quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
SERGUEI
Pouco a pouco surgem ótimas ideias para ajudarmos o nosso SERGUEI. Por exemplo, comprar o DVD do documentário "Serguei - o anjo maldito do rock brasileiro", de Marcio Baraldi. Leo Barreto diz que o DVD é ótimo, ou seja, além de ajudar o Serguei teremos um DVD histórico.
A amiga Bete Babo pergunta se pode comprar via correio. É o caso de perguntarmos ao produtor do Serguei, André Kaveira, que está cuidando do acervo e da história do artista e também está direto em Saquarema.
O e-mail dele é andrekaveira@gmail.com. Quer comprar o DVD? Peça ao André, que toma as providências. O negócio é agir, ajudar o Serguei já! Divulguem o DVD e o e-mail do André.
fonte: NADJA BANDEIRA/RJ.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Victhor Fabiano
BIOGRAFIA
Comprometimento. Um objetivo traçado por toda uma vida é alvo marcante no caminhar de um homem. As crises de poder entre estado e suas alianças fazem temer uma quebra total da economia e das estruturas sociais. Arturo, o homem que, querendo ou não, é de um caráter único, de tantos sonhos foi arrasado por aquilo que indivíduos sedentos pelo poder podem fazer: aniquilar conquistas. Sonhos são como arma: os usamos assim que o coração teme fraquejar, e por mais que a sede de outros tenha feito desabar as conquistas de Arturo, a verdade estaria ali, pois por ela tanto lutou em toda sua jornada rumo à concretização por uma nação justa; e o que há de acontecer?
O que é o livro?
Guerra da Minha Rua pode estar mais próximo de você do que você imagina. Conflitos de poder, solidariedade em cessão e alguns pontos que atingem o ser humano nesta sociedade. Guerra da Minha Rua é o nome do conto principal do livro, responsável por narrar a decadência da vida de uma senhora já idosa, pobre e possuidora de grandes memórias: um passado rico e abastado. Por outro lado, o livro amarra a este conto principal outros contos da mesma natureza; crônicas e poemas também recheiam a obra, propondo indagações e reflexões para o leitor em questão.
Victhor Fabiano nasceu dia 11 de Abril de 1997, em São Paulo, no bairro de Pirituba. É autor de diversos livros, entre eles dois já publicados: O Lavrador e o Plebeu (2012 - Editora Multifoco) e O Epitáfio (2013 - O Epitáfio). Começou a escrever aos 13 anos, ainda no ensino fundamental. Encerrou seu primeiro livro em 2010, por volta de junho/julho; este livro fora a sua primeira aventura literária com início, meio e fim. Porém, partiu de uma pequena redação para a aula de leitura de sua escola o primeiro livro. Após a leitura do texto, sua professora lhe recomendara continuar a escrever aquela história a partir da página que havia entregue. Ou seja: uma pequena redação lhe rendera seu primeiro livro publicado: O Lavrador e o Plebeu. Desde então, entregue às questões sociais e políticas, levou essas questões para o segundo livro: O Epitáfio, encerrado em 2012 e publicado em 2013. É aluno bolsista do ProUni na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, graduando de Ciências Sociais; aluno de escola pública do primeiro ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio, Victhor não acredita apenas na educação como um projeto libertador: a literatura também integra essa ação conjunta. Possui experiência no diálogo com alunos de escolas públicas e professores, tendo visitado inúmeras vezes a fim de expor suas experiências com o mundo dos livros, suas visões, e auxiliar em processos de criação dos alunos em projetos escolares, também propondo diálogos a respeito das diversidades, do mundo da política, estendendo-se à construção de um debate maduro com professores sobre conjunturas políticas e sociais.
O LAVRADOR E O PLEBEU (Editora Multifoco, 2012 - Rio de Janeiro)
- Sinopse
- Trecho
"Ser verdadeiro para muitos pode ser a escolha conveniente, para Alício foi. Lavrador de uma terra simples, mas da qual provinha todo o seu sustento, tratava de conservar seus dias em meio a uma monarquia cruel. Mas no terror das limitações políticas e de direito, tentara auxiliar um plebeu que fora arremessado em vias públicas pela própria guarda. Ver tal cena, aos olhos de Alício, exigia compaixão e ajuda, e foi o que decidiu fazer. Convenhamos que nem sempre o que temos no coração é o que poderá acontecer e, por isso Alício foi traído pelo plebeu. Nessa história que ronda uma monarquia, Alício encontra sua única esperança na força de não esquecer que já sonhara num dia desses. Alício finaliza nosso livro de forma jamais imaginada. Caminhos nunca são definitivos quando se trata de destino."
