segunda-feira, 18 de maio de 2015
ANA MAE BARBOSA/LIVROS
Lançamentos da Cortez
9 de junho, a partir das 19 horas no
Centro Universitário Maria Antônia.
Rua Maria Antônia, 294 - Vila Buarque, São Paulo - SP, 01222-010
Telefone:(11) 3123-5200
Ana Amália Barbosa propõe novos paradigmas quando o tema é levar cultura a crianças com necessidades especiais no livro 'Além do Corpo'
O novo livro da Cortez Editora, Além do Corpo – uma experiência em Arte/Educação, apresenta experiências culturais de aprendizagem em que a doutora em Artes pela USP, Ana Amália Barbosa, assim como as crianças participantes, desafiam as limitações de seus corpos. A obra levanta uma bandeira incomum: levar cultura para crianças com necessidades especiais, que muitas vezes sofrem privação cultural, já que o atual sistema de ensino não está preparado para lidar com essa situação. O lema de Ana Amália é fazer com que a criança se situe socialmente rompendo limitações físicas.
A autora se comunica através dos movimentos dos olhos e boca, que transmite seus gestos para um programa de computador. Ana Amália, que sofreu um AVC e perdeu todos os movimentos, excetos os mencionados acima, leciona para os alunos da Associação Nosso Sonho. Na obra, é possível conhecer alguns dos exercícios feitos em sala de aula, como por exemplo a atividade baseada nas performances de Yves Klein (1928-1962), figura importante no cenário artístico europeu. As crianças, depois de verem o vídeo, utilizando apenas fraldas ou short, pintam seus corpos com a cor que escolhem e, usando o corpo como pincel, imprimem movimentos em uma grande superfície de papel.
Fotografias em cor das atividades, passeios e aulas, permeiam as páginas de Além do corpo e convidam o leitor a refletir sobre o que pode ser uma experiência cultural no desenvolvimento cognitivo das crianças. O método de Pesquisa usado foi a Metodologia de Pesquisa Artística em Educação.
Sobre a autora
Ana Amália Tavares Bastos Barbosa nasceu no ano de 1966, no Recife. Artista plástica e arte/educadora, é licenciada em Arte Plásticas pela FAAP/SP e doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Realizou diversos cursos nos Estados Unidos, destacando-se: História da Arte, na Texas University at Ausin; Design, na School of Visual Arts, e Litografia, na Columbia University, em Nova York. Em 2002, como sequela de um acidente vascular cerebral de tronco, adquiriu a síndrome do locked in, ficando tetraplégica, muda e disfágica, porém inteiramente consciente e com a cognição plenamente preservada. Atualmente desenvolve seu pós-doutoramento no Instituto de Artes da UNESP, em São Paulo.
Ensino de artes visuais entre as décadas de 20 e 50 é tema do
livro de Ana Mae Barbosa 'Redesenhando o Desenho'
Livro aborda o ensino do desenho no Brasil durante ditadura do Estado Novo
A Cortez Editora lança Redesenhando o Desenho – educadores, política e história, de autoria da educadora Ana Mae Barbosa, pioneira em arte/educação e criadora do primeiro Doutorado na linha de pesquisa sobre o tema no Brasil. A obra trata do ensino do Desenho e das Artes Visuais no País durante o período compreendido entre 1922 e 1948.
A autora relaciona o ensino do desenho à política e à história, já que no período analisado, professores eram perseguidos durante a ditadura do Estado Novo, cenário este, que interferia no contexto do ensino da arte no Brasil.
O livro é dividido em três capítulos: Virada Industrial, que destaca, entre outros personagens, Theodoro Braga, filósofo, pintor e educador que dedicou-se a pesquisas culturais no Norte do País; Virada Modernista, movimento que evidencia educadores como a poetisa e pintora Cecília Meireles e Edgar Sussekind de Mendonça que escreveu um dos primeiros livros sobre Educação em Museus. Por fim, o livro examina a Formação Modernista dos Professores de Arte no Brasil, Esta parte conta com um texto inédito de John Dewey, filósofo e pedagogo norte-americano, expoente da educação progressiva, que explica o sentido do desenho como técnica e criação. O livro interessa não só a educadores, mas também aos estudantes de Pedagogia, Artes Visuais e Design. O trabalho de pesquisa, que foi financiado pelo CNPq, levou mais de 10 anos entre entrevistas, consultas em acervos nacionais e internacionais, como o do Teachers College da Columbia University, da University of Central England, da Universidade de Miami, do IEB/USP ,de Museus e Jornais.
