quinta-feira, 16 de junho de 2016

LIVRO DE MAURÍCIO SAVINO



O meu nome é Mauricio Savino, sou de São Paulo - capital (inclusive, moro no Brooklin - mesmo bairro da Rede Globo-SP). Estou escrevendo-lhe para, com todo o respeito, mostrar-lhe o meu livro (sinopse), e saber se existe interesse em conhecê-lo, conforme abaixo: LIVRO: “Um Sonho... Uma História... que não acabou” - de Mauricio Savino: “Às vezes, não se fala claro, ou não se ouve corretamente. Também pode-se não viver a existência plenamente, ou seja, nas diretrizes colocadas pelo Plano Superior para cumprimento de uma missão. E a busca dessa parte faltante de uma missão chama-se resgate. Neste belo livro conta-se a história da mesma pessoa, sendo um lindo instante no passado e o outro no presente. É uma história bonita e contagiante, onde o autor relata todas as impressões de uma vida passada, incluindo amores, alegrias, disputas, e batalhas, que foram revividas em sonho, na Inglaterra, na época do Rei Arthur, quando também faz-se um apanhado de fatores positivos para se colocar na vida presente. Em seguida fala-se da recuperação e vida após um grave acidente, que incluem difíceis passagens em toda a fase de recuperação, em situações expostas com muito bom humor, com períodos na clínica de fisioterapia, em férias, na faculdade, em empregos, em relacionamentos amorosos e no dia a dia. Vale a pena ler e conhecer um outro ponto de vista, o lado do bom humor de um acidente e a sua consequente recuperação. A força de vontade, empenho e positivismo contidos na alma humana. A ajuda, o companheirismo, a amizade, a família e o amor!”
Lançamento: Phoenix Editora - 176 págs. - ISBN 978-85-88860-21-6  - Phoenix Editora Ltda - Fone/Fax: (11) 5505-9814 - 99153-5712 Caixa Postal: 29.235 - São Paulo/SP - Cep.: 04561-970  -  Site: www.phoenixeditora.com.br - Emails: phx@ig.com.br / suportephx@ig.com.br
“Cultura é o alimento da Alma!”  -  livro: “Um Sonho... Uma História... Que não acabou.”  de: Mauricio Savino. à venda: www.livrariasaraiva.com.br   -   www.submarino.com.br

O AUTOR: Mauricio Savino é paulistano. Administrador de empresas, com Pós-graduação em Comércio exterior. Ex-presidente da Associação dos Escritores Santamarenses/SP, e ex-membro do Conselho Fiscal dessa mesma entidade. Ex-Membro de várias instituições literárias e acadêmicas. É editor, escritor, cronista, poeta e letrista. Participa em várias antologias no território nacional, possuindo também diversos prêmios literários. Publica artigos e poesias em jornais, revistas, tablóides, fanzines e sites de todo o Brasil e do exterior. Ex-colaborador dos jornais paulistanos “José Bonifácio em Notícias” e “Cidade Tiradentes em Notícias” de: 02/1998 a 02/2011.  

 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

CD DO PROJETO JUVENTUDE DE ITAOBIM




CD DO PROJETO JUVENTUDE DE ITAOBIM
Show de Lançamento: 18 de junho – sábado – 20 horas
Local: Rua São Paulo (em frente à Secretaria Municipal de Educação)
ITAOBIM - MG

O Projeto “PROMOVENDO UM AMBIENTE ACOLHEDOR PARA OS JOVENS E ADOLESCENTES DE ITAOBIM”,financiado pelo Ministério da Saúde (Coordenação Nacional de Saúde do Adolescente e Jovem), executado pelo Internato Rural da Faculdade de Medicina da UFMG, com o apoio da Prefeitura Municipal, aconteceu em Itaobim, de setembro/2015 a maio/2016.
As Secretarias Municipais de Educação, Cultura, Saúde e Assistência Social, participaram ativamente e ajudaram a escolher 63 adolescentes para participarem do projeto, vindos de cinco escolas e de duas instituições de Itaobim.
No desenvolver do Projeto foram realizados muitos cursos e oficinas (Saúde do Adolescente; Eventos e Cultura; Percussão; Teatro; Fotografia; Orientação Vocacional e Auto Estima; Circo; Vídeo; Dança e Canto), numa convivência cultural, social e fraterna, com os adolescentes, o que certamente contribuiu na construção de uma juventude que participe mais ativamente da vida daquela cidade.
Foram criados Grêmios Estudantis em todas as escolas e em dezembro de 2015, como marco do Projeto, a cidade realizou o Encontro Municipal da Juventude, onde os jovens contaram a sua própria história e discutiram formas de ampliar a sua participação na vida da cidade. Os jovens atestaram que é preciso muito mais que apenas a educação formal nas escolas; que é preciso integrar mais a educação, a cultura, o esporte e a saúde.
Após o Encontro Municipal da Juventude os jovens, com o apoio do Projeto, gravaram um CD com dezesseis músicas e uma poesia, retratando um pouco do trabalho desenvolvido em Itaobim pelo Projeto Juventude. O disco apresenta músicas gravadas pelos jovens, e outras escolhidas por eles, homenageando importantes artistas da cidade: Basti de Mattos, Biló, Chico Rei, Rick Estater, Maria Trovão, Roberto Alcântara, Tadeu Franco, Tiná e Zezinho Caroço.
Este CD será lançado em Itaobim, no próximo sábado, dia 18 às 20 horas, em um show com os adolescentes que participaram da gravação.
Viva a energia transformadora e criativa da nossa juventude!

