sexta-feira, 27 de junho de 2014

HOLANDA DETONANDO O CHILE!!



CHUPA!!!!!!!!!!!!!!
Final de Partida | Holanda 2-0 Chile | Gols: Leroy Fer e Memphis Depay |#Huporanje
MULHERES HOLANDESAS!!


sexta-feira, 6 de junho de 2014

RAQUEL NAVEIRA




QUI, 05.06.2014
Gato de Botas
Ele sabe quando preciso dele e fica por perto, esfinge enigmática
Raquel Naveira
Para o Portal Top Vitrine
Toda vez que meu gato sobe de mansinho na cama e suavemente se aninha em meu peito, os olhos amarelos me fitando com inteligência e ternura, penso que ele se parece muito com o Gato de Botas do conto de fadas. Imagino que ele me diz:

- Não fique triste por ter recebido de herança da vida um gato. É certo que aquele moleiro deixou para o filho mais velho o moinho com o qual ele poderia fazer farinha; para o do meio, um burro para o serviço pesado de transportar cargas e para o caçula, um gato. Mas era um gato mágico, de uma esfera superior, de um nível mais elevado da consciência, como eu. Vá, junte suas forças, compre-me um par de botas e você não vai se arrepender por ter me acolhido quando caí de uma janela do edifício Copan  e me dado comida e carinho.

Nesse ponto, ele salta da cama e passeia pelo apartamento ronronando, arrepiado, todo cheio de uma energia negativa que estava em mim, que ele já sugou e transformou em sentimento e compreensão.

O Gato de Botas saiu pelo mundo, com suas botas de couro pretas, com suas artimanhas. Conseguiu convencer a aldeia e o rei de que pertencia ao fidalgo Marquês de Carabás. O rei ficou encantado com as notícias sobre o Marquês: moço fino, educado, dono de propriedades, corajoso a ponto de acabar com o ogro gigante que ameaçava o reino. Deu assim, como recompensa, a mão de sua filha em casamento ao jovem.

Personagem que ironizava a corte francesa antes da Revolução, o Gato de Botas foi uma espécie de publicitário, difundindo e promovendo com técnicas de comunicação apurada as virtudes e os feitos de sua marca, de sua criação: o Marquês de Carabás. Os campos cultivados de trigo, o palácio no meio do bosque, o gigante reduzido a um rato e devorado, pela narrativa e astúcia do gato, foram conquistas atribuídas ao tal Marquês. Com imagens, ambiguidade e dando ordens determinadas e imperativas, o gato potencializou o valor de um produto, persuadindo o rei a comprar uma ideia: a união da princesa com o idealizado Marquês de Carabás. O Marquês passou a ser um reflexo do próprio rei: de sua juventude distante, de suas mais altas aspirações.

Lá vem de novo, sinuoso, o meu gato. Ele sabe quando preciso dele e fica por perto, esfinge enigmática. Dessa vez posso ouvi-lo nitidamente:

- Sou seu Gato de Botas. Ainda vou assistir a festas, celebrações, vitórias com pompa. Estou trabalhando por aí, pelejando pelo alto dos telhados, miando para a lua, planejando, sonhando, fazendo propaganda de seus dons, de sua arte. Logo, logo você receberá uma coroa e eu um novo par de botas com cordões encarnados e preciosos diamantes. Seremos felizes. Tenha calma, paciência, perseverança, autodomínio, confie no meu instinto caçador, minha dona. Observe como vivo apenas um dia de cada vez e com silêncio e elegância. Não queira desvendar mistérios antes da hora.

Passo a mão sobre seu pelo lustroso. Agradeço sua presença. Ele é meu Gato de Botas. Tenho fé.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