Sobre a autora
Ana Mae Tavares Bastos Barbosa, Professora Titular do Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo, atua no Doutorado em Arte-Educação que criou na USP e no Mestrado e Doutorado em Design, Arte e Tecnologia da Universidade Anhembi Morumbi. Foi presidente da International Society of Education Through Art (1990-93) e Diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP (1987-93). Publicou vinte um livros sobre Arte e Arte-Educação, entre eles os últimos Tópicos Utópicos (Com-arte, 1998) a Imagem no Ensino da Arte (Perspectiva 2007) Abordagem Triangular no Ensino das Artes e Culturas Visuais (Cortez, 2010). Recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico (2005), o prêmio Edwin Ziegfeld nos Estados Unidos (1992) e o Prêmio Internacional Herbert Read (1999). Em 2001 foi escolhida para dar a Studies in Art Education's Lecture, distinção conferida pela primeira vez a um estrangeiro nos 50 anos de existência da Associação Americana de Art Education.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
BB KING
B.B. KING SE JUNTANDO AOS OUTROS DEUSES DA GUITARRA.
B.B. KING morreu. Acordei com essa notícia passada pela minha irmã hoje pela manhã. Lágrimas vieram inundar-me os olhos já cinquentões. Parece que parte de mim sentiu o golpe porque cresci ouvindo blues/chôros/música erudita/bossa nova, tudo que eu considerasse belo e essencial pra mim,para minha formação musical e literária. Mas BB KING assim como MUDDY WATTERS e tantos outros, expressam a natureza melancólica do BLUES, bem ao estilo do que os nossos compostores negros antigos expressavam os choros e os sambas.Mas as lágrimas cultivadas em meu rosto brotaram as recordações que me vieram a mente quando ouvia BB KING enquanto eu namorava quando jovem ainda,e as perdas que tive, perdas de pessoas ,amigos que amavam os blues de BB KING.Amigos poetas que se foram, mais antigos que eu,que sempre me recomendavam ouvir BB KING, visto que eu eu já havia comprado e me fascinado com ERIC CLAPTON/HENDRIX ,esses caras todos,os quais minha geração foi reverenciar no limiar dos anos 80. Ainda em 1980, convidei o guitar-hero MARCOS ZAMBON para descermos em Bauru/SP, para comprar discos em vinil de BB KING/STONES/JEFF BECK...Naquela época,me lembro que ZAMBON estava sendo influenciado pelo jazz e pela guitarra de E. VAN HALEN,mas ouvia blues á beça.Talvez BB KING tenha sim, adotado alguns licks de seus predecessores,como dizem,mas os refez ao seu estilo,o que o consagrou - JOHN LENNON dizia, que quase sempre "se furtava notas e melodias" de artistas mais antigos. O timbre, os riffs de BB KING serão sempre inesquecíveis, porque constituem sua MARCA, seu registro, sua assinatura magistral -tal como observamos em DAVID GILMOUR/KEITH RICHARDS/STEVIE HOWIE/HENDRIX/JEFF BECK/CLAPTON...Siga em paz, mestre querido!!! BLUES É LÁGRIMA, mas também é festa; ritmo, sensualidade, ginga, que BB KING tenha se juntado a outros deuses da guitarra no céu em festa com sua chegada,é o que penso.
everi rudinei carrara .editor do site telescopio.vze.com/pianista/poeta/advogado.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
WALDO LUÍS VIANA
A CORRUPÇÃO SOB CONTROLE
"Quem ama o dinheiro nunca estará farto
de dinheiro, quem ama a abundância nunca terá vantagem."
Eclesiastes 5:9
Waldo Luís Viana*
Parece ser consenso que a corrupção é um mal, sobretudo transformando-se em problema prioritário dos países em desenvolvimento. Muitos antropólogos e economistas, porém, desejaram ultrapassar esse eventual consenso, procurando colocar o problema como objeto de pesquisa.
Existe corrupção quando um indivíduo coloca ilicitamente interesses pessoais acima dos das pessoas e ideais que ele está comprometido a servir. É um comportamento desviante dos deveres formais de uma função pública devido a interesses privados de natureza pecuniária, visando a melhoria do status individual ou de um grupo fechado.