Informações         - (31) 99448.8641 (Francisco Rubió)
-(31) 98474.2050 (Tadeu Martins)                                                                        

quarta-feira, 6 de abril de 2016

NOVO DISCO DO AUTORAMAS!!!!!!!!!!!



Autoramas' NEW ALBUM! "O Futuro dos Autoramas" 
 
SHOW DE LANÇAMENTO DO DISCO NOVO No IMPERATOR - Rio de Janeiro!
Dia 8 de abril, sexta às 20 hs
Abertura : Facção Caipira
Local: Teatro - Imperator Centro Cultural João Nogueira - Rua Dias da Cruz, 170 - Méier - Rio de Janeiro
Ingressos: https://www.ingressorapido.com.br/
 

Assista os Videos:
"Quando a Polícia Chegar", filmado e produzido em Berlim, na Alemanha, dirigido por Eduardo Mattos: 
 
E "Jet To The Jungle", dirigido por Eduardo Souza Lima:
 
Instagram e Twitter: @autoramas

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

SERGUEI



Pouco a pouco surgem ótimas ideias para ajudarmos o nosso SERGUEI. Por exemplo, comprar o DVD do documentário "Serguei - o anjo maldito do rock brasileiro", de Marcio Baraldi. Leo Barreto diz que o DVD é ótimo, ou seja, além de ajudar o Serguei teremos um DVD histórico.
A amiga Bete Babo pergunta se pode comprar via correio. É o caso de perguntarmos ao produtor do Serguei, André Kaveira, que está cuidando do acervo e da história do artista e também está direto em Saquarema.
O e-mail dele é andrekaveira@gmail.com. Quer comprar o DVD? Peça ao André, que toma as providências. O negócio é agir, ajudar o Serguei já! Divulguem o DVD e o e-mail do André.
fonte: NADJA BANDEIRA/RJ.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Victhor Fabiano










BIOGRAFIA
Victhor Fabiano nasceu dia 11 de Abril de 1997, em São Paulo, no bairro de Pirituba. É autor de diversos livros, entre eles dois já publicados: O Lavrador e o Plebeu (2012 - Editora Multifoco) e O Epitáfio (2013 - O Epitáfio). Começou a escrever aos 13 anos, ainda no ensino fundamental. Encerrou seu primeiro livro em 2010, por volta de junho/julho; este livro fora a sua primeira aventura literária com início, meio e fim. Porém, partiu de uma pequena redação para a aula de leitura de sua escola o primeiro livro. Após a leitura do texto, sua professora lhe recomendara continuar a escrever aquela história a partir da página que havia entregue. Ou seja: uma pequena redação lhe rendera seu primeiro livro publicado: O Lavrador e o Plebeu. Desde então, entregue às questões sociais e políticas, levou essas questões para o segundo livro: O Epitáfio, encerrado em 2012 e publicado em 2013. É aluno bolsista do ProUni na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, graduando de Ciências Sociais; aluno de escola pública do primeiro ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio, Victhor não acredita apenas na educação como um projeto libertador: a literatura também integra essa ação conjunta. Possui experiência no diálogo com alunos de escolas públicas e professores, tendo visitado inúmeras vezes a fim de expor suas experiências com o mundo dos livros, suas visões, e auxiliar em processos de criação dos alunos em projetos escolares, também propondo diálogos a respeito das diversidades, do mundo da política, estendendo-se à construção de um debate maduro com professores sobre conjunturas políticas e sociais.

O LAVRADOR E O PLEBEU (Editora Multifoco, 2012 - Rio de Janeiro)
 - Sinopse
"Ser verdadeiro para muitos pode ser a escolha conveniente, para Alício foi. Lavrador de uma terra simples, mas da qual provinha todo o seu sustento, tratava de conservar seus dias em meio a uma monarquia cruel. Mas no terror das limitações políticas e de direito, tentara auxiliar um plebeu que fora arremessado em vias públicas pela própria guarda. Ver tal cena, aos olhos de Alício, exigia compaixão e ajuda, e foi o que decidiu fazer. Convenhamos que nem sempre o que temos no coração é o que poderá acontecer e, por isso Alício foi traído pelo plebeu. Nessa história que ronda uma monarquia, Alício encontra sua única esperança na força de não esquecer que já sonhara num dia desses. Alício finaliza nosso livro de forma jamais imaginada. Caminhos nunca são definitivos quando se trata de destino."

- Trecho 
 "A visão era a seguinte: cortinas da entrada do palácio totalmente rasgadas, camufladas aos restos dos portões; pessoas guerreando de forma alucinante. Em locais isolados da praça frontal ao palácio, cavalos em movimento, casas destruídas, pessoas caídas, totalmente desmaiadas ou mortas e, ao redor de algumas delas, outras mergulhadas no próprio sangue. Era possível sentir o calor humano, sentia-se como o ar quente de uma fogueira, e a luta agora avançava para a entrada do palácio, onde guardas pelejavam proteger a entrada, mas em vão. Um grupo pequeno de pessoas surgiu - haviam feito tochas com retalhos daquelas cortinas." - Página 49, O Lavrador e o Plebeu - FABIANO, Victhor/Editora Multifoco - 2012.
 - Texto de orelha
"Não ouse imaginar o que acontecerá em breve, pois qualquer ato inesperado pode gerar o acontecimento mais surpreendente. 
       Assim foi com Alício. Retornando de um dia de trabalho, encontra um abatido homem sendo deixado, à beira de uma rua abandonada, por um carro da guarda. Já não se surpreendia o velho Alício, em vistas de que a monarquia demais fazia para a humilhação da população; contudo, abandonar o recém-descartado homem numa situação de desespero não seria a melhor saída. Conhecera o homem quase conquistador dos cinquenta anos, chamado Afonso que logo estendeu seus olhos para o disposto Alício, mas sabe-se que erguer sua vida para melhor não fora a escolha feita por Afonso. Os mesmos que abandonaram, num dia que virá, poderão bater em seu destino solicitando sua presença novamente, sendo a serviço do bem, ou não.
       Você deverá estar preparado. Todavia Alício, nem ao menos Afonso, estiveram preparados para que na manhã seguinte a guarda retornasse à procura do plebeu - Afonso, agora numa tentativa de trabalhar. Levado e subornado, a justiça que prestava trabalhos para a monarquia e seus interesses de poder, induziu Afonso para que acusasse Alício de praticar trabalho escravo.
       Mas o maior fruto do homem é a esperança, e foi com ela que Alício ergueu sua mente e recomeçou. Ao lado do povo constitui um estado de escolhas livres. É escolhido como Rei, casa-se e mostra que muitas vezes o pior caminho pode resguardar o melhor sonho."