- Trecho
"A visão era a seguinte: cortinas da entrada do palácio totalmente rasgadas, camufladas aos restos dos portões; pessoas guerreando de forma alucinante. Em locais isolados da praça frontal ao palácio, cavalos em movimento, casas destruídas, pessoas caídas, totalmente desmaiadas ou mortas e, ao redor de algumas delas, outras mergulhadas no próprio sangue. Era possível sentir o calor humano, sentia-se como o ar quente de uma fogueira, e a luta agora avançava para a entrada do palácio, onde guardas pelejavam proteger a entrada, mas em vão. Um grupo pequeno de pessoas surgiu - haviam feito tochas com retalhos daquelas cortinas." - Página 49, O Lavrador e o Plebeu - FABIANO, Victhor/Editora Multifoco - 2012.- Texto de orelha
"Não ouse imaginar o que acontecerá em breve, pois qualquer ato inesperado pode gerar o acontecimento mais surpreendente.Assim foi com Alício. Retornando de um dia de trabalho, encontra um abatido homem sendo deixado, à beira de uma rua abandonada, por um carro da guarda. Já não se surpreendia o velho Alício, em vistas de que a monarquia demais fazia para a humilhação da população; contudo, abandonar o recém-descartado homem numa situação de desespero não seria a melhor saída. Conhecera o homem quase conquistador dos cinquenta anos, chamado Afonso que logo estendeu seus olhos para o disposto Alício, mas sabe-se que erguer sua vida para melhor não fora a escolha feita por Afonso. Os mesmos que abandonaram, num dia que virá, poderão bater em seu destino solicitando sua presença novamente, sendo a serviço do bem, ou não.Você deverá estar preparado. Todavia Alício, nem ao menos Afonso, estiveram preparados para que na manhã seguinte a guarda retornasse à procura do plebeu - Afonso, agora numa tentativa de trabalhar. Levado e subornado, a justiça que prestava trabalhos para a monarquia e seus interesses de poder, induziu Afonso para que acusasse Alício de praticar trabalho escravo.Mas o maior fruto do homem é a esperança, e foi com ela que Alício ergueu sua mente e recomeçou. Ao lado do povo constitui um estado de escolhas livres. É escolhido como Rei, casa-se e mostra que muitas vezes o pior caminho pode resguardar o melhor sonho."
O EPITÁFIO (Editora Penalux, 2013 - Guaratinguetá/São Paulo)
- Sinopse
Arturo permanece forte até o momento em que é iminente o perigo de se contaminar com o poder daqueles que buscam sua queda; é momento de abandonar. Após seu próprio partido ser diluído por impostores políticos, há o perigo de uma seita tomar os caminhos do governo. Por trás de uma sólida base de governo, há um veneno puro traçando aqueles que não estão em vigia; quedas drásticas, uma crise social e econômica terrível e o pior: o engano diluído pelos sábios. A cadeira vaga de Arturo foi a maior arma dos infiltrados. Resta lutar, buscando levar a verdade a todos, até que haja a necessidade de armas. De qual lado você estará?
- Trecho
“Nofley, paciente e caminhando com a pouca força que restara, encapuzou-se ligeiro e partiu para enfrentar o frio, de forma que se encolhia boquiaberto pelo seu sono. Caminhava íntegro e incomodado com a história que lhe fora relatada da boca de Alfredo. Aproximou-se elevando rapidamente seu capuz, suficiente para o único segurança que ali postava liberasse a entrada. Arturo rapidamente caminhou à porta e chamou, aguardando resposta.
Ouviram-se passos pesados e respiração ofegante, logo Arturo percebeu a maçaneta torcer-se. Uma face avermelhada e desenhada com fundas olheiras, o observou por um momento. J.J. Fernandes fez-se forte a não chorar, forçou um sorriso que mal se esboçara, liberando Arturo a entrar. Sua sala escura, abarrotada de jornais nas mesas e televisão ligada, identificara a não-alegria de J.J. Fernandes em manter-se afastado obrigatoriamente de seu trabalho, o jornalismo.”