Muitos pesquisadores, desvestidos de preconceitos, concordam que, em certos casos, a corrupção é até benéfica. Ela introduz, em países pobres, mecanismos de mercado, competição e alocação de bens segundo a capacidade dos cidadãos de pagar. Com a corrupção, os bens e serviços podem ser alocados de modo mais eficiente. Quando ela ocorre, pode contribuir para a alocação de bens e se torna socialmente útil. Do mesmo modo, quando a burocracia é rígida, ultracentralizada, ineficiente, desonesta e quase intransponível, ela encarrega-se de estabelecer um mercado paralelo pelo qual a população possa conseguir alguns benefícios. Em suma, se o sistema vigente é ruim, a corrupção é benéfica.
Pelo contrário, quando a corrupção é generalizada, surgem ceticismo, desconfiança, cinismo e apatia nos povos. Subornos e propinas são socialmente aceitos e se tornam graves quando se tornam parte da ritualística dos poderes públicos. Contaminam os políticos, autoridades do executivo, legislativo e judiciário bem como a polícia. No Brasil, inclusive, existem grupos típicos de corrupção, que são os agiotas, traficantes de drogas e milicianos, que são grupos paramilitares que exploram os subúrbios pobres em nossas cidades. Já os traficantes alimentam os subornos e as propinas nos aparelhos policiais regionais, contribuindo para que a repressão às drogas seja soberanamente inútil.
No entanto, a corrupção passa a ser especialmente prejudicial e tóxica, quando contamina os mecanismos de governo e gera males públicos. Nesse contexto, os ricos e privilegiados aumentam o próprio poder à custa da exploração da máquina pública e dos pobres. Do mesmo modo, assistimos aos empreiteiros desonestos a receber contratos em troca de subornos, incentivando os empreiteiros não corruptos a imitá-los para sustentar os próprios negócios. Por outro lado, nessa atmosfera, os cidadãos pagarão preços muito altos por bens e serviços, enquanto os funcionários públicos irão procurar usar a própria autoridade para criar dificuldades para vender facilidades.
Particularmente, nosso país foi prejudicado pelo patrimonialismo herdado do espírito colonialista português, que instituiu um sistema clientelista de compadrio e nepotismo na máquina pública. Apesar de todas as nossas instituições de controle, nossa burocracia é contaminada por esses valores distorcidos, a ponto de nossos políticos medirem o próprio poder pela capacidade de nomear afilhados.
A corrupção brasileira, contudo, chegou ao paroxismo com o aparelhamento completo da máquina pública pelo partido que está no poder. Os cargos de confiança foram distribuídos entre os companheiros e o resultado está aí: as empresas públicas tornaram-se ineficientes e pacientes de uma corrupção sistêmica. A operação lava-jato, capitaneada pelo ministério público, o judiciário e a polícia federal, demonstrou que nenhum negócio na Petrobras poderia ser resolvido sem subornos, propinas, aditivos licitatórios e superfaturamentos para as empreiteiras. Nesse contexto, sabe-se que outras estatais copiaram o mesmo modelo, com o objetivo de financiar os custos políticos de permanência do partido no poder.
Nossas instituições formais favorecem os ricos, porque, mesmo apanhados com a “boca na botija”, podem pagar caros advogados para defendê-los e, através da chicana jurídica e das brechas das leis produzidas pelos próprios políticos que são seus ventríloquos, adiar quaisquer punições. Nesse sentido, o “mensalão” levou sete anos para produzir punições e presume-se que o “petrolão”, que envolve o comando dos principais executivos das empreiteiras nacionais, deverá gastar muitos anos para ser julgado.
Nesse cenário, parece que a corrupção seria impossível de ser mitigada e atingir um nível tolerável e controlável pela cidadania. Os países que conseguiram controlá-la dotaram seus governos de notáveis atividades de busca de informações: os cadastros financeiros dos funcionários públicos e suas famílias podiam ser examinados à vontade; quaisquer “recursos inexplicáveis” tinham de provar que foram adquiridos por meios legais e o ônus da prova passou a recair sobre o funcionário suspeito.
A corrupção tem verdadeira alergia à sã concorrência, preferindo o monopólio, o cartel e o conluio. A lei brasileira de licitações contém brechas que contaminam os sistemas de aquisição e venda de serviços. Tudo pode ser objeto de aditivos contratuais e superfaturamentos, enquanto os que frequentam a máquina pública por mandato acham que podem se apropriar do dinheiro público, porque afinal “esse dinheiro não é de ninguém”.