 
O EPITÁFIO (Editora Penalux, 2013 - Guaratinguetá/São Paulo)

- Sinopse

Arturo permanece forte até o momento em que é iminente o perigo de se contaminar com o poder daqueles que buscam sua queda; é momento de abandonar. Após seu próprio partido ser diluído por impostores políticos, há o perigo de uma seita tomar os caminhos do governo. Por trás de uma sólida base de governo, há um veneno puro traçando aqueles que não estão em vigia; quedas drásticas, uma crise social e econômica terrível e o pior: o engano diluído pelos sábios. A cadeira vaga de Arturo foi a maior arma dos infiltrados. Resta lutar, buscando levar a verdade a todos, até que haja a necessidade de armas. De qual lado você estará? 

- Trecho

      “Nofley, paciente e caminhando com a pouca força que restara, encapuzou-se ligeiro e partiu para enfrentar o frio, de forma que se encolhia boquiaberto pelo seu sono. Caminhava íntegro e incomodado com a história que lhe fora relatada da boca de Alfredo. Aproximou-se elevando rapidamente seu capuz, suficiente para o único segurança que ali postava liberasse a entrada. Arturo rapidamente caminhou à porta e chamou, aguardando resposta.
       Ouviram-se passos pesados e respiração ofegante, logo Arturo percebeu a maçaneta torcer-se. Uma face avermelhada e desenhada com fundas olheiras, o observou por um momento. J.J. Fernandes fez-se forte a não chorar, forçou um sorriso que mal se esboçara, liberando Arturo a entrar. Sua sala escura, abarrotada de jornais nas mesas e televisão ligada, identificara a não-alegria de J.J. Fernandes em manter-se afastado obrigatoriamente de seu trabalho, o jornalismo.” 

- Texto de orelha:

Comprometimento. Um objetivo traçado por toda uma vida é alvo marcante no caminhar de um homem. As crises de poder entre estado e suas alianças fazem temer uma quebra total da economia e das estruturas sociais. Arturo, o homem que, querendo ou não, é de um caráter único, de tantos sonhos foi arrasado por aquilo que indivíduos sedentos pelo poder podem fazer: aniquilar conquistas. Sonhos são como arma: os usamos assim que o coração teme fraquejar, e por mais que a sede de outros tenha feito desabar as conquistas de Arturo, a verdade estaria ali, pois por ela tanto lutou em toda sua jornada rumo à concretização por uma nação justa; e o que há de acontecer?
O segredo pelo qual a verdade não nos abandona é simples: não há maior força do que ela, pois é a essência do universo. Haverá confronto entre quedas de “fortes homens” e “poderosos políticos”, entre seitas e organizações que desejam, sim, estar em evidência e conquistar uma nação, entre dinheiro e fortunas. Mas apenas um deles é o oponente de verdade. De que lado você estará?

GUERRA DA MINHA RUA - Terceiro em busca de financiamento no Catarse

O projeto
"(...) Guerra da Minha Rua é, por outro lado, um gesto inesperado; um conto que oferece seu nome a uma coletânea pequena de textos e reflexões que te chamam a esconder o medo e arriscar a um mundo novo de ideias. Não fere nenhum laço subjetivo, apenas reencontra a essência do “ser questionador”, para que não deixemos perder a necessidade de pensar o mundo não pela ótica da análise, mas pela dialética da transformação": é com este teor que introduzo o livro Guerra da Minha Rua em seu prefácio.

O que é o livro?
Guerra da Minha Rua pode estar mais próximo de você do que você imagina. Conflitos de poder, solidariedade em cessão e alguns pontos que atingem o ser humano nesta sociedade. Guerra da Minha Rua é o nome do conto principal do livro, responsável por narrar a decadência da vida de uma senhora já idosa, pobre e possuidora de grandes memórias: um passado rico e abastado. Por outro lado, o livro amarra a este conto principal outros contos da mesma natureza; crônicas e poemas também recheiam a obra, propondo indagações e reflexões para o leitor em questão. 
RESUMO
"Guerra da Minha Rua", conto principal do livro de mesmo nome, narra um período decadente da vida de uma senhora, cujo passado é recheado de mordomias, ligações políticas e cenas deprimentes de opressão; Madame Mórra, personagem plena em prepotência e nostalgia ao já inexistente, alimenta o coração com memórias da riqueza desfrutada numa época de ouro, ainda que forçada ao trabalho midiático por parte de seu pai, explorando-a ao máximo. Perecendo à solidão e ao avanço da idade, Mórra reside num sobrado velho, sujo, junto a seu gato, e nesta ausência ociosa de bens materiais e espirituais, apaixona-se pelo ódio contra seus vizinhos, os considerando "pobres e inúteis", o que resulta numa revolta capaz de levar-lhe a atos violentos: provoca um incêndio doutro lado da rua, numa casa humilde. Chamada pela polícia, Mórra nada pode contribuir - agradece - às investigações e o conto encerra narrando o abandono de Mórra, provocando maiores incêndios e sumindo no horizonte. Sendo uma coletânea, esse conto principal está ligado a outros pequenos contos, preocupados em esclarecer ao leitor questionamentos a respeito da vida de Mórra, seus herdeiros e família. Por outro lado, oferece poemas de temática política e cotidiano, lidando com questões pertinentes à vida moderna, tais como liberdade, justiça social etc. Mórra também possui em sua constituição enquanto personagem a preocupação em ilustrar o apego humano ao passado material, aos reforços da miséria de alma, quando esta é baseada na ânsia pelo poder social e econômico."
Victhor R. Fabiano