- Texto de orelha:
Comprometimento. Um objetivo traçado por toda uma vida é alvo marcante no caminhar de um homem. As crises de poder entre estado e suas alianças fazem temer uma quebra total da economia e das estruturas sociais. Arturo, o homem que, querendo ou não, é de um caráter único, de tantos sonhos foi arrasado por aquilo que indivíduos sedentos pelo poder podem fazer: aniquilar conquistas. Sonhos são como arma: os usamos assim que o coração teme fraquejar, e por mais que a sede de outros tenha feito desabar as conquistas de Arturo, a verdade estaria ali, pois por ela tanto lutou em toda sua jornada rumo à concretização por uma nação justa; e o que há de acontecer?
O segredo pelo qual a verdade não nos abandona é simples: não há maior força do que ela, pois é a essência do universo. Haverá confronto entre quedas de “fortes homens” e “poderosos políticos”, entre seitas e organizações que desejam, sim, estar em evidência e conquistar uma nação, entre dinheiro e fortunas. Mas apenas um deles é o oponente de verdade. De que lado você estará?
GUERRA DA MINHA RUA - Terceiro em busca de financiamento no Catarse
O projeto
"(...) Guerra da Minha Rua é, por outro lado, um gesto inesperado; um conto que oferece seu nome a uma coletânea pequena de textos e reflexões que te chamam a esconder o medo e arriscar a um mundo novo de ideias. Não fere nenhum laço subjetivo, apenas reencontra a essência do “ser questionador”, para que não deixemos perder a necessidade de pensar o mundo não pela ótica da análise, mas pela dialética da transformação": é com este teor que introduzo o livro Guerra da Minha Rua em seu prefácio.
O que é o livro?
Guerra da Minha Rua pode estar mais próximo de você do que você imagina. Conflitos de poder, solidariedade em cessão e alguns pontos que atingem o ser humano nesta sociedade. Guerra da Minha Rua é o nome do conto principal do livro, responsável por narrar a decadência da vida de uma senhora já idosa, pobre e possuidora de grandes memórias: um passado rico e abastado. Por outro lado, o livro amarra a este conto principal outros contos da mesma natureza; crônicas e poemas também recheiam a obra, propondo indagações e reflexões para o leitor em questão.
RESUMO
"Guerra da Minha Rua", conto principal do livro de mesmo nome, narra um período decadente da vida de uma senhora, cujo passado é recheado de mordomias, ligações políticas e cenas deprimentes de opressão; Madame Mórra, personagem plena em prepotência e nostalgia ao já inexistente, alimenta o coração com memórias da riqueza desfrutada numa época de ouro, ainda que forçada ao trabalho midiático por parte de seu pai, explorando-a ao máximo. Perecendo à solidão e ao avanço da idade, Mórra reside num sobrado velho, sujo, junto a seu gato, e nesta ausência ociosa de bens materiais e espirituais, apaixona-se pelo ódio contra seus vizinhos, os considerando "pobres e inúteis", o que resulta numa revolta capaz de levar-lhe a atos violentos: provoca um incêndio doutro lado da rua, numa casa humilde. Chamada pela polícia, Mórra nada pode contribuir - agradece - às investigações e o conto encerra narrando o abandono de Mórra, provocando maiores incêndios e sumindo no horizonte. Sendo uma coletânea, esse conto principal está ligado a outros pequenos contos, preocupados em esclarecer ao leitor questionamentos a respeito da vida de Mórra, seus herdeiros e família. Por outro lado, oferece poemas de temática política e cotidiano, lidando com questões pertinentes à vida moderna, tais como liberdade, justiça social etc. Mórra também possui em sua constituição enquanto personagem a preocupação em ilustrar o apego humano ao passado material, aos reforços da miséria de alma, quando esta é baseada na ânsia pelo poder social e econômico."
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
DAVID BOWIE
BOWIE, nosso herói, regravou stones!.
Mais um pop star se foi.DAVID BOWIE,não resistiu ao câncer. O primeiro amigo meu e músico que me falou sobre BOWIE no começo dos anos 80 foi o poeta negro EDSON ( o África), Eu já havia o BOWIE dos discos ALADIN SANE/SCARY MONSTERS/ON STAGE/PIN UPS. Mas o poeta EDSON, conhecia o idioma inglês como nenhum outro em Araçatuba naquela época provinciana,e comigo seguia traduzindo algumas letras de canções do BOWIE - foi no mesmo período em que eu estava descobrindo as magias de LOU REED em "STREET HASSLE" 1978.