Nesse sentido, é preciso convencer os políticos de que serão mais aceitos e populares se combaterem, de fato, a corrupção. Devem “ser educados” para entender a onda popular contra ela, que tem sido moda em nossas cidades. Também devem ser aperfeiçoados os mecanismos de penalidades, que possam dissuadir as elites corruptas de manter seus imorais procedimentos. Romper a cultura de corrupção em nosso país significa não dar tréguas aos corruptos em sua habitual tranquilidade para roubar e combater o cinismo, que toma conta verticalmente o espírito da Nação, tornando os golpes de corrupção populares, desde os mais pobres até os mais sofisticados representantes das elites, compreendendo aí, políticos, autoridades, banqueiros e empreiteiros.
Se convencermos nossos políticos de que bom mesmo é ser honesto, de que o Brasil ganhará eficiência e poder em suas instituições e empresas, capacidade de competir internacionalmente e que poderá construir uma burocracia profissional, livre dos arreglos, das propinas e comissões indevidas – poderemos acreditar que seremos ainda um grande país.
Mas se os céticos predominarem, com aquela mentalidade de que a corrupção é um mal inextirpável e que nada quanto a isso poderá ser feito, o clima de podridão governamental e social será multiplicado, criando externalidades negativas, como o desperdício de bens e recursos, além de manter imensa desigualdade social, com o tempero da violência e opressão dos mais pobres.
O Brasil, portanto, vive um grande dilema: ou reduz a corrupção a níveis toleráveis (porque o coeficiente zero de corrupção é humanamente impossível) ou submergirá na escuridão da recessão, da ineficiência e da perda de credibilidade internacional – que é o que parece estar ocorrendo ainda hoje.
___________
*Waldo Luís Viana é escritor, economista e poeta. Esse artigo baseou-se no brilhante livro do economista Robert Klitgaard, “A Corrupção sob Controle”, publicado no Brasil por Jorge Zahar Editor, 1994.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
FERNANDA TAKAI, NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL
FERNANDA TAKAI, NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL
Recebo o novo cd da cantora FERNANDA TAKAI, chama-se "NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL" - desde a capa,se percebe que o trabalho de FERNANDA sempre pautou pelo bom gosto e a simplicidade, certo toque oriental orientando a sensibilidade da cantora. Cercada de músicos excelentes e de parcerias fundamentais - a produção ficou por conta do marido e guitarrista JOHN ULHOA - o álbum é dedicado á mãe de FERNANDA. Difícil dizer qual a melhor canção do disco - a voz de FERNANDA TAKAI é sempre envolvente, precisa, charmosa, pequena e preciosa como uma jóia rara. Eu gostei especialmente de COMO DIZIA O MESTRE,do talentoso e hoje injustamente esquecido cantor e compositor BENITO DE PAULA, com arranjo perfeito de JOHN na guitarra,uma releitura bastante criativa; A POBREZA (PAIXÃO PROIBIDA), antigo sucesso da jovem guarda de LENO E LILIAN, ficou perfeita na voz de FERNANDA,uma bela melodia, com letra romântica, demonstrando certa indignação social, poderia ser tocada em rádios pelo Brasil a fora,melhor que funks e outras porcarias que se infestam por aí - MON AMOUR,MEU BEM,MA FEMME, sucesso brega, também possui uma releitura graciosa de FERNANDA ,e ZÉLIA DUNCAN, o contraponto de timbre grave da voz de ZÉLIA,contrasta e brilha ao lado da suavidade de FERNANDA; a música AMAR COMO JESUS AMOU é um clássico da cantoria das igrejas católicas, que possui o dueto entre FERNANDA E o padre FÁBIO DE MELO,revivendo antigo sucesso do padre ZÉZINHO; achei LIZ uma bela composição, apropriada para a voz de FERNANDA, com uma melodia marcante pra ficar ; PARTIDA é composição de FERNANDA, uma grata surpresa para os fãs, em rítmo mais cadenciado, lembra-me algo da sonoridade do também maravilho álbum ISOPOR (pato fu), com efeitos (programações eletrônicas de JOHN) se destacam mais uma vez. O fato é que qualquer música ou até qualquer ruido parece ficar perfeito na voz de FERNANDA TAKAI, impossível não se tornar seu fã, não se tocar pela sua interpretação doce, clara,essencialmente pop e despojada.Quando o cd acaba, você se surpreende querendo mais -poderia ser um álbum duplo,e teria sido melhor ainda. Na medida do impossível, vamos ficando mais fãs, acreditando mais no pop,na sensibilidade, no talento, na simplicidade, na beleza dos sons.