www.victhorfabiano.com
blog.victhorfabiano.com
São Paulo - SP, Brasil.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

DAVID BOWIE



BOWIE, nosso herói, regravou stones!.
Mais um pop star se foi.DAVID BOWIE,não resistiu ao câncer. O primeiro amigo meu e músico que me falou sobre BOWIE no começo dos anos 80 foi o poeta negro EDSON ( o África), Eu já havia o BOWIE dos discos ALADIN SANE/SCARY MONSTERS/ON STAGE/PIN UPS. Mas o poeta EDSON, conhecia o idioma inglês como nenhum outro em Araçatuba naquela época provinciana,e comigo seguia traduzindo algumas letras de canções do BOWIE - foi no mesmo período em que eu estava descobrindo as magias de LOU REED em "STREET HASSLE" 1978.
Mas como eu sempre fui um fã doente pelos ROLLING STONES, gostei demais da versão que BOWIE fez para LET'S SPEND THE NIGHT TOGETHER, de jagger/richards,um rock gostoso e chacoalhante de 1967.BOWIE regravou essa em seu disco ALADIN SANE. Espantoso o arranjo para piano,bem acelerado, dançante,rock and roll puro! A voz de BOWIE grave,se contrapondo vertiginosamente. Anos mais tarde fui comprando seus discos, e me deparei com fases complementares da obra de DAVID BOWIE,a fase alemã, os excelentes LOW/HEROS. A fase glamorosa de ZIGGY STARDUST, o soul music de DIAMOND DOGS - alguma coisa dançante e não muito inspiradora em CHINA GIRL/MODERN LOVE/...AFINAL, nem sempre os grandes artistas são eficientes, há falhas,momento da vida em que as coisas não se encaixam,em que perdemos o controle.Mas BOWIE sempre ressurgia tentando algo, firmando-se como cantor ou escolhendo um repertório inusitado e bom.ELE sempre foi verdadeiramente um cantor, assim como ELVIS PRESLEY, embora aparecesse com guitarras e sax.EM SEGUIDA, apreciei e recomendei aos amigos e inimigos que prestassem a atenção nos discos LODGER/station to station/ THE MAN WHO SOLD THE WORLD, pela inventividade de BOWIE em assimilar novas tendências musicais, não deixando de preservar sua essência pop magistral.OUÇAM SEUS DISCOS.leiam suas entrevistas, vejam seus filmes e documentários. claro,teve problemas com drogas como quase toda a sua geração,ma shá quem não tenha problemas? há quem não tenha problemas com drogas e seja xarope demais, e fique anos nos atormentando com safadezas e diabruras com traições e hipocrisias ao extremo. BOWIE não era apenas um astro do rock, era um homem inteligente, pensava, era também um poeta que irradiava bom humor, nobreza,sensibilidade apurada, ousadia, em plena era da automação. E isso,hoje dia ,ainda é raro de ser ver,nesse planeta dos infernos.
everi rudinei carrara
site telescopio.vze.com