Mas como eu sempre fui um fã doente pelos ROLLING STONES, gostei demais da versão que BOWIE fez para LET'S SPEND THE NIGHT TOGETHER, de jagger/richards,um rock gostoso e chacoalhante de 1967.BOWIE regravou essa em seu disco ALADIN SANE. Espantoso o arranjo para piano,bem acelerado, dançante,rock and roll puro! A voz de BOWIE grave,se contrapondo vertiginosamente. Anos mais tarde fui comprando seus discos, e me deparei com fases complementares da obra de DAVID BOWIE,a fase alemã, os excelentes LOW/HEROS. A fase glamorosa de ZIGGY STARDUST, o soul music de DIAMOND DOGS - alguma coisa dançante e não muito inspiradora em CHINA GIRL/MODERN LOVE/...AFINAL, nem sempre os grandes artistas são eficientes, há falhas,momento da vida em que as coisas não se encaixam,em que perdemos o controle.Mas BOWIE sempre ressurgia tentando algo, firmando-se como cantor ou escolhendo um repertório inusitado e bom.ELE sempre foi verdadeiramente um cantor, assim como ELVIS PRESLEY, embora aparecesse com guitarras e sax.EM SEGUIDA, apreciei e recomendei aos amigos e inimigos que prestassem a atenção nos discos LODGER/station to station/ THE MAN WHO SOLD THE WORLD, pela inventividade de BOWIE em assimilar novas tendências musicais, não deixando de preservar sua essência pop magistral.OUÇAM SEUS DISCOS.leiam suas entrevistas, vejam seus filmes e documentários. claro,teve problemas com drogas como quase toda a sua geração,ma shá quem não tenha problemas? há quem não tenha problemas com drogas e seja xarope demais, e fique anos nos atormentando com safadezas e diabruras com traições e hipocrisias ao extremo. BOWIE não era apenas um astro do rock, era um homem inteligente, pensava, era também um poeta que irradiava bom humor, nobreza,sensibilidade apurada, ousadia, em plena era da automação. E isso,hoje dia ,ainda é raro de ser ver,nesse planeta dos infernos.
everi rudinei carrara
site telescopio.vze.com
Mas como eu sempre fui um fã doente pelos ROLLING STONES, gostei demais da versão que BOWIE fez para LET'S SPEND THE NIGHT TOGETHER, de jagger/richards,um rock gostoso e chacoalhante de 1967.BOWIE regravou essa em seu disco ALADIN SANE. Espantoso o arranjo para piano,bem acelerado, dançante,rock and roll puro! A voz de BOWIE grave,se contrapondo vertiginosamente. Anos mais tarde fui comprando seus discos, e me deparei com fases complementares da obra de DAVID BOWIE,a fase alemã, os excelentes LOW/HEROS. A fase glamorosa de ZIGGY STARDUST, o soul music de DIAMOND DOGS - alguma coisa dançante e não muito inspiradora em CHINA GIRL/MODERN LOVE/...AFINAL, nem sempre os grandes artistas são eficientes, há falhas,momento da vida em que as coisas não se encaixam,em que perdemos o controle.Mas BOWIE sempre ressurgia tentando algo, firmando-se como cantor ou escolhendo um repertório inusitado e bom.ELE sempre foi verdadeiramente um cantor, assim como ELVIS PRESLEY, embora aparecesse com guitarras e sax.EM SEGUIDA, apreciei e recomendei aos amigos e inimigos que prestassem a atenção nos discos LODGER/station to station/ THE MAN WHO SOLD THE WORLD, pela inventividade de BOWIE em assimilar novas tendências musicais, não deixando de preservar sua essência pop magistral.OUÇAM SEUS DISCOS.leiam suas entrevistas, vejam seus filmes e documentários. claro,teve problemas com drogas como quase toda a sua geração,ma shá quem não tenha problemas? há quem não tenha problemas com drogas e seja xarope demais, e fique anos nos atormentando com safadezas e diabruras com traições e hipocrisias ao extremo. BOWIE não era apenas um astro do rock, era um homem inteligente, pensava, era também um poeta que irradiava bom humor, nobreza,sensibilidade apurada, ousadia, em plena era da automação. E isso,hoje dia ,ainda é raro de ser ver,nesse planeta dos infernos.
everi rudinei carrara
site telescopio.vze.com
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
CLÓVIS CAMPÊLO
Atravessando a Abbey Road
Clóvis Campêlo
No dia 8 de agosto de
1969, os quatro beatles se encontraram na Abbey Road para fazerem as
fotografias mais famosas do mundo em todos os tempos. Uma delas,
terminaria por ser escolhida para a capa do disco que levou o nome da
hoje famosa rua londrina.