everi rudinei carrara: escritor/editor do site telescopio.vze.com/músico profissional.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
WALDO LUÍS VIANA/LIVRO
A PROPÓSITO DO MEU CONSERVADORISMO ASSUSTADOR
O Susto está no Brasil
por WALDO LUÍS VIANA
O Susto está no Brasil
por WALDO LUÍS VIANA
Sinopse
O livro é uma coleção de mais de 40 artigos abordando, em sua maioria, comentários críticos sobre o panorama político recente do Brasil, focalizando o governo petista e seus dirigentes.
Categorias: Partidos Políticos, Governo Federal, Eleições, Economia, Direito, Ciência Política
Palavras-chave: conservador, governo, petista, política
Palavras-chave: conservador, governo, petista, política
Características:
Número de páginas: 287
Edição: 1(2014)
Formato: A5 14,8x21,0 cm
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Offset 75g
RESUMO BIOGRÁFICO --
Waldo Luís Viana é escritor, poeta, jornalista e economista brasileiro, nascido a 5 de outubro de 1955, no Rio de Janeiro. Publicou os livros “ELEIÇÕES A VERDADE DO SEU VOTO” (Editora Cátedra, 1988) e “ESTRANGULADO PELAS MÃOS DO ESTADO” (Editora Nihil Obstat, 2000). Foi premiado como poeta, em 2003, em concurso nacional promovido pela Sociedade Hebraica do Rio de Janeiro. Como jornalista, escreveu vários artigos e reportagens em revistas de prestígio e circulação nacional, expressando preocupação com temas ecológicos e de cultura alternativa. Escreveu a monografia “ALTERNATIVAS ECOLÓGICAS PARA UM ESTADO EM CRISE”, em outubro de 1982, sugerindo um plano de ação para os problemas ecológicos do Rio de Janeiro. Em 2006, escreveu “OS ENTERROS DE PRIMEIRA CLASSE”, um ensaio sobre a situação pós-contemporânea do Brasil, envolvido nos descaminhos do politicamente correto e da conspiração das elites contra a educação e a promoção do povo. Em 2009, escreveu o ensaio “EU SEI QUE TU ME SONDAS”, sobre religião e espiritualidade, com 450 páginas, onde aborda os problemas atuais do cristianismo e sua expansão no mundo, além de analisar o grave tema da infalibilidade da Bíblia como texto sagrado. A singularidade da obra está em procurar compreender a religião cristã dentro do mundo contemporâneo e pós-moderno, enquanto relata, de forma suplementar, o drama pessoal do autor em busca e reencontro da espiritualidade. No mesmo ano, publicou “O OUTONO DO MEU TEMPO I, AS CONVERSAS E DESCONVERSAS DE LULA”, começando uma trilogia memorial sobre a vida do escritor e a vida política de seu país. Em 2011, resolve publicar “O OUTONO DO MEU TEMPO II, MÃOS AO ALTO BRASIL”, percorrendo através de crônicas marcantes a nossa trajetória política, relacionando-a com o panorama do mundo contemporâneo e os dilemas da pós-modernidade. Em 2012, publicou “O OUTONO DO MEU TEMPO III, ADEUS ÀS ARMAS” – completando a trilogia biográfica englobando toda a sua vida de escritor e jornalista.
Waldo Luís Viana –
ATENÇÃO: O LIVRO PODE SER ADQUIRIDO
NO CLUBE DE AUTORES (LIVRO + FRETE = 39 REAIS)
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
WALDO LUIS VIANA
Waldo Luís Viana*
A claudicante e envergonhada defesa dos petistas, diante dos evidentes escândalos de corrupção que pululam de alto a baixo em seus governos sucessivos, argumentando que todos os “mal feitos” havidos em doze anos já existiam antes, é um sofisma muito bem construído e repetido, à la Goebbels, como se fora verdade.
Afinal, em tantos anos de governo, desde Lula em 2003, com a faca e o queijo na mão, os petistas não investigaram nenhum “crime anterior” da tal herança maldita de FHC e passaram em branco sobre as maracutais sugeridas, o que, no mínimo, os transformam em cúmplices.