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

CLÓVIS CAMPÊLO









Atravessando a Abbey Road

ATRAVESSANDO A ABBEY ROAD

Clóvis Campêlo

No dia 8 de agosto de 1969, os quatro beatles se encontraram na Abbey Road para fazerem as fotografias mais famosas do mundo em todos os tempos. Uma delas, terminaria por ser escolhida para a capa do disco que levou o nome da hoje famosa rua londrina.
O autor das fotografias foi o escocês Iain Macmillan, amigo de John Lennon e Yoko Ono, que precisou apenas de dez minutos para clicá-las. A fotografia que findou ilustrando a capa do disco, a quinta da sequência, foi escolhida por Paul McCartney. Iain, o fotógrafo, morreria em 8 de maio de 2006, aos 67 anos de idade, vitimado por um câncer de pulmão.
Antes de chegar aos Beatles, porém, Iain conheceu Yoko em 1966, sendo por ela convidado para fotografar sua exposição no Indica Gallery. Através de Yoko Ono, chegou a John Lennon, que o convidou para fazer as fotografias do álbum. Apesar de ser amigo do fotógrafo e tê-lo indicado para fazer as fotografias, consta que Lennon reclamava insistentemente da demora (apenas dez minutos) e queria ir para o estúdio concluir a gravação, terminando logo “essas fotografias idiotas”. Explica-se: a ideia das fotografias tinha partido de Paul McCartney e entre eles, naquela época, havia uma “briga surda” pela liderança do grupo.
Consta, inclusive, que o disco, gravado na época do LP, havia sido dividido de uma maneira que cada lado contemplasse um dos músicos. Assim, o lado A, que ia de "Come Together" a "I Want You", foi feito para agradar a Lennon. É uma coleção de faixas individuais, enquanto que o lado B (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção. A sequência de juntar músicas inacabadas criadas por McCartney e Lennon em um enorme pout-pourri foi ideia de Paul, constituindo-se numa espécie de ópera dentro do disco. Lennon, porém, não gostava muito disso. Queria voltar ao velho e bom rock'n'roll dos tempo de Hamburgo.
Segundo os entendidos da música pop, porém, apesar foi no álbum Abbey Road, o último gravado pelo grupo, que George Harrison se firmou como um compositor de primeira linha. Após anos vivendo sob a sombra de John Lennon e McCartney, ele finalmente emplacou dois grandes sucessos com este álbum: "Here Comes the Sun" e "Something". Ambas as canções foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que Something chegou a ser apontada pela revista Time como "a melhor música do disco" e como a segunda música mais interpretada no mundo, atrás somente de "Yesterday", também dos Beatles.
Voltando a fotografia da capa, porém, a fotografia escolhida conteria supostas "pistas"indicando que Paul estava morto: Paul está descalço (segundo ele, aquele dia fazia muito calor, e ele não estava aguentando ficar com nada nos pés), fora de passo com os outros, está de olhos fechados, tem o cigarro na mão direita, apesar de ser canhoto, e a placa do fusca, em inglês, "beetle", estacionado é "LMW" referindo se as iniciais de "Linda McCartney Widow" ou "Linda McCartney Viúva" e abaixo o "281F", supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if em inglês) estivesse vivo. Um contra-argumento é que Paul tinha somente 27 anos no momento da publicação de Abbey Road, embora alguns interpretem isso como ele teria um dia 28 anos se ele estivesse vivo.) Os quatro Beatles na capa, segundo o mito do "Paul está morto", representariam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o Cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho denim). Além disso há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais e eles andam em direção a um cemitério próximo a Abbey Road. Notem também que atrás do Paul tem um carro como se estivesse passado pelo mesmo lugar que ele está. Outra suposta pista seria que na contra-capa do álbum, ao lado esquerdo da palavra Beatles, haveria 8 pontos formando o número 3 (sendo então "3 Beatles"). O homem de pé na calçada, à direita, é Paul Cole, um turista dos EUA que só se deu conta que estava sendo fotografado quando viu a capa do álbum meses depois.
Nunca, amigos, beatlemaníacos ou não, uma fotografia foi tão badalada ou inserida de interpretações como essa. Acredito que nem mesmo o velho Iain, teria tido a intenção de provocar tanta celeuma ao clicar na sua máquina fotográfica. Mas, com ela, o grupo inglês encerrava a sua revolucionária carreira na música pop.
Acho inacreditável que, 46 anos depois, isso tudo ainda cause interesse e rebuliço. Ou serei eu que não consigo enxergar nada mais além dos Beatles?

Recife, dezembro 2015

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

ROBERTO ROMANELLI MAIA






MINHA BRANCA DE NEVE


ROBERTO ROMANELLI MAIA

 
 


Em meus sonhos passaram
Cinderela, Rapunzel, Gata Borralheira, Sininho,
Branca de Neve, Alice,
e tantas outras personagens
de contos de fada.

Todas elas povoaram
a infância de um menino que saía
pelo mundo
à procura de um pote
de ouro,
onde começava o arco-íris.

Época em que eu acreditava
em Papai Noel,
nos anões, gnomos, duendes,
elfos e nas fadas
e bruxas,
praticantes do bem
e do mal.

Sim, em meus sonhos, todos
estavam presentes,
dentro de mim,
despertando a minha fantasia e imaginação.

Princesas e príncipes
com os seus beijos plenos
de uma magia transformadora.

Capazes de fazer reviver
até quem dormia
o sono eterno.

Sim, em meus sonhos feitiços nasciam
para serem lançados e quebrados.

Numa tela invisível que,
a minha frente,
me fazia viver cada uma destas histórias.

Fazendo-me delas participar.

Nunca me esqueço
dos dias
e das noites em que,
sob o encantamento
de Alice, no País das Maravilhas,
e de Branca de Neve,
eu esperava o momento certo para ouvir,
de minha mãe, como tudo acabava.

Sempre através de uma história com uma  mensagem
de alegria,
de felicidade e de amor.

Sim, doce ingenuidade
um pouco perdida
com o passar dos anos.

De uma vida
onde a pele
do meu corpo e de minha alma
foi curtida pela vida.

Por tudo que ela trouxe
de bom e de mau.

Mas onde, apesar
de meu dia- a -dia,
a minha Branca de Neve
e a minha Alice, continuam presentes
no meu país das maravilhas.

Que, no fundo,
é um país,
que só a mim pertence,
pois eu o criei em meu coração!

Para todas elas viverem, enquanto eu viver,
dentro de mim.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

TOMADA





O Tomada dia 16 de Junho lança pela gravadora MZA o EP digital "Tomada", com 6 músicas e dia 23 de Junho lançamos a versão Deluxe com dois video.
Abraço 
Pepe 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

CONTINENTAL COMBO NO MIS.......



No próximo final de semana (29 a 31.05) o Museu da Imagem e do Som - MIS SP, realiza um evento muito especial em comemoração ao aniversário de 45 anos. Com grande prazer o Continental Comboparticipa desta festa se apresentando no sábado 30.05. as 15hs na área externa do museu, entrada free. Neste show a banda comemora também 10 anos do lançamento do 1º álbum ( Monstro Discos). Parte da apresentação será dedicada a este disco, que ainda vai contar com participação de Fabio Golfetti ( Violeta De Outono).

FAÇA DOAÇÃO



Milhares de pessoas precisam de um doador de medula óssea para se curarem!