O autor das fotografias foi o escocês Iain Macmillan, amigo de John Lennon e Yoko Ono, que precisou apenas de dez minutos para clicá-las. A fotografia que findou ilustrando a capa do disco, a quinta da sequência, foi escolhida por Paul McCartney. Iain, o fotógrafo, morreria em 8 de maio de 2006, aos 67 anos de idade, vitimado por um câncer de pulmão.
Antes de chegar aos Beatles, porém, Iain conheceu Yoko em 1966, sendo por ela convidado para fotografar sua exposição no Indica Gallery. Através de Yoko Ono, chegou a John Lennon, que o convidou para fazer as fotografias do álbum. Apesar de ser amigo do fotógrafo e tê-lo indicado para fazer as fotografias, consta que Lennon reclamava insistentemente da demora (apenas dez minutos) e queria ir para o estúdio concluir a gravação, terminando logo “essas fotografias idiotas”. Explica-se: a ideia das fotografias tinha partido de Paul McCartney e entre eles, naquela época, havia uma “briga surda” pela liderança do grupo.
Consta, inclusive, que o disco, gravado na época do LP, havia sido dividido de uma maneira que cada lado contemplasse um dos músicos. Assim, o lado A, que ia de "Come Together" a "I Want You", foi feito para agradar a Lennon. É uma coleção de faixas individuais, enquanto que o lado B (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção. A sequência de juntar músicas inacabadas criadas por McCartney e Lennon em um enorme pout-pourri foi ideia de Paul, constituindo-se numa espécie de ópera dentro do disco. Lennon, porém, não gostava muito disso. Queria voltar ao velho e bom rock'n'roll dos tempo de Hamburgo.
Segundo os entendidos da música pop, porém, apesar foi no álbum Abbey Road, o último gravado pelo grupo, que George Harrison se firmou como um compositor de primeira linha. Após anos vivendo sob a sombra de John Lennon e McCartney, ele finalmente emplacou dois grandes sucessos com este álbum: "Here Comes the Sun" e "Something". Ambas as canções foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que Something chegou a ser apontada pela revista Time como "a melhor música do disco" e como a segunda música mais interpretada no mundo, atrás somente de "Yesterday", também dos Beatles.
Voltando a fotografia da capa, porém, a fotografia escolhida conteria supostas "pistas"indicando que Paul estava morto: Paul está descalço (segundo ele, aquele dia fazia muito calor, e ele não estava aguentando ficar com nada nos pés), fora de passo com os outros, está de olhos fechados, tem o cigarro na mão direita, apesar de ser canhoto, e a placa do fusca, em inglês, "beetle", estacionado é "LMW" referindo se as iniciais de "Linda McCartney Widow" ou "Linda McCartney Viúva" e abaixo o "281F", supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if em inglês) estivesse vivo. Um contra-argumento é que Paul tinha somente 27 anos no momento da publicação de Abbey Road, embora alguns interpretem isso como ele teria um dia 28 anos se ele estivesse vivo.) Os quatro Beatles na capa, segundo o mito do "Paul está morto", representariam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o Cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho denim). Além disso há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais e eles andam em direção a um cemitério próximo a Abbey Road. Notem também que atrás do Paul tem um carro como se estivesse passado pelo mesmo lugar que ele está. Outra suposta pista seria que na contra-capa do álbum, ao lado esquerdo da palavra Beatles, haveria 8 pontos formando o número 3 (sendo então "3 Beatles"). O homem de pé na calçada, à direita, é Paul Cole, um turista dos EUA que só se deu conta que estava sendo fotografado quando viu a capa do álbum meses depois.
