Novela Amor à Vida...
Trama de Walcyr Carrasco:
Em sua longa avenida...
Rodrigo, em Anjo Mau:
Foi fecunda a sua lida...

Alquimista teatral:
Artista de trato fino...
Fez Tenório Cavalcanti:
E o Coronel Jesuíno...
Ator de alta qualidade:
Tinha alma de menino...

Sai de Baixo, A Falecida:
Era mestre no humor...
Um craque na narrativa:
Do Oscar, apresentador...
Wilker foi magistral:
Um fenômeno como ator...

Bandeira 2, TV Globo:
O Bofe, Caso Especial...
Cavalo de Aço, JK:
Veia e verve teatral...
Fundou o grupo Chegança:
José Wilker atemporal...

José Wilker dramaturgo:
Pensamento criador...
Teatro, cinemagia...
A verve de escritor...
Artesão da infinitude:
Um ativista do Amor...

Romance à flor da pele:
Sapiência do cordel...
Astúcia de saltimbanco:
Fez da arte, leite e mel...
Transmutador da imagem:
E fôlego de menestrel...

Roque Santeiro proibida:
Pela Censura Federal...
Aprovada na Abertura:
Um sucesso sem igual...
Ditadura nunca mais:
Liberdade essencial...

Giovanni Improtta, um marco:
Em Senhora do Destino...
De Aguinaldo Silva:
O tempo ruge felino....
Wilker fenomenal:
Artista diamantino...

Presença em 60 filmes:
Foi crítico e diretor...
Gostava da narrativa:
Era apresentador...
Em dezenas de novelas:
Destacou-se como ator...

Deixo aqui na poesia:
Minha singela homenagem...
Ao grandioso ator:
Que segue a sua viagem:
Pelas sendas do destino:
Além da Terceira Margem...

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ênio José Toniolo



MARÇO DE 1964
Em março de 1964 eu era calouro na Universidade Federal do Paraná. Vivi tudo. O governo Jango (em quem eu tinha votado) era fraco e confuso; a corrupção corria solta, embora menos ostensiva que hoje;  greves pipocavam por toda a parte; a inflação beirava os 90% e o PIB diminuiu 2% num ano. O país andava devagar, quase parando. A maioria do povo e da imprensa praticamente imploravam a derrubada do governo, e a conspiração foi de início encabeçada pelos civis: governadores Lacerda, Ademar, Menegheti e Magalhães Pinto.  Ney Braga, da esquerda católica, ficou em cima do muro o quanto pôde. A população saiu ordeiramente às ruas,  nas imensas Marchas da Família com Deus pela Liberdade. As fotos estão aí, nas coleções de jornais.  As Forças Armadas saíram dos quarteis quando os janguistas começaram a quebrar a sua disciplina.
Dia 31 (e não primeiro de abril, como às vezes inventam) o general Mourão Filho desceu de Minas, deu a partida,  e o castelo de cartas desmoronou sem um tiro sequer. Os “defensores do povo”,  que juravam estar prontos a morrer por ele,  pegaram suas malas de dinheiro e refugiaram-se nas embaixadas e nos países vizinhos.  Fala-se na ajuda ianque; mas no enfrentamento com a URSS leninista, que esperar dos Estados Unidos?  Que aplaudissem a provável vitória  vermelha no Brasil?  Ora, não sejamos tão ingênuos!
Os desfiles de agradecimento às Forças Armadas, nos primeiros dias de abril,  foram monumentais e mostravam de que lado estava a opinião pública.   Mas esperava-se que a intervenção militar fosse cirúrgica e de pouca duração, já que os governadores, vários deles candidatos à presidência, ansiavam pela eleição de 1965. Nada feito: os generais gostaram do poder, ou desconfiavam dos civis.
Começaram os ataques gerrilheiros e terroristas, com a desculpa de “retorno à democracia”. Pura propaganda enganosa. A escola deles, no sentido literal e figurado, era a ditadura cubana, onde vários deles estagiaram – e fizeram cirurgia plástica...  Claro que houve prisões, torturas e mortes. Era uma guerra, e pouco limpa. As luvas de pelica ficaram no tempo dos Três Mosqueteiros. Quem realmente pelejou pela redemocratização foi o PMDB. E, quisessem ou não, deu nisso que está aí.
No balanço: de dois males, devemos escolher o menor. Em 1932, São Paulo merecia torcida contra Getúlio; em 1939, os Aliados eram melhores que o Eixo;  em 1964,  os militares eram preferíveis à República Sindicalista em gestação.
 TELA: SALVADOR DALÍ
Ênio José Toniolo

sexta-feira, 21 de março de 2014

CLAUDIO WILLER


O ESCRITOR E AMIGO CLAUDIO WILLER em foto histórica /1967
no-xingu-em-1967-conversando-com-kanato-chefe-ulapiti1
http://claudiowiller.wordpress.com/

quinta-feira, 20 de março de 2014

SYLVIO BACK/LIVRO LANÇAMENTO



Ei, Everi Carrara, querido amigo e belo editor da coluna Telescópio, olhaí, em primeira mão,
alvíssaras sobre o novo livro "Quermesse", que acaba de vir a lume pela prestigiosa Topbooks.
Sim, desde já nas melhores e mais descoladas livrarias do país!
Espero que goste de saber.
Caso esteja pelo Rio em abril (dia 15), aguarde convite pra noite de autógrafos, regada
a leituras picantes (êpa!)...
Abração afetuoso do Back
                                                    