A chance de um doador compatível é de 1 a cada 100.000 cem mil pessoas! Por isso quanto mais pessoas se cadastrarem, maiores as chances de encontrarmos um doador! E se for você? Emoticon smile

Procure o hemocentro mais próximo. O processo de doação é muito simples. Será retirada pela sua veia uma pequena quantidade de sangue (10 ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais. Serão feitos os testes de compatibilidade, e se você for um doador, será procurado pelo REDOME.

Saiba mais aqui: http://goo.gl/Zz8ABx

Vamos juntos encontrar um doador para o Marco!
ENVIADO POR NIA T. MARQUES/SP 01511 29056564

quarta-feira, 20 de maio de 2015

RECITAL EM BIRIGUI/SP



COMECE O SÁBADO COM MÚSICA AO VIVO!
Participe como solista, grupo ou apreciando - Só comparecer!
Rua tupi, 389 - Centro
3642-2899

No último sábado In Cantus estará realizando um encontro musical. Gratuito!
10:00h
Neste sábado 23/5 apresentarão ao violão:
Jéssica Bso – "Eu sonhava" de Vicente A. Ferreira
Paulo Henrique – "Estudo n.6" de Clodoaldo Santos
Beatriz dos Santos - "El sueño de la muñeca" de Agustin Barrios
Murilo Pedro – "Valsa" de F Carulli
Anelise Camargo – "Simone" de Vicente A. Ferreira
Clodoaldo santos – "Op1, andante" de F. Sor
Grupo: Da Capo Acoustic Guitar – I"ntrodução e vairações sobre Amor de Toureiro" de Othon G. R. Filho
Ualan Vinícíus – "My heart will go on" de James Horner - "Violoncelo"
Thiago Zullu - "In Dreams" - Howard Shore - "Flauta Transversal"
Obs. Músicos e amadores ou não que queiram participar entrar em contato pelo inbox.

terça-feira, 19 de maio de 2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ANA MAE BARBOSA/LIVROS



Lançamentos da Cortez
9 de junho, a partir das 19 horas no
Centro Universitário Maria Antônia. 
Rua Maria Antônia, 294 - Vila Buarque, São Paulo - SP, 01222-010
Telefone:(11) 3123-5200


Ana Amália Barbosa propõe novos paradigmas quando o tema é levar cultura a crianças com necessidades especiais no livro 'Além do Corpo'


O novo livro da Cortez Editora, Além do Corpo – uma experiência em Arte/Educação, apresenta experiências culturais de aprendizagem em que a doutora em Artes pela USP, Ana Amália Barbosa, assim como as crianças participantes, desafiam as limitações de seus corpos. A obra levanta uma bandeira incomum: levar cultura para crianças com necessidades especiais, que muitas vezes sofrem privação cultural, já que o atual sistema de ensino não está preparado para lidar com essa situação. O lema de Ana Amália é fazer com que a criança se situe socialmente rompendo limitações físicas.
A autora se comunica através dos movimentos dos olhos e boca, que transmite seus gestos para um programa de computador. Ana Amália, que sofreu um AVC e perdeu todos os movimentos, excetos os mencionados acima, leciona para os alunos da Associação Nosso Sonho. Na obra, é possível conhecer alguns dos exercícios feitos em sala de aula, como por exemplo a atividade baseada nas performances de Yves Klein (1928-1962), figura importante no cenário artístico europeu. As crianças, depois de verem o vídeo, utilizando apenas fraldas ou short, pintam seus corpos com a cor que escolhem e, usando o corpo como pincel, imprimem movimentos em uma grande superfície de papel.
Fotografias em cor das atividades, passeios e aulas, permeiam as páginas de Além do corpo e convidam o leitor a refletir sobre o que pode ser uma experiência cultural no desenvolvimento cognitivo das crianças. O método de Pesquisa usado foi a Metodologia de Pesquisa Artística em Educação.
Sobre a autora
Ana Amália Tavares Bastos Barbosa nasceu no ano de 1966, no Recife. Artista plástica e arte/educadora, é licenciada em Arte Plásticas pela FAAP/SP e doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Realizou diversos cursos nos Estados Unidos, destacando-se: História da Arte, na Texas University at Ausin; Design, na School of Visual Arts, e Litografia, na Columbia University, em Nova York. Em 2002, como sequela de um acidente vascular cerebral de tronco, adquiriu a síndrome do locked in, ficando tetraplégica, muda e disfágica, porém inteiramente consciente e com a cognição plenamente preservada. Atualmente desenvolve seu pós-doutoramento no Instituto de Artes da UNESP, em São Paulo.

Ensino de artes visuais entre as décadas de 20 e 50 é tema do
livro de Ana Mae Barbosa 'Redesenhando o Desenho'