Nunca, amigos, beatlemaníacos ou não, uma fotografia foi tão badalada ou inserida de interpretações como essa. Acredito que nem mesmo o velho Iain, teria tido a intenção de provocar tanta celeuma ao clicar na sua máquina fotográfica. Mas, com ela, o grupo inglês encerrava a sua revolucionária carreira na música pop.
Acho inacreditável que, 46 anos depois, isso tudo ainda cause interesse e rebuliço. Ou serei eu que não consigo enxergar nada mais além dos Beatles?
Recife, dezembro 2015
O autor das fotografias foi o escocês Iain Macmillan, amigo de John Lennon e Yoko Ono, que precisou apenas de dez minutos para clicá-las. A fotografia que findou ilustrando a capa do disco, a quinta da sequência, foi escolhida por Paul McCartney. Iain, o fotógrafo, morreria em 8 de maio de 2006, aos 67 anos de idade, vitimado por um câncer de pulmão.
Antes de chegar aos Beatles, porém, Iain conheceu Yoko em 1966, sendo por ela convidado para fotografar sua exposição no Indica Gallery. Através de Yoko Ono, chegou a John Lennon, que o convidou para fazer as fotografias do álbum. Apesar de ser amigo do fotógrafo e tê-lo indicado para fazer as fotografias, consta que Lennon reclamava insistentemente da demora (apenas dez minutos) e queria ir para o estúdio concluir a gravação, terminando logo “essas fotografias idiotas”. Explica-se: a ideia das fotografias tinha partido de Paul McCartney e entre eles, naquela época, havia uma “briga surda” pela liderança do grupo.
Consta, inclusive, que o disco, gravado na época do LP, havia sido dividido de uma maneira que cada lado contemplasse um dos músicos. Assim, o lado A, que ia de "Come Together" a "I Want You", foi feito para agradar a Lennon. É uma coleção de faixas individuais, enquanto que o lado B (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção. A sequência de juntar músicas inacabadas criadas por McCartney e Lennon em um enorme pout-pourri foi ideia de Paul, constituindo-se numa espécie de ópera dentro do disco. Lennon, porém, não gostava muito disso. Queria voltar ao velho e bom rock'n'roll dos tempo de Hamburgo.
Segundo os entendidos da música pop, porém, apesar foi no álbum Abbey Road, o último gravado pelo grupo, que George Harrison se firmou como um compositor de primeira linha. Após anos vivendo sob a sombra de John Lennon e McCartney, ele finalmente emplacou dois grandes sucessos com este álbum: "Here Comes the Sun" e "Something". Ambas as canções foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que Something chegou a ser apontada pela revista Time como "a melhor música do disco" e como a segunda música mais interpretada no mundo, atrás somente de "Yesterday", também dos Beatles.
Voltando a fotografia da capa, porém, a fotografia escolhida conteria supostas "pistas"indicando que Paul estava morto: Paul está descalço (segundo ele, aquele dia fazia muito calor, e ele não estava aguentando ficar com nada nos pés), fora de passo com os outros, está de olhos fechados, tem o cigarro na mão direita, apesar de ser canhoto, e a placa do fusca, em inglês, "beetle", estacionado é "LMW" referindo se as iniciais de "Linda McCartney Widow" ou "Linda McCartney Viúva" e abaixo o "281F", supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if em inglês) estivesse vivo. Um contra-argumento é que Paul tinha somente 27 anos no momento da publicação de Abbey Road, embora alguns interpretem isso como ele teria um dia 28 anos se ele estivesse vivo.) Os quatro Beatles na capa, segundo o mito do "Paul está morto", representariam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o Cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho denim). Além disso há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais e eles andam em direção a um cemitério próximo a Abbey Road. Notem também que atrás do Paul tem um carro como se estivesse passado pelo mesmo lugar que ele está. Outra suposta pista seria que na contra-capa do álbum, ao lado esquerdo da palavra Beatles, haveria 8 pontos formando o número 3 (sendo então "3 Beatles"). O homem de pé na calçada, à direita, é Paul Cole, um turista dos EUA que só se deu conta que estava sendo fotografado quando viu a capa do álbum meses depois.
Nunca, amigos, beatlemaníacos ou não, uma fotografia foi tão badalada ou inserida de interpretações como essa. Acredito que nem mesmo o velho Iain, teria tido a intenção de provocar tanta celeuma ao clicar na sua máquina fotográfica. Mas, com ela, o grupo inglês encerrava a sua revolucionária carreira na música pop.