                                       LANÇAMENTO TOPBOOKS

                              QUERMESSE: TODA POESIA ERÓTICA DE SYLVIO BACK
  
 Com prefácio do poeta e crítico literário Felipe Fortuna, que chama o autor de “poeta original”, a Topbooks está lançando Quermesse, a obra reunida de versos eróticos do cineasta e escritor Sylvio Back, um dos raros a investir nessa dicção incomum da lírica brasileira.
Compilando seus livros anteriores – O caderno erótico de Sylvio Back (1986), A vinha do desejo (1994),boudoir (1999) e As mulheres gozam pelo ouvido (2007) – Quermesse abre com 55 poemas inéditos, e traz soberba fortuna crítica, com elogios que vão de Paulo Leminski, Décio Pignatari e Moacyr Scliar a Carlos Nejar, Marcelino Freire e Affonso Romano de Sant’Anna, entre outros.

Precipícios do corpo
        No encalço do reconhecimento de Manoel de Barros, um dos primeiros a ler seus poemas nos anos 1980, quando estreou, Back retorna em Quermesse com o mesmo torque explícito do verso desmetaforizado, justamente para discorrer “sobre os precipícios do corpo e as estripulias do ato sexual sem rebuços de linguagem ou disfarces temáticos”.
E faz suas as palavras do premiado autor matogrossense – “A poesia empurece qualquer palavra; não há palavra impura para o poeta” – tanto quanto as do inglês W.H. Auden, epígrafe do livro: “Todas as palavras estão certas e são todas suas”.  
                   
O poeta é casto
         Ao descrever sua obra, Sylvio Back alinha-se aos cultores do poema fescenino (o humor e o vocabulário desbragados), que vem do Egito, da Grécia, da Roma antiga, e dos trovadores da Idade Média – além de vertente nobre da lírica europeia (dos séculos XVII ao XIX), oriental e africana, seja profana ou religiosa (“os melhores poemas religiosos estão repletos de erotismo”, segundo o americano Charles Simic) – para afirmar que, “sim, meus poemas são libidinosos, mas o poeta é casto!”
Diz ele que o palavrão, as chamadas malas palabras em castelhano (a propósito, como assinala o filósofo Sérgio Paulo Rouanet), jamais perdem seu valor semântico ao longo do tempo: embora sancionadas – e muitas vezes até fora de contexto – no cinema, no teatro e na literatura, são proscritas da poesia.
“Justamente por recorrer a um jargão cassado por sua crueza, comicidade e nonsense, pelo tônus licencioso e bestialógico dos versos – apesar de prática oral, de cordel e erudita de todos os povos civilizados – a poesia fescenina (termo associado à cidade etrusca de Fescênia) geralmente é censurada e censurável, quando não escamoteada aos leitores, mesmo nesses tempos de extrema permissividade e exposição sexual”, comenta Back. Em Quermesse, vaticina o autor, “retomo o DNA histórico do poema erótico como manifestação holística maior da língua”.

Xangrilá ditoso
        O verso obsceno (ou seja, fora de cena) tem seu nascedouro ancorado na cultura popular, nas feiras, em praça pública. São sempre estrofes lúbricas, com forte registro circense e de crítica moral, que vêm desde os clássicos romanos Catulo, Ovídio e Marcial, passando pelas medievais “cantigas d’escárnio e de mal dizer”; pelo veneziano Aretino; pelo “Boca do Inferno” Gregório de Mattos; os portugueses Bocage, Fernando Pessoa e António Botto (autor do genial livro Bagos de Prata), e ainda os nossos Bernardo Guimarães e Oswald de Andrade;  Paulo Vellozo, Jayme Santos Neves e Guilherme Santos Neves (autores do antológico Cantáridas), além de Manuel Bandeira e o Drummond de Amor Natural.
Autor do texto de apresentação do livro, que intitulou de “Deflorais de Back”, o jornalista e escritor Roberto Muggiati sentencia: “Não existe tristeza na Utopia backiana, o gozo é eterno neste novo mundo amoroso, Xangrilá ditoso que une num jardim das delícias os países baixos e os cumes cerebrais. Um sexo sem tristeza e sem culpa, ao melhor estilo do nosso pai espiritual, Henry Miller, que já líamos imberbes nas noites frias da velha Curitiba”.