Livro aborda o ensino do desenho no Brasil durante ditadura do Estado Novo
A Cortez Editora lança Redesenhando o Desenho – educadores, política e história, de autoria da educadora Ana Mae Barbosa, pioneira em arte/educação e criadora do primeiro Doutorado na linha de pesquisa sobre o tema no Brasil. A obra trata do ensino do Desenho e das Artes Visuais no País durante o período compreendido entre 1922 e 1948.
A autora relaciona o ensino do desenho à política e à história, já que no período analisado, professores eram perseguidos durante a ditadura do Estado Novo, cenário este, que interferia no contexto do ensino da arte no Brasil.
O livro é dividido em três capítulos: Virada Industrial, que destaca, entre outros personagens, Theodoro Braga, filósofo, pintor e educador que dedicou-se a pesquisas culturais no Norte do País; Virada Modernista, movimento que evidencia educadores como a poetisa e pintora Cecília Meireles e Edgar Sussekind de Mendonça que escreveu um dos primeiros livros sobre Educação em Museus. Por fim, o livro examina a Formação Modernista dos Professores de Arte no Brasil, Esta parte conta com um texto inédito de John Dewey, filósofo e pedagogo norte-americano, expoente da educação progressiva, que explica o sentido do desenho como técnica e criação. O livro interessa não só a educadores, mas também aos estudantes de Pedagogia, Artes Visuais e Design. O trabalho de pesquisa, que foi financiado pelo CNPq, levou mais de 10 anos entre entrevistas, consultas em acervos nacionais e internacionais, como o do Teachers College da Columbia University, da University of Central England, da Universidade de Miami, do IEB/USP ,de Museus e Jornais.
Sobre a autora
Ana Mae Tavares Bastos Barbosa, Professora Titular do Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo, atua no Doutorado em Arte-Educação que criou na USP e no Mestrado e Doutorado em Design, Arte e Tecnologia da Universidade Anhembi Morumbi. Foi presidente da International Society of Education Through Art (1990-93) e Diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP (1987-93). Publicou vinte um livros sobre Arte e Arte-Educação, entre eles os últimos Tópicos Utópicos (Com-arte, 1998) a Imagem no Ensino da Arte (Perspectiva 2007) Abordagem Triangular no Ensino das Artes e Culturas Visuais (Cortez, 2010). Recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico (2005), o prêmio Edwin Ziegfeld nos Estados Unidos (1992) e o Prêmio Internacional Herbert Read (1999). Em 2001 foi escolhida para dar a Studies in Art Education's Lecture, distinção conferida pela primeira vez a um estrangeiro nos 50 anos de existência da Associação Americana de Art Education.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

BB KING



B.B. KING SE JUNTANDO AOS OUTROS DEUSES DA GUITARRA.


  B.B. KING morreu. Acordei com essa notícia passada pela minha irmã  hoje pela manhã. Lágrimas vieram inundar-me os olhos já cinquentões. Parece que parte de mim sentiu o golpe porque cresci ouvindo blues/chôros/música erudita/bossa nova, tudo que eu considerasse belo e essencial pra mim,para minha formação musical e literária. Mas BB KING assim como MUDDY WATTERS e tantos outros, expressam a natureza melancólica do BLUES, bem ao estilo do que os nossos compostores negros antigos expressavam os choros e os sambas.Mas as lágrimas cultivadas em meu rosto brotaram as recordações que me vieram a mente quando ouvia BB KING enquanto eu namorava quando jovem ainda,e as perdas que tive, perdas de pessoas ,amigos que amavam os blues de BB KING.Amigos poetas que se foram, mais antigos que eu,que sempre me recomendavam ouvir BB KING, visto que eu eu já havia comprado e me fascinado com ERIC CLAPTON/HENDRIX ,esses caras todos,os quais minha geração foi reverenciar no limiar dos anos 80. Ainda em 1980, convidei o guitar-hero MARCOS ZAMBON para descermos em Bauru/SP, para comprar discos em vinil de BB KING/STONES/JEFF BECK...Naquela época,me lembro que ZAMBON estava sendo influenciado pelo jazz e pela guitarra de E. VAN HALEN,mas ouvia blues á beça.Talvez BB KING tenha sim, adotado alguns licks de seus predecessores,como dizem,mas os refez ao seu estilo,o que o consagrou - JOHN LENNON dizia, que quase sempre "se furtava notas e melodias" de artistas mais antigos. O timbre, os riffs de BB KING serão sempre inesquecíveis, porque constituem sua MARCA, seu registro, sua assinatura magistral -tal como observamos em DAVID GILMOUR/KEITH RICHARDS/STEVIE HOWIE/HENDRIX/JEFF BECK/CLAPTON...Siga em paz, mestre querido!!! BLUES É LÁGRIMA, mas também é festa; ritmo, sensualidade, ginga, que BB KING tenha se juntado a outros deuses da guitarra no céu em festa com sua chegada,é o que penso.
everi rudinei carrara .editor do site telescopio.vze.com/pianista/poeta/advogado.

LEANDRO GARCIA


quarta-feira, 22 de abril de 2015

WALDO LUÍS VIANA






     A CORRUPÇÃO SOB CONTROLE
 
                     "Quem ama o dinheiro nunca estará farto 
de dinheiro, quem ama a abundância nunca terá vantagem."
Eclesiastes 5:9                                                                 