Se não se investiga o crime das duas uma: ou se fez vista grossa mediante cumplicidade ou se temeu que a investigação das barbaridades impedissem, por contágio, o funcionamento dos novos governos.
Na verdade, a corrupção tornou-se sistêmica desde 2003, fazendo parte da própria sustentação do aparelho petista, que preferiu ocupar a maioria dos cargos de confiança (cerca de 23 mil) e instituiu quase 40 ministérios, colonizando a administração pública por uma rede de falcatruas que afetou as estatais, os partidos aliados e os fundos de pensão.
Hoje faz parte do cotidiano do brasileiro as expressões: atos de corrupção, corruptos e corruptores, operações da Polícia Federal, mal feitos, falhas de gestão, prisões preventivas, delações premiadas, lobistas culpados, lavagem de dinheiro, caixa dois, contribuições de campanha, sigilo bancário, sigilo telefônico, contas no exterior – etc., numa cornucópia de escândalos complexos, que revelam perfeitamente as franjas ocultas de contabilidades criativas e a institucionalização da esperteza. São bilhões de reais roubados, diante de um cidadão comum que luta com dificuldades para ganhar seus tostões suados na vida...
Para os petistas, num clima de capitalismo tardio e obsceno, que se pretende ultrapassar por esquemas socialistas bolivarianos, capitaneados pelo Foro de São Paulo –, a corrupção é benéfica e necessária. E não só para manter os financiamentos das causas “puras” do partido e atrair políticos aliados, mas também para garantir as pretendidas vitórias eleitorais. Basta lembrar a frase de Lula: “vocês não sabem do que seremos capazes para reeleger a Dilma”. Nada mais profético.
Tanto é assim que os militantes de cúpula, processados e presos no mensalão, jamais pediram desculpas à Nação por seus mal feitos. Pelo contrário. Ergueram o punho cerrado no braço esquerdo, num desafio aberto à Justiça que os acabava de condenar. Até o deputado André Vargas, hoje ameaçado de perder o mandato por falta de decoro, fez o mesmo na Câmara dos Deputados, onde foi seu vice-presidente, diante do olhar atônito do então presidente do STF, Joaquim Barbosa.
Este, por sua vez, pediu aposentadoria precoce, num lance shakespeariano de renúncia, que não se entende o motivo, talvez para se acautelar de uma possível vingança por sua atuação na ação penal 470, que colocou na cadeia a cúpula do petismo.
Dizer que se corrompia antes do PT assumir o poder não cola, porque sabemos que a corrupção deveria ser localizada, tanto que não foi detectada pelos militantes de posse do governo. Se todos ficaram isentos de processos deve-se entender que o governo petista – tão bonzinho e generoso – não encontrou nada. Os “casos” citados pela candidata Dilma, nos debates com Aécio Neves, como atos de corrupção dos governos do PSDB resultaram na expressão universal: “estão todos soltos”.
Mas como? Só se pode deduzir que ficaram soltos porque eram inocentes mesmo ou pela habitual cumplicidade do PT. Será que existiu um acordo tácito e espúrio entre os dois partidos, a ponto de garantir aos petistas que sempre ganhassem as eleições contra um adversário fraco e sem defesa?
Na verdade, o Brasil tornou-se campo fértil para teses conspiratórias. Por exemplo, os Estados Unidos espionaram o governo Dilma e agora processam a Petrobras. O que haverá depois? Enquadramento dos corruptos e corruptores, de fora para dentro? E as operações internas do aparelho de Estado será que vão chegar a alguma conclusão prática ou os bandidos escaparão ilesos?
O homem das ruas, acostumado a ver advogados caros defendendo os corrompidos ricos, sabe por intuição que temos uma cultura de impunidade que devemos superar. Os petistas servem-se disso, pretendendo dizer que “num país em que todos são sujos, que mal tem em sermos sujos também?”
Esse argumento de lógica corrupta quer isentar de punição os que delinquiram. Principalmente se os processos evoluírem para culpar quem não pode ser culpado. Aí a coisa fica difícil de apurar, porque existem forças ocultas que não permitirão que os governantes – que todos sabemos os nomes – possam ser punidos.
E para eles, sobra outro escovado e safado argumento: “nós não sabíamos de nada...”
Sobrará apenas para a sociedade a suposição funesta de que, a despeito de todas as violências, eles sabiam de tudo...
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*Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e tentando ficar na moda diz que não sabe de nada...
Teresópolis, 25 de novembro de 2014.
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