Acho inacreditável que, 46 anos depois, isso tudo ainda cause interesse e rebuliço. Ou serei eu que não consigo enxergar nada mais além dos Beatles?
Recife, dezembro 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
ROBERTO ROMANELLI MAIA
MINHA
BRANCA DE NEVE
ROBERTO ROMANELLI MAIA
Em meus sonhos passaram
Cinderela, Rapunzel, Gata Borralheira, Sininho,
Branca de Neve,
Alice,
e tantas outras personagens
de contos de fada.
Todas elas povoaram
e tantas outras personagens
de contos de fada.
Todas elas povoaram
a infância de um
menino
que saía
pelo mundo
à procura de um pote de ouro,
onde começava o arco-íris.
Época em que eu acreditava
em Papai Noel,
à procura de um pote de ouro,
onde começava o arco-íris.
Época em que eu acreditava
em Papai Noel,
nos anões, gnomos,
duendes,
elfos e nas
fadas
e bruxas,
praticantes do bem e do mal.
Sim, em meus sonhos, todos
estavam presentes,
praticantes do bem e do mal.
Sim, em meus sonhos, todos
estavam presentes,
dentro de
mim,
despertando a minha fantasia e imaginação.
Princesas e príncipes
despertando a minha fantasia e imaginação.
Princesas e príncipes
com os seus beijos
plenos
de uma magia transformadora.
Capazes de fazer reviver
de uma magia transformadora.
Capazes de fazer reviver
até quem dormia
o sono eterno.
Sim, em meus sonhos feitiços nasciam
o sono eterno.
Sim, em meus sonhos feitiços nasciam
para serem lançados
e
quebrados.
Numa tela invisível que,
Numa tela invisível que,
a minha
frente,
me fazia viver cada uma destas histórias.
Fazendo-me delas participar.
Nunca me esqueço dos dias
e das noites em que,
me fazia viver cada uma destas histórias.
Fazendo-me delas participar.
Nunca me esqueço dos dias
e das noites em que,
sob o
encantamento
de Alice, no País
das
Maravilhas,
e de Branca de Neve,
eu esperava o momento certo para ouvir,
e de Branca de Neve,
eu esperava o momento certo para ouvir,
de minha mãe, como
tudo
acabava.
Sempre através de uma história com uma mensagem
de alegria, de felicidade e de amor.
Sim, doce ingenuidade
Sempre através de uma história com uma mensagem
de alegria, de felicidade e de amor.
Sim, doce ingenuidade
um pouco
perdida
com o passar dos anos.
De uma vida
com o passar dos anos.
De uma vida
onde a pele
do meu corpo e de minha alma
do meu corpo e de minha alma
foi curtida pela
vida.
Por tudo que ela trouxe
de bom e de mau.
Mas onde, apesar
de meu dia- a -dia,
a minha Branca de Neve
e a minha Alice, continuam presentes
Por tudo que ela trouxe
de bom e de mau.
Mas onde, apesar
de meu dia- a -dia,
a minha Branca de Neve
e a minha Alice, continuam presentes
no meu país
das
maravilhas.
Que, no fundo, é um país,
que só a mim pertence,
pois eu o criei em meu coração!
Para todas elas viverem, enquanto eu viver,
Que, no fundo, é um país,
que só a mim pertence,
pois eu o criei em meu coração!
Para todas elas viverem, enquanto eu viver,
dentro de
mim.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
TOMADA
O Tomada dia 16 de Junho lança pela gravadora MZA o EP digital "Tomada", com 6 músicas e dia 23 de Junho lançamos a versão Deluxe com dois video.
Abraço
Pepe
segunda-feira, 25 de maio de 2015
CONTINENTAL COMBO NO MIS.......
No próximo final de semana (29 a 31.05) o Museu da Imagem e do Som - MIS SP, realiza um evento muito especial em comemoração ao aniversário de 45 anos. Com grande prazer o Continental Comboparticipa desta festa se apresentando no sábado 30.05. as 15hs na área externa do museu, entrada free. Neste show a banda comemora também 10 anos do lançamento do 1º álbum ( Monstro Discos). Parte da apresentação será dedicada a este disco, que ainda vai contar com participação de Fabio Golfetti ( Violeta De Outono).
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