Waldo Luís Viana*

Parece ser consenso que a corrupção é um mal, sobretudo transformando-se em problema prioritário dos países em desenvolvimento. Muitos antropólogos e economistas, porém, desejaram ultrapassar esse eventual consenso, procurando colocar o problema como objeto de pesquisa.
         Existe corrupção quando um indivíduo coloca ilicitamente interesses pessoais acima dos das pessoas e ideais que ele está comprometido a servir. É um comportamento desviante dos deveres formais de uma função pública devido a interesses privados de natureza pecuniária, visando a melhoria do status individual ou de um grupo fechado.
         Muitos pesquisadores, desvestidos de preconceitos, concordam que, em certos casos, a corrupção é até benéfica. Ela introduz, em países pobres, mecanismos de mercado, competição e alocação de bens segundo a capacidade dos cidadãos de pagar. Com a corrupção, os bens e serviços podem ser alocados de modo mais eficiente. Quando ela ocorre, pode contribuir para a alocação de bens e se torna socialmente útil. Do mesmo modo, quando a burocracia é rígida, ultracentralizada, ineficiente, desonesta e quase intransponível, ela encarrega-se de estabelecer um mercado paralelo pelo qual a população possa conseguir alguns benefícios. Em suma, se o sistema vigente é ruim, a corrupção é benéfica.
         Pelo contrário, quando a corrupção é generalizada, surgem  ceticismo, desconfiança, cinismo e apatia nos povos. Subornos e propinas são socialmente aceitos e se tornam graves quando se tornam parte da ritualística dos poderes públicos. Contaminam os políticos, autoridades do executivo, legislativo e judiciário bem como a polícia. No Brasil, inclusive, existem grupos típicos de corrupção, que são os agiotas, traficantes de drogas e milicianos, que são grupos paramilitares que exploram os subúrbios pobres em nossas cidades. Já os traficantes alimentam os subornos e as propinas nos aparelhos policiais regionais, contribuindo para que a repressão às drogas seja soberanamente inútil.    
         No entanto, a corrupção passa a ser especialmente prejudicial e tóxica, quando contamina os mecanismos de governo e gera males públicos. Nesse contexto, os ricos e privilegiados aumentam o próprio poder à custa da exploração da máquina pública e dos pobres. Do mesmo modo,  assistimos aos empreiteiros desonestos a receber contratos em troca de subornos, incentivando os empreiteiros não corruptos a imitá-los para sustentar os próprios negócios. Por outro lado, nessa atmosfera, os cidadãos pagarão preços muito altos por bens e serviços, enquanto os funcionários públicos irão procurar usar a própria autoridade para criar dificuldades para vender facilidades.
         Particularmente, nosso país foi prejudicado pelo patrimonialismo herdado do espírito colonialista português, que instituiu um sistema clientelista de compadrio e nepotismo na máquina pública. Apesar de todas as nossas instituições de controle, nossa burocracia é contaminada por esses valores distorcidos, a ponto de nossos políticos medirem o próprio poder pela capacidade de nomear afilhados.
         A corrupção brasileira, contudo, chegou ao paroxismo com o aparelhamento completo da máquina pública pelo partido que está no poder. Os cargos de confiança foram distribuídos entre os companheiros e o resultado está aí: as empresas públicas tornaram-se ineficientes e pacientes de uma corrupção sistêmica. A operação lava-jato, capitaneada pelo ministério público, o judiciário e a polícia federal, demonstrou que nenhum negócio na Petrobras poderia ser resolvido sem subornos, propinas, aditivos licitatórios e superfaturamentos para as empreiteiras. Nesse contexto, sabe-se que outras estatais copiaram o mesmo modelo, com o objetivo de financiar os custos políticos de permanência do partido no poder.
         Nossas instituições formais favorecem os ricos, porque, mesmo apanhados com a “boca na botija”, podem pagar caros advogados para defendê-los e, através da chicana jurídica e das brechas das leis produzidas pelos próprios políticos que são seus ventríloquos, adiar quaisquer punições. Nesse sentido, o “mensalão” levou sete anos para produzir punições e presume-se que o “petrolão”, que envolve o comando dos principais executivos das empreiteiras nacionais, deverá gastar muitos anos para ser julgado.
         Nesse cenário, parece que a corrupção seria impossível de ser mitigada e atingir um nível tolerável e controlável pela cidadania. Os países que conseguiram controlá-la dotaram seus governos de notáveis atividades de busca de informações: os cadastros financeiros dos funcionários públicos e suas famílias podiam ser examinados à vontade; quaisquer “recursos inexplicáveis” tinham de provar que foram adquiridos por meios legais e o ônus da prova passou a recair sobre o funcionário suspeito.
         A corrupção tem verdadeira alergia à sã concorrência, preferindo o monopólio, o cartel e o conluio. A lei brasileira de licitações contém brechas  que contaminam os sistemas de aquisição e venda de serviços. Tudo pode ser objeto de aditivos contratuais e superfaturamentos, enquanto os que frequentam a máquina pública por mandato acham que podem se apropriar do dinheiro público, porque afinal “esse dinheiro não é de ninguém”.
         Nesse sentido, é preciso convencer os políticos de que serão mais aceitos e populares se combaterem, de fato, a corrupção. Devem “ser educados” para entender a onda popular contra ela, que tem sido moda em nossas cidades. Também devem ser aperfeiçoados os mecanismos de penalidades, que possam dissuadir as elites corruptas de manter seus imorais procedimentos. Romper a cultura de corrupção em nosso país significa não dar tréguas aos corruptos em sua habitual tranquilidade para roubar e combater o cinismo, que toma conta verticalmente o espírito da Nação, tornando os golpes de corrupção populares, desde os mais pobres até os mais sofisticados representantes das elites, compreendendo aí, políticos, autoridades, banqueiros e empreiteiros.
         Se convencermos nossos políticos de que bom mesmo é ser honesto, de que o Brasil ganhará eficiência e poder em suas instituições e empresas, capacidade de competir internacionalmente e que poderá construir uma burocracia profissional, livre dos arreglos, das propinas e comissões indevidas – poderemos acreditar que seremos ainda um grande país.
         Mas se os céticos predominarem, com aquela mentalidade de que a corrupção é um mal inextirpável e que nada quanto a isso poderá ser feito, o clima de podridão governamental e social será multiplicado, criando externalidades negativas, como o desperdício de bens e recursos, além de manter imensa desigualdade social, com o tempero da violência e opressão dos mais pobres.
         O Brasil, portanto, vive um grande dilema: ou reduz a corrupção a níveis toleráveis (porque o coeficiente zero de corrupção é humanamente impossível) ou submergirá na escuridão da recessão, da ineficiência e da perda de credibilidade internacional – que é o que parece estar ocorrendo ainda hoje.
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*Waldo Luís Viana é escritor, economista e poeta. Esse artigo baseou-se no brilhante livro do economista Robert Klitgaard, “A Corrupção sob Controle”, publicado no Brasil por Jorge Zahar Editor, 1994.