terça-feira, 20 de setembro de 2011

OSWALDO COLOMBO FILHO


O PODER ESTÁ ATRÁS DO TRONO

Discordo em essência, e pelo total despojo de cidadania daqueles que se manifestam não haver relevância a forma pela qual o novo Ministro do Turismo chegou à pasta; dizem: "Ao povo, não importa o apadrinhamento do novo titular do Ministério do Turismo, mas sim a sua capacidade e a sua honestidade na gerência do cargo que vai ocupar" (frase extraída da coluna opiniões). A mim, e a muitos cidadãos conscientes, tudo importa, pois é uma afronta coligar apadrinhamento à competência que somente se dá pela qualificação profissional, expressão técnica, funcional, acadêmica e probidade do indivíduo escolhido. Isto é o mínimo desejável. Tal qual não é mais aceitável a indicação política para Ministros das mais altas Cortes de Justiça, tais cargos deveriam ser ocupados por juízes de carreira, e para tanto já concursados e eleitos por seus pares. Hoje nem sequer temos ministros que foram juízes e, portanto aprovados em concursos públicos; aliás, alguns foram reprovados mais de uma vez em suas vãs tentativas, e estão lá a dar pareceres ou a reter processos em benefício de quem os indicou. Isto não Justiça, é fruto da injustiça qualificada pelo apadrinhamento e pelo nepotismo. Vide caso do clã Sarney no STJ e que até garantiu censura ao jornal O Estado de S. Paulo; os expurgos nas cadernetas de poupanças nas mãos de Toffoli no STF; ali também estão os aposentados e o fator previdenciário. Portanto, o apadrinhamento é indefensável e se fosse capaz de algum resultado o estado do Maranhão não seria o mais miserável do país, teria deixado a muito de ser uma reles capitania hereditária. O apadrinhamento, tal qual o nepotismo, largamente difundido no Congresso, e em boa medida na cultura dos brasileiros, não faz parte do manual da competência e da meritocracia; mas sim do conchavo da politicalha, e isto sem exceção tal qual o episódio dessa indicação ao Ministério objeto do tema que sequer deveria existir. Demonstrou mais uma vez a nós, - "a parcela da nação consciente", que temos uma pseudopresidente; pois quem mandou um dos seus assumir no feudo "Turismo", foi o seu dono - José Sarney e com total beneplácito e auspícios de Rousseff. Pior ainda é alguém acreditar que haja faxina, ou qualquer sentido de limpeza ética. Nada mudou apenas a técnica diversionista de se mostrar a público outra forma do populismo atuar. Desceram do palanque, afastaram-se do linguajar de botequim para adotar tom sóbrio e buscar o elo perdido e ainda não adesista ao populismo da gestão anterior. Mais do que nunca e com o fisiologismo dirigindo o país, de forma escancarada, pode-se utilizar a histórica expressão: "O poder está atrás do trono", e nada é o que se vê. -

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com São Paulo