ROBERTO ROMANELLI MAIA









NO DIA 05 DE JUNHO ESTARÃO SOLTOS NAS RUAS DE NOSSO PAÍS 80 MIL CRIMINOSOS
AGRADEÇAMOS A SRA. DILMA E AO CONGRESSO, LEIA-SE PT, PMDB E PARTIDOS DA BASE, POR LEI TÃO POSITIVA PARA O CIDADÃO BRASILEIRO
As ruas das cidades brasileiras irão receber, a partir do dia 5 de julho, quando entra em vigor a Lei 12.403/11, nada menos que 80 mil criminosos egressos do sistema penitenciário. Aprovada pelo Congresso a nova lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff sem nenhum alarde nem publicidade.
A lei estabelece que crimes com penas máximas abaixo de 4 anos de detenção não serão mais passíveis de pena de prisão, mas apenas de punições alternativas como serviços comunitários e outras.
Crimes como furto, desacato à autoridade, atentado ao pudor e outros estão enquadrados nos benefícios da nova lei, que consagra a impunidade total para dezenas de delitos e de crimes que deveriam merecer uma severa penalização.
O Ministério da Justiça informa que os presos libertados serão monitorados por meio de tornozeleiras eletrônicas. “Essa lei é um grave equívoco”, afirma o desembargador Eduardo Pereira Santos, da 10ª Vara Criminal de São Paulo. “O Poder Executivo não investe no sistema penitenciário, mas não é por isso que a sociedade tem de arcar com a convivência com criminosos”.
O promotor paulista Marcelo Barone manifesta posição semelhante. “Com essa lei, a presunção relativa de inocência para um acusado se torna presunção absoluta, o que não existe em nenhum lugar do mundo”, afirma ele. “As cadeias, aqui, irão se tornar apenas hotéis de trânsito” .
A legislação foi uma maneira que os parlamentares, com apoio do governo, encontraram para diminuir a superlotação do sistema carcerário nacional. Com ela, nada menos que 20% dos atuais presos poderão estar de volta às ruas.
O déficit de vagas nas penitenciárias é estimado em 180 mil, isso sem contar que existem 500 mil mandatos de prisão em todo o país que não foram nem serão cumpridos por falta de vagas nas atuais prisões existentes.
A proposta de vigilância eletrônica, debatida no congresso da ONU sobre prevenção ao crime, formou uma espécie de consenso no governo de que esta é praticamente a única saída diante das condições críticas das prisões brasileiras. Dados oficiais mostram que o número de detentos aumenta 7,3% ao ano.
Nos últimos 20 meses, os mutirões do Conselho Nacional de Justiça tiraram da prisão 21.280 pessoas, todas elas presas indevidamente. Muitas já tinha cumprido pena ou nem tinham sido julgadas e estavam presas por tempo superior ao prazo legal.
Indaga-se quem será o responsável pelos milhares de delitos que serão praticados por estes 80 mil criminosos se antecipadamente qualquer um, que tenha bom senso, sabe que a maioria voltará a praticar os mesmos crimes ou ainda piores?

sexta-feira, 23 de maio de 2014

RITA LAVOYER


LEVE O GUARDA-CHUVA!

Rita Lavoyer

Quando precisar sair para algum lugar e sentir que os seus batimentos cardíacos dão mais movimentos à malha da sua camiseta, leve o guarda-chuva, esteja o tempo fechado ou não!
Esteja com ele ao alcance das suas mãos quando sentir que os seus mindinhos dos pés lhe dão sinais de que precisam se refrescar.  Descalce-se e, naquela dobrinha que todos os cabos dos bons guarda-chuvas têm, pendure o par do seu calçado. Querendo continuar a sua caminhada, prossiga! Achando por bem deixar nesta etapa o seu guarda-chuva com o seu calçado pendurado, deixe-os!

Caminhe até onde os seus pensamentos não lhe acusarem da perda do guarda-chuva. Achar que ele ainda está naquela etapa é um direito que somente o retorno lhe dará o privilégio de ter ou não certeza.
Quanto a chuva: não fuja de nenhuma, tendo ou não um guarda-chuva ao seu alcance! 
http://ritalavoyer.blogspot.com.br/

segunda-feira, 19 de maio de 2014

EDMAR OLIVEIRA



NAS ASAS DE BRASÍLIA


(Edmar Oliveira)
 
Outra vez em Brasília. Desta feita para apresentar o meuTerra do Fogo ao planalto central. No Feitiço Mineiro, num programa duplo com Chico Salles lançando o seu cd com músicas do Sampaio. E Brasília recebeu a gente muito bem. No lançamento do livro, o Chiquinho, da livraria do Chico, um sertanejo de Picos que veio plantar livros na Universidade de Brasília, apresentou minhas letras, do que fiquei muito orgulhoso. Chiquinho é um personagem de um livro que conta a história da Universidade. Ele faz parte desta história e já foi entrevistado do Fantástico como um cultivador da cultura no planalto central do país.