SERVIÇO
Quermesse, de Sylvio Back
Formato: 16cm x 23cm
280 páginas / R$ 43,90
ISBN: 978-85-7475-227-3
Capa: Adriana Moreno sobre desenho inédito de Géza Heller (Hungria, 1902 – Minas Gerais, 1992)
Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda.
Telefax: 2233.8718 / 2283.1039
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O AUTOR
Sylvio Back – cineasta, poeta, roteirista e escritor – é natural de Blumenau (SC), filho de imigrantes hún­garo e alemã. Ex-jornalista e crí­tico de cinema, au­todidata, se inicia na direção cinematográfica em 1962, tendo realizado e produzido até hoje 38 filmes, dos quais 12 longas-metragens: Lance Maior (1968), A Guerra dos Pe­lados (1971), Ale­luia, Gretchen (1976), Revo­lução de 30 (1980), Repú­blica Gua­rani (1982), Guerra do Bra­sil (1987), Rádio Auriverde (1991), Yndio do Brasil (1995), Cruz e Sousa – O Poeta do Des­terro (1999); Lost Zweig (2003); O Contestado – Restos Mortais (2010) e O Universo Graciliano (2013).
         Publicou 21 livros (poesia, contos, ensaios) e os argu­men­tos/roteiros dos filmes Lance Maior, Aleluia, Gret­chen, Re­pública Guarani, Sete Quedas, Vida e Sangue de Po­laco, O Auto-Retrato de Bakun, Guerra do Brasil, Rá­dio Auriverde, Yndio do Brasil, Zweig: A Morte em Cena, Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro (tetralíngue), Lost Zweig (bilíngue) e A Guerra dos Pelados. 
Obra poética: O Ca­derno Eró­tico de Sylvio Back (Tipografia do Fundo de Ouro Preto, MG, 1986); Moedas de Luz (Max Limo­nad, SP, 1988); A Vinha do De­sejo (Geração Editorial, SP, 1994); Yndio do Brasil /Poemas de Filme (No­nada, MG, 1995), bou­doir (7Le­tras, RJ, 1999), Eurus (7Letras, RJ, 2004), Traduzir é poetar às avessas (Langston Hughes traduzido /Memorial da América Latina, SP, 2005), Eurus bilíngue (português-inglês/ Ibis Libris, RJ, 2006); kinopoems (Cronópios Pocket Books, SP, 2006) e As mulheres gozam pelo ouvido (Demônio Negro, SP, 2007).  
          Com 76 láureas nacionais e internacionais, Back é um dos mais premiados cineastas do Brasil. Sua obra poética, em especial os livros de extrato erótico, coleciona vasta fortuna crítica.  Em 2011, recebeu a insígnia de Oficial da Ordem do Rio Branco, concedida pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo conjunto de obra como cineasta e roteirista. Em 2012, foi eleito para o PEN Clube, tornando-se o primeiro cineasta brasileiro a integrar o prestigioso organismo internacional.

FRASES SOBRE O AUTOR

Sua poesia erótica é uma coisa singular dentro da poesia brasileira. (...) Você tem o controle total da linguagem para suas libidinagens verbais. (...) Você é um Aretino brasileiro, de nosso tempo.
Affonso Romano de Sant’Anna

(...) que um dos melhores cineastas brasileiros/descobrisse a poesia/numa curva dos anos 80/não era provável/mas era possível que essa poesia fosse/de um raro erótico explícito/mas não era provável que essa poesia fosse boa/era provavelmente possível/embora seja provável/que todo o impossível se possa (...).

Paulo Leminski

Sylvio Back, gostoso neopoeta, neopornô.
Décio Pignatari

São dele [Sylvio Back] alguns dos melhores poemas eróticos de nossa literatura.
Marcelino Freire

Carajooooooooooo, que libro a foder! Quedome comovidíssimo na companhia de chicas que comungaram tal edición e vida.
Xico Sá

O teu "Caderno Erótico" realmente faz o leitor perder os cadernos: é, pela combinação de erotismo, humor, imaginação e senso estético na composição, uma obra surpreendente e que mostra teu talento multifacético.
Moacyr Scliar

És o Bocage moderno, só que com muito mais graça e senso de humor.
Luiz Antonio de Assis Brasil

Admirável esse tipo de poesia que une o lírico ao erótico explícito.  Impressiona que seja belo e tesudo numa mesma frase, num só momento.
Maitê Proença

Acho que a poesia empurece qualquer palavra – desde que ela seja tratada por um poeta! E isso você faz, ó Sylvio Back.
Manoel de Barros

Mariangela Felix
Produção - Topbooks Editora

terça-feira, 11 de março de 2014

DANIELA ESCOBAR NO CARNAVAL RJ


Eu e minhas bibas favoritas!! Amo muito!! Glaycon Muniz e David Brazil. (Foto: JETSS) - See more at: http://www.jetss.com.br//index/detail/Daniela_Escolbar_Carnaval_2014/category/column3#.Ux8Q4rIPmQU.twitter

DANIELA ESCOBAR NO CARNAVAL DO RJ


Patricia Drummond, eu e Betinho Pacheco, cumplicidade e carinho. (Foto: JETSS) - See more at: http://www.jetss.com.br//index/detail/Daniela_Escolbar_Carnaval_2014/category/column3#.Ux8Q4rIPmQU.twitter