Fui prestigiado pelo Nicolas Behr, o poeta que se confunde com a cidade que escolheu pra cantar. Ele ainda me presenteou com seu Brasília de A a Z, cidade-palavra que mapeia o território afetivo do planalto. Climério e Clodo me trouxeram um abraço que tomei como sendo também de Clésio, a trindade una do São Piauí. A poeta Noélia, atarantada como as quadras da cidade numérica, também me veio abraçar. Sua generosa irmã Fátima, que se chama “de Brasília” e Paulão, que nos batuques evoca o Liga Tripa, são amigos do peito. O também poeta e músico Léo Almeida e sua Josélia lá estavam. Graça Sousa, Nádia, Chico Alves, Dione, Pereirinha, Suzana, Naná, Chacal, Júlio e uma porção de amigos, que citando estes, sou injusto com aqueles. A Nação Piauí que a Raimundinha arrebanhou me fez uma presença especial. Fátima de Deus esteve neste como nos outros dois livros anteriores que apresentei a Brasília. Antônio José Medeiros, ex-secretário de cultura do Estado do Piauí e meu antigo professor das letras, me fez sentir importante. Maravilhosa foi a presença de um usuário da Saúde Mental de Brasília, que declarou acompanhar meu trabalho e veio atrás do meu primeiro livro “Ouvindo Vozes”. O esquecimento do seu nome me deixa endividado com a sua pessoa. Zé Mauro esteve de véspera e Paulo José chegou atrasado, mas veio.

Depois desse preâmbulo, o Chico Salles mandou ver, com músicos de Brasília, o som do Sérgio Samba Sampaio. Seu irmão Vicente e Conca faziam as honras da casa. E a plateia, surpreendentemente, cantava as letras das músicas escondidas do Sampaio. Ele que amou Brasília num blues que é a cara da cidade.

Denise, a viúva do Jorge Ferreira – o empresário da noite Planaltina –, ficou emocionada numa homenagem que lhe prestamos. Coincidentemente Jorge levou meu livro para tentar editar e conseguiu viabilizar um patrocínio para o cd do Chico. Apressado, como era, “queria ir pra Minas, errou o caminho e foi pro céu” nos versos de Climério e não chegou a ver o livro e o cd prontos. Tínhamos que lhe fazer uma justa homenagem no Feitiço, primeira casa do visionário que fez um Mercado Municipal numa cidade que nem município é. Mas Jorge era assim: “de tanto embebedar os poetas virou poeta também” (do poema citado).

Brasília nos foi gentil. E naquela noite voamos em suas asas. Cidade monumento. Segundo as profecias do poeta Nicolas Behr, “no turismo estelar, visitar as ruínas de Brasília é obrigatório para quem está de passagem pelo desabitado Planeta Terra”.

terça-feira, 13 de maio de 2014

PEDRO LUÍS VERGUEIRO



É realmente desanimador ler jornal hoje em dia. É uma leitura estressante porque não se publicam notícias (será que não há?) para levantar a moral do cidadão. Só notícia ruim, péssimas... Temos agora a Pasadena II! E o tentáculo podre foi mais longe: ao Japão ("Diretoria da Petrobras omitiu riscos sobre negócio no Japão" - Folha de São Paulo, 6/5/2014).  E os envolvidos são os mesmos: Gabrielli, Graça Foster e Cerveró, tendo por mentor o Luiz Inácio Lula da Silva. Além de outros não nominados na notícia, é claro. O nome da besteira é refinaria Nansei, em Okinawa, refinaria que somente se tornaria rentável com um investimento bilionário e, certamente, irrecuperável, de "ampliação e adaptação". E mais uma vez os "documentos internos" onde se analisou o "negócio" (bom para quem?) omitiram a realidade dos fatos, dentre os quais a impossibilidade de aumento da produção por força da legislação ambiental japonesa. Daí, ser esse também um mal negócio e um negócio mau. Ganância, no sentido de ambição desmedida, é o que denuncia a notícia: "A justificativa para comprar Nansei era 'expandir os negócios em mercados rentáveis no exterior', dado o 'expressivo crescimento do mercado asiático'" (sic). A resposta a mais essa infelicidade é a habitual já bastante conhecida: que a Petrobras "estava alinhada ao planejamento estratégico da época" (em 2008, dois anos depois da estratégia de Pasadena). Quousque tandem teremos de aguentar desastres tais? Desastres que vêm a lume em razão da existência do jornalismo investigativo. As eleições estão aí.

PEDRO LUÍS DE CAMPOS VERGUEIRO - pedrover@matrix.com.br
R.Lisboa,212 - S.Paulo - Tel:9.4102.6364 - RG:2.666.922